31.8.06

TVA anuncia Tv a cabo portátil com Slingbox importado

Liga conversinha da firma de TV por assinatura, tipo pagando uma de TV paga portátil, pra assistir no laptop, se pam com wi-max e slingbox importado (tipo milianos trombei no wsj com um teste do slingbox). Vai vendo o salve da correria no Yahoo Notícias:
TVA lança portabilidade da TV enquanto desenvolve acesso móvel WiMax
31/7/2006 - Agência Estado
A TVA anunciou um produto que prepara a companhia para a evolução do triple ao quadruple play - que agrega mobilidade à oferta conjunta de TV, banda larga e voz. A empresa tornará a assinatura de TV paga do usuário portátil, podendo ser vista a partir de qualquer dispositivo com acesso banda larga à internet, computadores fora da residência, laptops e até mesmo PDAs. Para tanto, a TVA customizou um aparelho desenvolvido nos Estados Unidos, chamado Sling Media, e que será importado pela companhia. "Para nós, o conceito triple play está até um pouco desatualizado", afirmou Leila Loria, diretora superintendente da TVA, durante coletiva de imprensa realizada nesta manhã.

A portabilidade do acesso da TVA pressupõe a compra do Sling Media, que será vendido em 10 parcelas de R$ 99,90 para quem já é assinante da TV paga oferecida pela companhia ou 10 vezes de R$119,90 para quem não é cliente e precisa adquirir também o roteador para acesso à TV. Não haverá custo mensal pelo uso do serviço, somente a aquisição do terminal. O aparelho ficará conectado ao roteador e também ao acesso banda larga. Quando o assinante estiver fora de casa, por meio de um software apropriado, ele poderá, a partir de qualquer computador, assistir à programação contratada em seu pacote. As informações são captadas do roteador e enviadas a partir do computador residencial do usuário para a web, onde pode ser capturadas de qualquer lugar pelo usuário. Para ter o benefício da portabilidade, o cliente precisa ser assinante do pacote digital e também do serviço de banda larga da própria TVA, o Ajato.

De acordo com Leila, a necessidade do Ajato deve-se ao fato de que é preciso garantia de capacidade de banda de 90%, com um upload de ao menos 256 Kbps - o que nem sempre é possível nos acessos ADSL oferecidos pelas operadoras de telefonia. No entanto, para assistir a sua programação TVA remotamente, o usuário pode usar qualquer banda larga que estiver disponível, desde que com uma velocidade mínima de 300 Kbps. No futuro, de acordo com a diretora, a idéia é abrir o produto para outros provedores, uma vez garantida velocidade suficiente no uplink. (...)

Leila contou que o Sling Media é um produto de nicho. Inicialmente, contou ela, a TVA importará 1,0 mil aparelhos e, conforme a demanda, trará mais. A estratégia do Sling Media ficará completa quando a companhia lançar sua banda larga sem fio, o WiMax, comercialmente. A partir de então, a companhia poderá ser considerada quadruple play. Por enquanto, o serviço continua em fase de pesquisa, com três células instaladas na cidade de São Paulo. A TVA anunciou sua investida no WiMax em novembro do ano passado. Samsung e Intel atuam em parceria com a operadora de TV. (...)

A TVA conta com 320 mil assinantes de TV Paga e 60 mil, de banda larga. Destes 320 mil, 200 mil estão na cidade de São Paulo, sendo 80 mil usuários do pacote digital. A expectativa é que os 65 mil assinantes do Rio de Janeiro sejam transformados em digitais até o final de 2007.

Sentiu firmeza? Tiazinha pagando comédia, inventando dialeto novo, pagando de gatinha como quadruple player. Convergência, daquele jeito. Se virar, virou!

Update em 20/9/2006:
Liga matéria sobre o esquema no jornal Diário do Comércio:
Quadrupleplay
8/4/2006 - Carlos Ossamu
Além de tevê, dados e voz, que formam o Triple Play, a operadora estará comercializando em breve o quarto elemento, que é a portabilidade.

De uns dois anos para cá, muito se tem falado do Triple Play, que é a convergência de voz, dados e imagens (tevê) em uma mesma rede. Na semana passada, a operadora de tevê paga TVA (www.tva.com. br) anunciou que já estará oferecendo em breve o Quadruple Play, adicionando recursos de portabilidade aos seus serviços. Isso será feito por meio de dois novos serviços: o primeiro é o acesso banda larga sem fio WiMAX, anunciado no fim do ano passado e que transformará a cidade em um gigantesco hot spot, e o segundo será o acesso à programação da tevê por assinatura por conexão banda larga em qualquer computador ou PDA localizado no mundo.

Segundo explica Virgílio Amaral, diretor de Estratégia e Tecnologia da TVA, não se trata de acessar a programação diretamente nos servidores da operadora, pois os estúdios e os canais de tevê têm receio em disponibilizar seus conteúdos na internet por conta da pirataria. Na verdade, o usuário estará acessando remotamente o seu decoder em casa. Para tanto, ele deverá ser assinante da TVA Digital e do Ajato, além de adquirir um equipamento chamado Sling, que curiosamente tem o formato de uma barra de chocolate. Ele será vendido por R$ 1.199 com um roteador e por R$ 999 para assinantes que já possuem o roteador, tudo dividido em dez parcelas.

"Esse equipamento é produzido pela Sling Media e já está em uso nos Estados Unidos, Ásia e Europa. A tecnologia permite que o usuário possa assistir a sua programação mesmo estando em viagem, em qualquer parte do mundo. Basta ter um computador, seja desktop, notebook ou PDA com acesso banda larga", explica Leila Loria, diretora-superintendente da TVA. Ela explica que foi desenvolvido um software, instalado no notebook o PDA, que permite ao usuário acessar o decoder, mudar de canal e até programar a gravação no DVR. Não é necessário ter uma placa de captura de vídeo no equipamento.

Virgílo Amaral completa, dizendo que o software gerencia a qualidade das imagens acessadas remotamente. "O usuário não irá ver imagens quebradas ou estouradas. Será uma imagem de vídeo, a 30 frames por segundo", garante. Para tanto, a conexão do Ajato que ele deverá ter em casa é de no mínimo 250 Kbps e o computador em que ele acessará os canais de tevê precisará estar conectado a um acesso banda larga de no mínimo 300 Kbps.

Por medida de segurança, para evitar que algum pirata se aposse do sinal da tevê, apenas um usuário por vez terá acesso ao sinal do decoder, seja em casa ou remotamente. O Sling possui também uma saída S-Video, que permite conectar uma câmera de vigilância. Assim, é possível monitorar a casa ou o portão remotamente.

Por enquanto, a TVA Digital é oferecida apenas em São Paulo, onde tem cerca de 80 mil assinantes (cabo e MMDS) ou 40% do total de 200 mil assinantes em São Paulo. No Rio de Janeiro, próxima praça a oferecer esse serviço, o total de assinantes é de 65 mil.

A revolução não será televisionada!

Update:
4.10.2006 : Assistindo TV a cabo no computador, de graça, sem baixar nada

-> Arquivo: 21.6.2006 : Assistir a Copa no computador, dicas do Link Estadão e da Wired
-> Arquivo: 10.4.2006 : TV, Futebol, Orkut e a torcida do Corinthians
-> Arquivo: 6.5.2006 : TV a cabo informal na Índia, modelo domina 80% do setor.
-> Arquivo: 8.9.2005 : TV a cabo de graça, da China, pela web e em p2p no WSJ/Estadão.
-> Arquivo: 9.8.2005 : Slingbox no WSJ/Estadão
-> Arquivo: 2.8.2005 : TV a gato ou TV a cabo popular por R$ 15,00 por mês
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : TV a Cabo, Wi-Fi, DVD Portátil e Laptop
-> Coletando : Buscapé : Wireless e Wi-fi
-> Compartilhando Banners : Livro - A Sociedade do Espetáculo
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30.8.06

Vencedores do concurso de design de carrinhos para sem teto


Pump & Jump
Originally uploaded by tupi.

Liga milidias mandei um salve aqui sobre o Designboom Shelter in a Cart concurso gringo de design pra veiculos movidos a traçao humana, pra morador de rua, agente independente de reciclagem, uscambau.

Liga q o site oficial do esquema ainda nem publicou os trampos finalistas mas ligeiro o blog Treehugger teve o dom de postar as fotinhas, ilustras, projetos, dos finalistas e do vencedor, uscambau. Vai vendo:

Treehugger - Shelter in a Cart Competition

Sentiu firmeza? Tipo, quem ganhou foi uma banca de gregos, mais na levada convencional, essa imagem q copiei com ideia de usar bagulho inflavel, e do finalista coreano, bem louco.

Se virar, virou. Sem miseria!

-> Arquivo: 16.6.2006 : Casa instantânea móvel, dobrável e com laptop na Designmai 2006
-> Arquivo: 10.4.2006 : Casa de vestir, roupa de morar
-> Arquivo: 21.3.2006 : Barraca móvel para sem-teto na Bienal de Arquitetura 2005
-> Arquivo: 13.1.2006 : Concurso gringo de Carrinho para sem teto ou catador de recicláveis
-> Arquivo: 15.8.2005 : Projetos de arquitetura nômade de Lerner para Prefeitura de São Paulo no JT
-> Arquivo: 27.7.2005 : Concurso Design de Caráter Social - Transporte individual de carga e reciclagem
-> Arquivo: 8.12.2004 : Meme Corporativo - Ben & Jerry's patrocinando arquitetura e moda nomade homeless
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Pneus, Trekking e Carrinhos
-> Coletando : Amazon : Livros Mobile, the art of portable architecture
-> Compartilhando Banners: Livros Além da Globalização e A Economia Solidária no Brasil. A autogestão como resposta ao desemprego.

