2.8.05

TV a gato ou TV a cabo popular por R$ 15,00 por mês

She is interested about Ronaldinho, he doesn't.

Liga nois, trombei com esse post no Corpo sem órgãos, blog da mana Drica, rimando sobre a conversinha do novo ministro sobre uma fita de TV a cabo popular. Tipo começando com R$ 15,00 por mês, pra banca ter o dom de colar, assinar o bagulho, uscambau. Vai vendo:
A população de baixa renda será oficialmente atendida pelas empresas de TV a cabo , se a ANATEL flexibilizar suas normas de atendimento.
O lado bom é que os novos pacotes populares terão os canais comunitários. Pena que o nov ministro das comunicações já articulou tudo pra TV continuar seu monopólio...

Tipo, trombei na matéria da Folha de SP de 28/7/2005 q a Drica indicou, tipo uma pá de estatística da correria dos manos antenistas e do esquema tv a gato, correria anti-copyright, daquele jeito. Olha a conversa:
A cobrança de uma mensalidade elevada para o bolso da classe baixa fez com que a pirataria em regiões mais pobres crescesse. Estima-se que os chamados "gatos" --instalações ilegais de TV por assinatura-- respondam por 13% do parque instalado existente. São cerca de 300 mil conexões piratas de TV a cabo, que deixam de gerar às operadoras uma receita anual próxima de R$ 200 milhões.

Cerca de 90% das conexões piratas são de pessoas que já tiveram acesso ao serviço e deixaram de pagá-lo ou que foram cancelados por inadimplência.
Atualmente, as regiões mais isoladas nas capitais são atendidas por empresas chamadas pelo mercado de "antenistas". Elas vendem o serviço a cabo ao captar, por satélite, sinais de TV aberta e retransmiti-los para regiões em que o sinal não era recebido. Por R$ 13 ao mês, é possível contratá-los.

Segundo dados apresentados ontem pela ABTA, o país tinha, ao final de março, 3,8 milhões de clientes de TV por assinatura. O número é 1,2% maior que o verificado em dezembro e 6,6% superior ao de igual mês em 2004.
Em 12 meses, de março de 2003 a março de 2004, entraram como assinantes novos 239 mil pessoas no país, o que dá 19,9 mil por mês.
Essa alta de 1,2% é próxima da esperada em termos de crescimento vegetativo para o país neste ano (1,5%). O resultado é considerado bom pela ABTA porque o setor amargou um período de estagnação anos atrás.

Tipo, milianos em 2004, a Folha tb caguetou a treta toda, liga: No Rio de Janeiro, "TV a gato" tem mais assinantes que a Net 13/9/2004. Só pra dar linha na pipa, 1-2 fiz um copy paste da matéria:
Pelo menos 640 favelas e loteamentos irregulares do Rio de Janeiro têm sistemas piratas de TVs a cabo operados por empresas informais das comunidades.
Não há dados oficiais sobre o número de assinantes dessas operações, mas estima-se que sejam mais de 600 mil na cidade do Rio de Janeiro, contra 260 mil assinantes da Net Serviços, que tem a concessão do serviço de TV a cabo no município.

As operações informais são conhecidas entre os usuários como "TV a gato" e "gato Net". Há empresas com mais de 10 mil assinantes. Elas crescem à sombra da concessionária oficial que não chega às favelas e regiões carentes. Outro fator de proliferação é a má qualidade da recepção dos sinais das televisões abertas. Há informais que só distribuem canais abertos (como Globo, SBT, Bandeirantes), mas são minoria.

A mensalidade das "TVs a gato", no Rio, varia de R$ 10,00 a R$ 23,00, dependendo do número de canais oferecidos, mas a média é em torno de R$ 15,00. O pacote mais barato da Net no Rio, com 49 canais, custa R$ 69,60. Os distribuidores informais captam a programação do satélite e os redistribuem para as residências.
O Rio de Janeiro é o Estado com maior número de operações informais em atividade. A Net atribui o fenômeno à topografia da cidade, sobretudo à das favelas que são encravadas nos morros. Mas também há operações em outros Estados, como São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

As "TVs a gato" querem sair da clandestinidade e serem reconhecidas pelo governo. No sábado, reuniram-se em Jacarepaguá (zona oeste) cerca de 400 pequenos distribuidores de sinais de TV em áreas carentes para discutir os problemas. A maior queixa é sobre achaques de policiais.
Os informais que só distribuem canais abertos se autodenominam antenistas. Eles criaram uma entidade para defender os interesses do setor no governo, a Abetelmim (Associação Brasileira das Empresas de Telecomunicações e Melhoramento de Imagens e Atividades Afins), que conta com 38 associados.
O presidente da entidade, Giovander da Silveira, diz que os antenistas existem há mais de 30 anos no Brasil, e que foram ignorados pelo governo na regulamentação da Lei da TV a Cabo, de janeiro de 1995. "Fizeram uma lei do primeiro mundo para um país pobre. Só a elite tem TV a cabo no Brasil", diz ele.

