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9.9.13

Salão Beleza Natural em São Paulo/SP


Liga nóis a notícia do dia 26/8/2013 no Beleza de Blog escrito por Carol Romanini: Rede ‘Beleza Natural’, de salões especializados em cabelos cacheados, chega à cidade em outubro. Vai vendo as datas de inauguração e locais dos primeiros salões da Dona Zica cabelereira em São Paulo/SP.

Santo Amaro
Mais Shopping Largo 13 - Rua Amador Bueno, 229, loja 20.301.
Previsto para funcionar a partir do dia 24 de outubro de 2013, das 8h às 20h.

Tatuape, inauguração prevista a partir de 21/11/2013.

Lapa, inauguração prevista a partir de 22/11/2013.

Vai vendo o salve sobre a Dona Zica que a Carol teve o dom de publicar:
À frente do negócio está a famosa cabeleireira Zica, eleita recentemente uma das 10 Mulheres de Negócios Mais Poderosas do Brasil, pela revista Forbes. Zica passou dez anos de sua vida pesquisando a fórmula perfeita para tratar dos cabelos cacheados. Resultado dessa pesquisa, o Super-Relaxante, produzido com base em seus estudos, promete tirar o volume dos fios sem alisá-los, além de definir os cachos. Além dele, sua marca conta hoje com mais de 50 produtos para o tratamento dos cabelos cacheados.

To ligado que tiazinha, novinha, uma pá de mina a milhão pra desfilar de cabelo cacheado, encaracolado, étnico, auto-estima a milhão, já está a milianos aguardando o empreendimento da ex-empregada doméstica que inventou o produto de relaxamento que o mundo todo e os banqueiros pagam um pau.

Ligeiro colei no Blog Beleza Natural, vai vendo o convite ligeiro no post milidias ainda em setembro:
Super-relaxante grátis em São Paulo
4/9/2013 - Blog Beleza Natural
Atenção, cacheada de São Paulo:
O  Centro de Desenvolvimento Técnico em São Paulo já está bombando. Se você já é cliente do Beleza Natural ou deseja experimentar o Super-Relaxante gratuitamente, fique ligada!
Para isso, basta comprar um Kit de Manutenção e agendar o atendimento pelos telefones 11-95638-1546 (Vivo), 11-97638-8836 (Claro), 11-98126-2458 (Tim), 11-96941-6363 (Oi).
No dia da avaliação, os fios precisam estar completamente secos, livres de qualquer tipo de óleo, sem escova, chapinha, trança ou implante. Não se esqueçam de que é necessário ficar 3 meses sem usar químicas, tinturas e tonalizantes. Aproveitem!!!
Equipe Beleza Cacheada

O jornal Meio&Mensagem tb mandou um salve sobre uma palestra da Dona Zica no Centro Universitário Senac em agosto de 2013, tiazinha endolou a historinha toda, liga nóis:
Beleza Natural a caminho de São Paulo
Meio&Mensagem, 16/8/2013

Valorizando a beleza dos crespos e cacheados, a empresária Zica conseguiu criar uma bem-sucedida rede de salões.

O Instituto Beleza Natural, fundado há 20 anos no Rio de Janeiro por Heloísa Assis - conhecida como Zica - inaugurará em outubro sua primeira unidade em São Paulo. O salão será aberto no Largo Treze, na região de Santo Amaro (zona Sul).

Em novembro, outras duas unidades também serão inauguradas, uma na Lapa (zona Oeste) e outra no Tatuapé (zona Leste). Cada novo salão recebe investimento médio de R$ 2 milhões. A própria fundadora virá a São Paulo neste sábado, 17, para uma palestra às consumidoras paulistas, às 10 h, no Centro de Convenções do Centro Universitário Senac, da Av. Engenheiro Eusébio Stevaux, também em Santo Amaro.

Na ocasião, Zica contará às participantes a história do Beleza Natural, que surgiu em um fundo de quintal, em 1993, na Tijuca e, tratando cabelos crespos e cacheados, conseguiu expansão para 13 unidades nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. O diferencial da rede é um tratamento desenvolvido pela própria Zica e seu marido, Jair, o Super-Relaxante - que será demonstrado na ocasião. O produto, eles garantem, ajuda a definir os cachos e tira o volume dos fios sem alisá-los – daí o nome da rede.

Hoje, o Instituto Beleza Natural possui uma linha de produtos com 50 itens; um Centro de Desenvolvimento Técnico formará 79 pessoas para trabalhar na primeira unidade paulista da marca. Nos demais estados, a rede já atende atualmente 90 mil clientes por mês. (...)

A operação tem 1.700 funcionários distribuídos nos treze salões, na sede e na fábrica Cor Brasil; 80% deles, garante a empresa, já eram clientes e foram convidados a fazer parte da equipe. Muitos são apoiados pela política de primeiro emprego da marca, que não demanda experiência profissional para muitas das vagas que oferece e treina os candidatos.

Além de Zica e do marido, são sócios Rogério Assis e Leila Velez, ambos ex-funcionários do McDonald’s. A experiência anterior fez com que estes implantassem no Beleza Natural processos semelhantes a uma linha de montagem para a realização dos serviços, o estabelecimento de padrões de qualidade nos produtos que comercializa e a preocupação com um atendimento “encantador”.

É mano, bagulho vai ser louco. Liga que a mulherada de São Paulo já colava nos salões do Rio de Janeiro, tipo bonde das cacheadas, alugando ônibus, van, lotação, avião, uscambau. Sente o drama:
Instituto Beleza Natural abre primeira loja em São Paulo
Pequenas Empresas Grandes Negócios, 3/6/2013

Com 13 lojas em três estados brasileiros, o Instituto de Beleza Natural – rede de salões especializada em cabelos ondulados – chega a São Paulo com a meta de abrir três lojas ainda este ano. O projeto de expansão começou a ser estruturado quando a empresa notou que mais de 4 mil clientes iam da capital paulista só para tratar o cabelo em uma das dez lojas do Rio de Janeiro.

“O fato de São Paulo ser a capital do país em termos de crescimento, economia e salários também nos estimulou. A ideia é atender o público paulista e também trazer caravanas que hoje saem do Sul do país com destino ao Rio”, afirma Jacqueline Alves, superintendente de marketing da Beleza Natural. Cerca de 40 mil clientes da rede chegam aos salões por meio das caravanas que a empresa realiza.

A primeira loja aberta em São Paulo será inaugurada em setembro, no Mais Shopping, no Largo Treze de Maio, em Santo Amaro. Para escolher o lugar, a rede contratou um instituto de pesquisa para mapear pontos da cidade com maior concentração do público-alvo do Instituto: mulheres com mais de 15 anos com cabelos crespos/cacheados, negras e pardas, pertencentes à classe C.

“Escolhemos o Largo Treze pelo volume de clientes que podemos atingir na região e pela facilidade de chegar ao shopping. A ideia é que nosso público, prioritariamente da classe C, tenha acesso a nossas lojas por metrô ou ônibus”, diz Jacqueline. A previsão é abrir dois pontos na cidade: um na Zona Leste e outro no Centro. Com as três lojas, a expectativa da rede é de aumentar o faturamento em até 25%.

Com investimento de R$ 2,5 milhões, as lojas terão 400 metros quadrados e seguirão a configuração das demais do país, com áreas alinhadas e reservadas para cada etapa do tratamento do cabelo. Do relaxamento ao penteado, a rede usa produtos de fabricação própria desenvolvidos na fábrica Cor Brasil Cosméticos, no Rio de Janeiro. Jacqueline estima que o Instituto Beleza Natural deverá contratar entre 120 e 150 funcionários por loja.

A principal diferença do negócio em São Paulo para os outros estados deverá ser o tíquete médio, mais caro entre os paulistas. “Enquanto no Rio os clientes gastam em média de R$ 150, esperamos que em São Paulo esse valor aumente, alcançando R$ 180”, afirma Jacqueline. A rede também aposta num público maior e se estrutura para receber até mil clientes por dia na cidade.

