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6.5.06

TV a cabo informal na Índia, modelo domina 80% do setor

Liga nóis, ano passado tiozinho Ravi Sundaram da correria Sarai.net colou aqui em Pindorama, tipo trocando idéia, intercâmbio, oficinas, pá e tal. O Sarai representa a milhão, fita colaborativa de pesquisa, software livre, mídia tática, mídia comunitária, tecnologia, inclusão digital, uscambau. Tori Holmes da banca do site IP traduziu e publicou um resumo da rima do guru, olha a conversa sobre esquema anti copyright da TV Informal:
80% da televisão a cabo na Índia é informal

O Ravi enfatizou que não se trata de contra-cultura (counterculture), é o setor informal. É cultura popular de verdade, não tem política em volta, não existe um discurso de mídia alternativa.
Existem canais comercias e canais piratas. Os canais piratas oferecem programação local e filmes pirateados às comunidades pobres. É televisão comunitária, mas de um outro jeito. Ele disse também que a televisão a cabo na Índia começou com a primeira guerra do golfe (1991?). Em Nova Delhi tem muita produção de mídia 'não-legal'.

O processo de piratear um filme: o filme sai nos cinemas indianas uma sexta-feira. Uma primeira cópia é gravada usando uma câmera [high quality camera copy] em Dubai e depois é enviado do Pakistan à Índia por banda larga. É exibido na televisão pirata poucos dias depois de sair no cinema. Dentro de uma semana, já tem uma cópia pirata de verdade circulando. As pessoas vêm em casa e, se for realmente um filme bom, vão também assistir no cinema.

Os operadores de tv a cabo, já acostumados com as batidas, não transmitem o filme do escritório deles, senão da casa de um cliente, e vão circulando de uma casa para outra, para evitar as batidas.

Bem louco! Pau a pau com TV Rocinha, tá tudo dominado! Liga q o tiozinho segue versando:
Ravi Sundaram & Sarai.net
A Brazileirização da Índia (a Indianilização do Brasil)

Relato e tradução de de Tori Holmes, 10/09/2005

Sobre o Sarai

Ravi falou das dificuldades na Índia para as pessoas que ficam fora das instituições. Sarai é um espaço em Nova Delhi onde se encontram pesquisadores, produtores, ativistas. É independente do governo, das empresas privadas. Já existe há 5 anos.

O Sarai apoia a três laboratórios de mídia [conhecidos como cybermohallas, mohalla sendo a palavra para bairro em turco/indiano: http://www.sarai.net/cybermohalla/cybermohalla.htm] em favelas/cortiços [squatter settlements] de Nova Delhi. Os jovens que vão nestes laboratórios mantêm diários.

O Ravi trabalha num projeto de pesquisa chamado de 'Media City Project' que estuda a cidade e a mídia (tv a cabo, música, filme, computadores, software etc.). Eles também trabalham com software livre. As pesquisas costumam também virar projetos de arte.

O Sarai oferece 80 bolsas de estudo [fellowships] por ano, cada um vale US$1000. É um dinheiro para "pessoas independentes que queiram fazer coisas interessantes". A idade dos bolsistas varia entre 18 e 80. Ravi citou um bolsista, um ativista que estava lutando para manter uma rede de electricidade pirata numa comunidade, ele recebeu a bolsa para escrever um diário sobre as experiências dele. Todas as pesquisas dos bolsistas são arquivadas em software livre.

O Sarai gerencia 15 listas de discussão. O Ravi caracterizou o Sarai como uma rede p2p de pesquisas. Disse ainda que o texto é muito importante para eles. As pessoas são incentivadas á escrever. O Sarai colabora localmente, internacionalmente, transnacionalmente...

Novos conflitos

Existem novas formas de conflito, como conflitos de mídia (conflitos midiáticos?) nas cidades indianas. Por exemplo, as empresas pagam aos ex-policiais para fazer batidas nos piratas que estão trabalhando com mídia. As empresas contratam investigadores privados para saber o que está acontecendo. Em Nova Delhi têm 2000 batidas deste tipo por ano.

Media life - vida midiática

Tudo é tático, tudo é enredado

Gênero

Os VCDs transformaram o acesso das mulheres [pobres] à mídia. As mulheres de classe média vão ao cinema, mas as mulheres pobres não.
Agora a maioria das casas [nas cidades indianas?] tem tv. O accesso das mulheres à mídia aumentou com as novas mídias.

