13.7.06

Projetos para favelas cariocas e o teleférico de Medellin


metro cable enero 2006 008
Originally uploaded by macrocéfalo.


Liga milidias no suplemento Revista do Jornal O Globo, edição de 30/10/2005, uma pá de arquiteto, engenheiro, urbanista, favelado, artista, intelectual, uscambau trocaram uma idéia. Tipo formando um bonde, rimando a história das favelas no Rio de Janeiro e ligeiro endolando projetos de arquitetura e urbanismo pro adianto dos manos, mandando um salve, vila, beco, puxadinho, pingela, viela. Se virar, virou. Olha a conversa:
Revista O Globo

A visão futurista da favela da Rocinha com elevadores, bondinhos, praças, avenidas, áreas verdes e fachadas multicoloridas, na capa desta edição da Revista O Globo, tem por objetivo provocar a imaginação dos leitores. A foto digital mostra um futuro possível, que se vislumbra na mistura de projetos de arquitetos convidados pela Revista O GLOBO a pensar em soluções urbanísticas para o Rio. Segundo o último censo brasileiro, há 400 mil domicílios (1,6 milhão de pessoas) em favelas no Grande Rio, dos quais 75% (300 mil domicílios, 1,2 milhão de pessoas) estão na cidade do Rio. As maiores vítimas da falta de infra-estrutura e segurança são os moradores dessas áreas. Mas o Rio tem a singularidade de misturar, na sua geografia, tornando ricos e pobres vizinhos. E talvez por isso haja entre os cariocas um maior incentivo ao exercício da solidariedade: interessa também à classe média e aos ricos da Zona Sul a urbanização dos morros que a circundam. A melhoria nas condições de vida nas favelas interessa a todos. E a Revista O GLOBO, nesta edição, dá sua contribuição ao debate.

30/10/2005, Marília Martins, editora

Projetos para a Favela

Arquitetos, urbanistas e engenheiros debatem soluções para a reurbanização dos morros cariocas e defendem a intervenção social do poder público no combate à pobreza e à violência.
30/10/2005, Por Márcia Cezimbra e Tania Neves

Para melhorar a vida no morro, um urbanista precisa antes responder a uma questão simples: o que é uma favela? Isso não foi problema para o arquiteto Manoel Ribeiro, ao ser sorteado entre os vencedores do concurso público do Projeto Favela-Bairro, para reurbanizar o Morro da Serrinha.

- A indignação com as favelas é injustificada porque elas são fruto da estrutura social. O favelado é aquele que, dentro do mercado imobiliário, não resolveu seu problema de habitação. É tão excluído que, por não ter emprego, nem fiador, paga R$350 por um quarto no Pavãozinho, o preço de um quitinete em Copacabana.

Berços do samba e da cultura carioca

Ex-coordenador do Projeto Rio Funk, desenvolvido em 11 favelas, Manoel conheceu multidões de jovens e suas famílias, que, com fé no futuro, faziam cursos de dança e DJ:

- Jovens de talento como Buia, um menino que sonhava ser um DJ quando crescesse, mas entrou para o tráfico e hoje está morto.

Apesar desse "know how" em favelas, Manoel praticamente mudou-se para a Serrinha com sua equipe multidisciplinar. Conheceu todo mundo e traçou uma sociogeografia para depois desenvolver com a comunidade seus projetos:

- A favela tem um forte remanescente de negros, que estão lá desde os anos 40, com jongo e macumba; gente interessante do cais do porto; sindicalistas politizados com espírito e luta e bom jogo nos trâmites políticos; artistas e músicos fundadores da Império Serrano.

Os nordestinos chegaram em bloco de Campina Grande nos anos 80. Não sabiam construir em encostas e se instalaram no topo plano do morro. Nos anos 90, vieram os novos pobres, frutos do desemprego, instalados em quartos de aluguel nos fundos das casas da cidade, à beira da favela. Com esse "mapa", Manoel começou a construir o que a comunidade desejava: quadras espalhadas para jongo, rodas de samba e ensaios de escolas, santuários para cultos espíritas. Transformou lugares bonitos como o antigo templo de molocu (ritual afro de sacrifício de animais) num espaço para festas de 15 anos. Até o lúmpen da meia-encosta, composto por viúvas de traficantes e bêbados, teve suas casas valorizadas por uma nova estradinha.