Com mais de 1700 colaboradores e um crescimento médio de 30% em faturamento ao ano, o Instituto também está preparando a inauguração de mais duas lojas no interior do Rio de Janeiro, em Campos e Volta Redonda, e uma em Salvador (BA).

 Milidias quando o Beleza de Blog mandou o salve, a banca da Dona Zica cabelereira estava no veneno recrutando a molecada de SP pra juntar no bolinho. Tipo, foram mais de 200 vagas abertas para os cargos de Auxiliar de Cabeleireira, Cabeleireira, Estoquista, Auxiliar de Manutenção, Jovem Aprendiz, Recepcionista, Assistente Administrativo, Atendente de Loja, Assistente de Atendimento, Assistentes de Marketing e Auxiliar Operacional. Do total, 70% das vagas exigiram apenas o ensino médio completo. A seleção foi sendo feita em parceria com a Microlins de 19 a 31/8/2013 pelo link vagas.com.br/belezanatural.

Sentiu firmeza? Não me acompanha que não sou novela :-)


-> Arquivo: 29.7.2013 : Livro de tatuagem com letras de graffiti
-> Arquivo: 3.7.2013 : Cabelo crespo de estagiária seria contra padrão de escola em São Paulo/SP
-> Arquivo: 27.3.2012 : Monalisa, personagem de novela inspirada no sucesso da cabeleireira Dona Zica do Beleza Natural
-> Arquivo: 12.1.2012 : Salão da Dona Zica cabeleireira Beleza Natural no Facebook

5.3.12

Seu nome com letras de graffiti e pixação no Facebook


Pesquisando ligeiro sobre aplicativos de graffiti e pixação no Facebook trombei com este Tu Nombre En Graffiti que junta letras do alfabeto escritas no estilo do grafite e forma seu nome ou outra palavra que você definir. Segundo o Facebook o app tem o dom de reunir tipo 50 mil usuários mensais. 1-2 também encontrei a versão para o Facebook do app Graffiti Creator (3 mil usuários mensais), que tb está disponível em opensocial no Orkut e no site Graffiticreator.net milianos.

Pra molecada que sabe desenhar usando o mouse tem os aplicativos Graffiti (270 mil usuários mensais) e o Total Graffiti (140 mil usuários mensais). Diferente do Graffiti Creator, estes apps apenas disponibilizam a latinha de spray virtual, vc tem que se jogar escolhendo a cor da tinta e a largura bitola do bico do spray e começar a rabiscar.


-> Arquivo: 17.8.2006 : Handselecta, tipos de letras com graffiti e pixação
-> Coletando : Amazon : Livro - Graffiti Brasil
-> Coletando : Livraria Cultura: Livros Graffiti Brasil e TTSSS, A grande arte da pichação em São Paulo
-> Coletando : Mercado Livre : Pintura, Facebook, Games, Graffiti, CD de Fontes e Cliparts
-> Camisetando : Temas de Estampas : Arte da Rua

7.2.12

Pesquisador acusa o uso da palavra moreno para fugir da questão racial em pesquisa

brasileiro

Liga matéria publicada no site América Economia no meio do ano passado. Tipo trocando uma idéia sobre a consciencia étnica e racial do povo brasileiro e do uso da palavra por alguns entrevistados na pesquisa do IBGE.

22/07/2011 - Agência Brasil
Muitos se autoclassificam morenos para não se declarar negros, diz pesquisador

Quem não cita as categorias branca, preta, parda, amarela e indígena, afirma que é moreno (21,7%) ou negro (7,8%).
De acordo com a pesquisa, os brasileiros levam em conta a cor da pele (74%) e a origem familiar (62%), além dos traços físicos (cabelo, boca, nariz), citados por 54%

Rio de Janeiro. A população brasileira sabe qual é a própria raça ou cor. Pesquisa divulgada nesta sexta-feira dia 22/7/2011 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 96% dos brasileiros conseguem autoclassificar-se e que 65% usam uma das cinco categorias do órgão.

Quem não cita as categorias branca, preta, parda, amarela e indígena, usadas tradicionalmente pelo IBGE em suas pesquisas, afirma que é moreno (21,7%) ou negro (7,8%). Para o órgão, o fato de as pessoas se identificaram com base apenas nessas sete categorias encerra um mito.

"Existia um folclore no sentido de que teríamos mais de 100 categorias diferentes para se autoclassificar, uma salada de cores. A pesquisa mostra que não, que as pessoas escolhem uma das sete categorias", diz um dos responsáveis pelo estudo inédito, José Luís Petruccelli.

Embora a população tenha consciência da cor ou raça, muitos usam o termo "moreno" para evitar se declarar como preto ou pardo (negro), acrescenta o pesquisador. "Moreno é um termo para fugir da questão. Pode ser quase qualquer um, pode ser bronzeado de sol ou afrodescendente."

De acordo com a pesquisa, para se autoclassificar, os brasileiros levam em conta a cor da pele (74%) e a origem familiar (62%), além dos traços físicos (cabelo, boca, nariz), citados por 54%.

Em relação à ancestralidade, a maioria dos entrevistados reconheceu ascendência europeia (43,5%), entre as nove possibilidades dadas no questionário. Quanto à origem familiar, 21,4% citaram a ancestralidade indígena e 11,8%, a africana.

A Pesquisa das Características Étnico-Raciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça" foi feita em 15 mil domicílios no Amazonas, na Paraíba, em São Paulo, no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso e no Distrito Federal, no ano de 2008.

A pesquisa está disponivel pra baixar em pdf no site do IBGE no link: Características Étnico-Raciais da População - um estudo das categorias de classificação de cor ou raça 2008.


-> Arquivo: 12.1.2012 : Salão da Dona Zica cabelereira Beleza Natural no Facebook
-> Arquivo: 12.1.2012 : Livro sobre o mito do sangue puro no Brasil
-> Arquivo: 14.11.2011 : A origem afro-brasileira de usar roupa branca e pular ondas do mar no ano novo
-> Arquivo: 14.11.2011 : O primeiro presidente negro do Brasil
-> Arquivo: 25.7.2011 : Extra paga ndenização de R$ 260 mil por racismo contra criança
-> Arquivo: 25.7.2011 : Re Cotas - Reconhecimento de diferenças rompe desigualdade nas escolas
-> Arquivo: 23.8.2006 : Relatório da ONU sobre racismo no Brasil
-> Arquivo: 15.5.2006 : A não representação dos afro-descendentes na História do Brasil
-> Arquivo: 14.7.2005 : Reparações aos descendentes daqueles que sofreram com a escravatura, sequestro e trabalhos forçados
-> Arquivo: 14.4.2005 : Uma história não contada
-> Coletando : Livraria Cultura: Livro - Uma história não contada. Negro, racismo e branqueamento em São Paulo.
-> Busca no Mercado Livre : IBGE, Racismo, Smartphone, Tablet e Morenos

4.1.12

Fotos do reveillon nas favelas do Complexo do Alemão


O blog Voz das Comunidades, correria da banca do Rene Silva do twitter @vozdacomunidade (69.799 seguidores) publicou uma pá de fotos da festa de fim de ano e reveillon no Complexo do Alemão, vai vendo: Galeria de fotos do Reveillon no Complexo do Alemão. O fotógrafo foi o Renato Moura, de 15 anos e irmão do Rene Silva, lado a lado com o mano de 17 anos e Gabriela Santos de 14 anos -  Conheça os integrantes da Voz das Comunidades - que tb se jogaram em uma fanpage Jornal Voz da Comunidade no Facebook (2.855 fãs). O Rene ficou famoso quando noticiou em tempo real a invasão no conjunto de favelas pelas forças de segurança no final do ano retrasado, liga nóis a notícia de 29/11/2010 da fita toda no site G1: Pelo Twitter, jovem passa a ser correspondente de guerra no Alemão.