CD

O Ravi mostrou um CD que o Sarai fez, que ganhou um prêmio da UNESCO para artes digitais ("Network of No Des"). É como se fosse uma instalação de arte. Várias janelas com fontes, documentos, imagens, tudo sobre o mesmo tema, tudo linkado. Ele enfatizou como o CD é 'low-tech' e disse que o Sarai não está interessado em fazer coisas muito high-tech, pois não seria sustentável no contexto onde eles trabalham.

A brazilianização da Índia

Há seis anos Ravi deu uma entrevista sobre este tema.

Ele problematizou a comparação entre países mas rolou uma discussão bem rica com as pessoas que estavam presentes sobre as diferenças e as coisas em comum entre Brasil e Índia. Eu não consegui captar tudo aqui, e fui embora antes da discussão ter acabado. Mas vai aqui o que peguei: Brasil e Índia são dois estados relativamente fortes. Mas os ricos na Índia não ostentam a riqueza deles como os ricos no Brasil.

Na Índia o voto não é obrigatório. Os pobres votam muito mais que os
ricos.

O Ravi acha que os brasileiros são muito mais 'media-savvy' por causa da propagação da tv no país. Na Índia são mais importantes o cinema, a música.

Sobre cultura popular... Na Índia não existe uma elite cultural. As pessoas produzindo mídia para a cultura popular são 'comodificados' mas estão por fora da propriedade.

O 'tempo' da televisão (esportes, novelas, que todo mundo assiste, etc.) muda o tempo de uma cidade...

Música: existem lojas onde você vai, escolha músicas e a pessoa queima um CD para você, tudo pirata.

Notícias. Na Índia a produção é caótica e diversificada. Existem mais o menos 30 empresas. Mas isso principalmente pelo tema dos diversos idiomas que são falados no país. Tem uma empresa para cada idioma - aí sim que é mais parecido com a situação no Brasil, com a dominação da Globo etc. Segundo Ravi, as notícias independentes circulam principalmente por listas (as listas do Sarai!).

Inicialmente, os grupos que se mobilizam em torno dos direitos civis não admitiram a mídia como um tema sério, mas isso está mudando.

A vigilância [surveillance] é um tema muito importante na Índia, tanto a vigilância política como a vigilância pessoal.

No Brasil é mais a mídia contra a população em vez de o governo contra a população.

[a conversa continuou...]

Sentiu firmeza? Teve o dom!

Sem miséria!

Update:
4.10.2006 : Assistindo TV a cabo no computador, de graça, sem baixar nada
21.6.2006 : Assistir a Copa no computador, dicas do Link Estadão e da Wired

-> Arquivo: 17.3.2006 : Livros copyleft feitos com papel e papelão reciclados
-> Arquivo: 17.10.2005 : CLAP Conhecimento Livre e Aberto de Produção
-> Arquivo: 2.8.2005 : TV a gato ou TV a cabo popular por R$ 15,00 por mês
-> Arquivo: 18.5.2005 : Netflix e distribuição de vídeo copyleft descentralizado
-> Arquivo: 30.3.2005 : Reputação como sistema monetário alternativo
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : TV a Cabo, Passagem aérea, Indiano, Placa Mágica e Yoga
-> Coletando : Livraria Cultura: The fortune at the bottom of the pyramid
-> Compartilhando Banners : Livro - TAZ. Zona Autônoma Temporária
-> Technorati Tags: , , , , , , , , , ,

28.4.06

Microcrédito C2C, empréstimos e investimentos pessoa a pessoa na internet

Kiva Clients

Liga nois um catado de sites gringos de intermediação, infomediação, financeira uscambau. Tipo empréstimos e investimentos direto entre pessoas, sem instituição, corporação ou banco. Bem louco. Olha a conversa:
Zopa
http://www.zopa.com
People are better than banks

Prosper
http://www.prosper.com
The online marketplace for people-to-people lending

Billmonk
http://www.billmonk.com
For borrowing between friends

Liga q tem esse outro corre onde vc empresta/investe o malote direto pra tiazinha empreendedora, pequeno comerciante, micro negócio, artesanato, manufaturas c2c, pá e tal.
Tipo, faz uma busca nas fitas e escolhe qual correria quer investir. Se pam deve dar retorno melhor do q em banco tradicional, poupança, renda fixa. Daquele jeito.
Kiva
http://www.kiva.org
Loans that change lives

Teve o dom! Demorou pra virar um esquema parecido aqui em pindorama, vixi, micro empreendimento da favela, bico, mutirão e agente independente com crédito, sai da frente. Dando fuga de burocracia de banco ou agiota monopolista e prestando conta direto com bacana ou maluco esclarecido, sem massagem. 1-2 tá dominado.

