Mostrando postagens com marcador namidia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador namidia. Mostrar todas as postagens

26.7.16

Mapa visual do governo interino do golpe de 2016


Liga nóis no mapa visual do governo interino golpista sendo construído no site Onodo, ferramenta grátis pra ação política de transparência, investigação e visualização, colaborativa, aberta, uscambau.

O corre desse mapa se pam ajuda identificando os cúmplices e protagonistas do golpe de 2016, contra o governo eleito, a democracia e o estado de direito no Brasil. Se tiver o dom, mande um salve com notícias de nomeados, seus partidos e quem indicou. 


9.9.13

Salão Beleza Natural em São Paulo/SP


Liga nóis a notícia do dia 26/8/2013 no Beleza de Blog escrito por Carol Romanini: Rede ‘Beleza Natural’, de salões especializados em cabelos cacheados, chega à cidade em outubro. Vai vendo as datas de inauguração e locais dos primeiros salões da Dona Zica cabelereira em São Paulo/SP.

Santo Amaro
Mais Shopping Largo 13 - Rua Amador Bueno, 229, loja 20.301.
Previsto para funcionar a partir do dia 24 de outubro de 2013, das 8h às 20h.

Tatuape, inauguração prevista a partir de 21/11/2013.

Lapa, inauguração prevista a partir de 22/11/2013.

Vai vendo o salve sobre a Dona Zica que a Carol teve o dom de publicar:
À frente do negócio está a famosa cabeleireira Zica, eleita recentemente uma das 10 Mulheres de Negócios Mais Poderosas do Brasil, pela revista Forbes. Zica passou dez anos de sua vida pesquisando a fórmula perfeita para tratar dos cabelos cacheados. Resultado dessa pesquisa, o Super-Relaxante, produzido com base em seus estudos, promete tirar o volume dos fios sem alisá-los, além de definir os cachos. Além dele, sua marca conta hoje com mais de 50 produtos para o tratamento dos cabelos cacheados.

To ligado que tiazinha, novinha, uma pá de mina a milhão pra desfilar de cabelo cacheado, encaracolado, étnico, auto-estima a milhão, já está a milianos aguardando o empreendimento da ex-empregada doméstica que inventou o produto de relaxamento que o mundo todo e os banqueiros pagam um pau.

Ligeiro colei no Blog Beleza Natural, vai vendo o convite ligeiro no post milidias ainda em setembro:
Super-relaxante grátis em São Paulo
4/9/2013 - Blog Beleza Natural
Atenção, cacheada de São Paulo:
O  Centro de Desenvolvimento Técnico em São Paulo já está bombando. Se você já é cliente do Beleza Natural ou deseja experimentar o Super-Relaxante gratuitamente, fique ligada!
Para isso, basta comprar um Kit de Manutenção e agendar o atendimento pelos telefones 11-95638-1546 (Vivo), 11-97638-8836 (Claro), 11-98126-2458 (Tim), 11-96941-6363 (Oi).
No dia da avaliação, os fios precisam estar completamente secos, livres de qualquer tipo de óleo, sem escova, chapinha, trança ou implante. Não se esqueçam de que é necessário ficar 3 meses sem usar químicas, tinturas e tonalizantes. Aproveitem!!!
Equipe Beleza Cacheada

O jornal Meio&Mensagem tb mandou um salve sobre uma palestra da Dona Zica no Centro Universitário Senac em agosto de 2013, tiazinha endolou a historinha toda, liga nóis:
Beleza Natural a caminho de São Paulo
Meio&Mensagem, 16/8/2013

Valorizando a beleza dos crespos e cacheados, a empresária Zica conseguiu criar uma bem-sucedida rede de salões.

O Instituto Beleza Natural, fundado há 20 anos no Rio de Janeiro por Heloísa Assis - conhecida como Zica - inaugurará em outubro sua primeira unidade em São Paulo. O salão será aberto no Largo Treze, na região de Santo Amaro (zona Sul).

Em novembro, outras duas unidades também serão inauguradas, uma na Lapa (zona Oeste) e outra no Tatuapé (zona Leste). Cada novo salão recebe investimento médio de R$ 2 milhões. A própria fundadora virá a São Paulo neste sábado, 17, para uma palestra às consumidoras paulistas, às 10 h, no Centro de Convenções do Centro Universitário Senac, da Av. Engenheiro Eusébio Stevaux, também em Santo Amaro.

Na ocasião, Zica contará às participantes a história do Beleza Natural, que surgiu em um fundo de quintal, em 1993, na Tijuca e, tratando cabelos crespos e cacheados, conseguiu expansão para 13 unidades nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. O diferencial da rede é um tratamento desenvolvido pela própria Zica e seu marido, Jair, o Super-Relaxante - que será demonstrado na ocasião. O produto, eles garantem, ajuda a definir os cachos e tira o volume dos fios sem alisá-los – daí o nome da rede.

Hoje, o Instituto Beleza Natural possui uma linha de produtos com 50 itens; um Centro de Desenvolvimento Técnico formará 79 pessoas para trabalhar na primeira unidade paulista da marca. Nos demais estados, a rede já atende atualmente 90 mil clientes por mês. (...)

A operação tem 1.700 funcionários distribuídos nos treze salões, na sede e na fábrica Cor Brasil; 80% deles, garante a empresa, já eram clientes e foram convidados a fazer parte da equipe. Muitos são apoiados pela política de primeiro emprego da marca, que não demanda experiência profissional para muitas das vagas que oferece e treina os candidatos.

Além de Zica e do marido, são sócios Rogério Assis e Leila Velez, ambos ex-funcionários do McDonald’s. A experiência anterior fez com que estes implantassem no Beleza Natural processos semelhantes a uma linha de montagem para a realização dos serviços, o estabelecimento de padrões de qualidade nos produtos que comercializa e a preocupação com um atendimento “encantador”.

É mano, bagulho vai ser louco. Liga que a mulherada de São Paulo já colava nos salões do Rio de Janeiro, tipo bonde das cacheadas, alugando ônibus, van, lotação, avião, uscambau. Sente o drama:
Instituto Beleza Natural abre primeira loja em São Paulo
Pequenas Empresas Grandes Negócios, 3/6/2013

Com 13 lojas em três estados brasileiros, o Instituto de Beleza Natural – rede de salões especializada em cabelos ondulados – chega a São Paulo com a meta de abrir três lojas ainda este ano. O projeto de expansão começou a ser estruturado quando a empresa notou que mais de 4 mil clientes iam da capital paulista só para tratar o cabelo em uma das dez lojas do Rio de Janeiro.

“O fato de São Paulo ser a capital do país em termos de crescimento, economia e salários também nos estimulou. A ideia é atender o público paulista e também trazer caravanas que hoje saem do Sul do país com destino ao Rio”, afirma Jacqueline Alves, superintendente de marketing da Beleza Natural. Cerca de 40 mil clientes da rede chegam aos salões por meio das caravanas que a empresa realiza.

A primeira loja aberta em São Paulo será inaugurada em setembro, no Mais Shopping, no Largo Treze de Maio, em Santo Amaro. Para escolher o lugar, a rede contratou um instituto de pesquisa para mapear pontos da cidade com maior concentração do público-alvo do Instituto: mulheres com mais de 15 anos com cabelos crespos/cacheados, negras e pardas, pertencentes à classe C.

“Escolhemos o Largo Treze pelo volume de clientes que podemos atingir na região e pela facilidade de chegar ao shopping. A ideia é que nosso público, prioritariamente da classe C, tenha acesso a nossas lojas por metrô ou ônibus”, diz Jacqueline. A previsão é abrir dois pontos na cidade: um na Zona Leste e outro no Centro. Com as três lojas, a expectativa da rede é de aumentar o faturamento em até 25%.

Com investimento de R$ 2,5 milhões, as lojas terão 400 metros quadrados e seguirão a configuração das demais do país, com áreas alinhadas e reservadas para cada etapa do tratamento do cabelo. Do relaxamento ao penteado, a rede usa produtos de fabricação própria desenvolvidos na fábrica Cor Brasil Cosméticos, no Rio de Janeiro. Jacqueline estima que o Instituto Beleza Natural deverá contratar entre 120 e 150 funcionários por loja.

A principal diferença do negócio em São Paulo para os outros estados deverá ser o tíquete médio, mais caro entre os paulistas. “Enquanto no Rio os clientes gastam em média de R$ 150, esperamos que em São Paulo esse valor aumente, alcançando R$ 180”, afirma Jacqueline. A rede também aposta num público maior e se estrutura para receber até mil clientes por dia na cidade.