27.8.06

Autor lança livro sobre economia dos games dentro do próprio game

Book signing and Hamlet Au's interview with Julian Dibbell, author of "Play Money"

Liga nóis notícia milidias no blog Boing Boing: Virtual money economics author to sell book for virtual money. Tipo, tiozinho jornalista Julian Dibbell, escreveu o livro Play Money, sobre a molecada q faz a correria, tipo arrecadando um malote trampando cavocando ouro no game mmorpg Ultima Online. Então, maluco tb fez o lançamento dentro do game Second Life, pagando comédia distribuindo autógrafo com avatar e tendo o dom de aceitar o dinheiro do jogo, Linden Dollar, daquele jeito.

Milidias tb saiu no Estadão Online, matéria sobre o Second Life, arrecado, uscambau. Olha a conversa:
Pessoas ganham a vida em ambientes virtuais de Games online
5/6/2006 - EFE

Jogos tridimensionais imersivos como o ´Second Life´ mostram que o virtual já é uma realidade cotidiana para muitos usuários, que fazem de sua existência nos games uma fonte de renda bem palpável

NOVA YORK - As histórias de ficção científica que imaginavam a realidade virtual ficaram para trás, já que atualmente mais de 200 mil pessoas de todo o mundo levam uma "segunda vida" em uma sociedade na internet que tem até moeda própria.

"Second Life" é um mundo virtual construído com uma avançada tecnologia tridimensional. Seus habitantes, que se comunicam como no mundo real, podem ter forma humana ou animal e ter qualquer aparência.
A plataforma tecnológica do mundo paralelo foi desenvolvida em 2003 pela empresa americana "Confinem Lab", mas a pequena cidade virtual - ruas, praças, lojas, etc. - são configurados pelos residentes.
Os "ambientes" de "Second Life" são espaços virtuais de três dimensões que podem ser realistas ou fantasiosos dependendo do grau de criatividade e da imaginação das "figuras", que também podem criar a vontade suas próprias fisionomias.

Segundo seus criadores, 60% dos usuários da sociedade "Second Life" são homens e 40%, mulheres. Eles têm entre 18 e 85 anos e trabalham em quase todos as áreas.
A "Second Life" tem seu próprio jornal, o "Second Life Herald", cassinos, uma economia que movimenta cerca de US$ 500 mil por semana e uma moeda própria, o "dólar Confinem", que pode ser convertido em dólares americanos em casas de câmbio.
O aspecto mais impressionante da "Second Life" é que os "dólares Confinem" podem comprar terras, imóveis, produtos e serviços virtuais que depois podem gerar receitas efetivas.

O "avatar" com o nome chinês de Anshe Chung, por exemplo, faz dinheiro real com suas propriedades virtuais, que aluga para "residentes" viverem ou trabalhar.
A uma taxa de câmbio de 300 "Confinem" por dólar, Chung ganhou na vida real cerca de US$ 250 mil, segundo uma reportagem publicada na revista "Business Week".
A tarifa para "jogar" na "Second Life" é de US$ 9,95 ao mês. Esse é o valor da conta "premium", que dá direito a comprar e possuir terrenos e objetos com uma soma inicial de 1.250 "dólares Confinem" e outros 500 a cada semana.

Entre os proprietários de terrenos está o empresário e investidor em tecnologia Joi Ito, cuja ilha virtual em "Second Life" é, na vida real, uma sala de conferências e exposições com a qual economiza tempo e dinheiro.
De fato, o espaço virtual da "Second Life" está sendo utilizado por pessoas e empresas de renome com objetivos "sérios" ou "reais".
O banco "Wells Fargo" já abriu um escritório em uma de suas ilhas, ao passo que um consórcio de 200 empresas, entre elas a Wal-Mart, a American Express e a Intel, está explorando possibilidades de intercâmbio de informação virtual.

Para os analistas em tecnologia, a "Second Life" deve ser levada a sério como fonte e plataforma de negócios e como um dos primeiros exemplos de realidade virtual para consumidores.
Entretanto, afirmam que as limitações do mundo virtual da "Second Life" ainda estão na tecnologia disponível, já que os "residentes" só podem se comunicar através de texto e não de voz.
Os analistas também acham pouco provável que os usuários da realidade virtual se esqueçam do mundo real, e que provavelmente o que acontecerá será a combinação dos dois mundos.

Sentiu firmeza?
Sem miséria!

-> Arquivo: 19.4.2006 : NEV, Nova Economia Virtual, ou Economia Matrix por Serendipidade.com
-> Arquivo: 31.1.2006 : Capitalismo cognitivo ou Economia da informação
-> Arquivo: 13.1.2006 : Blog Game Reporter e Certezas Provisórias agora no Wordpress grátis
-> Arquivo: 17.10.2005 : CLAP Conhecimento Livre e Aberto de Produção
-> Arquivo: 6.2.2005 : Denúncia de exploração de gamers no terceiro mundo
-> Arquivo: 20.1.2005 : Dinheiro digital - PEDs, Project Entropia Dollars
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Ragnarok
-> Coletando : Amazon : Loja da Taba : Livro - Play Money. Or, How I Quit My Day Job and Made Millions Trading Virtual Loot
-> Compartilhando Banners : Livro - Simulacros e Simulação e Game - Doom

Camiset.andh.us e Ad server do Compartilhando Banners de volta

Liga q ligeiro descobri a causa da treta nos bancos de dados q tiraram do ar o Camiset.andh.us e o ad server (phpadsnew) do Compartilhando Banners. Vai vendo, os usuários dos bancos de dados tinham dado baixa, 1-2 sumiram do sistema. Sem vacilo recriei os users e a goma voltou ao normal. Troquei uma idéia com o suporte do host e tiozinho lembrou q aconteceu isso uma vez, mas q é raro, sei lá, daquele jeito.

O bagulho é doido!

-> Arquivo: 21.08.2006 : Pane nos bancos de dados do Camiset.andh.us e Compartilhando Banners
-> Arquivo: 28.07.2006 : Balanço do trimestre na Taba - abril a junho de 2006
-> Arquivo: 22.4.2006 : Agradeço Sao Judas Tadeu pela graça alcançada
-> Arquivo: 26.3.2006 : Camiset.andh.us fora do ar. Temporariamente se pam.
-> Arquivo: 10.2.2006 : Investimento da Taba #1 Compra de domínio e hospedagem andh.us
-> Taba : Cachimbando : Camisetando Ponto Tk e Biro de Midia Compartilhado
-> Camiset.andh.us : São Judas Tadeu em Tie Dye
-> Compartilhando Banners : Participantes e Como Funciona
-> Technorati Tags: , , , , , , ,
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23.8.06

Relatório da ONU sobre o racismo no Brasil

Liga nóis matéria ano passado no jornal O Estado de São Paulo com salve da ONU - Organização das Nações Unidas, sobre a treta racial de milianos aqui em pindorama. Sente o drama:
Aumenta o fosso entre negros e brancos
19/11/2005 - Ricardo Westin, Colaborou: Robson Pereira

Conclusão faz parte de relatório das Nações Unidas sobre racismo no País

Se existissem dois Brasis, um só com brancos e outro só com negros, o primeiro estaria, no quesito qualidade de vida, ao lado de países europeus relativamente desenvolvidos, como Bulgária e Letônia. O Brasil dos negros, por outro lado, ficaria próximo de países muito pobres, como o Vietnã e a Bolívia.

Esse persistente fosso entre brancos e negros é a principal conclusão de uma edição especial do Relatório de Desenvolvimento Humano a respeito do racismo no Brasil. O trabalho, realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), teve como base estudos realizados no País nos últimos anos sobre o assunto. A divulgação ocorreu às vésperas do Dia da Consciência Negra, que será comemorado amanhã. Em 2002, o Brasil ocupava uma posição intermediária no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Pnud, que considera três fatores fundamentais de qualidade de vida: renda, esperança de vida ao nascer e nível de educação. Num universo de 177 países, estava em 73º lugar. Se no Brasil vivessem só os brancos, o País estaria em 44º lugar. Se houvesse apenas os negros, em 104º lugar – considerável distância de 60 posições.

O fosso fica ainda mais profundo quando se separam os Estados. A melhor qualidade de vida têm os brancos do Distrito Federal – vivem tão bem quanto na República Tcheca (33º lugar no ranking mundial). No outro extremo, estão os negros de Alagoas – vivem na mesma precariedade que a população da Namíbia (122º lugar no ranking). "A democracia racial no Brasil é um mito. Os efeitos da escravidão permanecem até hoje", afirma José Carlos Libânio, assessor do Centro Internacional de Pobreza do Pnud. O Relatório de Desenvolvimento Humano também mostra a discriminação racial por meio de indicadores socioeconômicos. O número de pobres (com renda per capita inferior a R$ 75,50) no Brasil diminuiu 5 milhões entre 1992 e 2001. Os negros, porém, foram levados na contramão: o número de pobres cresceu 500 mil. Ainda no caso deles, o desemprego é maior e o salário é menor – invariavelmente.

Violência e Educação

Na educação, apesar de os índices brasileiros terem melhorado sensivelmente, os negros ainda estudam menos que os brancos. Eles ficam, em média, 2,1 anos a menos que os brancos nas salas de aula. "Estamos falando só da questão quantitativa. Se falássemos da qualitativa, a situação seria muito pior. Normalmente os negros estudam em escolas ruins, com pouca ou nenhuma estrutura, sem professores qualificados, na periferia das cidades", diz Diva Moreira, editora do relatório.

A tendência se repete quando se trata de segurança. Ser negro significa ser o alvo preferencial da violência que resulta em morte. E também, pelo menos no caso do Rio, a maior vítima da polícia. "Em todos os indicadores sociais possíveis e imagináveis, a situação é a mesma. Se o indicador é negativo, os negros são maioria. Se o indicador é positivo, eles são minoria", resume Rafael Osório, do Centro Internacional de Pobreza do Pnud.

O relatório foi apresentado dia 18/11/2005 no Capão Redondo, um dos bairros mais pobres e violentos de São Paulo. Das oito pessoas que estavam na mesa de apresentação, só duas eram negras. A pequena presença dos negros em posições de influência no País foi um dos problemas apontados pelo relatório.