- Dei sorte porque a Serrinha tem uma identidade cultural. As pessoas sobem o morro para fazer cursos e ir a festas, consomem nos barezinhos improvisados. Para preservar isso, falta o título de propriedade para todos os moradores.

Para a antropóloga Alba Zaluar, do Núcleo de Pesquisa da Violência da Uerj, a maioria das favelas já não tem mais identidade definida:

- As favelas já não são mais de remanescentes de negros. Há uma maioria de nordestinos, de outra cultura e de outras religiões, que vive às turras com os espíritas. O berço do samba está sendo destruído. Depois de uma intervenção que enfrente o desespero de 98% de moradores que não têm ligações com o crime, mas vive entre o terror do tráfico e da polícia, será preciso ensinar nas escolas respeito à civilidade, para que os favelados possam, no mínimo, se tolerar. Os sambistas podem dar aula de tolerância. Eles são as pessoas mais maravilhosas que já conheci. Têm o culto da tolerância, aquela coisa do levanta e sacode a poeira...

Quando se fala o nome da professora Regina Bienenstein, da Universidade Federal Fluminense, nas comunidades já contempladas com projetos feitos pelo Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais e Urbanos (Nephu), que ela dirige, vem uma saraivada de elogios. O motivo? Principalmente o modo como a arquiteta encara a favela.

- A favela é um estoque de moradias com problemas que devem ser tratados. Sem remoção. O caminho é fazer regularização fundiária e urbanística e dar infra-estrutura. A tendência depois é a própria comunidade se auto-regular e passar a coibir os abusos - defende Regina. - O que não pode é o poder público fazer tudo e depois abandonar. Tem que ficar para orientar.

O projeto que está sendo implantado no Morro Lara Villela, em São Domingos, levou meses sendo discutido em assembléias na comunidade. No novo desenho urbanístico, há ruas novas e mais largas e casas de áreas de risco foram retiradas. Para tanto, negociou-se a construção de cinco casas em áreas cedidas por moradores que tinham lotes maiores. A primeira está quase pronta.

O Nephu também está assessorando a comunidade nos pedidos de regularização fundiária dos lotes, num terreno de propriedade da União. Para Regina, a favelização só vai cessar quando houver oferta de moradias regulares, com subsídio para quem ganha até três salários-mínimos:

- As pessoas têm que morar, né?

Elevadores e bondes nos morros para que ninguém mais suba ribanceira todo dia depois do trabalho. Praças e palcos para shows em clareiras abertas nas encostas. Ruas pavimentadas, arborizadas, com redes de luz, água e esgoto, moradias confortáveis, com fachadas multicoloridas. Parece sonho? A Revista O GLOBO convidou arquitetos e urbanistas de várias tendências para debater soluções urbanísticas para melhorar a vida dos cariocas e descobriu que não faltam projetos para transformar as favelas em bairros confortáveis. A capa desta edição é uma fotomontagem da favela da Rocinha, que mistura sugestões de vários especialistas.

Há projetos que ainda estão no papel. Há arquitetos que se recusam a fazer projetos. Mas há outros que já viraram realidade, como é o caso da urbanização do Morro da Serrinha, em Madureira, projeto feito por Manoel Ribeiro, premiado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil e selecionado para a Bienal de Veneza. O projeto está detalhado no desenho desta página. Ou ainda o programa de reurbanização do morro de São Domingos, em Niterói, feito pela arquiteta Regina Bienenstein, professora da UFF.

Entre arquitetos, urbanistas, antropólogos e historiadores, há um consenso: não existe projeto urbanístico com possibilidades reais de ser implementado no morro sem que haja como pressuposto uma intervenção social forte e urgente do poder público para combater a pobreza e a violência - a do tráfico e a da polícia. Esta é também a opinião de arquitetos que se recusaram a fazer projetos, como Jaime Zettel, Alfredo Brito, professor da PUC-Rio e da UFRJ.

- Quem criou a favela foi o poder público, que, por omissão ou incentivo, deixou que soldados ex-combatentes da Guerra de Canudos, sem teto, ocupassem os fundos do QG do Exército, no Morro da Providência, em 1897. Esta foi a primeira favela do Rio. Portanto, a favela é a expressão urbanística da dívida social brasileira - diz Manoel Ribeiro.