Com mais de 1700 colaboradores e um crescimento médio de 30% em faturamento ao ano, o Instituto também está preparando a inauguração de mais duas lojas no interior do Rio de Janeiro, em Campos e Volta Redonda, e uma em Salvador (BA).

 Milidias quando o Beleza de Blog mandou o salve, a banca da Dona Zica cabelereira estava no veneno recrutando a molecada de SP pra juntar no bolinho. Tipo, foram mais de 200 vagas abertas para os cargos de Auxiliar de Cabeleireira, Cabeleireira, Estoquista, Auxiliar de Manutenção, Jovem Aprendiz, Recepcionista, Assistente Administrativo, Atendente de Loja, Assistente de Atendimento, Assistentes de Marketing e Auxiliar Operacional. Do total, 70% das vagas exigiram apenas o ensino médio completo. A seleção foi sendo feita em parceria com a Microlins de 19 a 31/8/2013 pelo link vagas.com.br/belezanatural.

Sentiu firmeza? Não me acompanha que não sou novela :-)


-> Arquivo: 29.7.2013 : Livro de tatuagem com letras de graffiti
-> Arquivo: 3.7.2013 : Cabelo crespo de estagiária seria contra padrão de escola em São Paulo/SP
-> Arquivo: 27.3.2012 : Monalisa, personagem de novela inspirada no sucesso da cabeleireira Dona Zica do Beleza Natural
-> Arquivo: 12.1.2012 : Salão da Dona Zica cabeleireira Beleza Natural no Facebook

29.4.13

Teleferico do Alemão e o turismo na favela

Complexo do Alemão, Rio de Janeiro.

Liga que o teleférico que liga as favelas do complexo do Alemão no Rio de Janeiro/RJ ligeiro já paga uma de roteiro turístico alternativo, com maluco passeando, visitando, tirando foto, acenando, dando bom dia até pro boi, no bolinho lado a lado com morador da comunidade, favelado, guia turístico, tradutor de dialeto, uscambau.

Maluco do Jornal O Globo aproveitou e tirou uma de gringo que cola curioso em ver a goma da invasão da UPP, fita que ficou famosa mundialmente mostrando a fuga dos soldados do morro, fuzil, metralhadora na mão, bermuda, chinelo, dando pinote na estrada de terra da Serra da Misericórdia batizada de Estrada do Bope, daquele jeito.

Liga trechos da matéria de 15/1/2012:

Teleférico do Complexo do Alemão entra para a rota turística


O novo meio de transporte de moradores da região atrai turistas interessados em conhecer a comunidade

Ele atraiu olhares do mundo inteiro com uma fuga cinematográfica no fim de 2010, quando traficantes escaparam das forças militares correndo por uma estrada de terra. Agora, o Complexo do Alemão segue atraindo o interesse de pessoas de outros estados e países. Mas tirou o medo da rota e vem ganhando status de atração turística desde que o teleférico passou a funcionar em horários ampliados, em dezembro do ano passado, deixando de ser somente um meio de transporte para os moradores. De acordo com a Supervia, a perspectiva é que, com o início da operação plena, o número de passageiros transportados chegue a 30 mil por dia. Percebendo as boas oportunidades da mais nova atração turística do Rio, agências de turismo oferecem tour pelo complexo, com vista panorâmica e caminhadas por dentro da comunidade. De acordo com o coordenador da Rio Turismo Legal (projeto que oferece o serviço), Ronald Ferreira, o percurso mais solicitado pelos turistas é a Serra da Misericórdia, que ficou conhecida popularmente com a Estrada do Bope.

- É quase unânime. Eles já chegam perguntando se é possível conhecer a estrada que apareceu na TV e que foi notícia no mundo inteiro quando o Exército chegou ao complexo - afirma Ferreira.

(…)

Em sua segunda viagem ao Rio, o casal Cristiano Aldriguete, de 35 anos, e Regiane Durante, de 33, levou os filhos Henzo e Cadu, de 5 e 1 ano, para um passeio bem diferente do que fizeram quando estiveram pela primeira vez na cidade. O empresário e a fisioterapeuta estavam curiosos com o roteiro alternativo.

- É a primeira oportunidade que nós temos de manter um contato direto com a comunidade. Ainda não sabemos o que vamos encontrar por lá. Estou ansioso e satisfeito com essa nova possibilidade de passeio — afirma o empresário de Jaguariúna, interior de São Paulo.

Já a moradora de Higienópolis Joana Darc da Silva, de 55 anos, levou pela segunda vez familiares de fora do Rio para conhecer o teleférico. Eles se mostraram impressionados com a vista do lugar, que antes só conheciam pela televisão.

- Vi a estrada onde aconteceu a fuga dos traficantes, que acompanhei pela TV. Também andamos por dentro da comunidade e tem bastante policiamento. Coisa de turista mesmo - conta, aos risos, o aposentado de São Paulo Juarez Pereira, de 72 anos.

Quem viu no Teleférico do Complexo do Alemão uma oportunidade de novos horizontes nos negócios na rota turística da cidade foi o coordenador do projeto Rio Turismo Legal, Ronald Ferreira, que há um ano vem oferecendo pacotes turísticos.

- Mesmo antes das Forças de Pacificação, já percebia o interesse dos turistas em conhecer a comunidade, já que o favela tour era praticado no Rio há algum tempo, principalmente por turistas de outros países. Desde novembro de 2010, estamos realizando o roteiro, que é um sucesso — diz Ferreira, que chega a guiar de 30 a 40 pessoas por passeio.

De acordo com o guia , a captação de turistas acontece por meio dos próprios hoteis. Os hóspedes mostram interesse em ir ao complexo e os estabelecimentos indicam o projeto.

- Grande parte dos turistas é americana e a rota mais pedida continua sendo a Serra da Misericórdia, que acabou ficando conhecida como a Trilha do Bope. Ofereço o pacote por R$ 40, incluindo o passeio no Teleférico, caminhada a pé por dentro da comunidade e um lanche - explica Ferreira, que também vende o passeio em sites de compras coletivas pela internet.

O Teleférico do Alemão tem 3,5 km de extensão e 152 gôndolas, com capacidade para transportar dez passageiros cada uma. A viagem da primeira estação, em Bonsucesso, à última (Palmeiras) dura 16 minutos. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 6h às 21h; sábados, das 8h às 20h; domingos e feriados, das 9h às 15h.


O Teleférico A e a Comunidade

Liga que logo que foi inaugurado, os moradores da comunidade e os cariocas de outros bairros foram conhecer o teleférico e o sistema de transporte público flutuante. Vai vendo matéria no portal Terra de 11/7/2011:

Com favelas pacificadas, cariocas testam teleférico do Alemão

(...) Apesar do pedido do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), para que não fossem empinadas pipas próximo ao teleférico, dezenas delas podiam ser vistas entre as gôndolas que ligam seis comunidades. O local recebe o teleférico pouco mais de sete meses após sua ocupação por parte de forças de segurança em uma ação contra o tráfico, ocorrida depois de uma série de ataques na cidade em novembro.

De olhos vidrados na janela da cabine, Kaique Fernandes Santos, 7 anos, ficou impressionado com a proximidade com que as cabines passam das casas em alguns pontos. "Dá para ver tudo lá dentro", disse. Ele foi da Ilha do Governador, onde mora, ao Complexo do Alemão levado pelo avô Maicon Oliveira dos Santos, 63 anos. A irmã, Brenda, 4 anos, também se divertia no trajeto.

Nívia Vânia Pereira, 21 anos, aproveitava a mobilidade do teleférico para passear com seu marido, Fábio Alves, 23 anos. Com sete meses de gestação, Nívia comemorou a chegada do novo meio de transporte. "A estação Palmeiras fica bem perto da nossa casa", afirmou. O casal trabalha na própria comunidade e disse que não deve necessitar das gôndolas diariamente. Fábio, no entanto, reconhece que o teleférico pode ser de grande serventia para quem trabalha no centro. "Antes o pessoal gastava até R$ 7 para ir de um lado a outro no Complexo. Agora vai ser só R$ 1", afirmou.

(...) O teleférico do Complexo do Alemão tem 152 gôndolas para o transporte de 3 mil passageiros por hora. Em cada gôndola, cabem oito pessoas sentadas e duas em pé. Para percorrer o caminho entre a primeira estação, Bonsucesso, e a última, Palmeiras, são necessários 16 minutos. Nas primeiras quatro horas de funcionamento, o teleférico recebeu 8,6 mil passageiros.

