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27.12.11

A origem afro-brasileira de usar roupa branca e pular ondas do mar no ano novo

fé

Ano novo chegando, festá, reveillon, queima de fogos, chupar uva, comer romã, vestir calcinha e cueca nova, estourar champanhe, pá e tal. Uma pá de crendices, supertições, mandingas e rituais pra garantir um ano novo com felicidade, dinheiro, saúde, sorte, segue a rima. Molecada a milhão, todo mundo vestindo roupa branca e no perrenge do trânsito pra chegar na praia e no dia primeiro de janeiro pular 7 ondas no mar.

Liga que desse agito todo tiozinho de taça de espumante na mão até esquece que alguns costumes tem origem nos rituais das religiões afro-brasileiras, seguidas por todas as crenças nas festas de entrada de ano. Vai vendo.

Roupa Branca

No candomblé o branco é a cor do orixá Oxalá e na umbanda os médiuns geralmente vestem-se de branco, orientação que teria vindo do Caboclo das 7 Encruzilhadas. Segundo o verbete Oxalá na Wikipédia o Orixá é associado à criação do mundo e da espécie humana, considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os Orixás do panteão africano. Simboliza a paz, é o pai maior nas nações das religiões de tradição africana. É calmo, sereno, pacificador; é o criador e, portanto, é respeitado por todos os Orixás e todas as nações. A Oxalá pertencem os olhos que vêem tudo. No verbete Umbanda na Wikipédia defende a importância dessa religião fundada em 1908, sincrética com o espiritismo de Allan Kardec, que adotada por brancos de classe média acabou sendo aceita pelas autoridades e polícia, contribuindo para a tolerância com todos os cultos afro-brasileiros desde então.

Pular 7 Ondas no Mar

O ritual de pular ondas e oferecer oferendas no mar é ligado ao Orixá Yemanjá, originalmente filha de Olokun a dona do mar e muitas vezes reverenciada como a rainha do mar nos países da diáspora africana. O verbete Yemanjá na Wikipédia explica que o nome da Orixá deriva da expressão Iorubá "Yèyé omo ejá" ("Mãe cujos filhos são peixes") e também foi conhecida pelo nome Janaína na época da escravidão e perseguição aos cultos pagãos. A festa de Yemanjá é celebrada em 2 de fevereiro em Salvador/BA mas no Rio de Janeiro a Praia de Copacabana era o local preferido de celebração dos fiéis, local onde atualmente é celebrada a maior festa de reveillon do mundo com a queima de fogos transmitida para todo o Brasil.

O blog do Grupo Boiadeiro Rei publicou em 27/12/2011 uma reza do ritual das 7 ondas:

Pular as sete ondas no final do ano
(...) Pular 7 ondas ajudaria a invocar os poderes de sete Orixás poderosos e no final a Iemanjá a deusa do mar, que purifica e nos dá força para vencer os obstáculos do ano que está por vir.

Primeira Onda Pai Obaluaê
Que nosso Pai Obaluaê retire todas as doenças de nossas vidas
Segunda Onda Pai Xangô
Que nosso Pai Xangô nos de a Justiça em nossas vidas
Terceira Onda Pai Ogum
Que nosso Pai Ogum proteja nossos caminhos
Quarta Onda Mamãe Oxum
Que nossa Mamãe Oxum proteja nossa família e amigos
Quinta Onda Pai Oxossí
Que nosso Pai Oxossí proteja nosso trabalho e nos de força na caminhada
Sexta Onda Cosme e Damião
Que nossos queridos Cosme e Damião proteja nossas crianças e nosso futuro
Sétima Onda Mamãe Iemanjá
Que nossa Mamãe Iemanja ilumine e proteja o ano novo que se inicia.

No final saia de costas do mar e saúde nosso Pai Oxalá, fazendo uma corrente de força em todos seus pedidos e que receba sua firmação aqui com muito amor ao próximo.
-
Bem louco. Ligeiro tirei a teia de aranha e postei até na comunidade Religiões Afro-Brasileiras no Orkut: Me contaram uma historinha que muito tempo atrás, há milianos, usar roupa branca e pular ondas no mar na passagem de ano era coisa de macumbeiro.

Sentiu firmeza? Fui, nem me viu!


