4.8.05

Arranjo produtivo do Graffiti

Graffitishop

Tipo no jornal JT trombei com matéria sobre uma galeria especializada em arte de rua, vai vendo: Grafiteria. Dando um pião no Google achei esse comentário no fotolog da Re, olha a conversa:
18/06/2005 - 09h21 Galeria em São Paulo expõe trabalhos de grafiteiros
No próximo dia 8, a inauguração oficial da galeria Grafiteria, em Pinheiros, região oeste de SP. A especialidade da nova galeria são obras de artistas formados nas ruas, sobretudo pelo grafite. Com a exposição "Sem Latas". São quase 200 artistas (entre grafiteiros, pichadores e similares) que criaram pinturas sobre latas de spray. O resultado será um grande painel, que eles pretendem doar a um museu. Será a entrada definitiva do grafite contemporâneo no mundo da arte? Não Onde: Grafiteria (r. Simão Álvares, 601, Pinheiros, SP, tel. 0/xx/11/3812-4789) Quando: seg. a sáb.: das 10h às 19h; até 13/8 Quanto: entrada franca (objetos de R$ 450 a R$ 1.000)

Tipo, no jornal tb trocam uma idéia com os donos da goma, Daniel "Boleta" e Yara "Ya!Ya!" Amaral. Tipo tb mandam um salve sobre um curso pra molecada, tipo custando R$ 50,00 por mês.
Lembrei q milidias no site da erica Palomino, a tiazinha tb mandou um salve, olha a conversa:
Lojas e galerias reúnem os melhores do grafite
A arte urbana produzida por grafiteiros e coladores de stickers deixa de ser apenas uma manifestação juvenil para ser vista nas ruas, postes e tapumes. Ela ganha espaço em galerias e lojas especializadas de São Paulo. É o caso da loja Most, da galeria Choque Cultural e da exposição "Basement Street Art Show", que rola no subsolo do Magenta Bar & Burguer, na Vila Madalena, reduto de boa parte dos novos expoentes da arte urbana.

"Expor numa galeria ou num bar é usar um novo local e um novo formato de mostrar", diz Binho Ribeiro, 33, curador da mostra e um dos pioneiros da cultura do grafite na América Latina. Binho começou como B-Boy nos anos 80, sempre esteve envolvido com skateboard e arte urbana e é editor da revista bimestral "Graffiti", que tem tiragem de 55 mil exemplares e distribuição em bancas de todo o Brasil. Para a exposição "Basement Street Art Show", ele chamou Tinho, Presto, Ciro, Does e Titi Freak, nomes importantes do grafite, para mostrar quadros de 1m x 0.70m.

Tinho é artista plástico formado pela FAAP, um dos precursores do grafite hip-hop no Brasil e um dos criadores do freestyle. Does assina trabalhos para Skol, Nescau, Calvin Klein e Telefônica. Presto tem estilo único no seu conceito de bombardeio urbano. Já Titi Freak, o mais conhecido do povo da moda, fez campanha para Ellus e também tem obra exposta na galeria e editora Choque Cultural, de Mariana Martins e Baixo Ribeiro, em Pinheiros, especializada em pôsteres, uma forma de expressão da arte urbana.


Flop - Expo Subterraneo - Convite
Originally uploaded by Sininhoc.

Liga q nessa mesma goma, maluco q grafita galeria de esgoto tb colou, tipo repercutindo no jornal Folha de São Paulo, vai vendo trechos da matéria Grafiteiro faz arte no subterrâneo de São Paulo :
"Estamos no inferno". José Augusto Amaro Capela, alcunha Zezão, 34, grafiteiro e artista plástico, já esteve lá várias vezes.
Nos últimos dois anos, Zezão inscreve sua arte pelos três quilômetros de galerias do Cabuçu de Baixo que deságuam no Tietê. Apesar de ser literalmente "underground", Zezão exibe extenso portfólio em criação para publicidade e moda, além de ter experiência como arte-educador. Dentro da rede de tubulações, ele trabalhou debaixo da Vila Madalena, região oeste, e da av. Engenheiro Caetano Álvares, região norte.

"Já pintei fábricas abandonadas, favelas, debaixo de ponte e no lixão. São lugares esquecidos, que o governo não pinta de branco."
Sua primeira exposição individual será inaugurada no dia 15, na galeria Choque Cultural (r. João Moura, 997, tel. 0/xx/11/3061-4051), com objetos, pinturas em tela e nas paredes, além de registros do trabalho sob a cidade.
A formação artística de Zezão percorreu as diversas instâncias da intervenção urbana: a pixação, o ataque a vagões de trens e o grafite mural, como o painel do Instituto Goethe, na av. Sumaré.



latin america grafiti(Bill tribute)
Originally uploaded by ricardo principe di mantova.