Tb trombei com catado de fundos de investimento social mais na levada corporativa, oficial, liga nois: Socialfunds.com Socially Responsible Investing. Tb tá valendo :-)

Tem o dom? Sem miséria!


->Arquivo: 1.2.2006 : Projeto Terra Negra Brasil - Financiamento agrário para afro-descendentes
->Arquivo: 19.9.2005 : Novos bancos comunitários em MG, nota no Estadão
->Arquivo: 28.4.2005 : Tanomoshi, consórcio de dinheiro, microcrédito autônomo e serviços financeiros c2c
->Arquivo: 22.2.2005 : Unitus.com - Global Microfinance Accelerator
->Coletando : Livraria Cultura: The fortune at the bottom of the pyramid
->Compartilhando Banners : Livro - Utopian Entrepeneur .
->Coletando : Mercado Livre : Busca : Consórcio

17.4.06

Fábrica de Criatividade, Capão Redondo, matéria no Estadão

Alunos de Break Dance

Liga nóis matéria milidias no jornal Estadão, suplemento Zona Sul. Tipo uma goma bem louca, se pam escolinha, incubadora, laboratório, sei lá. Olha a conversa:
Criatividade no centro do currículo escolar
Sexta-feira, 19 de Agosto de 2005, por Rodrigo Cerqueira Cesar

Complexo de ensino de arte em bairro carente demorou 8 anos para ser construído e custou R$ 1,5 milhão; meta agora é oferecer programas gratuitos para a comunidade

O bairro do Capão Redondo, um dos mais violentos da zona sul da cidade e carente de lazer e cultura, ganhou, em março, o espaço a Fábrica de Criatividade. Trata-se de um complexo de ensino de arte com proposta diferenciada, que custou R$ 1,5 milhão e é único na América do Sul. "A maioria das escolas são casas que foram adaptadas. A nossa foi idealizada exclusivamente para o ensino das artes, construída em oito
anos, desde o primeiro rascunho arquitetônico até a conclusão da obra", explica o idealizador do projeto, Denílson Shikako, músico formado em engenharia da computação.

A decoração do local chama a atenção logo na entrada, com a porta principal cheia de bolinhas de gude. Dentro, tudo foge ao normal. O chão é feito de garrafas e no banheiro há lousa branca e canetão próprios para grafitagem. Nos patamares, o visitante anda em cima da água que sai das paredes e cai numa cachoeira do lado de fora da escola. No palco do auditório, há passagens secretas, um dos quadros faz massagem na cabeça e, no terraço, uma praia fictícia remete a Copacabana, no Rio. Da chaminé-mirante, toda a zona sul de São Paulo pode ser vista.

A escola já conta com 200 alunos e proporciona, em ambientes temáticos, diversos cursos de artes, música, inglês e Criatividade - uma aula aberta, ministrada por Shikako, em que os alunos trabalham com todo tipo de material, resultando, por exemplo, em um abajur feito de CDs ou em uma cortina de copinhos. O conceito explorado é de que qualquer idéia pode tornar-se realidade e desenvolver os dois lados do cérebro. Os alunos são estimulados a levar para a escola qualquer material ou produto que acharem inusitado. Resultado? Já surgiram desde de geléia de jaca a Doritos sabor guacamole. "Queremos ser uma ponte entre o artista e o patrocinador, dar a chance de um cidadão comum realizar um sonho, que normalmente morre pela falta de incentivo e verba", afirma Shikako.

MODELO

Os cursos custam R$ 77,00, em grupo, e R$ 140,00, individual, mas a idéia de Shikako é oferecê-los gratuitamente, com ajuda da iniciativa privada, que auxiliou na construção do complexo. Para os moradores em geral, as opções de lazer, dentro do conceito, são apresentadas no anfiteatro como peças, vernissage, filmes, saraus, musicais de bandas e grupos de dança. "Nosso principal objetivo é captar recursos para darmos à população carente do Capão Redondo a oportunidade de crescer artisticamente, e emocionalmente, por que não dizer, já que poucos moradores sentem orgulho de pertencer a um bairro tão carente", afirma Shikako.