-> Arquivo: 14.11.2011 : O primeiro presidente negro do Brasil
-> Arquivo: 9.8.2011 : Re Carta Capital - Brown, o mano charada
-> Arquivo: 25.7.2011 : Extra paga ndenização de R$ 260 mil por racismo contra criança
-> Arquivo: 25.7.2011 : Re Cotas - Reconhecimento de diferenças rompe desigualdade nas escolas
-> Arquivo: 8.12.2006 : A origem da árvore de Natal
-> Arquivo: 23.8.2006 : Relatório da ONU sobre racismo no Brasil
-> Arquivo: 4.10.2005 : Cotas para afrodescendentes nas empresas e corporações
-> Arquivo: 27.9.2005 : Dia de São Cosme e Damião na Wikipédia
-> Arquivo: 14.7.2005 : Reparações aos descendentes daqueles que sofreram com a escravatura, sequestro e trabalhos forçados
-> Coletando : Livraria Cultura: Livro - Uma história não contada. Negro, racismo e branqueamento em São Paulo.
-> Busca no Mercado Livre : Carnaval, Reveillon, Umbanda, Roupa Branca, Tablet e Candomblé


6.10.11

TV mostra escravos nordestinos explorados pelo Governo de São Paulo para construir escolas



Vai vendo, dia 16/8/2011 a TV Bandeirantes mostrou no programa A Liga reportagem cabulosa lado a lado com a fiscalização da justiça do trabalho na captura de trabalho escravo, 171 a milhão em cima de uma pá de tiozinho humilde, trabalhador que no final descontam despesas e dívidas sem sobrar salário no final do mês.

Mas o mais impressionante, cabuloso até umas horas, foi o flagrande em uma obra do Governo do Estado de São Paulo, onde uma construtora que já tinha levado enquadro anteriormente continuava tocando a obra para uma futura escola do ensino fundamental usando dezenas de trabalhadores trazidos de vários estados do nordeste em condições humilhantes, escravizados, perrengue cabuloso.

Esquema todo errado pra levantar escola, tipo a educação começa torta, explorando a mão de obra com preconceito e crueldade em nome do dinheiro, se pá, corrupção. Que modelo de educação é esse? Qual a lição que os paulistas e nordestinos vão aprender com esse mau exemplo? Cartilha do preconceito, desigualdade, passar por cima, atropelar, impunidade, uscambau.

No mesmo programa a denúncia contra a marca de moda e roupa Zara teve muito mais repercussão, com a molecada nervosa chamando por boicote, protesto, nessa levada. Dei um rolê pelo Google e não trombei com nenhuma reação parecida contra o governo, só encontrei essa notícia do Estadão publicada dia 1/9/2011: Governo quer barrar CPI do trabalho escravo.

É embaçado ou não é?

Antigamente quilombos, hoje periferia.


-> Arquivo: 8.9.2011 : Curso de chinês de graça para estudantes da periferia
-> Arquivo: 25.7.2011 : Re - Reconhecimento de diferenças rompe desigualdade nas escolas
-> Arquivo: 23.8.2006 : Indenização por crime de racismo: Justiça condena supermercado a pagar R$ 60 mil
-> Arquivo: 23.8.2006 : Relatório da ONU sobre racismo no Brasil
-> Arquivo: 6.3.2006 : Faculdades Zumbi dos Palmares
-> Arquivo: 1.2.2006 : Projeto Terra Negra Brasil - Financiamento agrário para afro-descendentes
->Arquivo: 14.7.2005 : Reparações aos descendentes daqueles que sofreram com a escravatura, sequestro e trabalhos forçados
->Arquivo: 7.5.2005 : Afrodescendentes argentinos, los primeros desaparecidos
-> Coletando : Livraria Cultura: Livro - Uma história não contada. Negro, racismo e branqueamento em São Paulo.
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Educação, Hip Hop e Roupa

5.9.11

Funk do Capão Redondo no YouTube e no Estadão



Depois de ver na TV a banca da Liga raspar lá no pancadão do Capão Redondo, ligeiro fiz uma busca no clipe do Bonde do Canguru. Vai vendo o naipe deste video no canal do YouTube dos moleques: 862.516 exibições desde 19/7/2009. O canal JapinhaMC tem 18 videos com 1.058.500 exibições no total.

O maluco é que a banca inaugurou o funk enaltecendo marca de roupa, que usa animais na marca e logotipo. O Bonde do Canguru, símbolo da Side Walk é comparado com o rinoceronte da Ecko Unlimited, o jacaré da Lacoste e o pato (pomba na visão dos funkeiros) da Brooksfield. Tipo radicalizando o que o rap começou, quando rimava lupa Bausch Lomb, relogio Tag Hauer e até mesmo moto 7 galo (Honda 750) e Escort XR3 da Ford financiado de milianos.