Grapixo, invenção tupiniquim na Revista Carta Capital

Tipo, o mano Zezão e mais uma pá da elite do rabisco tb rimaram em matéria na Revista Carta Capital milidias, liga nóis Artimanhas da Pichação. Ligeiro segue outro catado de trechos do bagulho:

A oposição, comum, entre a pichação e o grafite, não é tão bem-aceita para quem usa os muros. É o caso de José Augusto Amaro Capela, 33 anos, o Zezão:
– Grafite e pichação são uma coisa só, o que muda é a estética. Grafite é uma arte subversiva em sua raiz.
Zezão apaixonou-se por latas de spray há dez anos. Começou pichando “Vicio”. Os vigias dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) tiveram muito trabalho para tentar evitar pichos do grupo de Zezão.
Até 2003, ele assinava PIF (Pintores Infratores Ferroviários) nos vagões. Pichar trens, pela dificuldade logística e pelo risco que envolve – pois não é raro correr de tiros – também é uma das categorias mais respeitadas entre os pichadores.
(...) Três prisões como vândalo depois, Zezão não deixa de admirar quem apanha da polícia, sobe em prédio, foge de tiro”, mas parou de pichar.

Com o passar dos anos, amadureceu esteticamente – e também perdeu o fôlego para correr da polícia. Hoje ele é uma das referências no grafite, conquistou algum reconhecimento, e vive de seu trabalho. A pedidos, grafitou imagens abstratas na lateral do Museu de Arte Contemporânea (na USP) em 2001, fez o mesmo na fachada do BankBoston da Paulista em 2003 e no túnel da Rebouças (para o projeto São Paulo Capital Graffiti, da ex-prefeita Marta Suplicy).
Zezão também cria estampas e painéis, e já fez trabalhos para a Nike. Há cinco anos começou a grafitar sinais azul-claro brilhantes nas galerias subterrâneas pluviais (sim!) paulistanas.

Coube à galeria de arte urbana Choque Cultural trazer à tona esse trabalho. Os sinais azul-claro de Zezão estão em pôsteres com fundo marrom-escuro, numerados e assinados, vendidos a R$ 50.

Em parceria com a pioneira Most (loja de roupas e galeria de arte de rua do também artista Flip), a Choque transformou em pôsteres os trabalhos de outros artistas urbanos: Titi Freak, Herbert, Speto, Boleta, Nunca e Vitché. É verdade que alguns deles já não grafitam nem picham mais, e ganham a vida como respeitados designers e artistas gráficos, sempre abusando do estilo da rua.
Uma das fundadoras da Choque, Mariana Martins, de 47 anos, é filha do artista plástico Aldemir Martins. Arquiteta, entende o grafite e a pichação como respostas à agressividade da cidade:
– Aqui não há praças, não há referências, tudo é sistematicamente destruído e reconstruído. A cidade não é do povo: ou é do mendigo, ou é do segurança.

(...) A pichação paulistana tem méritos impensáveis à primeira vista: suas letras são estilosas e totalmente originais. Qualidades sem preço no universo das artes gráficas e da tipografia.
O designer e ex-grafiteiro Denis Kamioka, o Cisma, de 26 anos, criou e registrou uma fonte tipográfica (com o alfabeto completo) inspirada nas letras da pichação. Usa-a em seu site e nas exposições que faz para apresentar seus trabalhos gráficos.
Ainda é cedo para avaliar o potencial artístico desse estilo de letras, mas já não dá para ignorar a influência delas em artistas de rua de todo o mundo. Nem a originalidade, já que quase sempre são criadas nos cadernos de pichadores sem instrução, como Ricardo e sua sigla OS GS.

A tão aclamada capacidade brasileira de improvisar também acabou por criar uma modalidade tipicamente nacional de grafite, chamada de grapixo, que é feito utilizando-se tinta látex e rolinho para preencher letras gigantes com o nome do pichador. Endrigo Chiri Braz, 25 anos, jornalista que tem se dedicado a pesquisar o grafite, explica que só no Brasil usam-se rolinho e tinta látex:
– Isso vem desde o começo, porque o spray é caro. Usar rolinho colaborou no desenvolvimento de um estilo brasileiro, é o grande trunfo do nosso grafite. E até hoje a maioria das pichações é feita com rolinho.