No reveillon de 2011 quem teve o dom de fotografar os fogos foi o Bruno Itan, 23 anos, morador da Grota, na comunidade, que hoje é fotógrafo oficial do Governador do Estado do Rio de Janeiro e do programa Caldeirão do Huck (de quem ganhou uma câmera Cannon profissional), como conta o post de 7/12/2011 no Voz das Comunidades: Conheça jovem Bruno Itan, fotógrafo do Complexo do Alemão. Bruno teve várias de suas fotos publicadas no site da BBC Brasil em 28/11/2011,  incluindo a imagem acima acompanhada da seguinte legenda:

O último réveillon (2011) foi o primeiro com fogos de artifício no Alemão, diz Bruno Itan. “Antes, comemoração no Alemão era só tiro. No ano novo, no lugar de ir para a laje comemorar, as pessoas entravam em casa para se proteger das balas traçantes.” Ele passou a meia-noite em um ponto alto da comunidade para tirar a foto.

Segue a rima, vai vendo copy paste de outros trechos da reportagem:

BBC Brasil - 28/11/2011
Jovem fotógrafo mobiliza entusiastas no Complexo do Alemão

Quando Bruno Itan, de 23 anos, deixou o trabalho em um lava a jato para fotografar festinhas no Complexo do Alemão, seus colegas no posto de gasolina viram seu desejo de ser fotógrafo como capricho.

Alguns anos, uma pacificação, um fotoclube e uma conversa com Dilma Rousseff depois, a carreira de Itan deslanchou. "Eu falei para eles que ia virar fotógrafo profissional, mas eles não acreditavam", disse ele à BBC Brasil.

Filho de uma família pernambucana, Itan chegou ao Rio aos 9 anos com a mãe, que logo voltou para o Recife e o deixou morando com os tios, no Complexo do Alemão. Aos 16 anos, começou a economizar para comprar uma câmera.

Depois de passar por três empregos, conseguiu comprar uma máquina semiprofissional e trocou o trabalho fixo por bicos de fotógrafo em festinhas. Enquanto isso, fazia registros do dia a dia na comunidade, buscando captar cenas pouco vistas do Alemão.

A mania de fotografar as obras do teleférico do Alemão chamou a atenção do presidente da empresa responsável pela construção. Itan foi convidado a expor suas fotos na inauguração do teleférico, em julho.

Quando o dia chegou, a presidente Dilma Rousseff compareceu, viu as fotos do rapaz e quis saber quem era o fotógrafo. Itan, que estava do lado de fora da solenidade, foi chamado às pressas e apresentado à presidente.

"Ela perguntou se eu tinha emprego, e eu disse que não. Então perguntou se eu queria ir para Brasília trabalhar com ela", conta Bruno.

"O (governador do Rio, Sérgio) Cabral estava perto e falou que era melhor eu ficar no Rio, que ele me dava emprego no Palácio. Hoje em dia, sou um dos fotógrafos do governador", conta Itan. O jovem foi contratado como estagiário do núcleo de fotógrafos do governador há quatro meses, e deve ser efetivado no início do ano que vem.

Durante a semana, acompanha a agenda de Cabral, mas nos fins de semana, suas lentes se voltam para a comunidade, nas saídas do fotoclube que fundou com dois amigos.

A ideia veio no primeiro carnaval após a ocupação, em uma conversa com Dhani Borges – fotógrafo que deu um curso no Alemão em 2008 e passou a ser amigo e grande incentivador de Itan. Agora que as coisas estavam calmas, por que não montar um fotoclube?

"Achava que muitos jovens deviam ter vontade de praticar a fotografia, assim como eu, mas tinham medo. Com a pacificação, pensei: A hora é agora", diz Itan.

Os amigos convocaram uma primeira saída fotográfica nas redes sociais e conseguiram atrair três pessoas para a estreia do fotoclube, na Quarta-feira de Cinzas. Desde então, vêm se reunindo todos os sábados. No último encontro contaram com 33 participantes, entre moradores e curiosos.

"Não é um curso, é uma troca de experiências. Cada um vai ensinando o que sabe."

Nessas saídas, o grupo visita diversos pontos da comunidade - como a estrada de terra que liga o Alemão à Vila Cruzeiro, por onde traficantes fugiram do cerco policial na ocupação, ano passado.

Além das saídas fotográficas, Itan continua fotografando a comunidade, sejam cenas do cotidiano ou episódios de conflito.

No ano passado, ele tirou várias fotos da ocupação do Alemão, mas esses registros não existem mais. "Tive que apagar todas as 450 fotos que tinha tirado depois que um policial civil me pegou em um beco. Ele quis ver as fotos e me obrigou a apagar", diz.

Um ano depois da ocupação, Itan diz que a principal mudança é não haver mais tráfico armado e ostensivo, e que houve melhorias na infraestrutura, com avanços em saneamento básico, asfaltamento e retirada de moradores que moravam em encostas.

Mas a ocupação prolongada do Exército, segundo ele, cria outros conflitos. "A relação da população com o Exército está muito complicada."
"Eles estão preparados para a guerra, mas não para dialogar com moradores. E o morador não sabe dialogar com autoridade, porque nunca teve autoridade lá dentro", diz. "O diálogo está bem complicado."
-
A revolução não será televisionada!

-> Arquivo: 27.12.2011 : A origem afro-brasileira de usar roupa branca e pular ondas do mar no ano novo
-> Arquivo: 7.11.2011 : Casa ecológica e a prova de bala na favela de Manguinhos
-> Arquivo: 4.8.2011 : O teleférico do Complexo do Alemão e transporte público para favelas e periferias
-> Arquivo: 1.8.2011 : Thaide entrevista Mano Brown na TV (Capão Redondo)
-> Arquivo: 7.7.2011 : Guetostar, de volta eu tô no rap
-> Arquivo: 9.10.2006 : Midia autônoma e comunitária na Favela Heliópolis
-> Arquivo : 13.8.2006 : Tati Quebra Barraco para playboys e patricinhas no Estadão
-> Arquivo: 13.7.2006 : Projetos para favelas cariocas e o teleférico de Medellin
-> Arquivo : 16.12.2005 : Sou feia mas tô na moda, documentário de Denise Garcia
-> Arquivo : 12.12.2005 : Victoria Abril faz ponta no Cine Favela Heliópolis
-> Arquivo: 6.9.2005 : Festa na Favela Godoy para gravação do DVD
-> Arquivo: 26.4.2005 : MV Bill no Roda Viva da TV Cultura
-> Arquivo : 24.9.2004 : Fundação Bauhaus, projeto urbanização da favela Jacarezinho RJ
-> Busca no Mercado Livre : Camera, Fotografia, Smartphone, Festas, Tablet e DVD de Funk

25.10.11

A febre das filhas da Janete no YouTube



Liga que zé povinho e uma pá de molecada está pagando o maior pau pro sucesso da  dupla de personagens Valéria Bandida e Janete no programa Zorra Total na TV Globo. A fita inspirou o garoto Renan Amaral da Silva e suas amigas Dayanne e Bruna a se jogarem imitando a Janete e gravarem videos representando no YouTube, uscambau. Bagulho virou a milhão, o video original é o Renan Janete mas blogueiro apelidou e batizou a imitação do Renan de Filha da Janete, Janetinha, uscambau e somando as várias copias dos videos alcançam mais de 5 milhões de exibições, sentiu firmeza?

Liga o salve da banca que criou a imitação:


Ligeiro gravaram e publicaram a continuação com mais videos no Canal Dayannewn1 no YouTube, que tem 1.201.826 exibições nos vídeos e 1.433 assinantes. O sucesso da dupla de personagens no meio da criançada e das imitações com as crianças ligeiro está virando uma moda, fazendo uma busca e dando um pião no YouTube a gente tromba com Valeria e Janete imitação (174.237 exibições), Mini Janete Paola Dias (15.864 exibições), Valeria e Janete mirins (90.085 exibições), Diogo imita Janete do Zorra Total (30.655 exibições), Cover de Janete e Valeria (200.854 exibições), daquele jeito.