Violência no Rio

O Complexo do Alemão está ocupado pelas forças de segurança desde o dia 28 de novembro de 2010. A tomada do local aconteceu praticamente sem resistência numa ação conjunta da Polícia Militar, Civil, Federal e Forças Armadas. A polícia investiga uma possível fuga de traficantes pela tubulação de esgoto do Alemão antes dos policiais subirem o morro. Na quinta, 25 de novembro de 2010, a polícia assumiu o comando da Vila Cruzeiro, na Penha. Ambos dominados, até então, pela facção criminosa Comando Vermelho. As ações foram uma resposta do Estado a uma série de ataques, que começou na tarde do dia 21 de novembro de 2010. Em uma semana, pelo menos 39 pessoas morreram e mais de 180 veículos foram incendiados por criminosos nas ruas do Rio de Janeiro.

A reportagem do O Globo mandou um salve pra tiozinho vendendo passeio por site de compras coletivas, quando o bagulho estava na moda, uma pá de paga pau, economizando, na fissura atrás de desconto, uscambau. Se pam fazendo referencia a outra matéria que saiu no Estadão em 5/8/2011, vai vendo:

Tour no Alemão está até em site de compra coletiva
Por: Clarissa Thomé / RIO - O Estado de S.Paulo

Entre curiosidades do passeio está a movimentação das tropas do Exército

Os sites de compra coletiva descobriram o Complexo do Alemão, na zona norte do Rio. O passeio pelas seis estações do teleférico é vendido como uma visita "à mais fantástica comunidade do Rio de Janeiro". O roteiro inclui passeio a pé pela favela pacificada desde novembro, em um trecho percorrido em cerca de 30 minutos. Moradores de Manaus, São Paulo e Brasília estão entre os compradores do pacote, que sai por R$ 15,00.

O visitante faz um tour acompanhado por guia turístico credenciado. No trajeto, o profissional aponta as curiosidades - Igreja da Penha, Ponte Rio-Niterói, Engenhão, as obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a movimentação das tropas do Exército, que continua ocupando as favelas, e até o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar que podem ser avistados de longe.

Mas não é isso que chama a atenção do turista. "No Pão de Açúcar, no Cristo, a visão é linda, mas é quase uma paisagem moldada. Aqui é uma vista urbana, a gente vê a casa das pessoas, o movimento sobre as lajes, crianças soltando pipas, cães andando por ali", afirmou o capixaba Felipe Pereira Garcia, de 27 anos, que ontem fez o passeio.

"Acho que o Complexo do Alemão será o terceiro ponto turístico do Rio, atrás do Pão de Açúcar e do Corcovado", diz Ronald Teixeira, coordenador do projeto Rio Turismo Legal. Ele quer ainda criar mais dois roteiros - a Trilha do Bope, caminhada pelo local usado como rota de fuga dos traficantes, em novembro, e o passeio à Lagoa Azul do Alemão, piscinão formado durante a escavação de uma pedreira, na Serra da Misericórdia. "O turismo vai resgatar essa comunidade."

Não há ainda lojinhas de souvenir e produtos que sejam a marca do Alemão, como camisetas e bonés. Mas o visitante que chega à Estação Palmeiras, a última, é convidado a parar na lanchonete do jovem casal Camila e Dimas Lemos, que vive ali há 15 anos e viu nas obras do teleférico uma oportunidade de melhorar a renda. "Depois da inauguração, dobramos o faturamento. Agora já estão vindo mais visitantes", comemora Camila.

Inaugurado há em julho de 2011, o teleférico já recebeu 218 mil pessoas até agosto. O pico foi logo na primeira semana - 28 mil passageiros em quatro horas de funcionamento. Hoje a média é de 6 mil pessoas por dia. Nas férias, algumas crianças davam mais de 20 voltas. Com o reinício das aulas, o teleférico voltou a assumir caráter de transporte público. A rotina só é quebrada pelos turistas atraídos pelas notícias sobre a favela pacificada ou pelos sites de compra coletiva, como Alertados, Grupo Ligado e Viagens Coletivas.

O passeio começa na estação de trem de Bonsucesso, interligada ao teleférico. Ali, passageiros são recebidos por funcionários terceirizados da empresa. Os estrangeiros são encaminhados ao americano Daniel Armstrong, de 29 anos, que vive no Méier, zona norte, desde 2009. Ele auxiliou alemães, coreanos, americanos. "Os alemães sempre querem saber o motivo do nome da favela. Explico que o alemão, na verdade, era um polonês dono dessas terras."

Sentiu firmeza? Não me acompanha que não sou novela!


-> Arquivo: 7.11.2011 : Casa ecológica e a prova de bala na favela de Manguinhos
-> Arquivo: 4.8.2011 : O teleférico do Complexo do Alemão e transporte público para favelas e periferias
-> Arquivo: 7.7.2011 : Guetostar, de volta eu tô no rap
-> Arquivo: 30.8.2006 : Vencedores do concurso de design de carrinhos para sem teto
-> Arquivo : 13.8.2006 : Tati Quebra Barraco para playboys e patricinhas no Estadão
-> Arquivo: 13.7.2006 : Projetos para favelas cariocas e o teleférico de Medellin
-> Arquivo: 2.7.2005 : Funk carioca, arranjo produtivo copyleft na revista Carta Capital
-> Arquivo: 26.4.2005 : MV Bill no Roda Viva da TV Cultura
-> Arquivo : 24.9.2004 : Fundação Bauhaus, projeto urbanização da favela Jacarezinho RJ
-> Busca no Mercado Livre : Funk, Bicicleta, Smartphone, Grafite, Tablet e DVD de Funk

3.7.12

Cabelo crespo de estagiária seria contra o padrão de escola em São Paulo/SP



Mano, liga essa fita cabulosa que saiu no Jornal Nacional na TV Globo - Polícia investiga denúncia de racismo contra estagiária de colégio em São Paulo - e que o mano do canal Hernaniquilombo teve o dom de gravar e publicar no YouTube dia 7/12/2011. Vai vendo a treta na descrição do video:

(...) A estagiária Ester Elisa da Silva Cesário acusa seus superiores de perseguição e racismo. Conforme Boletim de Ocorrência registrado no dia 24 de novembro (2011), na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) de São Paulo, ela teria sido forçada a alisar o cabelo para manter a "boa aparência".

"Ela disse: 'como você pode representar o colégio com esse cabelo crespo? O padrão daqui é cabelo liso'. Então, ela começou a falar que o cabelo dela era ruim, igual o meu, que era armado, igual o meu, e ela teve que alisar para manter o padrão da escola." (...)
.
Dia 16/12/2011 o jornal Folha de São Paulo tb mandou o salve na reportagem Encrespou escrita por Tatiane Santiago e Emilio Sant'Anna reproduzida no site da NQM:

Encrespou.

Por Tatiane Santiago (Agora) e Emilio Sant'Anna (de São Paulo/SP)

Estagiária afirma ter sido alvo de preconceito após diretora de colégio pedir para que ela alisasse o cabelo; caso foi parar na delegacia de crimes raciais

Quando o primeiro cabelo "black power" chegou por aqui, na cabeça de Tony Tornado, 81, logo foi evidente que era parte do movimento de afirmação racial dos negros. Nesta semana, 41 anos depois, o ator ficou "enjoado" ao saber que o penteado ainda causa preconceito.Tony não queria acreditar quando leu, no Facebook, o caso da estagiária Ester Elisa da Silva Cesário, 19.Ela afirma ter sido alvo de racismo no colégio Internacional Anhembi Morumbi, no Brooklin, zona sul de São Paulo, onde é estagiária.Assim como Tony, Ester é negra. Seu cabelo é crespo, bate nos ombros. Ela preserva o volume natural dos cachos.Segundo Ester, em seu primeiro dia de trabalho como assistente de marketing, no dia 1º de novembro, a diretora do colégio reclamou de uma flor presa em seu cabelo e pediu para deixá-los presos.Dias depois, a diretora a teria chamado novamente para reclamar do cabelo.Dessa vez, conta Ester, a mulher foi além: disse que compraria camisas mais longas para que a funcionária escondesse seus quadris."Como você pode representar nosso colégio com esse cabelo crespo?", indagou a diretora, segundo a jovem.Ainda de acordo com a estagiária, a diretora contou que já teve cabelos crespos, mas os alisou para se adequar ao padrão de beleza exigido.Foi a gota d'água para a estagiária procurar a polícia. Ester registrou um boletim de ocorrência na Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância)."A discriminação me afetou de tal forma que eu não consigo mais me olhar no espelho e mexer no meu cabelo. Ela [a diretora] mexeu com meu emocional. Estou triste e choro a todo instante", diz.