Último domingo de maio e um Gol modelo antigo, porta-malas cheio de latas de tinta látex e de spray, circula. Céu sem nuvens, quase meio-dia. Ruas vazias, três amigos à procura de um muro livre. Em menos de meia hora, estacionam embaixo de um viaduto na Barra Funda, zona oeste da cidade.
Esse é um dia normal para o paulistano Cláudio Duarte, o Ise, de 26 anos, que estudou até o segundo grau. Em alguns minutos, ele e os amigos dividem o espaço em três e começam seus traçados. Serão letras gigantes, grossas, pintadas a rolinho de tinta látex e contornadas com spray: o grapixo.
Passam ônibus, um ou outro carro. De vez em quando, o trem sob o viaduto. Vem, então, a polícia. Estaciona, pergunta pela autorização. Escolado em 12 anos de pintar na rua, Ise não usa gírias ao dirigir-se aos policiais. Calmo, mostra seu RG, um crachá onde se lê “artista” e convence-os de que tem autorização, mesmo não tendo. Enquanto fala, os outros não param de pintar. Em dois minutos a viatura se vai. Nem todos os seus encontros com a polícia são assim.
Recomeça o trabalho, que levará mais duas horas para ficar pronto. Ao fim, com menos dificuldade do que se fosse uma letra de pichação, pode-se ler “Ise”, “Coyo” e “Zak” no muro. Sobre a proibição à pichação imposta por Serra, ele diz:
– Acho bom que fique mais difícil. Assim só pinta quem é de verdade.
(...)
O maior expoente disso são os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, que assinam “Os Gêmeos”.

Hoje com 31 anos, os Gêmeos acabam de chegar de cinco meses de viagem expondo em galerias de Nova York, Milão, Los Angeles, Londres, Hong Kong, Tóquio e Paris. Eles foram contratados pela Nike para ilustrar o material do filme Ginga Brasil, carro-chefe de um projeto que explora a tal criatividade e improviso brasileiros, do futebol às artes plásticas.

Os Gêmeos também assinam sete modelos de tênis, nos quais colocaram desenhos exclusivos dos mesmos personagens que pintam há mais de dez anos nos muros do bairro do Cambuci, onde moram, e de toda a cidade.

Na mesma viagem, expuseram durante um mês na conceituada galeria Deitch Project, uma das mais respeitadas de Nova York – a mesma que representa Jean Michel Basquiat (1960-1988), ícone maior dos artistas de rua no mundo.

Os Gêmeos fizeram bonecos tridimensionais e quadros, além das paredes da galeria. O site da revista New York informa que eles chegaram a vender quadros por US$ 18 mil. Mesmo assim, não deixaram de pintar, nas ruas de Nova York, alguns de seus personagens, pelo que quase foram presos. Faz parte.

Em 2002, a dupla foi escolhida pelo Comitê Olímpico Internacional para representar as Américas no projeto Chromopolis, com artistas dos cinco continentes. Grafitaram “o Gigante de Volos”, de mais de 40 metros de altura, em Atenas.
Gustavo e Otávio dizem que se preocuparam em desenvolver um estilo único, visualmente desvinculado do hip-hop (que foi o berço do grafite nos EUA):
– Não dava para ficar preso a uma estética norte-americana com tanto folclore e cultura brasileiros – diz Gustavo.
Para eles, ficar com a família e pintar são as únicas opções de lazer que São Paulo oferece:
– Encaro a cidade inteira como uma tela. A cidade usa a gente, então temos que usá-la – complementa Otávio.
Além dos personagens amarelos que são sua marca registrada, os Gêmeos também fazem grapixo, com o nome da dupla, tanto em São Paulo como em quase todas as cidades que já visitaram.

Como expoentes inequívocos do que possa ser a arte do grafite brasileiro, é dos Gêmeos a capa do livro Graffiti Brasil (Ed. Thames & Hudson), de Tristan Manco, Caleb Neelon, Ignácio Aronovich e Louise Chin – a ser lançado em breve, e à venda na Amazon.com.
No livro, há páginas inteiras com os trabalhos mais expressivos do País. De gente como Nunca, Titi Freak, Herbert, Kboco, além de Gêmeos, Nina e Zezão. E também as pichações de Ricardo OS GS, Rafael “Agentes” e outros.