Países como Itália, Estados Unidos e Japão já possuem escolas que incentivam a criatividade. Em Treviso, norte da Itália, há uma mantida pela Benetton desde 1994. Opera como um laboratório, onde jovens experimentam novas formas de comunicação nas áreas de design, música, cinema, fotografia, editoração e Internet. Nos Estados Unidos, a instituição do gênero mais famosa é a IDEO, fundada por David Kelley.
Atualmente, é considerada a empresa de design industrial mais bem-sucedida e original da América do Norte. Desde 1995, disputa o concurso anual organizado pela Industrial Design Society of America, patrocinado pela Business Week, e já conquistou muitos prêmios. Fundada em 1978, a IDEO já produziu mais de 4 mil projetos de design.

Fábrica de Criatividade - Rua Doutor Luís da Fonseca Galvão, 248. Mais informações pelo telefone 5511-0055 ou pelo site www.fabricadecriatividade.com.br

Tá valendo!

-> Arquivo: 6.3.2006 : Faculdades Zumbi dos Palmares
-> Arquivo: 6.7.2005 : Negroponte fala do Laptop de U$ 100 no Estadão
-> Compartilhando Banners : Livro - A educação a distância e o professor virtual
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Rap, Grafite e Reciclagem

21.3.06

Incubadoras de Santos e Embu das Artes aceitam inscrições para novos projetos

A arte em reciclar - canudos de papel

Falaí manos, liga nóis dando um pião nas incubadores dos governos municipais, pra adianto de correrias em projetos de tecnologia ou empreendimentos solidários, sustentáveis, cooperativas, pá e tal. Vai vendo esquema em Embu das Artes:
Jornal O Estado de São Paulo: Incubadora abre vaga em Embu das Artes
Terça-feira, 21 março de 2006

A Incubadora de Cooperativas de Embu das Artes abrirá vagas para novos projetos. As novas unidades irão se incorporar às outras duas cooperativas e três associações. O grupo em formação que participará da fase de pré-Incubação precisa ser do município de Embu. Já para a fase de incubação, o grupo precisa ser da região sudoeste da Grande São Paulo. As vagas foram abertas depois da saída de cinco cooperativas, todas graduadas.

Liga nóis, notícia de setembro de 2005 no site da Prefeitura de Embu das Artes, só dando linha na pipa:
Prefeitura de Embu das Artes: Arte em papel jornal
Núcleo de artesãs que integra a Incubadora de Cooperativas criada pela Prefeitura de Embu completa um ano e mostra disposição para crescer.

(...) O Núcleo de Artesanato em Jornal da Incubadora de Cooperativas de Embu, ou simplesmente Uniart, iniciou suas atividades em 7 de setembro de 2004. Ao completar um ano, a Uniart pretende ampliar sua produção e reunir mais participantes.
Para isso devem ser formados quatro núcleos de cinco pessoas, totalizando 20 cooperados.
(...)
Iniciativa pioneira no Brasil, a Incubadora de Cooperativas de Embu das Artes reúne atualmente oito entidades, além da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis. São elas: Cooperativa Agropecuária de Embu e Região, Cooperativa de Alimentos, Cooperativa de Trabalho de Confecção e Costura, Cooperativa de Reciclagem de Matéria-prima, Cooperativa de Arte em Jornal (em processo de formalização), Cooperativa de Trabalho da Construção Civil, Cooperativa de Trabalho dos Condutores de Escolares e Cooperativa de Serviços de Atendimento de Estacionamento. De acordo com Roberta Maria dos Santos, coordenadora do projeto, a Incubadora reúne atualmente cerca de 500 cooperados, beneficiando mais de 2 mil pessoas. Cada trabalhador recebe a partir de um salário mínimo por mês.
O próximo passo da Incubadora de Cooperativas é a criação da Casa do Artesão. A loja que deve ser inaugurada nos próximos meses será um espaço permanente para divulgar e comercializar os mais diversos produtos. (...)