Ano passado no jornal Estadão, a matéria O funk tem mais mulher entrevistou os funkeiros MCs Rodrigo, Furlan, Guuga e Ballão, do Capão Redondo. Segue abaixo copy paste da reportagem:
O funk tem mais mulher
Estadão - 17/7/2010
Uma nova geração adere ao ritmo que surgiu nos morros cariocas.

O grupo de meninos no campo de terra da ONG Capão Cidadão sorri quando o repórter pergunta: funk ou rap? "A gente ouve muito mais funk. Quer fazer um teste? Para aqui com um carro tocando rap. Depois para com um tocando funk. Você vai ver", diz um garoto que dá o nome Guto. "O MV Bill perto do funk já era", completa o amigo Rodrigo Santos, 15 anos, o MC Rodriguinho. Quando indagados se não preferem o rap, já que é esta a música que fala de suas realidades, eles dizem: "O funk tem mais mulher."

Os funkeiros da região chegam para a entrevista. Felipe Assunção, 20 anos, é Bisteca. Seu cachê por show é de R$ 2 mil. Junto com Balão e Japinha, forma o Bonde do Canguru, que consegue tirar em um mês mais de R$ 3 mil. Ele diz não sentir rivalidades com o rap.

Os meninos do funk não falam com gírias do rap nem usam roupas largas. Sua maior transgressão se chama "proibidão", um tipo de música que, segundo a polícia, faz apologia ao crime. "Já tivemos de parar bailes depois de cantarmos proibidões", diz Bisteca. Seu plano agora, depois de entrar em um circuito das casas como Corte Real, Rose Bombom e Cotia Hall, é conquistar outros Estados. Shows já estão marcados para Belo Horizonte e Goiânia.

Wagner Marinho de Santana, o Guga, 17 anos, conta que foi apresentado primeiro ao rap por Mano Brown. Mas, em uma das quebradas em que foi com o "padrinho", viu um MC funkeiro e decidiu mudar de lado. "Mas fazemos a versão light do funk."

Os garotos dizem que foram recrutados para o funk pelas festas. "O rap é mais para se pensar nos problemas. O funk é para se soltar", fala Marcos Alves dos Santos, 16 anos, o MC Furlan. Os próprios personagens de seu universo calculam que haja um rapper para cada dez MCs de funk. "São 3 mil funkeiros só aqui na zona sul", fala Rodriguinho.

A sensação de se tornarem celebridades instantâneas mexe com os garotos. Thiago da Silva, o Balão, 19 anos, diz que não quer trabalhar como empregado. E também não pensa em fazer uma faculdade, já que vê aí um mistério. "Alguma coisa errada tem. Todo mundo que eu conheço que faz faculdade acaba trancando."

Quem é, é. Quem não é cabelo avoa!
Fui, nem me viu!


-> Arquivo: 9.8.2011 : Re: Carta Capital - Brown o mano charada
-> Arquivo: 1.8.2011 : Thaide entrevista Mano Brown na TV (Capão Redondo)
-> Arquivo: 14.7.2011 : Racionais MC's e Mano Brown (fake) no Twitter 
-> Arquivo: 7.7.2011 : Guetostar, de volta eu tô no rap
-> Arquivo: 12.3.2006 : Deize Tigrona e Edu K no video clip Sex-O-matic
-> Arquivo : 16.12.2005 : Sou feia mas tô na moda, documentário de Denise Garcia 
-> Arquivo : 18.10.2005 : Entrevista de Mano Brown sobre armas e desarmamento para o Jornal Agora
-> Arquivo: 2.7.2005 : Funk Carioca, arranjo produtivo copyleft na Revista Carta Capital
-> Arquivo: 26.4.2005 : MV Bill no Roda Viva da TV Cultura
-> Busca no Mercado Livre : Funk, Mr Catra, Smartphone, Grafite, Tablet e DVD de Rap

13.11.06

Sites de aluguel de bolsa Prada, games originais, uscambau.



Liga matéria de milianos no Wall Street Journal em português, q sai encartado no Estadão. Tipo rimando sobre uma pá de correria de aluguel de mercadoria usada, tipo posse sem propriedade, na mesma levada do Netflix (aluguel de DVD), uscambau. Tem até esquema com bolsa de marca, tipo grife, Louis Vuitton, Prada, Chanel, Dolce Gabbana, Armani, Christian Dior, Versace, tudo pra alugar, trocar pela web, pagando de gatinha sem comprar nada, pá e tal. Liga o nome do bagulho: Bag Borrow or Steal (Empreste a bolsa ou roube), maior comédia. Olha a conversa:
No mundo da alta tecnologia, não seja tão possessivo. 'Compre, ame e venda'
19/10/2005 - Por Nick Wingfield
The Wall Street Journal

Karl Marx achava que a propriedade privada tinha de ser abolida antes que a sociedade pudesse aperfeiçoar-se. Só que ele nunca viu Mark Rosa trocar seus tacos de golfe.