Para o coordenador do Observatório Afrobrasileiro, Marcelo Paixão, essas desigualdades deveriam ter sido enfrentadas há pelo menos 70 anos. "Esse é o tamanho do atraso para um País que foi o último nas Américas a abolir a escravatura e passou o século 20 sem políticas de integração para afrodescendentes. No máximo, fez políticas globais achando que atenderia todo mundo, o que evidentemente não aconteceu."

É muita treta!
Tipo aquela rima dos Racionais: "Preto e branco pobre se parecem mas não são iguais".

Antigamente quilombos, hoje periferia. 500 anos de extermínio.

-> Arquivo: 15.5.2006 : A não representação dos afro-descendentes na História do Brasil
-> Arquivo: 24.4.2006 : Marcelo Paixão da ONG Observatório AfroBrasileiro, entrevista no Estadão
-> Arquivo: 6.3.2006 : Faculdades Zumbi dos Palmares
-> Arquivo: 1.2.2006 : Projeto Terra Negra Brasil - Financiamento agrário para afro-descendentes
-> Arquivo: 4.10.2005 : Cotas para afrodescendentes nas empresas e corporações
-> Arquivo: 24.8.2005 : Arnaldo Jabour x MV Bill no Flip 2005
-> Arquivo: 14.7.2005 : Reparações aos descendentes daqueles que sofreram com a escravatura, sequestro e trabalhos forçados
-> Arquivo: 11.4.2005 : Uma história não contada
-> Taba : Discursando : Nas Listas : Radinho : Re - Reconhecimento de diferenças rompe desigualdade nas escolas
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Racionais MCs e Candomble
-> Coletando : Livraria Cultura: Livro - Uma história não contada. Negro, racismo e branqueamento em São Paulo.
-> Compartilhando Banners : CDs São Mateus pra vida e Antigamente quilombos, hoje periferia.

21.8.06

Pane nos bancos de dados do Camiset.andh.us e Compartilhando Banners

Liga q desde sexta passada a casa caiu pros corres da Taba hospedados no domínio andh.us. Ligeiro deram baixa, se pam por causa de falha no banco de dados, o wiki Camiset.andh.us e o ad server do Compartilhando Banners.
1-2 já tô trocando uma idéia com o maluco do suporte. Daquele jeito.

Guerreiro de fé nunca gela!

-> Arquivo: 28.07.2006 : Balanço do trimestre na Taba - abril a junho de 2006
-> Arquivo: 22.4.2006 : Agradeço Sao Judas Tadeu pela graça alcançada
-> Arquivo: 26.3.2006 : Camiset.andh.us fora do ar. Temporariamente se pam.
-> Arquivo: 10.2.2006 : Investimento da Taba #1 Compra de domínio e hospedagem andh.us
-> Arquivo: 6.2.2006 : Comunix do Hernani Dimantas e Arte Coletivos do Marcelo Terça-Nada no Compartilhando Banners
-> Taba : Cachimbando : Camisetando Ponto Tk e Biro de Midia Compartilhado
-> Compartilhando Banners : Participantes e Como Funciona
-> Technorati Tags: , , , , , , ,
-> Blogblogs Tags: , , , , , , ,

17.8.06

Handselecta - Tipos de letra com alfabetos de grafite e pixaçao


Eve 14
Originally uploaded by silviotanaka.


Liga correria bem louca, tipo uma font haus, firma q vende tipos de letras para usar no computador, tudo digitalizado, baseado em street art, graffiti e pixo. Vai vendo:
Handselecta.com
Handselecta is an evolving project dedicated to the geographic styles of urban calligraphy that have emerged and developed over the last 30 years. We are a font foundry creating innovative new product while we document and write the history of handstyles in the world of graffiti.
Traduzindo: Handselecta é um projeto dedicado aos diferentes estilos de arte da rua espalhados geograficamente que tem surgido e desenvolvido nos últimos 30 anos. Nós somos um estúdio tipográfico criando novos produtos inéditos enquanto documentamos e escrevemos a histórias dos estilos de escrita no mundo do graffiti.

Tipo registro, venda e comercialização de tipologia rabisco feito a mão, grafitagem na parede, ligeiro pra representar no pc, mac, linux, pá e tal. Fonte lá não é tudo de graça não, sem massagem. Grafiteiro digital, teve o dom!
Demorou pra maluco de pindorama colar lá como colaborador, ou se jogar em esquema na mesma levada. Vacilou, tá valendo até escrever caligrafia, tipografia sob encomenda com oferta no Mercado Livre, blog, webdesign, grafiti, escambo, daquele jeito.

Sem miséria!

Updates:
19/10/2011: GraffitiFonts.net - Tipos de letra de grafite grátis ou em CD
9/8/2011: Graffiti 3D de verdade com objetos reciclados
27/7/2011: Documentários de pixação em DVD e no cinema de museu de arte
20.7.2011 : Letras de grafite e pixação pro Orkut
13.7.2011 : Livro Ttsss... A grande arte da pixação em São Paulo pra download grátis
6.2.2007 : Grafiteiros, Pixadores e Marchands no Estadão
13.9.2006 : Exposição de shapes grafitados - Arte skate na Galeria Central

-> Arquivo: 2.6.2006 : Livro "A grande arte da pixação em São Paulo" na Folha de SP
-> Arquivo: 17.4.2006 : Crochê, tricô, fuxico, mobs e arte da rua
-> Arquivo: 28.2.2006 : Arranjo produtivo do grafite e pichação no jornal Estadão
-> Arquivo: 4.8.2005 : Arranjo produtivo do Graffiti
-> Coletando : Amazon : Livro - Graffiti Brasil
-> Coletando : Livraria Cultura: Livros Graffiti Brasil e TTSSS, A grande arte da pichação em São Paulo
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Pintura , CD de Fontes e Cliparts
-> Compartilhando Banners : Serviços - Desenhos em vetor no Mercado Livre
-> Camiset.andh.us : Temas de Estampas : Arte da Rua

Wikimapia - Wiki com Google Maps

Liga nois, tipo corre bem louco misturando mapas e fotos via satélite do Google Maps com estilo wiki. É só chegar chegando e adicionar uma etiqueta na goma q quiser e se jogar no edit this page pra improvisar na descrição, rimar, contar história, uscambau.
Ligeiro tem uma pá de wiki páginas sobre São Paulo, Rio, Pindorama, daquele jeito. Vai vendo:
http://www.wikimapia.org
Let's describe the whole earth

Sentiu firmeza? Então, nessa levada de colocar lado a lado wiki e mapas, gps, pá e tal, tb tem os corres do Openstreetmaps.org, o Placeopedia (linkando verbetes da wikipedia com Google Maps) e até uma fita mais tosca, sem foto aérea, no NYWiki, tipo pagando de wiki da cidade de nova iorque, sei lá, tá valendo.

Dando um pião, trombei com esse tutorial no Wikimedia, se pam mandando um salve de como integrar o Google Map com um wiki, sente o drama: Google Maps Extension.

Não adianta querer ser, tem que ter pra trocar, o mundo é diferente da ponte pra cá.

-> Arquivo: 07.7.2006 : Wetpaint, Wikia Campaigns, Wikiupload e Wiki do Estilingue
-> Arquivo: 19.5.2006 : Café da manhã ambulante, temporário e autônomo em São Paulo
-> Arquivo: 28.9.2005 : USP copiou o CavaCava do Charles ?
-> Arquivo: 21.7.2005 : Mapas e fotos via satélite do Google e correrias tupiniquins
-> Taba : Cachimbando : Blogchalking Reverse Ponto Tk e Wikifarmbrasil Ponto Net
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : GPS e Mapas
-> Compartilhando Banners : Livro - The New Geography : How the Digital Revolution Is Reshaping the American Landscape
-> Camiset.andh.us : Temas de Estampas : Wikis
-> Technorati Tags: , , , , , , ,
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15.8.06

Baratofone e Lig Center - Correria voip popular



Liga matéria milianos no Jornal Estadão, tipo firma usando voip para o povo, mixando com lan house barata, skype e gizmo para as massas, finada telefônica, locutório, sei lá. Olha a conversa:
Telefone via internet chega às ruas
18/12/2005 - Paulo Baraldi

Enquanto as ligações ficam mais caras em casa, empresas como a Baratofone tornam o telefone mais acessível

A cada dez dias, o estudante Rodrigo dos Santos, de 22 anos, liga para a amiga Ana Clara, que mora na França. Só que, para não estourar o orçamento com os gastos das ligações internacionais, o jovem usa o que há de mais moderno e, em alguns casos, econômico: o sistema de voz sobre protocolo de internet (IP), também conhecido como VoIP ou telefonia via internet.

Ele ainda usa a cabine da Baratofone, empresa que arriscou investir na telefonia via internet. Com isso, reduziu bem o custo do minuto. Santos, um assíduo freqüentador das cabines, economizou, se comparado ao sistema convencional de telefonia, até R$ 1,32 em cada minuto com Ana Clara, para quem ligou na sexta-feira, como de costume.

Se o rapaz estivesse em casa ou no serviço e quisesse ligar para a amiga na França usando o serviço da Telefônica, pagaria R$ 2,41 por minuto. Pela Embratel, R$ 2,06. Na Baratofone, ele paga R$ 1,09. Os valores referem-se a uma ligação durante a semana, à tarde.

"É muito mais barato. Ligo para amigos e para a família daqui, além de ter o conforto da cabine", diz Santos. O conforto ao qual o estudante de análise de sistemas se refere são cabines de vidro, cada uma com aparelho de telefone, cadeira e tarifador. O consumidor acompanha quanto gasta e quanto tempo está ao telefone. Formato importado da Argentina em 2002, quando a empresa foi fundada por 5 sócios, sendo 2 argentinos. Na época, ainda não se tinha idéia do uso do sistema VoIP.