Giovander distribui sinais de TV por cabo em duas favelas de Jacarepaguá e na Baixada Fluminense. Ele atende 3.500 residências. A mensalidade é de R$ 12,00 para pagamento em dia e de R$ 13,00 com atraso.
O vice-presidente da Abetelmim, Pedro da Silva Alomba, é sócio da Sisconit, que atua em três favelas da cidade: Vidigal (zona sul), morro do Banco (Itanhagá, zona oeste) e no Alto da Boa Vista, na zona norte. Criada em fevereiro de 2000, a empresa tem 10 mil clientes.
A Abetelmim quer a aprovação do projeto de lei 4.904, que propõe a criação do serviço DTVA (Distribuição de Sinais de TV Aberta). Segundo Silveira, seria uma forma de regulamentar a atividade de antenista. O projeto está na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

A alternativa, no entanto, não resolve a situação da grande maioria das operadoras que redistribuem canais pagos.
Em dezembro do ano passado, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) colocou em consulta pública uma proposta de regulamentação das operações piratas em favelas e outras áreas carentes.
As "TVs a gato" receberiam outorga de EDS (Entidade Distribuidora de Sinais) para retransmitir a programação das concessionárias de TVs a cabo, mediante contrato entre elas.
O texto proposto pela Anatel prevê a atuação de EDS em lugares onde a recepção dos sinais das televisões abertas seja tecnicamente inviável e nas áreas onde as concessionárias de TVs a cabo não chegam. Até agora, o regulamento não foi aprovado.

Bem louco. Tipo, lado a lado com ativismo estilo pirata, se pam agora tem fita nova com TV por satélite, descentralizada, uscambau. Vai vendo a rima do guru Paulo Rebêlo na Folha de Pernambuco, replicada no blog Toca do Super Ranzinza, sente o drama:
As operadoras por satélite estão igualmente sujeitas às ações piratas e, talvez, até de um jeito mais fácil de ser assimilado pelos clientes. O kit de assinatura dessas operadoras inclui uma antena de recepção e um decodificador de sinal (decoder), para ser instalado na televisão. Dentro do decodificador, há um cartão magnético pessoal, com um chip exclusivo para cada usuário. Caso a pessoa troque o cartão ou tente forjar um, o sistema não funciona e o sinal não é reconhecido.

O problema é que os piratas de plantão vendem cartões importados que funcionam em alguns decodificadores, liberando o acesso total à programação, incluindo Pay-per-View e canais especiais. Pior ainda, o usuário não precisa nem comprar o decodificador e a antena, já que aparelhos usados podem ser adquiridos no mercado sem maiores obstáculos. A Folha localizou um pirata que vende o cartão importado por R$ 350 e o kit completo, com antena e decoder, por R$ 550. De acordo com ele, o sinal chega diretamente na antena e as operadoras não têm nunca como descobrir. Obviamente, ele não quis ser identificado. Confira a entrevista ao lado.

Como funciona a pirataria por satélite?
Importamos os cartões dos Estados Unidos. As operadoras só trocam de cartão a cada dois anos, em média, então o usuário nem precisa se preocupar. O cartão libera todos os canais e, se a pessoa não for assinante, nem precisa. Também vendo a antena e o decodificador à parte, usados.
E não tem perigo de a operadora descobrir?
Não, desde que você não ligue o telefone no decoder. O cabo telefônico fica plugado no aparelho para comprar pacotes Pay-per-View, mas o cartão importado libera tudo, então, não precisa.
Então o cabo telefônico não serve para mais nada?
Serve para a operadora monitorar o sinal e descobrir se você está usando equipamento ilegal ou tentando burlar o sistema.
Que garantia se tem?
Não tem garantia, mas o cartão funciona em todos os estados brasileiros. Se não funcionar, o cliente devolve para a gente e devolvemos o dinheiro.

Demorou! Ligeiro é nóis trombando com tiozinho no Sahara ou no Largo 13 vendendo parabólica, antena de satélite, com bundle de canais tipo al jazeera, telesur, nkprtv, tv da gente, 4ptv, vlogs, tudo incluído. Vixi, cabelo avoa!

Updates:
4.10.2006 : Assistindo TV a cabo no computador, de graça, sem baixar nada
6.5.2006 : TV a cabo informal na Índia, modelo domina 80% do setor.
8.9.2005: TV a cabo de graça, da China, pela web e em p2p no WSJ/Estadão

-> Arquivo: 12.1.2005 : Manufaturas c2c - LinVDR
-> Busca no Mercado Livre : Tv a cabo e Placa Mágica
-> Compartilhando Banners : Livro - TAZ. Zona Autônoma Temporária

4 comentários:

Bicarato disse...

Colando na matéria da Folha, Alfarrábio registrou no ano passado:
http://alfarrabio.org/index.php?itemid=64
Papo bom, mano Tupi. :-P

Tupi disse...

Teve o dom! É nóis!

Anônimo disse...

TV a GAto eh a solução

Anônimo disse...

cara, como faço pra comprar um cartão desses???


Urgente!!!

estou em Pres. PRudente-sp

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...