O professor de ensino básico de Antlers, no Estado americano de Oklahoma, costumava comprar tacos novos a cada dez anos, mais ou menos. Graças a um programa da Callaway Golf Co., ele agora os troca praticamente todo ano. Rosa, de 45 anos, compra seu material esportivo online, enviado pelo correio pela Callaway. Ele manda de volta os tacos antigos na mesma caixa, conseguindo em geral uns US$ 300 por um conjunto que originalmente lhe custou US$ 500.

"Jogo com um cara no clube local — ele tem 70 anos, e ainda usa um conjunto (de tacos) anos 50", diz Rosa. "Há gente como eu, a geração mais nova, que busca a tecnologia mais nova, em busca de uma vantagem."

Por todos os Estados Unidos, pessoas que costumavam comprar coisas agora estão alugando ou trocando imediatamente por coisas mais novas. Esses consumidores se importam menos em ter objetos que sejam realmente deles e mais em ter o mais novo e o melhor. Se antes eles podiam consumir dessa maneira apenas em algumas áreas, como o arrendamento de carros, agora podem fazê-lo com bolsas, eletrônicos, filmes e música.

Por exemplo, o modelo de locação de DVDs inaugurado nos Estados Unidos pela Netflix Inc. — no qual 3,5 milhões de assinantes pagam em geral US$ 18 por mês para alugar filmes enviados pelo correio e devolvidos em envelopes com postagem pré-paga — foi adotado por empresas como Jiggerbug e GameFly para audiolivros e videogames. A RealNetworks Inc., criadora do RealPlayer, aluga acesso a música online. O segmento de mais rápido crescimento da Encyclopaedia Britannica Inc. não é o de livros ou o de CD-ROMs, mas o de acesso online a sua enciclopédia. Os clientes "não pensam mais em possuir esse tipo de produto eternamente", diz Patti Ginnis, uma executiva de marketing da Britannica.

A tecnologia cria e satisfaz esse desejo. Novos produtos ficam obsoletos ou fora de moda numa velocidade assustadora. Ao mesmo tempo, a internet criou um mercado enorme e eficiente para a encomenda de novos produtos e a rápida venda deles em sites como o eBay, a casa de leilões virtual que possui o Mercado Livre no Brasil.

Paul Archambault, um programador de computador de Waterford, no Estado de Nova York, compra e vende na eBay como pessoas pegam livros na biblioteca. Numa madrugada recente, às 3h, enquanto se dirigia ao aeroporto de Albany, ele entrou num Wal-Mart e pagou quase US$ 200 por um videogame portátil Nintendo DS e dois jogos para manter-se ocupado numa viagem a Des Moines, Iowa.

Enquanto esperava o embarque, Archambault fotografou o aparelho, que estava ainda na caixa, e enviou as imagens a um leilão da eBay a partir de seu laptop, usando a conexão sem fio do terminal. Seu anúncio mencionava que ele planejava usar o console apenas no fim de semana. O leilão foi concluído no dia seguinte ao da volta de Archambault, e arrecadou pouco mais que os US$ 200 que ele pagou. "Adoro ter o mais novo e o melhor", explica.

Anos atrás, a eBay Inc. começou a enviar emails aos usuários sugerindo preços pelos quais itens recém-adquiridos poderiam ser revendidos. Houve uma forte resposta de pessoas que queriam vender celulares, iPods, PCs e equipamento esportivo, diz Michael Dearing, gerente de mercadorias gerais da eBay. Para encorajar os novos locadores virtuais, a eBay começou a usar o slogan "Compre, Ame, Venda".

Nicole Mazzola Ferrer, uma gerente de projeto de 30 anos de uma empresa de tecnologia de Kirkland, Estado de Washington, paga US$ 50 por mês para alugar bolsas de um serviço na Web chamado Bag Borrow or Steal. Uma de cada vez, ela pega bolsas que custam até US$ 500 nas lojas. Ela as usa de alguns dias a um mês, antes de enviá-las de volta e trocá-las por um novo modelo, se a novidade se apaga ou uma ocasião especial surge.

Mazzola Ferrer diz que não se importa em carregar uma bolsa usada. Ela calcula que costumava gastar mais de US$ 100 por mês comprando bolsas das quais "se cansaria" rapidamente. Alugando, ela pode usar bolsas melhores do que poderia comprar. E, acrescenta, "meu marido gosta do fato de que metade do armário não é consumida por bolsas".