Com o tempo, algumas alterações foram feitas. Alguns sócios se foram e outros chegaram. O preço teve de passar por aprimoramento para manter a concorrência. "Um minuto para a Nigéria custava R$ 9 há um ano e meio", conta o presidente da Baratofone, Alberto Rosati. Hoje, custa R$ 2,49. Pela Telefônica, sai por R$ 6,05. Há um ano e meio, a telefonia passou a ser pelo sistema VoIP.

Segundo Rosati, a empresa então começou a crescer. O que no início era uma loja com dez espaços para ligações em bairro nobre de São Paulo virou uma rede de franquias, instaladas em lugares mais populares, com grande movimento, como Praça da República e Brás, centros comerciais em São Paulo.

Ao todo, são dez lojas, duas no interior de São Paulo e as outras na capital paulista. Apenas este ano foram inauguradas quatro delas. A expectativa é ter 20 até o fim de 2006. A empresa já negocia a expansão da rede para o Rio e Porto Alegre. "Também enxergamos as cidades vizinhas (de São Paulo) com grande potencial."

Crescimento

O faturamento da Baratofone por pouco não vai dobrar em um ano. Fechou 2004 em R$ 1,3 milhão e a previsão é encerrar 2005 em R$ 2,3 milhões. Porém nem tudo vem da telefonia. As unidades da empresa também oferecem outros serviços, como acesso à internet, xerox e impressão de documentos.

Por mês, são consumidos cerca de 200 mil minutos em ligações, dos quais 65% são locais. A segunda maior fatia cabe a ligações de longa distância, 15%. Chamadas internacionais e locais para celulares têm 10% de representatividade cada. "São 80 mil pessoas por mês. Cada um usa, em média, R$ 3", conta Rosati.

Enquanto o sistema de voz por protocolo de internet invade, cada vez mais, as empresas e residências dos brasileiros, a quantidade de telefones fixos em serviço fica estável. Nos últimos três anos, o avanço é quase imperceptível nos gráficos, bem diferente do desempenho entre 1998 e 2001, quando a quantidade pulou dos 20,3 milhões para 37,4 milhões.

Mas são poucos os que conhecem o sistema VoIP. Muitos não percebem nem se o preço da ligação é menor, como o pedagogo Paulo Roberto Silvestre Júnior, que gastou R$ 11,20 em sete ligações. Duas delas feitas para um amigo em Pernambuco. "A cabine é tranqüila, não tem chiado como no orelhão na rua. A ligação é bem melhor", avalia Silvestre Júnior. Sobre VoIP, ele não conhece nada.

A costa-riquenha Yanit Nuñez também desconhece a diferença entre um telefone convencional e um via internet, mas diariamente, há uma semana, usa o sistema VoIP para se comunicar com a família na Costa Rica. "Não faz diferença, venho aqui por ser mais perto", diz ela, logo depois de sair da cabine na Praça da República, onde está o prédio principal da Baratofone.

Além do preço competitivo e do bom desempenho de ligações via internet , Rosati acredita que a empresa também tem atraído usuários de telefones públicos das operadoras convencionais, principalmente com o crescimento explosivo nas vendas de telefones móveis. "Quase todo mundo tem celular pré-pago e acaba usando o orelhão para fazer ligações", explica. Além da Baratofone, outras empresas já surgem com o sistema VoIP, oferecendo ligação mais barata e também instaladas em lugares estratégicos, como a Lig Center, fundada há um ano.

Sentiu firmeza?

Sem miséria!

-> Arquivo: 25.4.2006 : Skype In e Skype Out no Brasil, teste do blog Garota sem Fio, etc.
-> Arquivo: 12.3.2006 : Adiado para 2007 o fim da cobrança por pulsos na conta de telefone
-> Arquivo: 28.2.2006 : Movimento FON recebe investimento do Google e Skype, notícia no Wall Street Journal
-> Arquivo: 23.11.2005 : Pq Ebay comprou Skype ? Matéria no WSJ.com, etc.
-> Arquivo: 10.3.2005 : Fita voip wi-fi dominando
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Telefone e Voip
-> Compartilhando Banners : Mercado Livre : Telebox & Skype, conecta seu PC no telefone sem fio para usar Voip

14.8.06

Blog Novo-Mundo.org, Rafael Slonik, silvícola #12

Liga q milidias, no começo do mês, o mano Rafael Slonik chegou chegando pra participar no esquema da Taba do Tupi, lado a lado no Compartilhando Banners, pá e tal. Ligeiro trocamos uma idéia e 1-2 o Rafael já se jogou divulgando uma pá de banner do Compartilhando e tb ganhou a cota da incubudora e clube de investimento em projetos copyleft, c2c e open source, como membro número 12 da correria da Taba. Teve o dom!

Então, o mano milianos faz o corre no blog Novo-Mundo.org/log, com experiência a milhão em gestão de informação, SEO, programa de afiliados, adsense, pá e tal e milidias mandou um salve inventando um esquema bem louco, tipo uma consultoria grátis pra blogs, sentiu firmeza? Sem vacilar, tb endolou uma fita nova, um blog especializado em informação, vai vendo: Novo-Mundo - informarE. Cabelo avoa!

Liga nóis q a idéia da consultoria gratuita se pam é copyleft e c2c até umas horas. Se pam tá valendo setar um wiki pra adiantar o esquema, reunir case, tutoriais, links, gerar receita via afiliados, daquele jeito. Pode até representar no futuro wikifarm, mais um projeto só no sapatinho da Taba :-) Desde milidias tô fazendo um catado no Simpy (tag Consultori.andh.us), reunindo rima de maluco nessa mesma levada, tipo conselho, consultoria, análise, pesquisa, uscambau. Demorou!

Se virar, virou. É nóis. Sem miséria!

-> Arquivo: 30.4.2006 : Blog Virgula-Imagem, Marcelo Terça-Nada, silvícola #11
-> Arquivo: 22.4.2006 : Blog Espaço Livre no BR101.org, China, silvícola # 10
-> Arquivo: 31.3.2005 : Blog Alfarrábio, Paulo Bicarato, silvícola # 9 e FFF no Compartilhando Banners
-> Arquivo: 17.3.2006 : Blogs do Sergio e Aprendendo Física - Sérgio F. Lima, Sílvicola # 8
-> Arquivo: 12.5.2005 : Blog Foi Engano, Amanda Vieira, silvícola # 7
-> Taba : Silvicolas
-> Taba : Emboscando : Wikifarm Brasil
-> Compartilhando Banners : Participantes
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Blog e Biblioteca
-> Technorati Tags: , , , , , ,
-> Blogblogs Tags: , , , , , ,

13.8.06

Tati Quebra Barraco pra patricinhas e playboys no Estadão


tati quebra barraco; SPFW
Originally uploaded by funk brazil !.

Liga matéria milianos no Jornal Estadão, tipo a playboyzada de São Paulo pagando um pau pro batidão, funk carioca, uscambau. Tati Quebra Barraco turnê Jardins, daquele jeito. Olha a conversa:
Tati Quebra Barraco: no show, só licor Amarula
9/10/2005 - Natália Zonta

Os refrões ousados e impublicáveis do funk já estão na ponta da língua dos paulistanos. A ponto de serem cantados em coro e tornarem algumas estrelas do ritmo para lá de exigentes.

Tati Quebra Barraco, por exemplo, a funkeira que inovou ao abusar do duplo sentido e das obscenidades nas letras, só fala com jornalistas no camarim. E se estiver disposta. Telefonar para seu celular? Nem pensar. "Ela odeia falar pelo telefone", avisa o empresário.

Na Lotus, fez uma exigência: Amarula, o licor, à vontade. "Ela adora aquela bebida doce. E sobe no palco e fala todas aquelas coisas olhando na cara do público. É incrível", diz Ed Sá, um dos sócios da boate, que fez tudo para agradar à estrela.

Enquanto Tati parece saber muito bem por onde está andando em São Paulo, MC Serginho e suas duas "dançarinas" - Lacraia e Gazela - não faziam a menor idéia de que a Lotus, onde iriam se apresentar dois dias depois da entrevista ao Estado, é uma das baladas mais caras da cidade e filial de uma boate de Nova York.

"Nossa, estamos podendo assim?", perguntou, brincando, Lacraia. "Chegamos nos lugares e as pessoas cantam junto. Com esse negócio de baixar coisa da internet, nossas músicas chegam mais rápido aos lugares", completava MC Serginho.

O assédio aos funkeiros na noite de São Paulo se estende aos pedidos de fotos dos fãs. A cabine do DJ Marlboro vive rodeada de tietes. Ele é um dos funkeiros com agenda mais apertada ultimamente. E quase já não passa o tempo no Rio. "Na semana passada, toquei em Berlim e em Paris", conta. "Levo as dançarinas e o pessoal fica imitando o jeito de dançar. É muito bom."

Patricinhas se disfarçam de bandidas

Em São Paulo, uniforme do funk inclui calças de R$ 1 mil e bonés de R$ 350,00

Não é só o clima mais frio do que no Rio que faz as "tchutchucas" paulistanas saírem de casa com mais roupas. Evitar olhares no trânsito e brigas com os pais também estão entre os motivos. Nada, porém, que comprometa o estilo funkeiro. Que em São Paulo ganhou ares de periferia chique, com pistas lotadas de gente com calças Diesel, cujos preços passam de R$ 1 mil, bonés Van Dutch, que custam em média R$ 350,00, salto para as mulheres e tênis importados para os homens.

Algumas casas já abriram até exceções para se adaptar ao visual mais "livre" do funk. Como a Arehna, na Vila Olímpia. Em dias de música eletrônica, é proibido entrar de tênis, boné,regata. Mas, nas quintas cariocas, tudo é liberado."O pessoal vem preparado para rebolar. Todo mundo mais despojado", justifica o dono, Paulo Muanis.

E, para alguns, bota despojado nisso. Dançando sem parar no concurso para eleger a mais "popozuda" do Armazém da Vila, a estudante de moda Natália Nunes, de 20 anos, ostentava na semana passada um top bem ao estilo dos morros. Mas ela não saiu na rua com barriga de fora. O top era improvisado, feito a partir da regata branca. "Além de charmoso, ele é mais confortável, aqui é muito quente. Mas não dá para sair assim de casa."