Olha a conversa da www.incubadora-santos.com.br:
Incubadora de Santos abre "chamada de projeots" para novos incubados e pré-incubados
A Incubadora de Empresas de Santos – espaço criado para abrigar empresas oferecendo estrutura estimuladora, ágil e favorável à transferência de resultados de pesquisa para atividades produtivas – receberá de 06 a 31 de março inscrições de projetos para seleção 2006. O edital, com a Chamada de Projetos e Processo de Seleção para Incubação e Pré-Incubação já está disponível no site da instituição, www.incubadora-santos.com.br, onde os interessados poderão acessar e preencher a ficha de inscrição.

“Estamos buscando estudantes, cientistas, pesquisadores, empreendedores e empresários que desejem desenvolver novos projetos, tecnologias, produtos e serviços inovadores. A Incubadora de Empresas de Santos está mais madura, teve quatro empresas graduadas em 2005, com cases de sucesso, e previsão de formar outras seis em 2006. Queremos ampliar estes resultados, as possibilidades de crescimento de negócios na região e inserir novos projetos no mercado”, afirma o coordenador-executivo da entidade, Santiago Gonzalez Carballo.

Empreendedores que já tem um produto ou uma tecnologia e buscam entrar no mercado, mas necessitam de apoio, enquadram-se perfeitamente no processo de “incubação”. A Incubadora de Santos dará todo suporte e apoio na abertura de seus novos negócios, proporcionando condições suficientes para o início imediato do empreendimento, como infra-estrutura compartilhada, network, informações e orientações em gestão empresarial. Os incubados dispõem de um período de dois até três anos para usufruir do espaço físico e serviços da Incubadora, localizada no Centro Histórico de Santos, até alçarem sua independência. Atualmente a Incubadora conta com 12 empresas incubadas. (...)

Tem o dom?
Sem miséria!


-> Arquivo: 13.1.2006 : The Business Experiment
-> Arquivo: 22.6.2005 : Telecentros auto sustentados e planos de negócios copyleft
-> Arquivo: 14.1.2005 : Incubadoras copyleft - Rede Solidária e Catalisa.org.br
-> Taba : Cachimbando
-> Compartilhando Banners : Livro - A Economia Solidária no Brasil. A autogestão como resposta ao desemprego. e Artesanato Brasileiro
-> Coletando : Livraria Cultura: Livros Cooperativa, a empresa do século XXI e The fortune at the bottom of the pyramid
-> Coletando : Mercado Livre : Contabilidade e Embu

13.1.06

The Business Experiment

The Wisdom of Crowds

Liga q milidias no Blogdex trombei com essa correria dos gringos. Tipo uma incubadora de negocios no estilo colaborativo, online, pa' e tal. Ligeiro cai pra dentro, era em cima da rima de um tiozinho q mandava o salve: "wisdom of crowd - sabedoria da multidão". Se pam pagava um pau pra votação online, poll pra toda obra, toda mão, pá e tal. Maluco ganhava credito, se pam moeda digital virtual, ou share, cota, se bagulho virar. Muito louco, ainda tô meio perdido naquela goma, open source pra plano de negócios ou emergência de bacana, mas tá valendo. A banca já votou se jogar na correria do Askspaces, teve tiozinho q já deu fuga com uma distro separada, e a treta é muita conversa e ninguem pra puxar trampo pesado. 1-2 saiu matéria na Business 2.0, sente o drama:
The Wisdom of Crowds (Beta Version)
Open-source idea generation. Transparency. Democracy. Sounds great- but can it work in a business?
December 2005 By: Jory Des Jardins

What's an Organization man to do? He has learned from five years of nastiness that big companies with Renoirs on the top floor are neither trustworthy nor very satisfying places to work. And dotcom startups were a kick, but they turned out to be not the most relevant or stable joints in the world.

So there he is, back in the corporate office park--employed, at least, and yet unable to see employment in the same old way. He has experienced the possibilities of meritocracy, of hatching an idea and growing it. Perhaps next time, with a real business plan, a startup could work out: He would get help from others with the same vision; information and decision making would be shared, as would the rewards. It would be a business by and for the people!

It might look like the striking, imperfect, evolving creation of Rob May, who has spent months fleshing out his vision of distributed work with a company (sort of) called the Business Experiment (TBE). It's a virtual incubator that both allows and requires stakeholders--anyone with interest and an Internet connection--to help conceive a venture idea, self-organize, and run the business. It's utopian and also, in concept, pretty profound.