Uma das presenças femininas no livro é a paulistana Carina Arsenio, de 28 anos, a Nina. Ela começou a pintar aos 15. Adolescente, fazia teatro de rua e diz que encontrou no grafite o meio ideal de se expressar. Seus traços são inspirados em desenhos infantis, e têm sempre olhos bem grandes:
– Na cidade as pessoas só trabalham, não têm tempo para nada. Se eu pintar na rua, elas podem absorver alguma coisa. Posso mudar o cotidiano delas, transmitir minha mensagem com um pouco de alegria e doçura.

O grafite e a pichação, conseqüência do caos urbano que são, estão em todas as capitais brasileiras, com destaque para Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio, Recife e Curitiba. Há também diversos pequenos fanzines e revistas a respeito em circulação. Títulos como ManifestAção, Látex #1, Pixografia, Sujo e Busca.

(...) É o que fizeram Leonardo “Clone” Tiburtino, de 21 anos, Danillo “Guetus” Fernandes, de 23, Elton Luis “Shock” Salles, de 21, e Donizete “Bonga” de Souza Lima, de 30. Sexta-feira depois do feriado de Corpus Christi, passaram três horas entre latas de tinta e de spray em frente ao muro de uma metalúrgica na cidade de Caieiras, na Grande São Paulo, com autorização dos donos.

Sentiu firmeza? Bem louco!
A revolução não será televisionada!

Updates:
6.2.2007 : Grafiteiros, Pixadores e Marchands no Estadão
13.9.2006 : Exposição de shapes grafitados - Arte skate na Galeria Central
17.8.2006 : Handselecta - Tipos de letra com alfabetos de grafite e pixaçao
2.6.2006 : Livro "A grande arte da pixação em São Paulo" na Folha de SP
17.4.2006 : Crochê, tricô, fuxico, mobs e arte da rua
28.2.2006 : Arranjo produtivo do grafite e pichação no jornal Estadão

-> Arquivo: 28.7.2005 : Style Wars hoje no Cinesesc 21h grátis
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8 comentários:

Anônimo disse...

na matéria do dia 04 do 08 vocês colocaram como donos da Grafiteria uma pessoa que não é! os artistas que criaram a Grafiteria são: Jey(Flávio Ferraz), Guid(Tatiana Garrido) e Boleta(Daniel Medeiros).
obrigado.

João Fanara disse...

Tem uma área sobre fotografite muito boa em http://www.arede.inf.br/ , pra quem curte o assunto é só conferir por lá ;-)

Anônimo disse...

Gostaria de saber se existe alguma instituição legalizada onde posso contribuir e assim evitar que a fachada do meu edifício seja pichada de maneira vândala e destrutiva.
Obrigada!

| mc | mario.cesar disse...

Cara, qual é a fonte dessa matérias? Precisava pra colocar no meu TCC da faculdade...

http://marionauta.blogspot.com

mc.carapalida@gmail.com


valew...

Tupi disse...

Falai' Mario Cesar,
Se pam a maioria dos trechos q fiz o copy paste tem links pra materia original, mas se vc precisar de uma fonte especifica, e' so' avisarq.Fmz?
Bem loucas as ilustras q vc rabisca, teve do dom! Qq coisa tamos ai'... e' nois!

Raoni disse...

Eai, louco! Fiumeza?
Então! Sou de Campina grande, PB, onde tudo ainda é bem primário, mentalidade mt fechada, interiorana ao extremo. Porém, tem uma galera nadando contra isso, fortalecendo o movimento. Tô pra abrir uma lojinha com meus trampos. N sei se vai rolar mt, mas quem n arrisca n petisca né não? Tenho tentado fazer contato com alguns escritores renomados aí do sul, mas parece q alguns n tem humildade suficiente pra dar uma sacada no flog de um maluco q n tem tanto nome mas q tá na mesma correria... Deixa queto!
Então, contatos novos, idéias novas é o que eu preciso agora. Vou deixar meu flog e o de um parceiro meu q tá fazendo um som, se pá rolar de dar uma olhada...
Vou adicionar teu blog nos meus links
Abraço, brother!

www.fotolog.com/raoniii
www.myspace.com/frequenciazer0

Tupi disse...

Falai' Raonii, teve o dom! Uma pá de rabisco no fotolog e rima de mil graus no My Space. Demorou de colar aquele rabisco do Leão de Judá pra estampa no Camiset.andh.us, se virar, virou. Valeu! E' nois na atividade.

marcos disse...

muito louco essa parada mano sou graffiteiro tam bem visto acamisa queria que essa para vierse para o recife tam bem pow aque mano tem varios mano que tira onda flw mano...marcos_pi_lo@hotmail.com

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