Algumas mulheres podem não gostar da idéia de emprestar bolsas usadas. Adam Dell, um capitalista de Nova York que investiu na Bag Borrow or Steal, diz que todas as bolsas da companhia são entregues em excelentes condições, depois de serem inspecionadas e limpas.

Tá valendo. Sem miséria!

-> Arquivo: 13.8.2006 : Tati Quebra Barraco pra patricinhas e playboys no Estadão
-> Arquivo: 28.6.2006 : Mercado Luta e Marcapop, palavras chaves frente a frente no Mercado Livre e nos blogs
-> Arquivo: 1.6.2006 : Tupiconomics #6 - Por que o brasileiro prefere dar ou jogar fora do q vender um produto usado?
-> Arquivo: 4.5.2006 : Aluguel de DVDs com mensalidade, o modelo Netflix no Brasil.
-> Arquivo: 28.4.2006 : Microcrédito C2C, empréstimos e investimentos pessoa a pessoa na internet
-> Arquivo: 26.3.2006 : Escambo e trocas na Internet
-> Arquivo: 31.10.2005 : Americano quer Irmãos Campana em copyleft e mais barato
-> Arquivo: 18.7.2005 : Cocadaboa no Mercado Livre
-> Arquivo: 7.7.2005 : Bolsinha feita com saco plástico reciclado
-> Coletando : Mercado Livre : Bolsa, Puma, Prada, Luis Vuiton, Louis Vuitton e Games
-> Taba : Cachimbando : Blog Idéias pro Mercado Livre
-> Camiset.andh.us : Marcas Falidas : Anjinho Fiorucci
-> Compartilhando Banners : Mercado Livre : Livro - Moda e Comunicação - Malcom Barnard e Roupas e produtos personalizados no Mercado Livre (gif animado)
-> Coletando : Amazon : Livro - Breakfast at Tiffany's

22.9.06

Brazoo, roupa artesanal e social


Saia Brazoo e Camisa Laundry
Originally uploaded by Loja Fractal.

Liga matéria de milianos, no jornal Estadão, suplemento regional Oeste, tipo mandando um salve sobre a correria Brazoo. Empreendimento social, loja em shopping, fita artesanal, moda, tiazinha na costureira, exportação, uscambau. Vai vendo:
Grife com preocupação social
18/11/2005 - Natália Zonta

Brazoo surgiu com a proposta de beneficiar todos os envolvidos na produção de suas peças e acessórios

Em um antigo prédio do Bom Retiro nasceu uma parceria que mudou a vida de mulheres desempregadas de famílias de baixa renda. No local, elas aprenderam a desenhar, bordar e pintar. Mais de 30 mulheres, que anteriormente juravam não ter aptidão para a arte, se transformaram em artesãs e agora multiplicam o que aprenderam por onde passam.

A iniciativa começou em 1997, quando a proprietária do espaço, Clarice Borian, decidiu criar uma marca alegre, com estampas criativas e responsabilidade social. "A idéia era construir um 'ecossistema', onde todas as pessoas envolvidas no processo de produção fossem beneficiadas", afirma. Foi assim que começou a Brazoo, na Rua Júlio Conceição, 737.

Hoje, nesse lugar funciona a administração da confecção, além da parte de embalagem e costura das peças. Espalhadas pela Grande São Paulo ficam as artesãs. Na sede da empresa, as artistas passam para tomar aulas com artistas plásticas e receber orientações de uma terapeuta ocupacional.

A bordadeira Maria Anunciada dos Santos, de 53 anos, é uma das que tornam as peças da Brazoo únicas, cheias de singularidades. Depois que aprendeu o ofício, passou as noções para as cinco filhas e mais 12 vizinhas de Suzano, onde mora. "Fui aprendendo a fazer os desenhos que a Clarice me ensinava, depois consegui ir criando outras coisas."

E a Brazoo também mudou a vida de Mariléia Barroso Magno, de 41 anos, que agora se apresenta como pintora. "Estava desempregada e já com depressão, por não encontrar trabalho. Uma amiga minha falou sobre este lugar e decidi tentar", conta. "Pensava que nunca conseguiria desenhar, mas a Clarice me ensinou tudo. Hoje, além de pintar as roupas faço os bolos de aniversário da marca."

O empenho das artesãs também ajudou a Brazzo a crescer e agora a marca tem uma loja no Shopping Frei Caneca, na região da Avenida Paulista, e revendedores em quatro espaços multimarcas. "Fazemos peças até para a Grécia, com bordados em grego. E estudamos exportar para Barcelona, na Espanha", adianta Clarice.