Como não dá para acordar imediatamente desse "pesadelo" em que se transformou o cotidiano de violência no Rio, o arquiteto Paulo Casé, por exemplo, decidiu sonhar com uma fantasia possível: uma Rocinha linda, com casas coloridas - regularizadas em cartório - de classe média, elevadores para aliviar a subida e muitas praças para lazer, com bares, mercados e farmácias. O bairro seria atração turística internacional, um novo cartão-postal do Rio.

- Para uma situação absurda como a das favelas, só uma solução futurista. Mas nada impede que vire realidade - diz o arquiteto Paulo Casé.

O engenheiro José carlos Sussekind, calculista e executor de projetos do arquiteto Oscar Niemeyer, com base em sua experiência na Linha Vermelha e em projetos de saneamento, faz um cálculo dos custos da intervenção urbanística nas favelas cariocas, levando em conta que, segundo o Censo, há 400 mil domicílios (1,6 milhão de pessoas) de favelados no Grande Rio, dos quais 75% (300 mil domicílios, 1,2 milhão
de pessoas) na cidade do Rio. Segundo ele, a urbanização deve seguir um meio-termo corajoso.

- São inaceitáveis as posturas extremas: a de que nada pode ser removido, e a oposta, de que tudo tem que ser removido. É sensato, exeqüível, vigoroso e corajoso o meio-termo realista que devemos exigir. Ninguém quer esmola, o que todos querem, inclusive e sobretudo os moradores das favelas, é emprego e segurança física — diz
Sussekind.

Ele defende a idéia de que cerca de um terço dos domicílios em favelas deve ser suprimido e reconstruído noutro local, enquanto o remanescente for urbanizado.

- O investimento necessário seria algo da ordem de R$3,3 bilhões. O número é o total de 133 mil casas populares a R$25 mil cada, já incluída, neste valor médio, a urbanização das áreas onde serão implantadas. Boa parte destes recursos voltaria aos cofres públicos, via pagamento das parcelas do financiamento, favorecido quanto a prazos, taxas etc, é claro, pelos adquirentes das casas, da qual terão título de propriedade.

Além disso, há o custo dos sistemas de transporte urbano de massa para atender eficazmente aos novos bairros com cerca de 500 mil habitantes no total, o que daria cerca de R$700 milhões. Ele prevê que, no início, linhas de ônibus, articulando esses bairros com as redes de metrô, já seriam suficientes.

- A urbanização dos dois terços de moradias restantes e das áreas remanescentes nas antigas favelas custaria cerca de R$1,5 bilhão. Mas a própria execução do programa de investimentos, a ser implantado ao longo de cinco anos, geraria mais de 50 mil novos empregos no Grande Rio. Nada gera tanto emprego quanto a construção civil. O importante seria começar por lugares ardidos e emblemáticos, como Rocinha e Vidigal...

De acordo com Sussekind, para cada comunidade (desde as pequenas até as maiores como Rocinha, Vidigal, Maré, Alemão) seria feito projeto especifico de revisão urbana total, prevendo grandes aberturas (por demolições de parte das habitações) de vazios (distâncias livres) entre grupos de habitação, para eliminar quantidades de construções grudadas, assegurando uma trama urbana e viária mínima, além de permitir circulação dos agentes públicos.

- Densidades máximas seriam fixadas para cada comunidade. O efeito gueto, inibidor da presença da lei, seria suprimido. Exemplo prático: no máximo 50% da área de solo da favela poderiam estar construídos; o que estiver a mais sai, via demolição. Não seriam toleradas construções com mais de três andares nem construções acima de determinada cota, nem construções distantes mais que determinado valor da infra-estrutura local. Seriam parâmetros objetivos, destinados a reduzir densidades já existentes.

Para o engenheiro, o pressuposto da urbanização é a descriminalização da cidade:

- É fundamental que se suprimam os postos físicos de comando e o controle dos chefes do crime, os atuais senhores feudais locais. E impedir a reinstalação de novos senhores no day after, claro. Em paralelo às supressões parciais em cada favela, os novos bairros iriam sendo construídos, com a preocupação e a atenção central à questão do transporte urbano de massa, a ligação entre moradia e local de trabalho. Unidades seriam vendidas, com financiamento em boa parte subsidiado aos novos moradores, oriundos das antigas favelas. Este financiamento seria a contribuição do governo federal, para ajudar pessoas a terem onde morar, em um bairro popular decente. O governo federal também tem obrigação de recuperar o Rio de sua atual condição de Medellin.