Se pam a onda de imitação tem uma explicação além de muita risada e humor, o personagem da Janete é a imagem e projeção das mulheres mesmo com as adversidades e o perrengue todo, representa a favela, confia no taco, desfila auto-estima e leva fé na beleza particular das novas gerações da quebrada

A revolução não será televisionada! Fui, nem me viu!

-> Arquivo: 5.9.2011 : Funk do Capão Redondo no YouTube e no Estadão
-> Arquivo: 1.8.2011 : Thaide entrevista Mano Brown na TV (Capão Redondo)
-> Arquivo: 1.8.2011 : Re The revolution will be webified
-> Arquivo: 18.7.2011 : Sites de TV a cabo pela internet com pay per view de futebol e BBB
-> Arquivo: 4.10.2006 : Assistindo TV a cabo no computador, de graça, sem baixar nada
-> Arquivo : 16.12.2005 : Sou feia mas tô na moda, documentário de Denise Garcia
-> Arquivo: 2.8.2005 : TV a gato ou TV a cabo popular por R$ 15,00 por mês
-> Arquivo: 26.4.2005 : MV Bill no Roda Viva da TV Cultura
-> Compartilhando Banners : Livro - A Sociedade do Espetáculo
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : TV a Cabo, Calular com TV, Tablet e DVD de Rap

8.9.11

Re: 2700 querem vaga na Agência C

liberdade aos estagiários

Thread sobre recrutamento de massa na Lista WD Design

Re: 2700 querem vaga na Agência C

17.10.2003 - Falai' Michel, WDs

Michel se assustou:
Essa relação de candidato vaga quase 270 pra 1 
Deu no Bluebus em 14/10/2003: O programa de estágio da Agencia C, que recebeu
inscriçoes entre os dias 3 e 8 deste mês, somou 2,700 curriculos, de acordo com informaçao da empresa. Por Elisa Araujo

Mano, se pam 2700 ate' q e' pouco perto daquela fila de tipo 40 mil candidatos pra vaga de gari na prefeitura do RJ. Lembram?

Liga q essa modinha de dia do estagiario e' de milianos, comecou na DM9 offline e depois, qdo a DM9 se jogou na divisao internet, uma das primeiras acoes da nova correria foi lancar o site com um mega cadastro esclusivo pela web pra estagio la' na agencia.

Um dos q tiveram o dom de passar pela peneira foi o adriano macedo, desde aquele tempo aqui da lista wd.

E' cruel mas esse esquema de recrutamento em massa tb funciona pra gerar noticia, rp, factoide, brand awareness da marca da agencia, nenaum?

Liga q qdo eu trampava em agencia offline, os bacanas da criacao mais poderosos, na direta tinham uma rotina de SEMPRE verem pastas e portfolios da molecada q queria comecar. Geralmente eles marcavam a entrevista na primeira hora de segunda ou ultima hora da sexta.
Se o moleque nao gaguejasse querendo remarcar e ainda tivesse o dom de chegar no horario marcado ja' passava no primeiro teste :-D
Toda semana tinha uma pasta de maluco pra ver, se mandasse bem e fosse realmente inovador e sem vicios ja' comecava ali mesmo a puxar o trampo, fazendo paste-up, buscando pizza e desenhando de canetinha. 1-2 era moleque novo chegando de um lado e tiozinho se aposentando ou trocando de agencia de outro, isso era o dia a dia, mas nem de fazer um bolinho tudo no mesmo dia pra sair no jornal. E' embacado ou nao e'?

To ligado q agora no online o bagulho e' diferente, neguinho ja' tem uma pa' de portfolio online pra visitar e um montao de cv no database pra dar search, ate' google ta' valendo. Mas vai vendo, hoje qdo e' pra se trombar na entrevista cara a cara os dois lados ja' chegam forrados de informacao ate' umas horas, e se virar, podem ir direto pra canetinha assinar a carteira :-)

Tudo isso e' claro pros malucos no esquema da web corporativa pa' e tal, pras correrias colaborativas, opensource e copyleft e' so' colar e representar. Como escreveram naquela materia na wired (open source everywhere): vc e' o q vc programa.

A revolucao nao sera' televisionada!

\//
Tupi


-> Arquivo: 9.8.2011 : Re: Parcerias
-> Arquivo: 4.8.2011 : Re: Técnicas nazistas na publicidade
-> Arquivo: 1.8.2011 : Re: The Revolution Will Be Webified
-> Arquivo: 1.8.2011 : 3 conselhos que me deram quando comecei
-> Arquivo: 20.7.2011 : História do Tupi da Taba Parte 1 (1995 a 2000)
-> Arquivo: 15.7.2011 : Ticket 171
-> Arquivo: 13.7.2011 : Free agents Era Cadastro de CVs
-> Arquivo: 7.7.2011 : Guetostar, de volta eu tô no rap
-> Busca no Mercado Livre : Estagiario, Tablet, Scripts, Publicidade e Smartphone

5.9.11

Funk do Capão Redondo no YouTube e no Estadão



Depois de ver na TV a banca da Liga raspar lá no pancadão do Capão Redondo, ligeiro fiz uma busca no clipe do Bonde do Canguru. Vai vendo o naipe deste video no canal do YouTube dos moleques: 862.516 exibições desde 19/7/2009. O canal JapinhaMC tem 18 videos com 1.058.500 exibições no total.

O maluco é que a banca inaugurou o funk enaltecendo marca de roupa, que usa animais na marca e logotipo. O Bonde do Canguru, símbolo da Side Walk é comparado com o rinoceronte da Ecko Unlimited, o jacaré da Lacoste e o pato (pomba na visão dos funkeiros) da Brooksfield. Tipo radicalizando o que o rap começou, quando rimava lupa Bausch Lomb, relogio Tag Hauer e até mesmo moto 7 galo (Honda 750) e Escort XR3 da Ford financiado de milianos.

Ano passado no jornal Estadão, a matéria O funk tem mais mulher entrevistou os funkeiros MCs Rodrigo, Furlan, Guuga e Ballão, do Capão Redondo. Segue abaixo copy paste da reportagem:
O funk tem mais mulher
Estadão - 17/7/2010
Uma nova geração adere ao ritmo que surgiu nos morros cariocas.

O grupo de meninos no campo de terra da ONG Capão Cidadão sorri quando o repórter pergunta: funk ou rap? "A gente ouve muito mais funk. Quer fazer um teste? Para aqui com um carro tocando rap. Depois para com um tocando funk. Você vai ver", diz um garoto que dá o nome Guto. "O MV Bill perto do funk já era", completa o amigo Rodrigo Santos, 15 anos, o MC Rodriguinho. Quando indagados se não preferem o rap, já que é esta a música que fala de suas realidades, eles dizem: "O funk tem mais mulher."

Os funkeiros da região chegam para a entrevista. Felipe Assunção, 20 anos, é Bisteca. Seu cachê por show é de R$ 2 mil. Junto com Balão e Japinha, forma o Bonde do Canguru, que consegue tirar em um mês mais de R$ 3 mil. Ele diz não sentir rivalidades com o rap.

Os meninos do funk não falam com gírias do rap nem usam roupas largas. Sua maior transgressão se chama "proibidão", um tipo de música que, segundo a polícia, faz apologia ao crime. "Já tivemos de parar bailes depois de cantarmos proibidões", diz Bisteca. Seu plano agora, depois de entrar em um circuito das casas como Corte Real, Rose Bombom e Cotia Hall, é conquistar outros Estados. Shows já estão marcados para Belo Horizonte e Goiânia.

Wagner Marinho de Santana, o Guga, 17 anos, conta que foi apresentado primeiro ao rap por Mano Brown. Mas, em uma das quebradas em que foi com o "padrinho", viu um MC funkeiro e decidiu mudar de lado. "Mas fazemos a versão light do funk."