Mais informações sobre o trabalho podem ser obtidas no site www.brazoo.com.br

Teve o dom.
Sem miséria!

-> Arquivo: 5.8.2006 : Bazares Autônomos e Temporários - Yo soy tu infierno IV e III Bazar das meninas prendadas
-> Arquivo: 8.6.2006 : Beleza Natural. A ex-empregada doméstica q virou empresária.
-> Arquivo: 17.4.2006 : Crochê, tricô, fuxico, mobs e arte da rua.
-> Arquivo: 10.4.2006 : Casa de vestir, roupa de morar
-> Arquivo: 31.3.2006 : Venda Porta em Porta no Jornal Diário de SP
-> Arquivo: 16.12.2005 : Amigo secreto artesanal pela internet
-> Arquivo: 19.8.2005 : Etsy.com - Pelo fim da produção industrial em massa!
-> Arquivo: 7.7.2005 : Bolsinha feita com saco plástico reciclado
-> Compartilhando Banners : Livros Generation T : 108 Ways to Transform a T-Shirt
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Vestido, Artesanal, Blusinha, Reciclagem, e Bijuteria

17.4.06

Crochê, tricô, fuxico, mobs e arte da rua


Koigu Jellyfish
Originally uploaded by ladylinoleum.


Liga nóis matéria do Estadão, replicada no site Jornal do Café. Tipo uma banca q se reune pra fazer tricô e crochet, beber café, fazer fuxico, uscambau. Olha a conversa:
A moda é tricotar e fuxicar nos cafés
13/01/2006 - Veículo: O Estado de São Paulo

Tecer, tricotar e fuxicar não são mais passatempos exclusivos de vovós e tias solteironas. Se arriscar com agulhas, linhas, lãs e novelos agora é moda entre garotas descoladas e até mesmo homens – pelo menos em bares e cafés americanos que mcriaram áreas para estimular a prática.

São os chamados "cafés para tricotar": lanchonetes, bares e cafeterias onde as pessoas podem tecer um cachecol, conversar com conhecidos ou fazer novas amizades enquanto tomam cafés, chocolate quente ou mesmo uma cerveja.

Esses lugares proliferam em Nova York e outras cidades americanas, e, a julgar pelo crescimento registrado nas vendas de agulhas, teares, fios de algodão e lãs, parecem ter garantido um bom número de freqüentadores. "O ano de 2005 foi fenomenal para as vendas. Cada vez mais pessoas diferentes querem fazer parte de uma comunidade que sabe tricotar e tecer", afirmou Richard Brown, presidente do Conselho de Artesanatos dos Estados Unidos.

Segundo pesquisa encomendada pelo órgão, as grandes compradoras dos produtos são mulheres entre os 25 e 34 anos – um novo perfil para um setor acostumado a ter como clientes pessoas que já entraram na terceira idade. Um ambiente mais distante ainda quando atrizes de Hollywood como Julia Roberts, Cameron Diaz e Sarah Jessica Parker declaram-se adeptas das agulhas de tricô e crochê.

Em Nova York, existe até mesmo uma noite especial para os homens que tecem num café chamado Knit New York. No Knit de Los Angeles, foi criado um horário próprio para as crianças e adolescentes – divisões que mostram o quanto a moda de tricotar em público conquistou os americanos.

Para especialistas, o fenômeno assemelha-se ao boom ocorrido em anos anteriores com atividades como feng shui, medicina alternativa, artesanatos, ioga e alimentos orgânicos. Ou seja, são o resultado de uma procura de moradores de grandes centros urbanos por coisas diferentes, que aliviem o estresse de viver em uma sociedade incerta, competitiva e individualista, onde sobra pouco tempo para o lazer.

COMO UM CALMANTE

Como toda atividade manual, o tricô traz benefícios para o físico e para a mente. "Funciona como um calmante. A pessoa se entretém, trabalha com a tensão e com a concentração. E também melhora a coordenação motora", explica a psicopedagoga Luciana Cini Bosisio, especialista em motricidade.

No Brasil, a moda tem adeptas em Campinas, e com uma versão que resgata um tipo de bordado tradicional. Chamada de Roda de Fuxico, o evento acontece semanalmente em um café da cidade. "É fuxico do bem", explica a empresária Liliana Barreto, autora da idéia e dona do Café Maritaka.

Há cinco anos, ela e um grupo de sete amigas passaram a se reunir para fazer as pequenas flores de tecido. "É um momento de relaxar e deixar de lado a correria de todo dia", conta. A roda cresceu e atraiu novas participantes. "Tivemos um homem no grupo, mas ele desistiu. Achou que iríamos questionar sua masculinidade", brinca a empresária.