O arquiteto Paulo Casé faz questão de deixar claro que não é alienado, ignorante dos graves problemas sociais das favelas, ao sugerir elevadores para aliviar a subida dos morros. A solução imaginada por ele para a Rocinha poderia se estender a todas as favelas da cidade, já que seus dramas e suas misérias não podem se resolver de imediato, mas com o tempo, as novas gerações:

- A situação absurda da favela exige soluções aparentemente absurdas, como essa dos elevadores. Mas por que não?

Casé foi um dos coordenadores do Projeto Favela-Bairro no Morro da Mangueira. Dele resultou o livro "Favela". Ele diz que um dos sacrifícios dos moradores é subir morro todo dia, depois de uma pesada jornada de trabalho.

- Na Mangueira, projetamos praças para convivência e algum comércio que ficavam em alturas intermediárias para que o morador pudesse fazer uma pausa ou não precisasse descer e subir todo o morro para comprar um remédio numa farmácia. Os elevadores também teriam essas praças nos locais de acesso - diz.

É claro que antes de começar as obras, os moradores da favela precisarão ter o título de propriedade de seu imóvel para investir na sua conservação e na sua valorização. Os moradores retirados das áreas de construção de elevadores, praças e novas ruas seriam realocados em prédios de dois ou três pavimentos, em construções de qualidade, no alto da favela. Estes prédios, como mostra a fotomontagem desta página, serviriam de limite à expansão da favela. Novos gabaritos para a construção também estariam estabelecidos.

- O problema das favelas é civilizatório. Podemos transformar as favelas em bairros lindos de classe média, como a área antiga e alta de Lisboa, ou a antiga favela do Iêmen, hoje transformada em Patrimônio da Humanidade pela Unesco. As favelas do Rio podem ser pontos de atração turística, bairros lindos e criativos. Fora que os favelados se divertem muito mais que qualquer outra comunidade do planeta. Veja os suecos e dinamarqueses, por exemplo, ricos e bem-sucedidos. Quem se diverte mais, eles ou o pessoal da Rocinha? - pergunta.

A selvageria do tráfico e da polícia também seria resolvida nesse tal processo civilizatório. Os jovens, em vez de morrer aos 20 anos no tráfico, teriam acesso à escolarização e iriam preferir um ramo empresarial ao crime e à morte certa.

- Você acha que, se houver escolarização desses jovens, eles vão para o tráfico? Claro que não. Eles não são burros - imagina.

Em vários pontos, elevadores como o da cidade de Salvador, na Bahia, ligariam os níveis de acesso a praças e reduziriam o esforço da subida do morro.
A partir dessas novas praças, novas vias secundárias dariam passagens mais confortáveis às residências.
Os moradores das casas removidas para as obras de alargamento das praças e dos elevadores seriam realocados em prédios de dois ou três pavimentos no topo do morro. Essas moradias seriam de qualidade e dariam limite à expansão da favela.
As estruturas dos elevadores suportariam suprimentos de água, esgoto e coleta de lixo.

- Em Curitiba, as pessoas não gostam de viver em favelas porque o frio castiga. Normalmente, as invasões são em áreas alagadas. Então, os favelados querem ser removidos. Mas no Rio acho que elas devem ficar onde estão, corrigindo-se os problemas existentes. As experiências com remoção no Rio são terríveis, como o caso de Vila Kennedy, em que mandaram os moradores para longe e eles perderam seus vínculos.

Esse também é o pensamento do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB). Diretora da entidade, Sônia Le Coq acha que um caminho para enfrentar o problema no Rio é o governo fazer um estudo da possibilidade de aquisição das famílias e oferecer terrenos urbanizados e material de construção subsidiados, disponibilizando projetos e assistência técnica permanente para quem quiser construir.

- Somos contra a remoção, exceto para quem está em área de risco. Mas tem que haver intervenções públicas para urbanizar e estabelecer regras. É uma indignidade que, em pleno século 21, pessoas convivam com esgoto a céu aberto.

Para o diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), da UFRJ, Pablo Benetti, falta uma política habitacional concreta, que contemple o direito de as pessoas morarem onde quiserem morar:

- Uma pesquisa feita pela UFRJ mostrou que 70% das pessoas que moram em favelas gostam de morar lá e querem continuar naquele bairro. Por que o morador de uma favela tem que aceitar morar a quilômetros de distância e gastar nos transportes precários o tempo que teria para o lazer ou a família?