Ao lado, a estudante Carolina Portello, de 18 anos, sua rival na disputa, arrancava gritos da platéia. Cabelo e maquiagem impecáveis, não se importava em fazer passos ousados com a saia vaporosa. Na chapelaria, estava guardada a jaqueta que serviu para cobrir a regata justa. "Minha mãe reclama um pouco. Ainda bem que ela não sabe como é a balada", disse, sobre a sensualidade do funk, onde garotas rebolam e fazem trenzinho, para delírio de garotos.

Na fila da Lov.e, a vendedora Bruna Karen, de 19 anos, fazia o tipo misteriosa com um casaco longo. A curiosidade para descobrir o figurino acabou na pista: calça de cintura baixa e o top para lá de decotado. "Não dá para andar na rua assim."

Na mesma fila, pronta a desembolsar R$ 50,00 para ver o show dos MCs Coringa e San Danado, a veterinária Carolina Gazalla, de 28 anos, tinha figurino mais recatado. Depois de contar que dificilmente iria num funk nas zonas leste ou norte - "nem sei como chegar à periferia" -, ela explicou como se prepara para os pancadões da zona sul: "Fiquei vendo a Raíssa dançar na novela." Na mesma noite, o estudante de comércio exterior Rafael Castanheira, de 21 anos, resumia a vantagem do funk paulistano: "Só aqui tem patricinha fantasiada de bandida."

Na época da reportagem, mas nem de ter baile funk na quebrada, as minas tinham q dar um cavalo da periferia até a goma de bacana, se pam hoje ZL, ZO já representa. Demorou!

É som de preto, de favelado. Mas qdo toca ninguém fica parado!

-> Arquivo: 29.4.2006 : Sou Feia Mas Tô na Moda, documentário de Denise Garcia
-> Arquivo: 12.3.2006 : Deize Tigrona e Edu K no video clip Sex-O-matic
-> Arquivo: 13.1.2006 : Deize Tigrona no Royal Baile Funk no Vegas 16/1/2006
-> Arquivo: 2.7.2005 : Funk Carioca, arranjo produtivo copyleft na Revista Carta Capital
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Funk Carioca e Calça da Gang
-> Camiset.andh.us : Conectaz - Vamu instalá geral!
-> Coletando : Livraria Cultura: Livro - Batidão. Uma História do Funk
-> Compartilhando Banners : Livro - Esmeralda. Por quê não dancei.

11.8.06

Blogblogs, o Technorati brasileiro com moeda digital Blogpoints?

Liga nois, milidias o mano Jônatas mandou um salve (aqui no comment do post Toplinks, o Blogdex brasileiro, pode acabar.) desse esquema novo, tipo pagando de Technorati tupinquim. Vai vendo msg de boas vindas assinada por Manoel Lemos:
http://www.blogblogs.com.br
São Paulo, Brasil - 23 de Abril de 2006

O BlogBlogs.com.br é um serviço gratuito de indexação de blogs, fotologs e etc (também indexamos podcasts, videocasts e qualquer outro conteúdo disponível via RSS). O BlogBlogs nasceu em uma madrugada destas, enquanto eu pensava no que poderia fazer de útil com uma nova tecnologia que estava estudando. Depois desta fatídica madrugada, passei as madrugadas das três semanas seguintes e também várias (várias mesmo) horas programando dentro de um avião, no shopping, e em qualquer lugar onde eu não estava trabalhando e podia me sentar com condições mínimas de usar o notebook.

O resultado destas divertidas horas de programação com Ruby on Rails', e de várias brigas com minha namorada é o BlogBlogs.com.br. Espero que este serviço ajude a comunidade blogueira do Brasil (e do mundo, porque não?) a divulgar o seu conteúdo e saber um pouco mais sobre o que as pessoas estão procurando na net e, é claro, ajudar as pessoas a encontrar o que procuram na blogosfera, que cresce cada vez mais rapidamente, na velocidade da Internet.

(...) Leia msg completa no site Blogblogs

Teve o dom! Então, a correria forrada de ajax, web 2.0, logs, estatísticas, cabelo avoa. Demorou do mano lá começar a postar uma pá de números estilo Estado da Blogosfera q o tiozinho do Technorati (q fez 3 anos dia 24) toda mão representa.
Sem vacilar, a fita até se joga em liberar geral, tipo API pública, é só chegar chegando, mixar, mashup, freestyle, segue a rima. Olha a conversa:
Blogblogs - Desenvolvedores
O BlogBlogs apoia os desenvoldores que se interessarem em desenvolver aplicações, serviços, plug-ins e bibliotecas que se integram com o BlogBlogs. Para isto disponibilizamos uma API pública que permite acesso aos dados e serviços do BlogBlogs e mantemos esta Central do Desenvolvedor com informações variadas sobre a API, documentação, dicas, exemplos de código e também um diretório das aplicações desenvolvidas.

Por favor nos ajude a incrementar o BlogBlogs com seus trabalhos e não deixem de nos enviar suas dicas, críticas e sugestões.

Sentiu firmeza? Ligeiro cai pra dentro, é nóis no perfil, 1-2 até no esquema de tags, pá e tal.
Liga q até trombei com o blog do maluco q inventou a correria, Sharklog.com, daquele jeito. Trocando uma idéia pelo messenger, paguei um pau pro mano lá já começar com alternativa de geração de receita, Adsense, link patrocinado, uscambau, e tb pra ideia do blogpoints. Então tipo, cada cadastrado tem pontuação, ranking, medidor de linkania, reputação, chamado blogpoints sei lá. Tá valendo usar essa fita tipo como moeda digital, recompensa, circulante virtual, troca, excambo, prêmio, game estilo blogshares, vixi, é só dar linha na pipa.

Se virar, virou. Sem miséria!

A revolução não será televisionada.

-> Arquivo: 30.7.2006 : Bruno Alves, mais um blogueiro empreendedor tupiniquim.
-> Arquivo: 7.6.2006 : Toplinks, o Blogdex brasileiro pode acabar
-> Arquivo: 15.5.2006 : Blogconvite, nova invençao do Copo Vermelho
-> Arquivo: 26.3.2006 : Escambo e trocas na internet
->Arquivo: 17.3.2006 : Ning - Faça (ou copie) vc mesmo seu site web 2.0
->Arquivo: 17.2.2006 : Wasabi, o primeiro site web 2.0 do Brasil?
-> Arquivo: 19.1.2006 : Edney (Interney) conta q largou emprego pra virar blogueiro profissional
-> Arquivo: 20.12.2005 : Chaps, a moeda digital corporativa da Coca Cola no Brasil
-> Arquivo: 25.7.2005 : Ruby on Rails e Ajax, explicações em português
-> Arquivo: 25.5.2005 : Carreirasolo.org discute sustentabilidade de blogs tupiniquins
-> Arquivo: 30.3.2005 : Reputação como sistema monetário alternativo
-> Taba : Cachimbando : Memergência
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Hospedagem de Sites e Bruna Surfistinha
-> Coletando : Amazon : Livro - The future of money. Creating new wealth, work and wiser world.
-> Compartilhando Banners : Livros : Blogs! , Emergência. A dinâmica de redes em formigas, cérebros e cidades e Marketing Hacker

5.8.06

Bazares Autônomos e Temporários - Yo soy tu infierno IV e III Bazar das meninas prendadas

Liga nois, dando um pião no Flickr, trombei com esses fansigns pagando de flyer divulgando bazar, feirinha, mercado estilo mob reunindo uma banca de artesãs, estilistas, designers, microempreendedor, uscambau. Vai vendo:


yo soy tu infierno IV
Originally uploaded by Frrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrra.

Yo soy tu infierno VI em Sampa, vai vendo o salve no blog do esquema:
yosoytuinfierno.blogspot.com
05 e 06 de agosto de 2006 - 12h as 20h
R. Simão Alvares, 1003 - Pinheiros, São Paulo/SP

Destaques
Participações especiais: POP Livraria, Quintal e Modula!, Replay Magnolia Risoflora, Estréia: quimonos da Bia com silk da Mica, Tan de Repente lança coleção primavera 2006, Edição especial Bubbledolls Star Wars, Saldão de Camisetas, Drinks e Caldos

Saiba o que cada um aprontou para o infierno:
mica marino - xilogravuras e pratinhos de porcelana com corpos nus pintados à mão, Bubbledolls - ragdolls divertidos em edição STAR WARS especial e limitada, emilie e fraaa... - bolsas e acessórios exclusivos. Destaque para golas, cachecóis e luvas com lãs importadas, pop livraria - artes visuais, cultura pop e underground. Livros, bonecos e arte para mentes criativas, aMuse - moda masculina contemporânea e espelhos decorativos, quintal - roupinha de criança gostosa e divertida para brincadeiras sem fim, tan de repente - coleção primavera 2006 com ares japoneses para homens e mulheres. E ainda: aventais modernos da Fashion Apron!, bia villarinho e mica marino - quimonos da Bia silkados com os desenhos da Mica, Magnolia Risoflora - laboratório de idéias e imagens tem linha de t-shirts exclusivas modula! - é um escritório de projetos de objetos, mobiliário e arquitetura e leva ao Infierno sua luminária Lapam, entre outros objetos interessantes saldão de camisetas - Pier Stockholm, Magnolia Risoflora, Tan de Repente, aMuse, emilie e Fraaaaa... e Mica Marino: camisetas a partir de R$ 20!


Bazar Meninas Prendadas!
Originally uploaded by Carol Grilo.

III Bazar das meninas prendadas em Floripa. Liga a rima no blog fofysland.blogspot.com:
Dias 4, 5 e 6 de agosto de 2006. Das 14h às 19h
Na rua principal do Jardim Anchieta, primeira casa à direita logo na primeira rótula - que tem a estátua do padre - casa nº 348. Florianópolis/SC
Estarão lá: bijoux, tecelagem, pintura em madeira, mosaico, patchwork e os produtos FofysFactory!