Os garotos dizem que foram recrutados para o funk pelas festas. "O rap é mais para se pensar nos problemas. O funk é para se soltar", fala Marcos Alves dos Santos, 16 anos, o MC Furlan. Os próprios personagens de seu universo calculam que haja um rapper para cada dez MCs de funk. "São 3 mil funkeiros só aqui na zona sul", fala Rodriguinho.

A sensação de se tornarem celebridades instantâneas mexe com os garotos. Thiago da Silva, o Balão, 19 anos, diz que não quer trabalhar como empregado. E também não pensa em fazer uma faculdade, já que vê aí um mistério. "Alguma coisa errada tem. Todo mundo que eu conheço que faz faculdade acaba trancando."

Quem é, é. Quem não é cabelo avoa!
Fui, nem me viu!


-> Arquivo: 9.8.2011 : Re: Carta Capital - Brown o mano charada
-> Arquivo: 1.8.2011 : Thaide entrevista Mano Brown na TV (Capão Redondo)
-> Arquivo: 14.7.2011 : Racionais MC's e Mano Brown (fake) no Twitter 
-> Arquivo: 7.7.2011 : Guetostar, de volta eu tô no rap
-> Arquivo: 12.3.2006 : Deize Tigrona e Edu K no video clip Sex-O-matic
-> Arquivo : 16.12.2005 : Sou feia mas tô na moda, documentário de Denise Garcia 
-> Arquivo : 18.10.2005 : Entrevista de Mano Brown sobre armas e desarmamento para o Jornal Agora
-> Arquivo: 2.7.2005 : Funk Carioca, arranjo produtivo copyleft na Revista Carta Capital
-> Arquivo: 26.4.2005 : MV Bill no Roda Viva da TV Cultura
-> Busca no Mercado Livre : Funk, Mr Catra, Smartphone, Grafite, Tablet e DVD de Rap

20.7.11

Letras de grafite e pixação pro Orkut

Falaí manos, quem tá na nóia de sair rabiscando o perfil dos amigos e deixar aquele scrap escrito com letra de graffiti ou pixação no Orkut a ferramenta online do artista grafiteiro profissional MindGem do CustomGraffiti.net está embutida no aplicativo OpenSocial The Graffiti Creator, vai vendo a tela de instalação:



O sistema indica 136 usuários e o uso por semana de 38 usuários em média, parece que tá só no sapatinho, sem muita gente escrevendo e deixando recado, mais na exclusividade. Ligeiro caí pra dentro e fiz um teste rabiscando na ferramenta que gera e colore as letras online, a partir de vários comandos de troca de fonte, formato, cor, sombra, brilho superior, brilho inferior, uscambau.



A ferramenta não tem recurso pra publicar o resultado imediatamente no scrap ou depoimento, tem que baixar ou fazer captura da tela, mas o artista MindGem teve o dom de disponibilizar 10 tipos de letras e alfabetos diferentes, são as fontes de graffiti e pixo batizadas de Chrome5, MindGem, Potent, JediMind, Bubbles, Old School, Flava, Throwup, Wavy e Total Graffiti. Fora do Orkut, a mesma fita funciona como gerador online de letras de grafite no site TheGraffitiCreator.net , onde dá pra escrever a palavra e imprimir, se pá. Tem ainda o site CustomGraffiti.net onde grafiteiro oferece os serviços sob encomenda, pra desenhar em graffiti o nome, nome da amiga, filho, namorada, marido ou logotipo, cobrando 10 dolares por cada letra.

Sentiu firmeza?


Updates
5/3/2012: Seu nome com letras de graffiti e pixação no Facebook
19/10/2011: GraffitiFonts.net - Tipos de letra de grafite grátis ou em CD
9/8/2011: Graffiti 3D de verdade com objetos reciclados
27/7/2011: Documentários de pixação em DVD e no cinema de museu de arte

-> Arquivo: 14.7.2011 : Racionais MC's e Mano Brown (fake) no Twitter -> Arquivo: 13.7.2011 : Tsss Livro A Grande Arte da Pixação em São Paulo pra download grátis > Arquivo: 17.8.2006 : Handselecta, tipos de letras com grafite e pixação
-> Arquivo: 2.6.2006 : Livro "A grande arte da pixação em São Paulo" na Folha de SP
-> Arquivo: 17.4.2006 : Crochê, tricô, fuxico, mobs e arte da rua
-> Arquivo: 28.2.2006 : Arranjo produtivo do grafite e pichação no jornal Estadão
-> Arquivo: 4.8.2005 : Arranjo produtivo do Graffiti
-> Coletando : Amazon : Livro - Graffiti Brasil
-> Coletando : Livraria Cultura: Livros Graffiti Brasil e TTSSS, A grande arte da pichação em São Paulo
-> Coletando : Mercado Livre : Pintura, Orkut, Spray, Grafite, Desenho em vetor

14.7.11

Racionais MC's e Mano Brown (fake) no Twitter

Edi Rock, Ice Blue e Mano Brown  no camarim do HSBC on Twitpic Mano Brown em foto tirada na Vila Fundão on Twitpic 9 de abril - Brasília on Twitpic

Liga que a banca do grupo de rap Racionais MC's se jogou no Twitter, microblog que permite mensagens e posts (twits) de até 140 caracteres, tudo integrado com celular, smartphone, ipad, uscambau. Segue a lista com links pros perfis no Twitter dos manos:

@RacionaisCN - Racionais MC's Cosa Nostra
No ar desde agosto de 2011, tem 17.492 seguidores e Twitpic com 99 fotos e imagens

@RacionaisCitou - Frases e trechos Racionais supostamente atualizado por Edy Rock
59.572 seguidores

Dando um pião na busca no Twitter trombei com uma pá de perfil de fãs e homenagens mas não encontrei perfis particulares do DJ KL Jay e do Ice Blue, se pam até existe mas não tive o dom de encontrar. No blog Noticiário Periférico um esclarecimento publicado dia 19/10/2010: Racionais MC's divulga o twitter oficial e alerta para falso perfil.
O Portal Rap Nacional, a pedido do grupo Racionais Mc’s, vem através desta noticia informar que o twitter @brownmano* não pertence a Mano Brown. Este falso perfil tem enviando informações a respeito do grupo e conversado com centenas de pessoas se passando pelo líder do Racionais MC’s. Mas, o único twitter utilizado pelos Racionais e por seus integrantes é @RacionaisCN.

*49.636 seguidores e Twitpic com 134 fotos e imagens

Música do disco novo do Racionais no Twitter oficial



Em 26/8/2010 o site Radar Urbano ainda mandou um salve: Racionais MC's chega no Twitter e libera musica nova completa. Liga copy paste com trecho da matéria:
Ontem na batalha diária em buscar notícias bacanas para você nosso internauta, nos deparamos no FaceBook do nosso amigo Gil, da Revista e site Elementos – www.revistaelementos.com.br , a informação que o Racionais Mc's estava de fato com perfil oficial no Twitter. (...) E mostrando a vontade de agitar a rede, a poucos minutos, esta disponível link para versão completa da música Homem Invisivel com participação de Helião e Lino Cris. (video acima)

Então, aquela goma do passarinho azul tá forrado de celebridade e champagne cristal, tipo lado a lado com Kaka (@KAKA 4.912.961 seguidores), Luciano Huck (@huckluciano 3.455.617), Neymar (@njr92 1.523.961) e Ivete Sangalo (@ivetesangalo 3.093.197), a família do hip hop tb representa a milhão: MV Bill (@MvbilCdd 5.621 seguidores), Emicida (@emicida 84.854), Negra Li (@NegraLiOficial 21.556), DJ Cia (@DJCIA 6.751), Dexter (@dexter8anjo 7.251), Sandrão (@sandraorzo 549), Xis (@ApelidadoXis 8.091), GOG (@GOGoficial 3.957), Thaide (@thaideoficial 22.090), DJ Hum (@DjHum 6.132), Flora Matos (@mcfloramatos 18.511), Ferréz (@escritorferrez 622 seguidores), vixi, segue a rima, daquele jeito.