Discriminação

Para o professor de direito constitucional da Fundação Getulio Vargas (FGV), Oscar Vilhena Vieira, casos como o de Ester são flagrantes desrespeitos à Constituição.Segundo ele, o caso pode gerar uma ação cível ou criminal. "Para isso, é preciso que fique demonstrada a intencionalidade da discriminação", explica.Para Tony, os 41 anos que se passaram desde que se tornou o primeiro a usar um "black power" não foram suficientes para acabar com o preconceito no país."Depois que vi a história, fiquei enjoado, pensando como pode acontecer uma coisa dessas em 2011."

Colégio diz que não teve intenção de constranger

O colégio Internacional Anhembi Morumbi afirma, em nota, que a direção da escola e o restante da equipe de funcionários com a qual Ester Elisa da Silva Cesário trabalha nunca teve a intenção de causar qualquer constrangimento.

De acordo com a nota, o colégio possui um modelo de aprendizagem inclusivo, que abriga professores, estudantes e funcionários de várias origens e tradições religiosas.

O uso de uniformes por alunos e funcionários é exigido para que o foco da atenção saia da aparência. A instituição afirma que ainda não foi notificada oficialmente sobre o boletim de ocorrência registrado pela estagiária.

O colégio também afirma que entende que o respeito às diferenças é um assunto sério e, por isso, colocou formalmente esse tema em seu estatuto e na grade curricular.
.
Dia 8/12/2011 o site Geledés publicou - A estágiária Ester Elisa da Silva Cesário diz que foi transferida para o arquivo - tipo seguindo a rima com bacana do colégio CAM estilo sangue nos olhos. Sente o drama:

(...) Contratada em 1º de novembro, ela costumava ficar ao lado da recepção e mostrava o colégio para os pais interessados em matricular seus filhos.
Na última segunda-feira, quando o caso ganhou repercussão em redes sociais, diz que foi transferida para o arquivo, em uma sala em frente à direção.
"Agora só arquivo documentos e carimbo carteiras dos alunos", diz a jovem.

Resposta: A conselheira do colégio Mercedes Vieira disse que não houve mudança de função. O colégio nega discriminação.
.
1-2 a tiazinha do colegio tem mais é que colar no blog Cabelo Crespo é Bom e pagar um pau na rima da Mariangela Miguel, demorou:

Cabelo Crespo é Bom
Mariangela Miguel

Se você me perguntar como esse blog nasceu, vou dizer que nasceu por causa de uma indignação. Depois de tantos anos ouvindo (e eu mesma afirmando!) que meu cabelo é ruim, que cabelo crespo é ruim, que fulana tem cabelo ruim, cansei. É verdade que nunca gostei de cabelos lisos, não combina comigo. Mas os cabelos cacheados sempre me provocaram suspiros.

Tentei de tudo, chapinha, relaxamento, mas é obvio que os cachos nunca ficaram  perfeitos. É claro que na adolescência a frustração é maior. Quem não quer ter o cabelo da moda? Quando o seu cabelo só cresce para cima, como explicar para uma menina de 13 anos que ela não pode nem sonhar com o cabelo Chanel?  Quem é o culpado? O cabelo ruim.

Acreditei nisso por muitos anos. Hoje, depois de tantas experiências (que vou fazer questão de contar cada uma para vocês), cheguei a seguinte conclusão: se meu cabelo fosse realmente ruim, não teria agüentado tanto secador, chapinha e química.

É preciso ser muito bom para passar por um processo químico, mudar toda a textura do fio e ainda ficar parecido com o cabelo da modelo da revista. Por isso, a-do-ro o meu cabelo. Se você, como eu, também tem cabelos crespos, afirmo e repito: cabelo crespo não é ruim, é bom e muito bom.

(...) Não importa qual a sua escolha, vamos nos unir em uma jornada que vai transformar nossos cabelos em verdadeiros objetos do desejo. É isso.
.
Sentiu firmeza? Se joga no cabelo cacheado, encaracolado, pixainho, uscambau.

Antigamente quilombos hoje periferia,
Brasil 500 anos de extermínio.

24.4.12

Pixação gigante com extintor de incêndio no Brasil



Falaí manos, suave? Liga que milidias o jornal Folha de São Paulo teve o dom de publicar este video no YouTube para a matéria Grafiteiros trocam spray por extintores em SP dando um salve pra técnica do extinguinsher graffiti, aquela mesma do mestre Kidult, espalhando geral aqui São Paulo, BH, pindorama, uscambau.

Vai vendo copy paste na matéria da Folha:
Grafiteiros trocam spray por extintores
4/3/2012 - Jornal Folha de São Paulo
Vanessa Correa

Dispositivo é usado para pichar letras gigantes, muitas delas indecifráveis, que atingem até sete metros de altura. Muros de prédios, viadutos e túneis da região central e zona oeste estão entre as principais 'vítimas'

As indecifráveis letras espalhadas pelos muros da cidade são uma forma de arte ou apenas depredação de patrimônio? Um novo tipo de pichação, considerada vandalismo extremo até por quem a pratica, vai esquentar ainda mais essa discussão.

Grafiteiros paulistanos -alguns deles artistas renomados- estão trocando, em segredo, suas latinhas por extintores de incêndio cheios de tinta preta ou colorida. O resultado, torto e escorrido, devido à dificuldade de controlar o jato, começa a aparecer nas paredes, viadutos e túneis da cidade.
"Tags" (assinaturas) como VLOK, VERSUS, ENO, LARPUS E NAO (em maiúsculas, como são pichadas), com letras que passam dos sete metros de altura, fazem outras pichações, que normalmente não atingem os três metros, parecerem nanicas.

Em São Paulo, a técnica começou a ser usada há cerca de três anos, trazida por artistas brasileiros que voltavam do exterior. A partir do ano passado, ganhou mais adeptos e mais espaços. Em 2010, o artista nova-iorquino Krink pintou, a convite, a fachada do MIS (Museu da Imagem e do Som) usando um extintor. "Eu deixei alguns extintores com amigos depois do trabalho, e eles gostaram bastante de usar", conta Krink, que não se considera um grafiteiro.

Poucos pichadores (diferente de grafiteiros, que fazem desenhos) conhecem o método. Do ponto de vista de quem picha, ele tem a vantagem de produzir letras de grande impacto em apenas alguns segundos.

"Os caras ainda olham e pensam: como é que conseguiram fazer desse tamanho?", diz o grafiteiro paulistano A., que falou sob a condição de anonimato. "Se cair na mão de pichador, vai cair na mão de todo mundo."

E já há pichadores na fila. Como N., que pichou os muros das casas do juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, e do casal Nardoni, na época em que seus crimes alcançaram grande repercussão. Ele diz que está só esperando para ganhar o "brinquedinho" prometido por um colega grafiteiro para espalhar sua marca pela cidade: "OSBV", um abreviação da frase "os bicho vivo".

Na mesma moeda

Para o grafiteiro Mundano, esse tipo de vandalismo extremo "é uma resposta agressiva à prefeitura", que apaga as pichações e grafites com jatos de tinta cinza.

As pichações com o extintor não parecem conter nenhum tipo de protesto específico, mas trazem a mesma atitude contrária ao sistema de outros tipo de intervenção urbana. "De algum jeito, a gente quer atingir o sistema. Se não incomodar, a gente não vai mais fazer", diz A.

Mas uma ação com o extintor em São Paulo se destacou pelo tom de protesto. Em janeiro, um grupo munido de extintores praticamente lavou de azul a fachada da sede do Ibama na capital. A ação foi um protesto para lembrar o segundo aniversário da licença ambiental prévia concedida pelo órgão do meio ambiente para as obras da usina de Belo Monte, no Pará.




Liga nós essa foto no Tumblr Demo Art com maluco pixando o trem em movimento. Bem louco, 1-2 a tiazinha da Folha continuou a rima trocando idéia com uma pá de gringo:
Ultra vandalismo
4/3/2012 - Jornal Folha de São Paulo
Vanessa Correa

Los Angeles, Nova York, Paris (só para ficar entre as mais famosas) e, agora, São Paulo. A pichação com extintor, até há pouco restrita a um círculo de iniciados, começa a se espalhar pelo mundo.

"O extintor de incêndio não era popular até pouco tempo atrás", diz o artista americano Krink. Em agosto de 2010, ele cobriu de azul, verde e amarelo a fachada do MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo. "Agora, por causa da internet, está se tornando uma tendência mundial no grafite."