Cercadas de árvores, algumas centenárias, em um jardim bem cuidado, as artesãs conversam, divertem-se, relaxam e fazem os fuxicos. Neste mês, com as assíduas fuxiqueiras em férias, Liliana aproveita para ensinar novas adeptas da prática, como as jovens Laís de Fátima Rossim, de 12 anos, e Ane Rodrigues Panullo, de 10, que moram em fazendas da região.

"É divertido", diz Laís. Concentrada, Ane precisou de paciência para dar os primeiros pontos de costura no tecido em formato de círculo. A empresária explica que os produtos confeccionados pelas artesãs são para uso próprio. Antes do Natal, porém, organizaram um bazar, que pretendem repetir para o Dia das Mães.

"Não fazemos pelo dinheiro, é por prazer. Mas é bom saber que tem gente interessada em comprar nossa produção", orgulha-se. Liliane diz que a prática é garantia de tranqüilidade para enfrentar problemas e a rotina. Para ela, o fuxico "faz se esquecer da vida".

As minas tem o dom! Liga q aqui em Pindorama tem uma pá de correria nessa levada, tipo além de cachecol e blusa, tb vira fazer colar, brinco, bijuteria, uscambau. Na gringolândia bagulho é mais louco ainda, tipo experiência, crochet graffiti, intervenção urbana, arte da rua, vai vendo:
- http://www.crochetlab.com
- http://www.knittaplease.com
- Make Magazine - Tree Sweater

Sentiu firmeza? A revolução não será televisionada!

Updates:
22.9.2006 : Brazoo, roupa artesanal e social
5.8.2006 : Bazares Autônomos e Temporários - Yo soy tu infierno IV e III Bazar das meninas prendadas

-> Arquivo: 28.11.2005 : Projeto Metacafé, Cyrano disse.
-> Arquivo: 19.8.2005 : Etsy.com - Pelo fim da produção industrial em massa!
-> Arquivo: 25.7.2005 : Escultura baseada em foto no Flickr
-> Arquivo: 7.7.2005 : Bolsinha feita com saco plástico reciclado
-> Compartilhando Banners : Livro - Generation T : 108 Ways to Transform a T-Shirt
-> Coletando : Mercado Livre : Tricô, Tricot, Crochê e Crochet



31.3.06

Venda Porta em Porta no Jornal Diário de SP


Venda Porta em Porta no Jornal Diário de SP
Originally uploaded by tupi.


Liga nóis matéria no Jornal Diário de SP de 20/11/2005. Tipo rimando sobre venda porta em porta, a domicílio, sob demanda pá e tal. Onde uma pá de tiazinha, dona de casa, agentes independentes, autônomos e descentralizados fazem o corre pra levar o prato de comida em cima da mesa, geração de renda, pá e tal. Lado a lado com uma pá de firma tipo Yakult, Avon, Natura, Fator 5, Herbalife, Mary Kay, Tahitian Noni, Tupperware, uscambau. Liga q repórter do jornal trocou uma idéia com a Sônia, maluca q consegue representar na fita. Olha conversa:
Diário de São Paulo, 20/11/2005 por Karina Lignelli
Veja como ganhar dinheiro vendendo de porta em porta
Diário traz dicas para quem pretender ganhar uma renda extra ou fazer da revenda de produtos sua atividade principal.

Trabalhar por conta é mais fácil do que se imagina. Pelo menos no setor de vendas diretas, o famoso "porta em porta". Contando com um exército de 1,5 milhão de revendedores de produtos no país, a atividade exige um investimento baixo e o risco é pequeno.

Comprar catálogos, adquirir mostruários, fazer pedidos mínimos de produtos até conseguir uma boa clientela são os caminhos mais fáceis para começar a faturar. Outra recomendação importante: fazer reunião de apresentação de produtos em casa. Quem dedicar pelo menos uma parte do dia para vender seu peixe terá chances maiores de se dar bem nesse trabalho.

Empresas como a natura, Avon e De Millus oferecem desde treinamento para começar a vender até incentivos em forma de prêmios, presentes, mercadorias e até bônus em dinheiro para conquistar e manter seus revendedores.
Já outras, para manter seu colaborador ativo, dão cestas básicas, como a Fator 5 Contratipos, ou dão direitos de uso de um automóvel de luxo cor de rosa, como a Mary Kay.