Tem o dom? Mas q mané UD, Casa Cor, Feira da Bondade, uscambau. Ligeiro é só chegar chegando com os chegados.

Sem miséria!

-> Arquivo: 17.4.2006 : Crochê, tricô, fuxico, mobs e arte da rua.
-> Arquivo: 31.3.2006 : Venda Porta em Porta no Jornal Diário de SP
-> Arquivo: 6.2.2006 : Bubble Doll Rag Monsters
-> Arquivo: 16.12.2005 : Amigo secreto artesanal pela internet
-> Arquivo: 28.11.2005 : Salão de beleza em domicílio, matéria no Estadão
-> Arquivo: 31.10.2005 : Projeto Metacafé, Cyrano disse.
-> Arquivo: 19.8.2005 : Etsy.com - Pelo fim da produção industrial em massa!
-> Arquivo: 7.7.2005 : Bolsinha feita com saco plástico reciclado
-> Compartilhando Banners : Livros Generation T : 108 Ways to Transform a T-Shirt e TAZ. Zona Autônoma Temporária

30.7.06

Bruno Alves, mais um blogueiro empreendedor tupiniquim

Google Knows I Blog for Google

Liga q milidias trombei com o blog do mano Bruno Alves - brunoalves.eti.br, bem louco, maluco tenta a sorte com uma pá de empreendimento estilo blog, se jogando em gerar receita com Google Ad Sense e programas de afiliados do Mercado Livre e Buscapé, Submarino, uscambau. Tipo, teve o dom de programar uma pá de plugin pro wordpress e liberar pra quem quiser replicar, adiantando o arrecado no blog, daquele jeito. Vai vendo: Wordpress Plugins - Buscapé, Mercado Livre, Rodapé pra RSS, pá e tal. Demorou!

Só no sapatinho, tb se jogou em começar blogs diferentes só pra rimar sobre os assuntos e experimentos ligados a sustentabilidade e monetização autônoma e descentralizada, liga nóis: Afiliados.eti.br e Ganhedinheiro.org.br. Se pam tb cola lado a lado com outros manos na banca forte do Meio Bit. Sentiu firmeza?
Se virar, virou. Sem miséria!

A revolução não será televisionada.

-> Arquivo: 16.6.2006 : Usabilidoido: Receita boa com Adsense e 80% de trabalhos através do blog
-> Arquivo: 14.5.2006 : Entrevista de Edney na Revista Época - Ganhar 20 mil com blog
-> Arquivo: 27.2.2006 : Janio, mais um blogueiro empreendedor tupiniquim
-> Arquivo: 19.1.2006 : Edney (Interney) conta q largou emprego pra virar blogueiro profissional
-> Arquivo: 18.7.2005 : Cocadaboa no Mercado Livre
-> Arquivo: 25.5.2005 : Carreirasolo.org discute sustentabilidade de blogs tupiniquins
-> Taba : Coletando
-> Taba : Cachimbando : Biro de Midia Compartilhado e Memergência
-> Coletando : Mercado Livre : Mercado Sócios
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Scripts e Bruna Surfistinha
-> Compartilhando Banners : Livros : Blogs! e Marketing Hacker

28.7.06

My Coke Rewards, moeda corporativa digital da Coca Cola nos EUA

280/365 | my coke rewards

Liga milidias trombei com um banners no Sitemeter, rimando sobre mais esse corre da fabrica de refrigerante simbolo do vicio, da industria de massa e do capitalismo, uscambau. Tipo um dinheiro digital corporativo, remunerando a molecada q paga um pau bebendo o bagulho, catando codigo, digitando na internet e ligeiro trocando por outras mercadorias, servicos, pá e tal. Olha a conversa:
Mycokerewards.com
MyCokeRewards is a program that rewards you for something you already do – drink Coca-Cola brand products. By collecting codes and going online to enter them, you can accrue valuable points that can be redeemed for a wide variety of rewards, from downloadable ring tones to amazing sports and entertainment experiences.

Liga q aqui em pindorama teve um corre com tampinha, com prazo de validade pra converter a moeda, mas parece q na gringolândia a fita é sem pressa, só na bolinha de meia. Sentiu firmeza?

Tá valendo!

-> Arquivo: 26.5.2006 : Lanchecard, a moeda corporativa da merenda
-> Arquivo: 28.2.2006 : Milhas e Legs, moedas digitais corporativas
-> Arquivo: 20.12.2005 : Chaps, a moeda digital corporativa da Coca Cola no Brasil
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Coca Cola
-> Coletando : Amazon : Livro - The future of money. Creating new wealth, work and wiser world.
-> Compartilhando Banners : Livro - A Sociedade do Espetáculo

Balanço do trimestre na Taba - abril a junho de 2006

Liga nois, atrasado a milhão, tipo naquela correria. Mas vai vendo o salve milidias na Tabadotupi com o relatório do último trimestre, assinado pelo editor da Taba. Vai vendo:
- Balanço do Trimestre abril a junho de 2006
- Extrato do trimestre da Tabadotupi.tk, ano 4, abril a junho de 2006.

Se virar, virou!

-> Taba : Silvícolas
-> Taba : Coletando: Coletando Regras
-> Coletando : Mercado Livre : Mercado Sócios
-> Technorati Tags: , , , , , ,

13.7.06

Projetos para favelas cariocas e o teleférico de Medellin


metro cable enero 2006 008
Originally uploaded by macrocéfalo.


Liga milidias no suplemento Revista do Jornal O Globo, edição de 30/10/2005, uma pá de arquiteto, engenheiro, urbanista, favelado, artista, intelectual, uscambau trocaram uma idéia. Tipo formando um bonde, rimando a história das favelas no Rio de Janeiro e ligeiro endolando projetos de arquitetura e urbanismo pro adianto dos manos, mandando um salve, vila, beco, puxadinho, pingela, viela. Se virar, virou. Olha a conversa:
Revista O Globo

A visão futurista da favela da Rocinha com elevadores, bondinhos, praças, avenidas, áreas verdes e fachadas multicoloridas, na capa desta edição da Revista O Globo, tem por objetivo provocar a imaginação dos leitores. A foto digital mostra um futuro possível, que se vislumbra na mistura de projetos de arquitetos convidados pela Revista O GLOBO a pensar em soluções urbanísticas para o Rio. Segundo o último censo brasileiro, há 400 mil domicílios (1,6 milhão de pessoas) em favelas no Grande Rio, dos quais 75% (300 mil domicílios, 1,2 milhão de pessoas) estão na cidade do Rio. As maiores vítimas da falta de infra-estrutura e segurança são os moradores dessas áreas. Mas o Rio tem a singularidade de misturar, na sua geografia, tornando ricos e pobres vizinhos. E talvez por isso haja entre os cariocas um maior incentivo ao exercício da solidariedade: interessa também à classe média e aos ricos da Zona Sul a urbanização dos morros que a circundam. A melhoria nas condições de vida nas favelas interessa a todos. E a Revista O GLOBO, nesta edição, dá sua contribuição ao debate.

30/10/2005, Marília Martins, editora

Projetos para a Favela

Arquitetos, urbanistas e engenheiros debatem soluções para a reurbanização dos morros cariocas e defendem a intervenção social do poder público no combate à pobreza e à violência.
30/10/2005, Por Márcia Cezimbra e Tania Neves

Para melhorar a vida no morro, um urbanista precisa antes responder a uma questão simples: o que é uma favela? Isso não foi problema para o arquiteto Manoel Ribeiro, ao ser sorteado entre os vencedores do concurso público do Projeto Favela-Bairro, para reurbanizar o Morro da Serrinha.

- A indignação com as favelas é injustificada porque elas são fruto da estrutura social. O favelado é aquele que, dentro do mercado imobiliário, não resolveu seu problema de habitação. É tão excluído que, por não ter emprego, nem fiador, paga R$350 por um quarto no Pavãozinho, o preço de um quitinete em Copacabana.

Berços do samba e da cultura carioca

Ex-coordenador do Projeto Rio Funk, desenvolvido em 11 favelas, Manoel conheceu multidões de jovens e suas famílias, que, com fé no futuro, faziam cursos de dança e DJ:

- Jovens de talento como Buia, um menino que sonhava ser um DJ quando crescesse, mas entrou para o tráfico e hoje está morto.

Apesar desse "know how" em favelas, Manoel praticamente mudou-se para a Serrinha com sua equipe multidisciplinar. Conheceu todo mundo e traçou uma sociogeografia para depois desenvolver com a comunidade seus projetos:

- A favela tem um forte remanescente de negros, que estão lá desde os anos 40, com jongo e macumba; gente interessante do cais do porto; sindicalistas politizados com espírito e luta e bom jogo nos trâmites políticos; artistas e músicos fundadores da Império Serrano.

Os nordestinos chegaram em bloco de Campina Grande nos anos 80. Não sabiam construir em encostas e se instalaram no topo plano do morro. Nos anos 90, vieram os novos pobres, frutos do desemprego, instalados em quartos de aluguel nos fundos das casas da cidade, à beira da favela. Com esse "mapa", Manoel começou a construir o que a comunidade desejava: quadras espalhadas para jongo, rodas de samba e ensaios de escolas, santuários para cultos espíritas. Transformou lugares bonitos como o antigo templo de molocu (ritual afro de sacrifício de animais) num espaço para festas de 15 anos. Até o lúmpen da meia-encosta, composto por viúvas de traficantes e bêbados, teve suas casas valorizadas por uma nova estradinha.

- Dei sorte porque a Serrinha tem uma identidade cultural. As pessoas sobem o morro para fazer cursos e ir a festas, consomem nos barezinhos improvisados. Para preservar isso, falta o título de propriedade para todos os moradores.