Krink tem razão. Basta uma busca no YouTube pela expressão "fire extinguisher graffiti" para encontrar 175 vídeos, a maior parte deles americanos e franceses, que mostram como surgem as letras borradas e escorridas. O efeito, inevitável, é na verdade um atrativo da técnica. "Tenho feito grandes marcas escorridas sobre superfícies. O extintor foi uma maneira de fazer marcas ainda maiores", continua Krink.

O grafiteiro Chivitz, que além de pintar na rua de São Paulo expõe sua arte na galeria Choque Cultural, acha a técnica "rápida, grande, com uma textura muito bonita, com bolotas, um escorrido".

Krink conta que o extintor começou a ser usado para fazer "tags" (assinaturas) por gangues da cidade americana de Los Angeles nos anos 1990, antes mesmo de se tornar popular entre os grafiteiros que pintam letras. Krink, que não se considera grafiteiro (grafite e pichação estão associados a ações não autorizadas, ou seja, vandalismo) usa a técnica em seu trabalho desde 2004.

Para os grafiteiros paulistanos com quem a Folha conversou, um dos precursores do extintor foi o nova-iorquino KATSU. Vídeos com seus trabalhos são os primeiros a aparecer em uma busca rápida pela internet.

Quem domina o traço, no entanto, é outro americano, que assina DEMOS. Ele é capaz de produzir com extintor as chamadas "bombs". São as assinaturas arredondadas com letras coloridas, normalmente contornadas de preto, associadas ao hip hop (movimento norte-americano que combina rap, grafite e a dança break).

O controle no traço só é obtido depois de algumas tentativas frustradas, diz Krink. "Demora um tempo para acertar o tamanho da letra. Um monte de erros horrorosos ocorrem antes de você dominar isso."

A Folha procurou diretores de importantes instituições de arte sediadas em São Paulo para falar sobre o tema. Todos estavam "fora". Outras pessoas do meio artístico com quem a reportagem falou preferiram não comentar o assunto.

É embaçado ou não é? Ligeiro post no blog Churisco - Extinguisher, pixando com extintor (23/3/2012) - registra o corre da banca Beside Colors pixando com extintor de incêndio a milhão, daquele jeito.

Fui, nem me viu!


-> Arquivo: 17.8.2006 : Handselecta, tipos de letras com graffiti e pixação
-> Coletando : Livraria Cultura: Livros Graffiti Brasil e TTSSS, A grande arte da pichação em São Paulo
-> Coletando : Mercado Livre : Pintura, Extintor, Tinta e Graffiti
-> Camisetando : Temas de Estampas : Arte da Rua

11.4.12

Assistindo TV a cabo grátis no tablet iPad e no celular iPhone



Em 28/7/2011 o jornal Folha de São Paulo mandou um salve - Sem autorização, TV paga é exibida de graça no iPad - avisando que o aplicativo WatchTV HD disponível para iPad e iPhone estava exibindo canais de TV por assinatura de graça, sem pagar nada. Na época da reportagem, para o Brasil, havia disponibilidade de canais fechados - como ESPN HD, Fox e HBO - e abertos - como Cultura, RedeTV! e SBT.

A banca do blog do iPhone em um post de 15/7/2011 - App Store fora da lei: aplicativo transmite ilegalmente canais de TV no iPhone e iPad - caguetou a propria Apple de infringir a legislação brasileira, lembrou do app Televisão ao Vivo que foi proibido pela Globo de transmitir o sinal, e mostrou uma captura de tela do iPad mostrando os canais disponíveis no WatchTV HD na época, vai vendo: Telecine Pipoca, ESPN Brasil, HBO Plus e Family, Animal Planet, Animax, Canal do Boi, Canção Nova, E+!, etc.

O tiozinho reporter da Folha Emerson Kimura ainda escreveu que uma pá de app faziam o mesmo esquema do WatchTV, corre suspeito transmitindo video de tvs do mundo todo, liga nóis: SPB TV, TVU Player e theChanner. O Emerson ainda lembrou de aplicativos chineses que oferecem, além de programas de TV, seriados e filmes sob demanda - PPTV, por exemplo - com interface em chinês, mas q achou fácil pra qq maluco se acostumar com o bagulho xing ling. 

Não sei se depois de ter saído em jornal, acusado de ilegal, uscambau, o esquema ainda vira. Trombei com esse video TV a Cabo no iPhone publicado em 21/10/2010 no YouTube, se pam a fita vem de milianos.  Mas fica ligado que pra quem tem acesso a banda larga via rede sem fio wi-fi no tablet ou celular, ver tv por assinatura na faixa, tudo de graça, é daquele jeito.

Update:
1/8/2012: Assistindo TV digital no iPhone e no iPad com Tivizen

-> Arquivo: 27.3.2012 : Monalisa, personagem de novela inspirada no sucesso da cabeleireira Dona Zica do Beleza Natural
-> Arquivo: 4.1.2012 : É Globo mas é brazuca
-> Arquivo: 25.10.2011 : A febre das filhas da Janete no YouTube
-> Arquivo: 6.10.2011 : TV mostra escravos nordestinos explorados pelo Governo de São Paulo para construir escolas
-> Arquivo: 8.9.2011 : Curso de chinês de graça para estudantes da periferia
-> Arquivo: 1.8.2011 : Thaide entrevista Mano Brown na TV
-> Arquivo: 1.8.2011 : Re The revolution will be webified
-> Arquivo: 18.7.2011 : Sites de TV a cabo pela internet com pay per view de futebol e BBB
-> Arquivo: 4.10.2006 : Assistindo TV a cabo no computador, de graça, sem baixar nada
-> Arquivo: 21.6.2006 : Assistir a Copa no computador, dicas do Link Estadão e da Wired
-> Arquivo: 6.5.2006 : TV a cabo informal na Índia, modelo domina 80% do setor.
-> Arquivo: 8.9.2005 : TV a cabo de graça, da China, pela web e em p2p no WSJ/Estadão.
-> Arquivo: 2.8.2005 : TV a gato ou TV a cabo popular por R$ 15,00 por mês
-> Arquivo: 18.5.2005 : Netflix e distribuição de vídeo copyleft descentralizado
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Smartphones, TV a Cabo, iPhone, Tablets e iPads

27.3.12

Monalisa, personagem de novela inspirada no sucesso da cabeleireira Dona Zica do Beleza Natural



Apesar da TV Globo não falar nada, ficar na miuda, não admitir nem ter a moral de assumir, meio que tá na cara que a personagem Monalisa da nova novela Avenida Brasil é inspirado na história de sucesso da Dona Zica cabeleireira, afrodescendente, ex-empregada doméstica, que inventou o processo de relaxamento de cabelos rebeldes que deu origem a rede de salões Beleza Natural.

Vai vendo a historinha que a emissora e a atriz divulgaram no site da novela: Inspirada na própria história, Heloísa Périssé vai viver uma 'paraibana arretada'. A rima bate de frente se pam pra confundir a mente da banca que conhece a história de exemplo e empreendorismo da Dona Zica, tipo, tirando o corpo fora quase empurrando os nordestinos pra trombar com os afrodescendentes. Mas o resumo publicado revela a milhão:
Trabalhadora, Monalisa vai ser uma cabeleireira boa-praça. Fã de roupas justas e coloridas, a paraibana arretada cria uma fórmula de sucesso para alisar o cabelo das clientes.
Na entrevista com a atriz conversinha continua, passando longe de cabelo pixainho e cacheado.
Heloisa Perisse: “A Monalisa é uma mulher muito amorosa, com uma alma nordestina guerreira, de quem vem em um pau de arara disposta a vencer e não mede esforços para isso. Me identifico muito com ela, porque também vim do Nordeste, sou de Salvador. Também vim com um sonho, um objetivo e fui ultrapassando as dificuldades e subindo os degraus. Acho que a personagem vai ser muito acolhida, porque as pessoas gostam de quem passa uma história de esperança. No inconsciente coletivo, gera aquela certeza, de que se ela conseguiu, eu também posso conseguir (...) Eu e a Fabíola (a atriz Fabíola Nascimento) fizemos um curso de cabeleireiro. Aprendemos os truques da profissão. Os cabeleireiros fazem tudo ao mesmo tempo. Sou muito cara de pau, vou fazendo como se já tivesse feito a vida inteira. Está sendo ótimo, já estou fazendo até escova em mim mesma”
Será que a Dona Zica cabeleireira tá ligada no caô? Mas tá valendo, no final a divulgação e merchandising grátis do tratamento de relaxamento de cabelos cacheados para o salão Beleza Natural e seus cosméticos em horário nobre na Globo pode ser comparado a milhões de reais em publicidade. De repente foi por isso, pra não parecer propaganda grátis da Globo pra uma empreendedora brasileira afrodescendente e uma empresa que provoca competição em um mercado dominado por multinacionais e empresas estrangeiras.