Segundo a Associação Brasileira de Vendas Diretas (Abevd), para completmentar o orçamento ou fazer da venda porta em porta sua fonte de renda principal, é preciso encarar o trabalho como se fosse um negócio próprio.
"Nesse trabalho, você faz o seu horário e vende o produto nos lugares que quiser. O importante é saver administrar o que entra e sai de dinheiros, para não ter prejuízo, e chegar a média mensal de lucros de um revendedor, que é de R$ 500", diz o presidente do comitê de ética da Abevd, André Raduan. "Esse valor pode ser bem maior, se você 'abrir sua lojinha' todo dia", explica.

Cativando clientes

Quem for comunicativo e não tiver vergonha de oferecer os produtos para vizinhos e amigos, conseguirá melhores resultados. Sônia Maria Narvaez Luque é uma revendedora de sucesso da Avon, empresa que atingiu a marca de 1 milhão de colaboradoras, ou dois terços do total, em todo o país.

Sônia teve que deixar seu emprego por questões familiares e conseguiu manter a casa por um bom tempo vendendo de porta em porta. "Vendia em locais públicos, academia e em todos os lugares onde eu podia deixar um catálogo. Hoje tenho mais de 200 clientes fixas, que encomendam os produtos sem sequer vê-los. Só com minha indicacão, elas compram".

Sônia vende os produtos para 90% dos moradores do prédio em que mora e consegue assim, um faturamento mensal médio de R$ 2 mil. Ela explica que para conseguir esse rendimento é preciso se dedicar de verdade e por completo ao negócio.

"Compre, experimente e ofereca pré-lançamentos para as pessoas. Elas irão encomendar o produto só porque você, que é revendedora, achou bom. Essa relação de confiança é muito importante para conquistar o sucesso nas vendas e garantir boa renda", ensina Sônia.


momentinho desfile 2
Originally uploaded by Frrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrra.


Liga q esquema de porta em porta é bem louco, dando fuga de bater cartão, desfilar de crachá, uniforme, horário fixo, chefia embaçando, pá tal. Se pam tá valendo como modelo de inclusão e geração de renda, lado a lado nas fitas de software livre, copyleft, blogs, manufaturas c2c, orkut, sob demanda, mobs, sob medida, pá e tal. Tipo essa reunião q trombei no Flickr, se pam mercado, garage sale, feirinha em domicílio, na levada da Tupperware, moda e cosméticos, mas organizada por prosumidores, artesãos, blogueiros, artistas, tudo no bolinho. Vai vendo: Yo Soy Tu Infieno III. Teve o dom.

Sem miséria!

-> Arquivo: 6.2.2006 : Bubble Doll Rag Monsters
-> Arquivo: 19.1.2006 : Edney (Interney.net) conta q largou emprego pra virar blogueiro profissional
-> Arquivo: 31.10.2005 : Salão de beleza em domicílio, matéria no Estadão
-> Arquivo: 8.8.2005 : Sorteio na comunidade Eu Faço Boneca de Pano no Orkut
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Avon, Natura DMAE e Contratipos
-> Compartilhando Banners : Livro - A Economia Solidária no Brasil. A autogestão como resposta ao desemprego.

20.1.06

Elsewares, Uncommon Goods e Modern Artisans

can bracelets, front and back

Vai vendo, dando um pião trombei com uma pá de site estilo Etsy. Manufaturas C2C, artesanato, sob demanda, sob medida, daquele jeito. Se pam goma pra agente independente e consumo consciente. Liga nóis: Elsewares.com, UncommonGoods.com e ModernArtisans.com.
Tipo, no Elsewares tiazinha teve o dom de ofertar bracelete feito com latinha reciclada: Silver Beer/Soda Can Cuff
Ligeiro é a molecada dando fuga de pulseira pirata fabricada em escala industrial de massa. Outro bagulho louco é a bandeja feita com disco de vinil reciclado, vai vendo pra vender no Uncommon Goods, no Modern Artisans e aqui em Pindorama a banca do Atelie CSP tb teve o dom, vai vendo fotinha no Flickr.
Demorou!

-> Arquivo: 28.11.2005 : Projeto Metacafé, Cyrano disse.
-> Arquivo: 19.8.2005 : Etsy.com - Pelo fim da produção industrial em massa!
-> Taba : Cachimbando : Blog Idéias pro Mercado Livre
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Artesanal
-> Compartilhando Banners : Livro - A Economia Solidária no Brasil. A autogestão como resposta ao desemprego.

14.2.05

Nóia de milianos - Hometaping is killing the record industry

Vai vendo blog gringo Boingboing pagando comédia com camiseta de milianos:

Camisetando até umas horas. Daquele jeito!

-> Taba : Cachimbando : Camisetando Ponto Tk
-> Mercado Livre : Busca : Camisetas Personalizadas

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