Pagou um pau? Raspa lá.

-> Arquivo: 13.7.2011 : Tsss Livro A Grande Arte da Pixação em São Paulo pra download grátis
-> Arquivo: 7.7.2011 : Guetostar, de volta eu tô no rap
-> Arquivo: 21.3.2006 : Videoclip Racionais MC's, Vidaloka Parte 2 pra baixar na TV da Revista Rap Brasil
-> Arquivo: 23.1.2006 : III Tributo ao Sabotage 24/1/2006 - Gravação do DVD
-> Arquivo : 8.11.2005 : TV da Gente, Racionais e Netinho representando
-> Arquivo : 18.10.2005 : Entrevista de Mano Brown sobre armas e desarmamento para o Jornal Agora
-> Arquivo: 26.4.2005 : MV Bill no Roda Viva da TV Cultura
-> Arquivo: 16.12.2004 : Livro Pergunte a quem conhece, Thaíde
-> Coletando : Amazon : Livro - Graffiti Brasil
-> Coletando : Livraria Cultura: Livros Graffiti Brasil e TTSSS, A grande arte da pichação em São Paulo
-> Busca no Mercado Livre : Rap, Racionais, Smartphone, Grafite, Tablet e DVD de Rap

6.2.07

Balanço do trimestre na Tabadotupi - outubro a dezembro de 2006

Liga nois demorou mas tá lá o salve milidias na Tabadotupi, com o relatório do último trimestre, assinado pelo editor da Taba. Vai vendo:
- Balanço do Trimestre outubro a dezembro de 2006
- Extrato do trimestre da Taba do Tupi, ano 4, outubro a dezembro de 2006.

É nóis, só no sapatinho!

-> Taba : Silvícolas
-> Taba : Coletando: Coletando Regras
-> Coletando : Mercado Livre : Cadastre-se no Mercado Sócios
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29.12.06

O preço das palavras chaves no Brasil

To Rico!

Liga q trombei milidias com essa rima no blog Lucrando na Rede, tipo com o mano tentando a sorte investigando quais seriam e as palavras-chave mais caras e bem pagas de pindorama. Vai vendo: Curso de Pintura para Detetives Particulares e Advogados. Tá valendo!
Então, lembrei q milianos saiu uma matéria no Jornal Gazeta Mercantil com entrevista trocando idéia com Alexandre Kavinski, fundador da firma Hot List. 1-2 digitei alguns trechos, inclusive onde o bacana cagueta os preços dos links patrocinados, tipo quanto custa o esquema no Brasil, uscambau, sente o drama:
Brasil mais forte nos links patrocinados
13/4/2006 - Regina Neves, Gazeta Mercantil

A HotList, agência brasileira de marketing de otimização para buscadores (em inglês, Search Engine Marketing - SEM), com menos de 6 anos no mercado e um faturamento, em 2005, de R$ 5 milhões, abriu um escritório em Miami para atender multinacionais americanas interessadas em usar as palavras certas, em português, em seus links patrocinados destinados ao mercado brasileiro.
A HotList também quer ampliar suas atividades para o mercado latino-americano e ainda atender a seus clientes interessados em realizar campanhas no mercado dos Estados Unidos. (...)
"Nos EUA já existem cerca de 2 mil agências como a HotList, que focam seus serviços e campanhas em marketing de buscadores. É uma nova modalidade de agência no mercado de publicidade e no Brasil, estamos entre os pioneiros neste segmento", conta Alexandre Kavinski, fundador e CEO da HotList.

O mercado brasileiro de links patrocinados nem completou 3 anos e já é responsável por mais de 15% do total da verba da publicidade on-line. Caminha para dentro de 2 anos chegar a abocanhar 40% do bolo publicitário, a exemplo do que ocorre hoje nos Estados Unidos. (...)
"Há empresas que registram uma palavra e outra centenas delas. O site BuscaPé, por exemplo, tem 3 mil palavras", conta Kavinski.
O interesse pelos links patrocinados é tanto que gerou um verdadeiro leilão de palavras. O valor pago inicial, nunca passa de centavos, mas algumas palavras interessam a um grande número de empresas dispostas a pagar mais por ela para aparecer nos topos das listas.

No Brasil, no último dia 29 de março de 2006, usando-se a ferramenta de exibição de ofertas do Yahoo! Search Marketing, as palavras mais valorizadas eram: "curso a distância", "curso profissionalizante", entre outras, ao custo de RS 50,00, seguidos de "pousadas em Paraty" por R$ 15, "desentupidora", por R$ 12 e "desentupimento", "rodizio" e "Renaissance", por R$ 10.
Não pense que apenas palavras de uso cotidiano fazem sucesso. (...) a número um das top ten do Google nos Estados Unidos pagavam U$ 54,33 pela expressão "mesothelioma lawyers", em que se inscreviam os advogados que cuidam de ações na justiça de vítimas de mesothelioma, um tipo de câncer. (...)

De olho na crescente competição interna, a HotList tornou-se representante exclusiva no Brasil do software Dynamic Bid Maximizer, da empresa australiana Apex Pacific. A ferramenta interage com buscadores como Yahoo! e Google e gerencia a posição do cliente no leilão de links patrocinados, garantindo a manutenção da posição ao menor custo possível e maximizando os investimentos neste tipo de campanha. (...) A ferramenta altera parâmetros como dia da semana, posição no ranking ou valor pago por visita (...) ainda ajuda a construir listas de palavras-chave (...) As configurações podem economizar até 85% do custo do lance no leilão.

Bem louco, teve o dom! Esse bagulho de desentupidora até tava ligado, versei aqui qdo tiozinho do Overture na época (hoje virou Yahoo) mandou o salve no mesmo jornal q desentupidora pagava de gatão como palavra mais cara, uscambau. Neste post, o Slid da Desentupidora Loremi chegou chegando, se pam o mano puxava um trampo no estilo do software Bid Maximizer, daquele jeito.
Liga q tb anotei quanto morre o preço de outras keywords, que saiu no Jornal Meio & Mensagem. Olha a conversa:
De palavra em palavra
25/9/2006 - Joao Paulo Nucci, M&M

Gisele Alves, gerente de marketing do Yahoo! Search Marketing Brasil, revela quanto custa algumas das palavras-chaves mais caras.
Desentupimento, etc - R$ 9,00
Bombas Pneumáticas, etc - R$ 7,00
Fragmentadora de Papel (marca), etc - R$ 5,50

Traficando informação, é nóis. Se virar, virou, sem miséria!

-> Arquivo: 3.10.2006 : Ganhar dinheiro com o blog, por causa do blog ou apesar do blog.
-> Arquivo: 18.4.2006 : Desentupidora, a palavra mais cara do Brasil
-> Arquivo: 27.2.2006 : Janio, mais um blogueiro empreendedor tupiniquim
-> Arquivo: 25.10.2005 : Google Base - All your base are belong to us?
-> Arquivo: 4.8.2005 : Yahoo Publisher Network Beta
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Cursos, Pousadas , Entupimento , Desentupimento e Fragmentadora
-> Compartilhando Banners : Livros : Livro - Emergência. A dinâmica de redes em formigas, cérebros e cidades e Marketing Hacker
-> Coletando : Amazon : Livro - The Search: How Google and Its Rivals Rewrote the Rules of Business and Transformed Our Culture
-> Coletando : Livraria Cultura: Livro - A Busca

19.10.06

Mídia autônoma e comunitária na favela Heliópolis

Fantasy Short Film Festival 2008

Liga matérias milianos no jornal O Estado de São Paulo, mandando um salve sobre os corres de mídia autônoma e comunitária na Favela Heliópolis, aqui em Sampa, uscambau. Tipo, rimando sobre produtora de vídeo e cinema do Gildivan e tb sobre o jornal local A Folha de Heliópolis. Olha a conversa:
Gil, o Buscapé da Cidade do Sol, registra festa e dor
11/12/2005 - Adriana Carranca

Cineasta quer retratar lado legal de Heliópolis, mas vídeo sobre mazelas é que emplacou em festival de curtas de SP

A frase que Gildivan Félix Bento, de 33 anos, mais ouve dos amigos é: "Você devia se candidatar a vereador", de tão conhecido que é em Heliópolis. Ele abre um sorriso tímido e orgulhoso, mas desconversa. Não larga por nada a profissão: fotógrafo e cineasta. Do topo da casa mais alta ao beco mais estreito, não há canto que não conheça ou ao qual não tenha acesso na favela, onde mora há 22 anos. Versão paulistana do protagonista do filme Cidade de Deus, ele é o Buscapé da Cidade do Sol (Heliópolis, em grego).