Liga que o autor da novela Avenida Brasil, João Emanuel Carneiro, foi quem escreveu a novela Da Cor do Pecado, segundo o estudo A cor do preconceiro : o negro na teledramaturgia brasileira de Alex Santana França publicado na Revista Africa e Africanidades nº11 em novembro de 2010,  vai vendo copy paste de trechos da rima toda:
(...) o nome da novela Da Cor do Pecado (que foi ao ar em 2004) é título de uma música composta por Bororó na década de 1930 e interpretada já por vários nomes da MPB, no caso da novela, quem interpreta a canção é Luciana Melo. Nessa composição se pode localizar claramente a manifestação de preconceito em frases como (...) é um corpo delgado da cor do pecado e [...] a vergonha se esconde porque se revela a maldade da raça [...]. 

Depois o autor ainda escreveu a novela Cobras e Lagartos, de 2006. Nela, destaque para dois personagens, Ellen (vendedora da loja Luxus que pensa apenas em subir na vida) e Foguinho (um malandro que leva a vida à base de mentiras), interpretados respectivamente por Taís Araújo e Lázaro Ramos, que de verdadeiros anti-heróis tornaram-se protagonistas, caindo no gosto do público e ofuscando personagens como Duda e Bel (o par romântico principal da novela) e Estevão e Leona (o casal de vilões antagonistas).

Em 2008, a novela A Favorita, a terceira de autoria de João Emanuel Carneiro, causou polêmica quando foi anunciado que, não só haveria uma família de negros rica, como essa família seria rica porque o pai é um deputado corrupto. Antes disso, o negro já foi representado como bom caráter e como mau caráter, mas é raro ver uma novela com negros protagonistas (outra família negra que chamou muita atenção na época foi a da novela A Próxima Vítima, de 1994). Mais uma vez, João Emanuel Carneiro repete a fórmula de que o negro só consegue ascender socialmente quando é desonesto, reforçando ainda mais os estereótipos que rotulam os negros.
Sentiu o drama? Vai vendo o documentário A Negação do Brasil - O Negro nas Telenovelas Brasileiras  baseado no livro de Joel Zito Araújo.

Antigamente quilombos, hoje periferia. 500 anos de extermínio.


-> Arquivo: 12.1.2012 : Salão da Dona Zica cabeleireira Beleza Natural no Facebook
-> Arquivo: 4.1.2012 : É Globo mas é brazuca
-> Arquivo: 25.10.2011 : A febre das filhas da Janete no YouTube
-> Arquivo: 6.10.2011 : TV mostra escravos nordestinos explorados pelo Governo de São Paulo para construir escolas
-> Arquivo: 1.8.2011 : Thaide entrevista Mano Brown na TV
-> Arquivo: 1.8.2011 : Re The revolution will be webified
-> Arquivo: 18.7.2011 : Sites de TV a cabo pela internet com pay per view de futebol e BBB
-> Arquivo: 23.8.2006 : Indenização por crime de racismo: Justiça condena supermercado a pagar R$ 60 mil
-> Arquivo: 23.8.2006 : Relatório da ONU sobre racismo no Brasil
-> Arquivo: 8.6.2006 : Beleza Natural, a ex-empregada doméstica que virou empresária
-> Arquivo : 8.11.2005 : TV da Gente, Racionais e Netinho representando
-> Arquivo: 14.7.2005 : Reparações aos descendentes daqueles que sofreram com a escravatura, sequestro e trabalhos forçados
-> Arquivo: 26.4.2005 : MV Bill no Roda Viva da TV Cultura
-> Coletando : Livraria Cultura: A negação do Brasil. O negro na telenovela brasileira. e Uma história não contada. Negro, racismo e branqueamento em São Paulo.
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : TV, Cabelos e Novela

7.2.12

Pesquisador acusa o uso da palavra moreno para fugir da questão racial em pesquisa

brasileiro

Liga matéria publicada no site América Economia no meio do ano passado. Tipo trocando uma idéia sobre a consciencia étnica e racial do povo brasileiro e do uso da palavra por alguns entrevistados na pesquisa do IBGE.

22/07/2011 - Agência Brasil
Muitos se autoclassificam morenos para não se declarar negros, diz pesquisador

Quem não cita as categorias branca, preta, parda, amarela e indígena, afirma que é moreno (21,7%) ou negro (7,8%).
De acordo com a pesquisa, os brasileiros levam em conta a cor da pele (74%) e a origem familiar (62%), além dos traços físicos (cabelo, boca, nariz), citados por 54%

Rio de Janeiro. A população brasileira sabe qual é a própria raça ou cor. Pesquisa divulgada nesta sexta-feira dia 22/7/2011 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 96% dos brasileiros conseguem autoclassificar-se e que 65% usam uma das cinco categorias do órgão.

Quem não cita as categorias branca, preta, parda, amarela e indígena, usadas tradicionalmente pelo IBGE em suas pesquisas, afirma que é moreno (21,7%) ou negro (7,8%). Para o órgão, o fato de as pessoas se identificaram com base apenas nessas sete categorias encerra um mito.

"Existia um folclore no sentido de que teríamos mais de 100 categorias diferentes para se autoclassificar, uma salada de cores. A pesquisa mostra que não, que as pessoas escolhem uma das sete categorias", diz um dos responsáveis pelo estudo inédito, José Luís Petruccelli.

Embora a população tenha consciência da cor ou raça, muitos usam o termo "moreno" para evitar se declarar como preto ou pardo (negro), acrescenta o pesquisador. "Moreno é um termo para fugir da questão. Pode ser quase qualquer um, pode ser bronzeado de sol ou afrodescendente."

De acordo com a pesquisa, para se autoclassificar, os brasileiros levam em conta a cor da pele (74%) e a origem familiar (62%), além dos traços físicos (cabelo, boca, nariz), citados por 54%.

Em relação à ancestralidade, a maioria dos entrevistados reconheceu ascendência europeia (43,5%), entre as nove possibilidades dadas no questionário. Quanto à origem familiar, 21,4% citaram a ancestralidade indígena e 11,8%, a africana.

A Pesquisa das Características Étnico-Raciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça" foi feita em 15 mil domicílios no Amazonas, na Paraíba, em São Paulo, no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso e no Distrito Federal, no ano de 2008.

A pesquisa está disponivel pra baixar em pdf no site do IBGE no link: Características Étnico-Raciais da População - um estudo das categorias de classificação de cor ou raça 2008.


-> Arquivo: 12.1.2012 : Salão da Dona Zica cabelereira Beleza Natural no Facebook
-> Arquivo: 12.1.2012 : Livro sobre o mito do sangue puro no Brasil
-> Arquivo: 14.11.2011 : A origem afro-brasileira de usar roupa branca e pular ondas do mar no ano novo
-> Arquivo: 14.11.2011 : O primeiro presidente negro do Brasil
-> Arquivo: 25.7.2011 : Extra paga ndenização de R$ 260 mil por racismo contra criança
-> Arquivo: 25.7.2011 : Re Cotas - Reconhecimento de diferenças rompe desigualdade nas escolas
-> Arquivo: 23.8.2006 : Relatório da ONU sobre racismo no Brasil
-> Arquivo: 15.5.2006 : A não representação dos afro-descendentes na História do Brasil
-> Arquivo: 14.7.2005 : Reparações aos descendentes daqueles que sofreram com a escravatura, sequestro e trabalhos forçados
-> Arquivo: 14.4.2005 : Uma história não contada
-> Coletando : Livraria Cultura: Livro - Uma história não contada. Negro, racismo e branqueamento em São Paulo.
-> Busca no Mercado Livre : IBGE, Racismo, Smartphone, Tablet e Morenos

31.1.12

Cacique Almir Suruí eleito um dos 100 homens mais criativos do planeta



Trombei com esse salve no blog Starupi - Fora da caixa: exemplo de um criativo, inovador, formador de opinião, líder de comunidade - post do dia 26/1/2012 versando sobre o cacique líder de uma tribo da nação Suruí na amazônia eleito um dos 100 homens mais criativos do planeta pela revista norte-americana Fast Company.