The spark was James Surowiecki's book, The Wisdom of Crowds (Doubleday, 2004), which explores the possibilities of group intelligence in making decisions. May wondered: If he created the right conditions, could a crowd start a viable company? He launched TBE in July, announcing the plan on his popular blog, Business Pundit, and soliciting feedback. The response was mixed. "A lot of people were supportive," May says. "Some said the idea was ridiculous; a few said, 'Hope you have a good lawyer.' "

Using open-source software, May built a Web site to act as a virtual boardroom where individuals can register, vote on ideas, review updates, and engage in discussions. He created a compensation system that awards equity points for submitting winning ideas, voting, and assisting with business planning. The profits from every project would be split, with at least 60% to the crowd, based on each person's point total.

In just over a month, nearly 900 stakeholders had whittled down 60 proposals to half a dozen, including a capital-intensive MP3 retail kiosk business and a social-networking site for business travelers. The winner: an online service named, not coincidentally, the Wisdom of Us, scheduled to launch in early 2006, which would give small-business customers access to multiple consultants' advice. "I don't even like the idea we voted on," May confesses. Still, "I want to see if the experiment will work."

TBE is an example of "commons-based peer production," a nonhierarchical, fully transparent form of work usually referred to as peer to peer, or P2P. It's not a new concept--open-source software development has been out there for 15 years, with the Linux operating system its most celebrated success. But typically, P2P projects are "staffed" with uncompensated people who have more passion for the idea than for any resulting profit. And "since cooperative production for the market can fail and lose money, it's a serious proposition," says Michel Bauwens, a former information analyst with the U.S. Information Agency, who now writes extensively on the evolution of P2P.

How TBE fares could hold intriguing lessons for other businesses. Despite their messiness, P2P projects are attractive because they're designed to be transparent. In fact, P2P lending sites such as Zopa.com are premised on the ability of lenders to set their own terms and of borrowers to choose from rates set by lenders. P2P is also efficient. The online resource Wikipedia has amassed more than 770,000 voluntarily submitted articles on topics ranging from Aa (a village in Estonia) to ZZ Top in just four years, proving the technology's potential breadth. Even corporate elders like Procter & Gamble are experimenting with collaborative online communities as a way of leveraging their R&D investments.

So how is the Wisdom project actually doing? Just so-so. May now admits that the selection process should have been more rigorous: Participation dropped off after the business concept was chosen, indicating that many didn't like the idea. So rather than grow his crowd organically, out of sheer passion for the project, May finds himself now dealing with folks who are interested but not always very motivated.

May offered teams additional points for fleshing out a business model and a plan - but participation is still sporadic. "No one is stepping up to drive this thing," he says. Part of the reason may be the self-editing wiki software the teams use for communications, which isn't intuitive for most people yet. But there simply may be limits to the appeal of virtual participation--or really, of organizational democracy. "One of the biggest problems is silence," says TBE member Sean Clauson. Unless someone has a radical idea, or strongly opposes an idea, there's little discussion one way or the other. "In traditional organizations, you get a raised eyebrow or a nod of the head to tell you how an idea is going over. Here, we're in a world without feedback." Lacking cues to act on, the crowd falls into complacent groupthink.

Indeed, TBE yielded a telling result recently when May polled stakeholders about "microchunking," breaking down the project into small, discrete tasks and allowing contributors to take on only what they were good at. A cascade of comments followed--providing opinions on implementing the business--but no initial offers to actually do the work. The response revealed both the promise and the elusiveness of P2P: The crowd may be wise, but it's worthless if it won't act.

Se virar, virou, tá valendo!

-> Arquivo: 17.10.2005 : CLAP Conhecimento Livre e Aberto de Produção
-> Arquivo: 22.6.2005 : Telecentros auto sustentados e planos de negócios copyleft
-> Taba : Cachimbando
-> Compartilhando Banners : Livro - Marketing Hacker
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Hospedagem de sites e Webdesign

19.9.05

Novos bancos comunitários em MG, nota no Estadão

Liga nois notinha q saiu milidias no jornal Estadão
Terça-feira, 13 de Setembro de 2005
Parceria cria bancos comunitários em MG
O Sebrae-MG firmou parceria com a ONG Visão Mundial para expandir o microcrédito no Estado. São organizados bancos comunitários para financiar empreendimentos. "Cada grupo é autogestor. Administram contas, liberam créditos, controlam pagamento e juros", explica Gilze Oliveira, gerente da Agência Nacional de Desenvolvimento Microempresarial (Ande).O montante de crédito liberado a bancos comunitários em Minas até junho foi de R$ 25.610.