Para a antropóloga Alba Zaluar, do Núcleo de Pesquisa da Violência da Uerj, a maioria das favelas já não tem mais identidade definida:

- As favelas já não são mais de remanescentes de negros. Há uma maioria de nordestinos, de outra cultura e de outras religiões, que vive às turras com os espíritas. O berço do samba está sendo destruído. Depois de uma intervenção que enfrente o desespero de 98% de moradores que não têm ligações com o crime, mas vive entre o terror do tráfico e da polícia, será preciso ensinar nas escolas respeito à civilidade, para que os favelados possam, no mínimo, se tolerar. Os sambistas podem dar aula de tolerância. Eles são as pessoas mais maravilhosas que já conheci. Têm o culto da tolerância, aquela coisa do levanta e sacode a poeira...

Quando se fala o nome da professora Regina Bienenstein, da Universidade Federal Fluminense, nas comunidades já contempladas com projetos feitos pelo Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais e Urbanos (Nephu), que ela dirige, vem uma saraivada de elogios. O motivo? Principalmente o modo como a arquiteta encara a favela.

- A favela é um estoque de moradias com problemas que devem ser tratados. Sem remoção. O caminho é fazer regularização fundiária e urbanística e dar infra-estrutura. A tendência depois é a própria comunidade se auto-regular e passar a coibir os abusos - defende Regina. - O que não pode é o poder público fazer tudo e depois abandonar. Tem que ficar para orientar.

O projeto que está sendo implantado no Morro Lara Villela, em São Domingos, levou meses sendo discutido em assembléias na comunidade. No novo desenho urbanístico, há ruas novas e mais largas e casas de áreas de risco foram retiradas. Para tanto, negociou-se a construção de cinco casas em áreas cedidas por moradores que tinham lotes maiores. A primeira está quase pronta.

O Nephu também está assessorando a comunidade nos pedidos de regularização fundiária dos lotes, num terreno de propriedade da União. Para Regina, a favelização só vai cessar quando houver oferta de moradias regulares, com subsídio para quem ganha até três salários-mínimos:

- As pessoas têm que morar, né?

Elevadores e bondes nos morros para que ninguém mais suba ribanceira todo dia depois do trabalho. Praças e palcos para shows em clareiras abertas nas encostas. Ruas pavimentadas, arborizadas, com redes de luz, água e esgoto, moradias confortáveis, com fachadas multicoloridas. Parece sonho? A Revista O GLOBO convidou arquitetos e urbanistas de várias tendências para debater soluções urbanísticas para melhorar a vida dos cariocas e descobriu que não faltam projetos para transformar as favelas em bairros confortáveis. A capa desta edição é uma fotomontagem da favela da Rocinha, que mistura sugestões de vários especialistas.

Há projetos que ainda estão no papel. Há arquitetos que se recusam a fazer projetos. Mas há outros que já viraram realidade, como é o caso da urbanização do Morro da Serrinha, em Madureira, projeto feito por Manoel Ribeiro, premiado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil e selecionado para a Bienal de Veneza. O projeto está detalhado no desenho desta página. Ou ainda o programa de reurbanização do morro de São Domingos, em Niterói, feito pela arquiteta Regina Bienenstein, professora da UFF.

Entre arquitetos, urbanistas, antropólogos e historiadores, há um consenso: não existe projeto urbanístico com possibilidades reais de ser implementado no morro sem que haja como pressuposto uma intervenção social forte e urgente do poder público para combater a pobreza e a violência - a do tráfico e a da polícia. Esta é também a opinião de arquitetos que se recusaram a fazer projetos, como Jaime Zettel, Alfredo Brito, professor da PUC-Rio e da UFRJ.

- Quem criou a favela foi o poder público, que, por omissão ou incentivo, deixou que soldados ex-combatentes da Guerra de Canudos, sem teto, ocupassem os fundos do QG do Exército, no Morro da Providência, em 1897. Esta foi a primeira favela do Rio. Portanto, a favela é a expressão urbanística da dívida social brasileira - diz Manoel Ribeiro.

Como não dá para acordar imediatamente desse "pesadelo" em que se transformou o cotidiano de violência no Rio, o arquiteto Paulo Casé, por exemplo, decidiu sonhar com uma fantasia possível: uma Rocinha linda, com casas coloridas - regularizadas em cartório - de classe média, elevadores para aliviar a subida e muitas praças para lazer, com bares, mercados e farmácias. O bairro seria atração turística internacional, um novo cartão-postal do Rio.

- Para uma situação absurda como a das favelas, só uma solução futurista. Mas nada impede que vire realidade - diz o arquiteto Paulo Casé.

O engenheiro José carlos Sussekind, calculista e executor de projetos do arquiteto Oscar Niemeyer, com base em sua experiência na Linha Vermelha e em projetos de saneamento, faz um cálculo dos custos da intervenção urbanística nas favelas cariocas, levando em conta que, segundo o Censo, há 400 mil domicílios (1,6 milhão de pessoas) de favelados no Grande Rio, dos quais 75% (300 mil domicílios, 1,2 milhão
de pessoas) na cidade do Rio. Segundo ele, a urbanização deve seguir um meio-termo corajoso.

- São inaceitáveis as posturas extremas: a de que nada pode ser removido, e a oposta, de que tudo tem que ser removido. É sensato, exeqüível, vigoroso e corajoso o meio-termo realista que devemos exigir. Ninguém quer esmola, o que todos querem, inclusive e sobretudo os moradores das favelas, é emprego e segurança física — diz
Sussekind.

Ele defende a idéia de que cerca de um terço dos domicílios em favelas deve ser suprimido e reconstruído noutro local, enquanto o remanescente for urbanizado.

- O investimento necessário seria algo da ordem de R$3,3 bilhões. O número é o total de 133 mil casas populares a R$25 mil cada, já incluída, neste valor médio, a urbanização das áreas onde serão implantadas. Boa parte destes recursos voltaria aos cofres públicos, via pagamento das parcelas do financiamento, favorecido quanto a prazos, taxas etc, é claro, pelos adquirentes das casas, da qual terão título de propriedade.

Além disso, há o custo dos sistemas de transporte urbano de massa para atender eficazmente aos novos bairros com cerca de 500 mil habitantes no total, o que daria cerca de R$700 milhões. Ele prevê que, no início, linhas de ônibus, articulando esses bairros com as redes de metrô, já seriam suficientes.

- A urbanização dos dois terços de moradias restantes e das áreas remanescentes nas antigas favelas custaria cerca de R$1,5 bilhão. Mas a própria execução do programa de investimentos, a ser implantado ao longo de cinco anos, geraria mais de 50 mil novos empregos no Grande Rio. Nada gera tanto emprego quanto a construção civil. O importante seria começar por lugares ardidos e emblemáticos, como Rocinha e Vidigal...

De acordo com Sussekind, para cada comunidade (desde as pequenas até as maiores como Rocinha, Vidigal, Maré, Alemão) seria feito projeto especifico de revisão urbana total, prevendo grandes aberturas (por demolições de parte das habitações) de vazios (distâncias livres) entre grupos de habitação, para eliminar quantidades de construções grudadas, assegurando uma trama urbana e viária mínima, além de permitir circulação dos agentes públicos.

- Densidades máximas seriam fixadas para cada comunidade. O efeito gueto, inibidor da presença da lei, seria suprimido. Exemplo prático: no máximo 50% da área de solo da favela poderiam estar construídos; o que estiver a mais sai, via demolição. Não seriam toleradas construções com mais de três andares nem construções acima de determinada cota, nem construções distantes mais que determinado valor da infra-estrutura local. Seriam parâmetros objetivos, destinados a reduzir densidades já existentes.

Para o engenheiro, o pressuposto da urbanização é a descriminalização da cidade:

- É fundamental que se suprimam os postos físicos de comando e o controle dos chefes do crime, os atuais senhores feudais locais. E impedir a reinstalação de novos senhores no day after, claro. Em paralelo às supressões parciais em cada favela, os novos bairros iriam sendo construídos, com a preocupação e a atenção central à questão do transporte urbano de massa, a ligação entre moradia e local de trabalho. Unidades seriam vendidas, com financiamento em boa parte subsidiado aos novos moradores, oriundos das antigas favelas. Este financiamento seria a contribuição do governo federal, para ajudar pessoas a terem onde morar, em um bairro popular decente. O governo federal também tem obrigação de recuperar o Rio de sua atual condição de Medellin.

O arquiteto Paulo Casé faz questão de deixar claro que não é alienado, ignorante dos graves problemas sociais das favelas, ao sugerir elevadores para aliviar a subida dos morros. A solução imaginada por ele para a Rocinha poderia se estender a todas as favelas da cidade, já que seus dramas e suas misérias não podem se resolver de imediato, mas com o tempo, as novas gerações:

- A situação absurda da favela exige soluções aparentemente absurdas, como essa dos elevadores. Mas por que não?

Casé foi um dos coordenadores do Projeto Favela-Bairro no Morro da Mangueira. Dele resultou o livro "Favela". Ele diz que um dos sacrifícios dos moradores é subir morro todo dia, depois de uma pesada jornada de trabalho.

- Na Mangueira, projetamos praças para convivência e algum comércio que ficavam em alturas intermediárias para que o morador pudesse fazer uma pausa ou não precisasse descer e subir todo o morro para comprar um remédio numa farmácia. Os elevadores também teriam essas praças nos locais de acesso - diz.

É claro que antes de começar as obras, os moradores da favela precisarão ter o título de propriedade de seu imóvel para investir na sua conservação e na sua valorização. Os moradores retirados das áreas de construção de elevadores, praças e novas ruas seriam realocados em prédios de dois ou três pavimentos, em construções de qualidade, no alto da favela. Estes prédios, como mostra a fotomontagem desta página, serviriam de limite à expansão da favela. Novos gabaritos para a construção também estariam estabelecidos.

- O problema das favelas é civilizatório. Podemos transformar as favelas em bairros lindos de classe média, como a área antiga e alta de Lisboa, ou a antiga favela do Iêmen, hoje transformada em Patrimônio da Humanidade pela Unesco. As favelas do Rio podem ser pontos de atração turística, bairros lindos e criativos. Fora que os favelados se divertem muito mais que qualquer outra comunidade do planeta. Veja os suecos e dinamarqueses, por exemplo, ricos e bem-sucedidos. Quem se diverte mais, eles ou o pessoal da Rocinha? - pergunta.