Tiozinho publicitário Roberto Justus arrepiou o topete e lado a lado com outro publicitário empresário Nizan Guanaes trocou uma idéia com o cacique Almir Suruí no programa de TV, pá e tal. Vai vendo no video do YouTube aí em cima. 1-2 a revista americana representou, liga a tradução estilo ligeiro:

Fast Company - As 100 pessoas mais criativas nos negócios em 2011
Número 53: Cacique Almir da tribo amazônica Surui
Para um homem cuja vida está sendo ameaçada pelo avanço da vida moderna, líder tribal e ativista chefe Almir da tribo amazônica Surui.

A Amazônia tem buscado um inesperado recurso para ajudar a manter o modo de vida tradicional de suas tribos: o Google. Em 1969, pouco tempo antes do nascimento de Almir, sua tribo tinha feito o primeiro contato com homens brancos, que trouxeram doença, violencia e morte com eles. Depois vieram os madeireiros, deixando a terra dos Suruis arrasada. O cacique Almir decidiu que a sobrevivência dependia de divulgar e espalhar a história para todo o mundo. Sua parceria com o Google, que começou em 2007, permitiu que sua tribo criasse um mapa cultural online reunindo histórias e lendas do povo Surui contada pelos mais velhos, filmadas e publicadas no YouTube, assim como um mapa geográfico de seu território criado comGPS - smartphones equipados fornecidos pelo Google. Em 2009, funcionários do Google ensinaram os Surui a usar telefones celulares para gravar e filmar derrubadas ilegais de madeira em sua reserva. Membros da tribo agora podem tirar fotos e gravar videos  que são geograficamente identificadas e publicadas imediatamente no Google Earth. Promotores de justiça, advogados e juízes não podem mais alegar ignorância dos problemas quando todas as evidências do desmatamento estão públicos e disponíveis na internet.

Sentiu firmeza? A revolução não será televisionada!


-> Arquivo: 12.1.2012 : Salão da Dona Zica cabelereira Beleza Natural no Facebook
-> Arquivo: 14.11.2011 : Nossa língua brasileira
-> Arquivo: 14.11.2011 : O primeiro presidente negro do Brasil
-> Arquivo: 8.9.2011 : Curso de chinês de graça para estudantes da periferia
-> Arquivo: 9.8.2011 : Re Carta Capital - Brown, o mano charada
-> Arquivo: 20.7.2011 : História do Tupi da Taba Parte 1 (1995 a 2000)
-> Arquivo: 29.12.2006 : O preço das palavras chaves no Brasil
-> Arquivo: 27.10.2006 : Mapas de cidades do Brasil no Google Maps
-> Arquivo: 28.2.2006 : Movimento FON recebe investimento do Google e Skype, notícia no Wall Street Journal
-> Arquivo: 21.7.2005 : Mapas e fotos via satélite do Google e correrias tupiniquins
-> Arquivo: 20.7.2005 : Google compra Akwan (todobr.com.br) e inaugura filial tupiniquim 
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Indigena, GPS, Smartphones e Mapas

Blogs e Blogchalking no Programa Vitrine



Msg sobre blogverso na tv na Lista Metafora em 2002.

Re: Vitrine

22.08.2002 - Falai' metaforas, izq,
Felipe Fonseca escreveu:
ô tupi, ou os outros que viram, ou crisdias (tá ligado, ainda?) o que exatamente se falou sobre blogchalking no vitrine?
A paradinha no vitrine da tvcultura foi mais ou menos a seguinte:

Take1: Cybercafe no Rio, Cris Dias versa a historinha do blog dele e do toplinks pro entrevistador Rodrigo Rodrigues uscambau. Corta pra uma pa' de shots de tela dos blogs, blogdex, toplinks, blogger brasil... Em off neguinho falando da cena blog brasileira, do lance da globo e pa' cita os outros brasileiros q inventaram ferramentas blog tb, mostrando o wbloggar e o blogchalking.

Fade pro cenario como Marcelo Tas fechando a materia lembrando q o proprio programa manda bem no vitriblog uscambau. Sentiu firmeza?

Ah, vai vendo, blogchalking partiu pra dentro tb hoje na materia sobre blogs do caderno de informatica do JT.
www.jt.estadao.com.br/suplementos/info/etc

E' daquele jeito!

\//
Tupi


-> Arquivo: 23.1.2012 : Blogchalking, o primeiro meme brasileiro de repercussão mundial
-> Arquivo: 19.10.2011 : Recicle1politico
-> Arquivo: 1.8.2011 : Re The revolution will be webified
-> Arquivo: 28.9.2006 : Recicle1Político 3.0, nós vencemos!
-> Arquivo: 12.8.2006 : Blogblogs, o Technorati brasileiro com moeda digital Blogpoints?
-> Arquivo: 7.6.2006 : Toplinks, o Blogdex brasileiro pode acabar
-> Arquivo: 15.5.2006 : Blogconvite, nova invençao do Copo Vermelho
->Arquivo: 17.2.2006 : Wasabi, o primeiro site web 2.0 do Brasil?
-> Arquivo: 19.1.2006 : Edney (Interney) conta q largou emprego pra virar blogueiro profissional
-> Arquivo: 13.10.2005 : Habla aí hermano! Tudo hermoso?
-> Arquivo: 9.8.2005 : Folha de SP - Kibe Loco vai virar blogueiro profissional
-> Arquivo: 25.5.2005 : Carreirasolo.org discute sustentabilidade de blogs tupiniquins
-> Compartilhando Banners : Livros : Blogs! , Emergência. A dinâmica de redes em formigas, cérebros e cidades, A Sociedade do Espetáculo e Marketing Hacker
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Blogs, Vitrine, Tablet e Scripts 

23.1.12

Graffiti com azulejos, quando pixel art, arte da rua e reciclagem se encontram

Invader em Sao Paulo

Liga que de 16/8/2011 a 23/12/2011 aconteceu em São Paulo a exposição internacional De Dentro e De Fora, reunindo grafiteiros e artistas de rua gringos da América Latina, EUA e Europa. Vai vendo copy paste de trechos da matéria no UOL sobre a correria:

Masp recebe arte de rua internacional em "De Dentro e de Fora"; veja obras e conheça os artistas

16/8/2011 - Antonio Farinaci

De 17 de agosto a 23 de dezembro, o Masp recebe a mostra de artistas de rua estrangeiros "De Dentro e de Fora/Inside Out Outside In". Os trabalhos, criados especialmente para a exposição, ocupam a galeria Clemente Faria, no subsolo do museu, e também as imediações do Masp.

"De Dentro e de Fora" reúne oito artistas da Argentina, França, República Tcheca e Estados Unidos, que criaram seus trabalhos durante estadias de cerca de um mês no país. "A montagem foi construída coletivamente", explica Baixo Ribeiro, marchand da galeria Choque Cultural, e um dos responsáveis pela curadoria da mostra, "não houve um plano estabelecido previamente, tudo foi feito no local, a partir da intervenção dos artistas".

Para Ribeiro, a montagem reflete uma característica própria da street art, que é sua capacidade de adaptação ao ambiente. "Tentamos realçar essa habilidade que o artista de rua tem de improvisar. Ele sabe que tem um outro artista ali do lado, que a obra dele não está 'isolada', mas ele usa isso para potencializar o seu trabalho", explica

"De Dentro e de Fora/Inside Out Outside In" é um desdobramento da mostra "De Dentro pra Fora/De Fora pra Dentro", realizada entre 2009 e 2010, também no Masp, que exibiu nomes da street art brasileira.

A exposição contará ainda com dois "convidados especiais" brasileiros, o coletivo Bijari, que desenvolveu uma instalação especialmente para o Masp, e o grupo Dubversão, que fará uma apresentação no vão livre do museu, nesta terça (16), durante a abertura da mostra.
-
Maluco Invader, francês, teve o dom de espalhar uma pá de graffiti feito com azulejos, reciclados se pam, na levada dos desenhos do game Space Invaders, aquele de milianos, década de 70 e 80 (máquina arcade de fliperama e videogame Atari e Nintendo) até umas horas. Dando um pião ali pela Rua Augusta, trombei com vários ligeiro registrados com estas fotos:

Invader em Sao Paulo Invader em Sao Paulo Invader em São Paulo - Liberdade Invader em Sao Paulo

Liga continuação da matéria do UOL sobre o corre do maluco:

O francês conhecido como Invader (ele não revela publicamente seu nome real nem se deixa fotografar sem máscara) faz pequenos murais de azulejo baseados nos ícones gráficos do game “Space Invader”. Já deixou trabalhos em mais de 50 cidades pelo mundo, geralmente em locais de grande movimento, mas também em pontos de difícil acesso, como o letreiro de Hollywood. Em São Paulo, deixou mais de 50 “invaders” pelas ruas, além de um grande mural no subsolo do Masp.