Tem o dom? Fui, nem me viu!

->Arquivo: 28.4.2005 : Tanomoshi, consórcio de dinheiro, microcrédito autônomo e serviços financeiros c2c
-> Taba : Coletando
-> Compartilhando Banners : Livro - A Economia Solidária no Brasil. A autogestão como resposta ao desemprego.
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27.7.05

Topiqueiros (perueiros) aceitam moeda social Palmas no Ceará

Conjunto Palmeira - Banco Palmas

Liga nois, milidias colei no Metaong.info. Na direta os manos do Banco Palmas representam a milhão. Vai vendo:
Um convênio assinado entre o Banco Palmas, a Associação dos Empreendimentos Solidários do Conjunto Palmeira e o Sindicato dos Transportes alternativos- topics, vai garantir uma mudança de escala na circulação da Moeda Social Palmas. A partir do dia 26 de junho de 2005 as topics que circulam no Conjunto Palmeira (totalizando 40) irão aceitar a moeda social Palmas para pagamento da passagem.
Se o morador do bairro pagar com Palmas a passagem será cobrada a 1,45 (1 palmas e 45 centavos de palmas), enquanto a tarifa da passagem em Fortaleza é unificada em R$ 1,60.

Sentiu firmeza? Liga q ligeiro vira tranformar a moeda Palmas pra circular via sms ou wap, tudo no celular, telefone sem fio voip wifi ou handheld software livre :-)
Moeda mobile emergente, descentralizada, demorou. Cabelo avoa!

-> Arquivo: 2.5.2005 : FSM 2005, moeda social, manufaturas c2c, guru anarquista, uscambau.
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Passagem Aérea
-> Compartilhando Banners : Livro - TAZ. Zona Autônoma Temporária

28.4.05

Tanomoshi, consórcio de dinheiro, microcrédito autônomo e serviços financeiros c2c



estadao20040708, originally uploaded by tupi.
Liga nois, milianos saiu essa matéria no Estadão, com a correria japa tupiquim - tanomoshi, moai, yure - tipo um consórcio de dinheiro, clube de microcrédito autônomo não oficial, incubadora de microempreendimentos, serviços financeiros c2c, uscambau. Tipo tinha até escaneado a rima, mas ligeiro com aquela fita da Fiat senha Tanto Faz liberando o acesso ao site dos bacanas do Estadão, ligeiro fiz um copy paste do texto no Metaong.info. Daquele jeito.