A selvageria do tráfico e da polícia também seria resolvida nesse tal processo civilizatório. Os jovens, em vez de morrer aos 20 anos no tráfico, teriam acesso à escolarização e iriam preferir um ramo empresarial ao crime e à morte certa.

- Você acha que, se houver escolarização desses jovens, eles vão para o tráfico? Claro que não. Eles não são burros - imagina.

Em vários pontos, elevadores como o da cidade de Salvador, na Bahia, ligariam os níveis de acesso a praças e reduziriam o esforço da subida do morro.
A partir dessas novas praças, novas vias secundárias dariam passagens mais confortáveis às residências.
Os moradores das casas removidas para as obras de alargamento das praças e dos elevadores seriam realocados em prédios de dois ou três pavimentos no topo do morro. Essas moradias seriam de qualidade e dariam limite à expansão da favela.
As estruturas dos elevadores suportariam suprimentos de água, esgoto e coleta de lixo.

- Em Curitiba, as pessoas não gostam de viver em favelas porque o frio castiga. Normalmente, as invasões são em áreas alagadas. Então, os favelados querem ser removidos. Mas no Rio acho que elas devem ficar onde estão, corrigindo-se os problemas existentes. As experiências com remoção no Rio são terríveis, como o caso de Vila Kennedy, em que mandaram os moradores para longe e eles perderam seus vínculos.

Esse também é o pensamento do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB). Diretora da entidade, Sônia Le Coq acha que um caminho para enfrentar o problema no Rio é o governo fazer um estudo da possibilidade de aquisição das famílias e oferecer terrenos urbanizados e material de construção subsidiados, disponibilizando projetos e assistência técnica permanente para quem quiser construir.

- Somos contra a remoção, exceto para quem está em área de risco. Mas tem que haver intervenções públicas para urbanizar e estabelecer regras. É uma indignidade que, em pleno século 21, pessoas convivam com esgoto a céu aberto.

Para o diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), da UFRJ, Pablo Benetti, falta uma política habitacional concreta, que contemple o direito de as pessoas morarem onde quiserem morar:

- Uma pesquisa feita pela UFRJ mostrou que 70% das pessoas que moram em favelas gostam de morar lá e querem continuar naquele bairro. Por que o morador de uma favela tem que aceitar morar a quilômetros de distância e gastar nos transportes precários o tempo que teria para o lazer ou a família?

Num exercício com os alunos de arquitetura da UFRJ, vários professores propuseram que se estabelecesse um plano diretor para a Ilha do Fundão, onde fica a universidade, e todos esses projetos incluíram moradias nos espaços vazios da ilha.

- Assim como há vazios na Avenida Brasil e há galpões abandonados na região portuária e na antiga área industrial de São Cristóvão e Benfica, o Fundão também é um lugar próximo ao Centro que comportaria projetos habitacionais - diz Benetti. - No meu projeto, sugiro um mix de habitações para classe média e classe baixa. A habitação é uma forma de ocupação que garante o uso 24 horas por dia, e isso seria muito bom para essa região, que sofre com o isolamento e a falta de densidade, o que não permite uma rede de serviços diversificada.

História explica crescimento desordenado

Para o arquiteto Mauro Almada, da ONG ViverCidades, o problema só se resolverá quando o governo federal tomar para si a tarefa de oferecer moradias adequadas e compatíveis com a renda das classes menos favorecidas.

- A região portuária e os grandes vazios da Avenida Brasil poderiam abrigar muitas moradias, mas é preciso financiamento, e que o governo assuma isso como prioridade.

Para o historiador Antônio Edmilson Martins Rodrigues, professor da Uerj e da PUC, um erro comum à maioria dos projetos de reurbanização feitos até hoje no Rio é sempre ter privilegiado a manutenção (ou retomada) da cidade como vitrine, sem uma política pública que se importasse com as pessoas que foram expulsas das áreas. Ele diz que a remoção é boa para limpar a vitrine, mas que o poder público não se importa com os que saíram da paisagem e foram jogados para o outro lado da cidade, fora do eixo do transporte e do trabalho. Da mesma forma, quando se distribui tinta branca para pintar todos os barracos de uma favela, novamente a preocupação é com a imagem.

- Nunca houve preocupação real com essa população, mas com a retomada do espaço cheio de visibilidade que ela ocupava. Surgiu entre os excluídos uma elite dos que eram operários das fábricas da periferia, como a Bangu e a Esperança. Os que eram biscateiros no centro ficaram sem ocupação.

Nesse contexto, segundo Edmilson, a casa deixou de ter a condição de lar: para se sustentar, o sujeito vendia a laje para outro construir, e as expansões desordenadas se deram inclusive nos conjuntos habitacionais. Até os anos 50 e 60, prevalecia a idéia de que as comunidades faveladas eram mão-de-obra para as classes privilegiadas, e o receio era apenas que a proximidade desses bolsões de pobreza desvalorizasse os bons imóveis do asfalto. A partir dos anos 70, tomou-se um susto com o crescimento das favelas e a radicalização da violência nessas áreas. E aí surgiu o medo da favela.

- Somente uma política pública que de fato inclua todas essas pessoas tem chance de dar certo. Hoje qualquer intervenção precisa muito mais da vontade da sociedade civil organizada - atesta Edmilson.

Esta também é a opinião do arquiteto Alfredo Brito, professor da UFRJ e da PUC. Ele diz que, hoje, recusaria qualquer convite para realizar projetos para melhorar favelas, a menos que houvesse uma integração administrativa forte entre cidade, estado e o governo federal:

- O desrespeito pela população pobre é impressionante. Moro em Santa Teresa e conheço pessoas que vivem nas 17 favelas daqui. Elas passam por situações terríveis de miséria e pavor. Não dá nem para pensar num projeto urbanístico sem intervenção social.

O arquiteto Jaime Zettel concorda. Para ele, para resolver o problema das favelas é preciso uma intervenção social urgente e pontual, razão pela qual não se pode sequer discutir projetos urbanísticos nesta realidade atual.

Bem louco, tipo lembrei do esquema do teleférico na periferia/subúrbio da cidade de Medellin na Colombia. O Medellin Metro Cable, tipo um bondinho pagando uma de metrô de superfície, aéreo, subindo o morro, se pam estação no campinho, daquele jeito. Liga q na Colômbia a banca não fica só na conversa, 1-2 se jogaram, demorou. Maluco teve o dom de colar, tirar foto e publicar no Flickr e em blog, vai vendo:



Vi o Mundo - Concentração de renda dá ao Brasil a cara da Colômbia
Luiz Carlos Azenha

(...) O teleférico de Medellin foi o primeiro grande investimento da Colômbia oficial no mundo dos miseráveis.
Foi inaugurado há um ano e meio.

Antes, já havia sido construída uma linha de metrô ligando pela primeira vez o bairro dos ricos às comunas.
Uma forma de permitir que os servos tivessem transporte rápido até a casa dos patrões.

Feito acontece no Brasil, os colombianos endinheirados se escondem em condomínios super-protegidos, com cercas elétricas e seguranças fortemente armados.
Enquanto isso, nas comunas, Pablo Escobar cultivava aliados construindo casas, iluminando ruas, prestando serviços que o estado não prestava.
Igualzinho aos traficantes fizeram no Rio de Janeiro.
Nos bairros miseráveis Escobar recrutou os matadores que fizeram o serviço sujo em nome do cartel de Medellin - o bando que aterrorizou a Colômbia.

O serviço de teleférico transporta cerca de 30 mil pessoas por dia.
O bilhete é único: vale para o metrô e o bondinho.
Na estação que fica no topo do morro, há escola, banco e cooperativa para incentivar com empréstimos os pequenos empresários.

O prefeito de Medellin é um doutor em matemática que tem a maior taxa de aprovação entre os políticos da Colômbia.
A prefeitura investe 40% do orçamento em educação.
Deu para sentir, na comuna, o orgulho dos moradores com a obra que reduziu o crime no bairro.
Cerca de 300 mil habitantes de Medellin moram na região do teleférico.
Uma nova linha de bondinhos está sendo projetada.

A obra é um exemplo de como o estado pode ocupar espaços antes controlados pelo crime organizado.
Em Medellin, a população tem grande respeito pelo sistema de transporte integrado.
Não há lixo nos bondinhos, nem pichações no metrô.
Mas é apenas um começo.
A concentração de renda na Colômbia é escandalosa.
Pior, só mesmo no Brasil.
(...)

Liga a rima tipo arte da rua e a banca inventando narrativa aérea flutuante uscambau: Metrocable el avion de los barrios.
Quem é, é. Quem não é, cabelo avoa.
É tudo nosso. Sem miséria!

Update:
-> 4.8.2011 : O teleférico do Complexo do Alemão e transporte público para favelas e periferias

-> Arquivo: 21.3.2006 : Barraca móvel para sem-teto na Bienal de Arquitetura 2005
-> Arquivo: 12.12.2005 : Victoria Abril faz ponta no Cine Favela Heliópolis
-> Arquivo: 6.9.2005 : Festa na Favela Godoy para gravação do DVD
-> Arquivo: 2.8.2005 : TV a gato ou TV a cabo popular por R$ 15,00 por mês
-> Arquivo: 20.5..2005 : Rap no Jardim Monte Azul, 22/5/2005
-> Arquivo: 26.4.2005 : MV Bill no Roda Viva da TV Cultura
-> Arquivo : 24.9.2004 : Fundação Bauhaus, projeto urbanização da favela Jacarezinho RJ
-> Coletando : Amazon : Livros Mobile, the art of portable architecture e Anarchitecture. Architecture Is a Political Act
-> Coletando : Livraria Cultura: Livro - Favela
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Carrinhos ou Teleférico

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