Veja mais na Internet: www.space-invaders.com
-
Diferente do spray e da tinta no rolinho, azulejo foi feito pra durar. Além da idéia do game caindo no mundão e a ligação direta com o mundo digital e o estilo de desenho do pixel art, com cada pixel sendo um azulejo, 1-2 o mano Invader inventou a arte da rua tirando onda com o efêmero e o permanente, pixação e arquitetura antiga, ofício português colonial, mosaico e artesanato que até tiazinha paga um pau, daquele jeito.

Sentiu firmeza? Quem é, é, quem não é cabelo avoa!


-> Arquivo: 12/1/2012: Chorei no PC
-> Arquivo: 30.11.2011 : O futuro está nos games 
-> Arquivo: 17/8/2006 : Handselecta, tipos de letras com graffiti e pixação
-> Coletando : Amazon : Livro - Graffiti Brasil
-> Coletando : Livraria Cultura: Livros Graffiti Brasil e TTSSS, A grande arte da pichação em São Paulo
-> Coletando : Mercado Livre : Pintura, Azulejos, Games, Mosaicos, CD de Fontes e Cliparts
-> Camiset.andh.us : Temas de Estampas : Arte da Rua

12.1.12

Livro sobre o mito do sangue puro no Brasil

Jeca, porque não trabalhas?

Liga resenha sobre o livro Preconceito Racial em Portugal e no Brasil Colônia, de Maria Luiza Tucci Carneiro, publicada no Estadão anos atrás.

Jornal O Estado de São Paulo, 17 de Julho de 2005
O mito da purificação sanguínea no Brasil
Clássico de Maria Luiza Tucci ganha nova edição, revista e atualizada
Por: Elias Thomé Saliba

"Se avanço, sigam-me. Se recuo, matem-me. Se tombo, vinguem-me. Se o sangue tornar-se impuro. GALENOGAL!" Era assim, parodiando a saudação fascista de Mussolini, que um tônico milagroso prometia purificar o sangue de quem o bebesse todos os dias. O anúncio, veiculado no ano de 1939, nos jornais brasileiros, seria até pitoresco e divertido, se não antecipasse um surto paranóico de pureza racial que, poucos anos depois, com o nazismo, justificaria o extermínio de milhares de seres humanos.

Mas o anúncio também brincava com um mito profundamente enraizado na memória histórica brasileira: o mito da pureza do sangue, que esteve presente nos três primeiros séculos da colonização portuguesa no Brasil. Este é o tema de Preconceito Racial em Portugal e no Brasil Colônia, de Maria Luiza Tucci Carneiro, livro que se tornou clássico e que agora, 20 anos após sua primeira publicação, retorna às livrarias, em edição revista e atualizada.

Embasada em pesquisa minuciosa e bem documentada, a historiadora realiza uma verdadeira sondagem arqueológica do mito da purificação sanguínea, rastreando o surgimento do racismo, já institucionalizado na Península Ibérica desde o fim da Idade Média. A doutrina da pureza do sangue, contudo, foi criação dos tempos modernos e encontrou terreno mais fértil na Espanha do século 15: ela afirmava a existência de pessoas com sangue hereditariamente viciado, já que a ortodoxia ou a infidelidade dos antepassados judeus havia maculado o sangue dos seus descendentes.

O lado mais dramático de tal argumento, que beira a compulsão paranóica, é que, sob o patrocínio da Igreja e do Estado monárquico português, ele foi transformado num arcabouço legal que moldou corações e mentes durante séculos. Analisando centenas de documentos, principalmente os processos de habilitação, Maria Luiza desvenda os modos peculiares como a instituições, civis e eclesiásticas, investigavam a vida dos indivíduos, principalmente os judeus, pelos menos até a quarta geração.

Se nada conseguiam provar, mesmo considerando testemunhas (como se dizia, na época) de fama ou rumor, ainda assim era necessário o fidedigno testemunho de cristãos-velhos. Só após apresentar provas cabais de que a pessoa investigada não possuía quaisquer vestígios de "sangue infecto", ela poderia ser habilitada aos cargos civis, religiosos ou a títulos honoríficos.

Maria Luiza transcreve e detalha inúmeros documentos deste tipo, comprovando a existência de milhares de vítimas desse processo de exclusão, desde aqueles que foram imolados em autos de fé, até aqueles cristãos-novos que se tornaram verdadeiros párias sociais, obrigados compulsoriamente a viver sob uma dupla identidade. As vítimas principais desse longo processo de exclusão e discriminação, foram, na maioria dos casos, os próprios cristãos-novos - os quais, muitas vezes, serviram como simples pretextos para estender a discriminação contra negros, mulatos, judeus, mouros, ciganos ou indígenas.

Diabolizados por estigmas e rótulos humilhantes, ao longo de quase três séculos, engrossaram ainda aquela fileira de gente perseguida pela Inquisição - na qual já estavam centenas de pessoas indiciadas como feiticeiros, ímpios, bígamos, sodomitas, infiéis, ociosos e blasfemadores. Só havia uma diferença crucial: as condenações e sentenças contra os cristãos-novos, referiam-se explicitamente à sua origem étnica - e à ordem de prisão invariavelmente se acrescentava a frase "com confisco de bens". Como se vê, o processo de discriminação e intolerância foi, assim, manipulado seletivamente, variando de acordo com os interesses do momento.

Sustentada pela ordem legal e simbólica herdada de Portugal, tal discriminação se transfere para o Brasil, embora, nestas plagas, tais manifestações tenham sido amenizadas por artifícios da ordem legal - esta, oportunamente acionada quando os interesses assim o exigiam. De qualquer forma o mito da pureza do sangue, foi se desenvolvendo, difusamente disseminado pela força da legislação ou recoberto pelo manto dos valores cristãos.

Foram raras as vozes que se pronunciaram contra tais discriminações - como o Padre Antonio Vieira, D. Luis da Cunha, Antonio Nunes Ribeiro Sanches ou, o controvertido Mathias Ayres. Mais raros ainda foram os registros destas vozes contestadoras, já que também os que se atreviam a contar tais narrativas, acabaram silenciados por censuras e perseguições. O cenário só se modifica no final do século 18, quando a legislação do marquês de Pombal, inspirada no Iluminismo, elimina a distinção legal entre cristão-novo e cristão-velho.

Com a eliminação da legislação discriminatória, o preconceito esmaece um pouco, pelo menos na sua feição de pureza de sangue, ressurgindo no século seguinte, com a força dos argumentos pseudocientíficos do pensamento naturalista e com os episódios perpetrados pelo nazismo - já no século 20.

Essencial para se entender os primeiros capítulos da longa e dolorosa história da discriminação racial, Preconceito Racial em Portugal e no Brasil Colônia refaz os tortuosos caminhos da invenção de um mito, reafirmando - literalmente - a função desmistificadora da história.

Elias Thomé Saliba é historiador, autor de Raízes do Riso, entre outros.
-

Sentiu firmeza?
500 anos de extermínio, antigamente quilombos hoje periferia.


-> Arquivo: 27.12.2011 : A origem afro-brasileira de usar roupa branca e pular ondas do mar no ano novo
-> Arquivo: 14.11.2011 : O primeiro presidente negro do Brasil
-> Arquivo: 9.8.2011 : Re Carta Capital - Brown, o mano charada
-> Arquivo: 4.8.2011 : Re Técnicas nazistas na publicidade
 -> Arquivo: 25.7.2011 : Extra paga ndenização de R$ 260 mil por racismo contra criança
-> Arquivo: 25.7.2011 : Re Cotas - Reconhecimento de diferenças rompe desigualdade nas escolas
-> Arquivo: 23.8.2006 : Relatório da ONU sobre racismo no Brasil
-> Arquivo: 4.10.2005 : Cotas para afrodescendentes nas empresas e corporações
-> Arquivo: 14.7.2005 : Reparações aos descendentes daqueles que sofreram com a escravatura, sequestro e trabalhos forçados
-> Arquivo: 14.4.2005 : Uma história não contada
-> Compartilhando Banners : Livros : Manual Prático do Ódio e Capão Pecado
-> Coletando : Livraria Cultura: Livro - Uma história não contada. Negro, racismo e branqueamento em São Paulo.
-> Busca no Mercado Livre : Livros, Racismo, DVD, Tablet e Candomblé

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...