Presidente, este é o 'tanomoshi'
08/07/2004
 - Jornal O Estado de S.Paulo

Por Celso Ming

O presidente Luiz Inácio poderia ao menos ter certo senso de realidade.  Ele está carregado de razão quando critica os juros escorchantes dos cartões de crédito.  Mas essa aí de mandar qualquer um se abastecer de dinheiro numa cooperativa de crédito é de cabo-de-esquadra, como diziam os mais velhos. 
O mínimo que se poderia esperar do presidente seria um pacote de medidas que facilitasse a formação de cooperativas.  Mas não se viu nem sombra disso.
Dona Ermelinda Coutinho não consegue dormir porque está afogada em dívidas.
Já fez três novenas para Santa Edwiges, a padroeira dos endividados, reza todos os dias para Santo Expedito, o das causas impossíveis, mas nem com os recursos do céu vem conseguindo equilibrar seu orçamento.  Ela gostaria de saber o endereço de uma dessas cooperativas indicadas pelo presidente Lula, para que possa parar de aborrecer os santos com suas insistências.  Onde, presidente? 
A Organização das Cooperativas Brasileiras nos dá conta de que, no fim de 2003, havia no Brasil 1.115 cooperativas de crédito, das quais participam 1,9 milhão de cooperados.  Mas é complicado entrar de sócio numa delas.  Em geral, estão ligadas a sindicatos, associações de classe, sociedades de funcionários de empresas e organizações assim.  Estão fechadas a gente de fora. 
Sopa de cabrito - Mais fácil é participar de um tanomoshi, espécie de consórcio de dinheiro que não cobra nem juros nem taxas de administração.  Surgiu há oito séculos no Japão, com o objetivo de dar ajuda mútua a uma comunidade ou grupo de amigos.  O tanomoshi veio para cá com os imigrantes japoneses.  Continua largamente praticado na colônia, mas está aberto a brasileiros reconhecidamente honestos.  Se você tem um amigo japonês, pergunte-lhe do tanomoshi e ele abrirá um sorriso e falará dele com respeito. 
Todo tanomoshi tem um oya (pai, "líder").  É ele quem vai formar o grupo.
Como todo tanomoshi só funciona onde há confiança, o oya só escolhe quem é ponta firme.  E isso tem explicação.  Em caso de calote, é o oya que tem de assumir as perdas.  Não é preciso dizer que o membro de um tanomoshi que deixe de honrar suas prestações carrega na testa a marca invisível da maldição, que qualquer um vai reconhecer: "Lá vai fulano que passou a perna no tanomoshi do sicrano"... 
Não há número fixo de participantes.  Fechado o grupo, o oya se encarrega da primeira reunião.  Lá, fica definida a prestação mensal devida por todos, a duração do grupo, a data em que se realizarão as reuniões seguintes e os pormenores de praxe.  Quase sempre, essa reunião é mais do que uma discussão técnica; é ocasião de congraçamento.  Nas comunidades de imigrantes da ilha de Okinawa (Sul do Japão), nessa primeira reunião nunca falta o hidjá-nu-shiru, tradicional sopa de cabrito, que vem fumegante num panelão de que as pessoas vão-se servindo. 
Excelência - Na data combinada, comparecem todos, com o dinheiro na mão.  A primeira bolada é do oya.  O sistema do lance é o agari (o que sobe).  A partir do segundo mês, leva o resultado aquele que oferecer o lance mais alto.  Detalhe importante: daí em diante, esse participante terá de acrescentar à sua mensalidade o lance oferecido nessa reunião.  Se a prestação mensal for de R$ 1 mil e se ficou com o dinheiro quem ofereceu R$ 300 de lance, nas reuniões seguintes a prestação desse aí será de R$ 1,3 mil, até o fim do tanomoshi, que pode ter 12 participantes e duração de 12 meses.  Assim, cada um incorporará à sua contribuição, em cada um dos meses seguintes, o lance vencedor.  Isso é assim para garantir para os outros uma espécie de compensação (que você pode chamar de juros) a ser incorporada mensalmente ao bolão da vez.  O oya não tem de pagar esse extra. 
Com as variações cabíveis, o tanomoshi é uma instituição informal.  Não há leis nem agências reguladoras que fiscalizam o cumprimento dos tratos.  E como funciona!  Você pode comprovar isso se perguntar para qualquer japonês de seu conhecimento.  Ele pode trabalhar numa banca de feira, numa "pedra" da Ceagesp ou numa loja de aparelhos eletrônicos.  Aqui no Estadão há vários jornalistas de ascendência nipônica prontos a testemunhar sobre a excelência dessa ação entre amigos. 
Mas não vamos pedir ao presidente Lula que oficialize o tanomoshi.  É capaz de meter nesse jogo o Banco Central e, quem sabe, a Caixa Econômica Federal, e aí já não será a mesma coisa.

Cachimbando

Tipo, 1-2 tá valendo se maluco replicar esse esquema na web, com paypal, mercado pago, cotas da Taba, tem o dom :-D
Liga q tem q proceder, reputação online a milhão pq não pode atravessar, se não a chapa esquenta.
Fui, nem me viu!

-> Mercado Livre : Busca : Paypal

12.1.05

Manufaturas c2c - Geladeira solar

Geladeira Solar Atual

Liga nois milidias trombei com essa firma incubada na UFMG com os manos q inventaram uma geladeira q funciona com energia solar. Vai vendo: www.paz.eng.br. O site é só no sapatinho mas tiveram o dom de colocar o diagrama do bagulho uscambau: www.paz.eng.br/geladeira.htm.

Se pam vira replicar a receitinha e se jogar pra dar fuga da conta de luz.
Ligeiro até vale colar no Mercado Livre e dar a busca por: Energia Solar
Sentiu firmeza?

Updates:
29.07.2005 : Fogão solar feito com embalagem longa vida reciclada
21.01.2005 : Manufaturas C2C - Solar PC

-> Idéias pro Mercado Livre : Fogão solar em forma de parabólica, Guia para fazer aquecedor solar com garrafas pet recicladas e Aquecedor solar feito com garrafas pet recicladas

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