O filme de Fernando Meirelles, que se passa no Rio, é narrado pelo menino pobre que sonha em ser fotógrafo para retratar a vida na comunidade. Consegue uma bela foto da guerra do tráfico nos morros, mas, com medo de represálias de bandidos e da polícia, não publica a imagem. Na vida real, Gil, como é conhecido, tem os mesmos motivos para nem sequer tentar fotografar cenas parecidas. "Não quero ter o mesmo destino de Tim Lopes", declara, referindo-se ao jornalista assassinado por traficantes em uma favela do Rio.

Gil percorre Heliópolis em busca de histórias e imagens há quase uma década. Com a Associação Cultural Kinoforum e outros dez jovens da favela, produziu três filmes. Entre eles, um curta-metragem sobre os 1.578 moradores que vivem em palafitas sobre um córrego poluído e infestado de ratos - local de maior vulnerabilidade da favela, segundo a Subprefeitura do Ipiranga. O poder público não faz nenhuma benfeitoria lá, por ser área de proteção ambiental.

O documentário de 7 minutos Armando o Barraco foi apresentado no 14º Festival International de Curtas Metragens de São Paulo. Os outros eram sobre jovens de periferia. Mas o que ele quer é mostrar a beleza de Heliópolis. "Aqui tem o pôr-do-sol mais bonito do mundo", diz, do alto da casa de cinco andares do amigo Benê. "Tem muita coisa boa na favela, muita beleza e gente feliz. O que é ruim, o povo cansou de ver."

Gil começou a trabalhar aos 10 anos, como empacotador em um hipermercado na Rodovia Anchieta. "Quando você é criança, qualquer dinheirinho que entra, fica feliz", diz ele, que discorda do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em relação ao trabalho infantil e se arrepende de não ter concluído o ensino médio. "Jovem tem de trabalhar e estudar. Cabeça vazia pensa besteira."

Trabalhou em uma fábrica de chocolate, uma marcenaria e uma empresa de serviços elétricos. Todas fecharam. Quis começar negócio próprio. "Um dia percebi que na favela tinha muita festinha, mas ninguém gravando ou fotografando", conta. Com o FGTS do último emprego, comprou a primeira VHS. Leu o manual em um dia.

Começou a filmar festas de amigos de graça. "E não é que ficava bom e bonitinho?" Passou a cobrar e, com o dinheiro de três ou quatro festas por mês, pagou as 12 prestações de uma ilha de edição usada. Queria entregar as fitas como a do casamento da prima, com letreiros e efeitos especiais. Distribuiu faixas pela favela oferecendo o serviço e pediu a um amigo que anunciasse na Rádio Heliópolis. Há seis anos, foi contratado como fotógrafo e cinegrafista oficial da associação de bairro. Tem contatos com bombeiros e, com isso, acompanhou tevês brasileiras e até uma japonesa nas vielas de Heliópolis. "Comecei tentando trabalho fora, mas quando a gente diz que é daqui, o povo discrimina. Graças a Deus, hoje vivo da Heliópolis." Foi Gil quem filmou o presidente Lula em visita à favela. Considera ser dele a melhor imagem que já fez, assim como a frase que diz representar sua vida. "Na posse, Lula disse tudo: 'A esperança venceu o medo.'"

Dando linha na pipa, uma pá de números do jornal local, pá e tal. Vai vendo:
Jornal local tem tiragem de 10 mil exemplares

Como quase todo jovem de Heliópolis, Alexandre Paulo de Souza, de 28 anos, não tem diploma de universidade para exibir na parede, o que o deixava triste. Hoje, não liga, embora ainda sonhe em cursar jornalismo. No local reservado para o certificado, pôs a capa do primeiro exemplar, em tablóide, do segundo maior motivo de orgulho em sua vida: o jornal A Folha de Heliópolis, quinzenal com 10 mil exemplares, lançado em março. O primeiro é a filha, Carolina, nascida uma semana depois do jornal. "Pedi muito para ela esperar. Não podia falhar com os anunciantes na primeira edição. E a credibilidade?"

Começou com oito páginas e 15 anunciantes, conquistados no porta-a-porta. Após 19 edições, ganhou formato standard, com seis páginas e 34 anunciantes, que permitem que ele viva do negócio e empregue quase todos os parentes. Não deixa de ser um jornal familiar, como vários diários do País.

O pai largou o serviço de pedreiro e virou gerente comercial. A mãe, ex-costureira que só se aproximava de uma câmara em aniversários da família, tornou-se fotógrafa. A mulher escreve as receitas da página 2 e o irmão é digitador. A cunhada dá dicas de saúde na 3 e o sogro assina a coluna de religião Mensagem de Fé, na 4.

Antes de investir no primeiro jornal de Heliópolis, Souza instalou persianas, foi atendente em posto de saúde e balconista em loja de construção. Até abrir uma estamparia. "Um dia, o movimento estava fraco. Só entrava gente para perguntar se eu tinha recebido o jornal do bairro, que raramente chega a Heliópolis. Daí veio a idéia."

O computador que estampava camisetas passou a desenhar páginas, com dicas de um primo jornalista. Só faltava vender. "Coloquei o jornal de bairro debaixo do braço e fui entrando em cada lojinha. Como não tinha o meu jornal para mostrar, vendi anúncio no outro."

Os R$ 1.400,00 para a edição número 1 vieram de anunciantes da Heliópolis. Como todo jornal popular, a página mais lida é a de empregos. Há serviço de utilidade pública e notícias de eventos culturais que o jornal apóia, como o Miss Heliópolis. Só não se vê violência nas páginas. "Não tenho nada com isso", explica.

Demorou!

É tudo no seu nome.

->Arquivo: 12.9.2006 : Biblioteca na casa do pedreiro em São Gonçalo/RJ
->Arquivo: 13.7.2006 : Projetos para favelas cariocas e o teleférico de Medellin
->Arquivo: 17.4.2006 : Fábrica de Criatividade, Capão Redondo, matéria no Estadão
-> Arquivo : 12.12.2005 : Victoria Abril faz ponta no Cine Favela Heliópolis
-> Arquivo: 6.9.2005 : Festa na Favela Godoy para gravação do DVD
->Arquivo: 2.6.2005 : Diretor de cinema e pedreiro no jornal O Estado de SP
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Camera Digital, DVD Player, Celular com camera e Impressoras
-> Coletando : Buscapé : DVD Cidade de Deus e CD Rappin Hood
-> Compartilhando Banners : Livros Cidade de Deus e Capão Pecado e DVD - Rádio Favela. Uma onda no ar

11.10.06

Cervejas Sudbrack de Blumenau, matéria no Estadão

Bier Tour - Oktoberfest e Dunkel

Liga matéria do ano passado sobre cerveja artesanal em Santa Catarina, uscambau. Tipo, ligeiro estrumba o festival de cerveja este mês, daquele jeito. Liga q o resto do Brasil leva uma fé q quem domina é a cerveja industrial, de massa, sem seguir a lei. Aí ficou pequeno, se pam, na real naquela goma, cerveja artesanal é o q liga. Olha a conversa:
Malte, lúpulo e água, conforme manda a lei
4/12/2005 - Kazuo Inoue

As cervejas da Sudbrack, de Blumenau, obedecem a lei de pureza que vigora na Alemanha desde 1516.

BLUMENAU - Quem considera o Rio de Janeiro uma cidade quente precisa visitar Blumenau nos dias de verão. O calor úmido e abafado pode chegar aos 40 graus e é a ante-sala de uma estufa que um dos símbolos da cidade – a cerveja – ajuda a suportar. A terra da Oktoberfest, a segunda maior festa da cerveja do mundo, é uma das mais tradicionais produtoras da bebida em todo o País. A indústria local de cerveja só perde em antiguidade, por apenas três anos, para a Bohemia, fundada em Petrópolis (RJ) há 150 anos. Agora, uma pequena e audaciosa cervejaria, a Sudbrack, dona da marca Eisenbahn, começa a ultrapassar os limites de Blumenau.

Eisenbahn, em alemão, significa ferrovia. O nome é uma homenagem aos antigos cervejeiros de Blumenau e ao bairro Salto Weissbach, onde está localizada a fábrica, e é o endereço das mais importantes estações de trem da região. O empreendimento foi uma iniciativa do empresário Jarbas Sudbrack Mendes e de seu filho, Giuliano. Engenheiro, durante 25 anos Mendes projetou instalações de fábricas para o setor têxtil e fez 35 viagens à Alemanha a trabalho. Em cada viagem, sempre encontrou tempo para provar as cervejas da terra de seus antepassados. Juliano, por seu turno, estudou administração em Boston, onde conheceu a Samuel Adams, maior cervejaria artesanal dos Estados Unidos. Quando a família decidiu se lançar em um empreendimento próprio (Bruno, o outro filho de Mendes, também juntou-se à empresa), a escolha foi natural.

"Não pensamos em montar uma brewpub, já que as experiências brasileiras não deram muito certo", diz Mendes. "Nossa idéia era de produção em escala, mas dentro dos padrões da lei alemã de pureza, de 1516, que permite o uso apenas de malte, lúpulo e água para fabricar cerveja." Depois de visitar 40 cervejarias, ele montou o projeto e começou a produzir em junho de 2002. Em dezembro deste ano, deve colocar no mercado 170 mil litros, 30 mil litros a menos que sua capacidade instalada.

Segundo Mendes, a produção da Sudbrack, que deve faturar R$ 7 milhões este ano, é de cerveja artesanal. "Volumes maiores exigem aditivos químicos para o controle da qualidade", diz. Mesmo assim, ele já planeja aumentar a produção da Eisenbahn para 2 milhões de litros por mês, ainda sem usar conservantes. Hoje, a fábrica produz chope e mais oito tipos de cerveja. São bebidas encorpadas. A escura Weizenbock chega a 8º de gradação alcoólica.

Mendes acredita que está ocupando um nicho de mercado que as grandes cervejarias perderam na proporção em que a qualidade de suas cervejas caiu. "Poderíamos ser ameaçados pelo preço", diz. "Mas nossas cervejas já custam mais e o consumo está crescendo." De fato, a Eisenbahn está posicionada na faixa super premium do mercado: a garrafa long neck, de 350 ml, custa R$ 7,50 nos restaurantes de São Paulo. É a mesma faixa de preço da Stella Artois, lançada pela AmBev para disputar o segmento superior do mercado.

Levou uma fé? O barato é louco.

Não me acompanha q não sou novela!

-> Arquivo: 23.6.2006 : Freebeer.org - Cerveja open source ex-VoresOl
-> Arquivo: 28.11.2005 : Projeto Metacafé, Cyrano disse.
-> Arquivo: 19.9.2005 : Festival da Cerveja artesanal e open source
-> Arquivo: 30.8.2005 : Ratebeer.com - Cerveja artesanal feita por monges é eleita melhor do mundo
-> Arquivo: 2.3.2005 : Cerveja open source tem guaraná
-> Arquivo: 13.12.2004 : Manufaturas C2C - Cerveja artesanal
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Blumenau, Passagens aéreas , Oktoberfest e Cerveja Artesanal
-> Coletando : Amazon : Livro - The Homebrewers' Recipe Guide
-> Coletando : Livraria Cultura: Livros: Cachaça Artesanal e Catecismo da Cerveja
-> Compartilhando Banners : Livro - Só por prazer. Linux. Bastidores de sua criação.

12.9.06

Biblioteca na casa do pedreiro em São Gonçalo/RJ

Moradores transformam por conta própria a vida da cidade

Liga notícia milianos no Estadão, tipo tiozinho teve o dom de fazer um catado de livros e ligeiro fez uma biblioteca aberta pra comunidade, uscambau. Vai vendo:
A casa do pedreiro virou biblioteca
5/10/2005 - Henry Chu, Los Angeles Times

Morador de São Gonçalo, no Rio, bateu de porta em porta para receber livros

SÃO GONÇALO - Carlos Leite mal consegue ler, mas os livros mudaram vida. Dois anos atrás, ele fazia uma construção para uma pessoa que ia se desfazer de seis volumes de uma enciclopédia. Leite pediu para ficar com eles. Assim, nasceu um sonho.

Ele decidiu bater de porta em porta na cidade da Baixada Fluminense, pedindo livros indesejados às pessoas. Nenhuma contribuição era pequena demais . Amigos foram convencidos a ajudá-lo. A biblioteca, que abriu as portas em março de 2004, tem 10 mil volumes de todo tipo.

Para Leite, porém, os livros são um mistério. De família pobre, ele abandonou a escola no terceiro ano e hoje, aos 51, é analfabeto funcional. Mas sabe a importância dos livros. "Pode ser tarde para mim, um pedreiro, mas não para outros."

Assim floresceu a paixão que tem consumido seu tempo livre e transformou sua casa numa biblioteca pública, gratuita e aberta à vizinhança pobre neste subúrbio do Rio. Quem visita a casa de Leite encontra garotos fazendo lição no que era seu quarto. Adultos folheiam títulos no que era a sala. Um festival de brochuras e livros sobre quase todo assunto imaginável, alguns em estado lamentável, cobre todo espaço disponível das paredes.

O espaço para os livros é tão precioso que Leite e a companheira, Maria da Penha, se mudaram para um quartinho nos fundos. "Este é o único espaço que temos para dormir. Os livros nos chutaram para fora. Se não tomarmos cuidado, vão nos chutar para fora deste quartinho também".

Um grande cartaz pintado à mão no telhado da casa anuncia: Biblioteca Comunitária, Rua 18. O que Maria da Penha e Leite fizeram é notável quando se considera o desafio que é criar o hábito da ler num país com um dos níveis mais baixos de leitura do mundo. O americano e o inglês médios lêem 5 livros por ano. Na França, 7. No Brasil, menos de 2.

Os brasileiros são prejudicados pela falta de acesso. Autoridades dizem que quase 1 mil dos 5.500 municípios do País não têm biblioteca pública. Um estudo de 2001 estima que 16% da população tem 75% de todos os livros no Brasil. Além disso, o analfabetismo continua alto, com 16 milhões de brasileiros com mais de 15 anos incapazes de ler ou escrever.

O governo brasileiro lançou uma série de iniciativas para melhorar a situação, inclusive com redução de impostos e campanha para criar bibliotecas. Mas Leite e Maria da Penha não quiseram esperar.

Sentiu firmeza?

O barato é louco!

->Arquivo: 13.7.2006 : Projetos para favelas cariocas e o teleférico de Medellin
->Arquivo: 17.4.2006 : Fábrica de Criatividade, Capão Redondo, matéria no Estadão
-> Arquivo: 17.3.2006 : Livros copyleft feitos com papel e papelão reciclados
-> Arquivo : 12.12.2005 : Victoria Abril faz ponta no Cine Favela Heliópolis
->Arquivo: 2.6.2005 : Diretor de cinema e pedreiro no jornal O Estado de SP
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