Num exercício com os alunos de arquitetura da UFRJ, vários professores propuseram que se estabelecesse um plano diretor para a Ilha do Fundão, onde fica a universidade, e todos esses projetos incluíram moradias nos espaços vazios da ilha.

- Assim como há vazios na Avenida Brasil e há galpões abandonados na região portuária e na antiga área industrial de São Cristóvão e Benfica, o Fundão também é um lugar próximo ao Centro que comportaria projetos habitacionais - diz Benetti. - No meu projeto, sugiro um mix de habitações para classe média e classe baixa. A habitação é uma forma de ocupação que garante o uso 24 horas por dia, e isso seria muito bom para essa região, que sofre com o isolamento e a falta de densidade, o que não permite uma rede de serviços diversificada.

História explica crescimento desordenado

Para o arquiteto Mauro Almada, da ONG ViverCidades, o problema só se resolverá quando o governo federal tomar para si a tarefa de oferecer moradias adequadas e compatíveis com a renda das classes menos favorecidas.

- A região portuária e os grandes vazios da Avenida Brasil poderiam abrigar muitas moradias, mas é preciso financiamento, e que o governo assuma isso como prioridade.

Para o historiador Antônio Edmilson Martins Rodrigues, professor da Uerj e da PUC, um erro comum à maioria dos projetos de reurbanização feitos até hoje no Rio é sempre ter privilegiado a manutenção (ou retomada) da cidade como vitrine, sem uma política pública que se importasse com as pessoas que foram expulsas das áreas. Ele diz que a remoção é boa para limpar a vitrine, mas que o poder público não se importa com os que saíram da paisagem e foram jogados para o outro lado da cidade, fora do eixo do transporte e do trabalho. Da mesma forma, quando se distribui tinta branca para pintar todos os barracos de uma favela, novamente a preocupação é com a imagem.

- Nunca houve preocupação real com essa população, mas com a retomada do espaço cheio de visibilidade que ela ocupava. Surgiu entre os excluídos uma elite dos que eram operários das fábricas da periferia, como a Bangu e a Esperança. Os que eram biscateiros no centro ficaram sem ocupação.

Nesse contexto, segundo Edmilson, a casa deixou de ter a condição de lar: para se sustentar, o sujeito vendia a laje para outro construir, e as expansões desordenadas se deram inclusive nos conjuntos habitacionais. Até os anos 50 e 60, prevalecia a idéia de que as comunidades faveladas eram mão-de-obra para as classes privilegiadas, e o receio era apenas que a proximidade desses bolsões de pobreza desvalorizasse os bons imóveis do asfalto. A partir dos anos 70, tomou-se um susto com o crescimento das favelas e a radicalização da violência nessas áreas. E aí surgiu o medo da favela.

- Somente uma política pública que de fato inclua todas essas pessoas tem chance de dar certo. Hoje qualquer intervenção precisa muito mais da vontade da sociedade civil organizada - atesta Edmilson.

Esta também é a opinião do arquiteto Alfredo Brito, professor da UFRJ e da PUC. Ele diz que, hoje, recusaria qualquer convite para realizar projetos para melhorar favelas, a menos que houvesse uma integração administrativa forte entre cidade, estado e o governo federal:

- O desrespeito pela população pobre é impressionante. Moro em Santa Teresa e conheço pessoas que vivem nas 17 favelas daqui. Elas passam por situações terríveis de miséria e pavor. Não dá nem para pensar num projeto urbanístico sem intervenção social.

O arquiteto Jaime Zettel concorda. Para ele, para resolver o problema das favelas é preciso uma intervenção social urgente e pontual, razão pela qual não se pode sequer discutir projetos urbanísticos nesta realidade atual.

Bem louco, tipo lembrei do esquema do teleférico na periferia/subúrbio da cidade de Medellin na Colombia. O Medellin Metro Cable, tipo um bondinho pagando uma de metrô de superfície, aéreo, subindo o morro, se pam estação no campinho, daquele jeito. Liga q na Colômbia a banca não fica só na conversa, 1-2 se jogaram, demorou. Maluco teve o dom de colar, tirar foto e publicar no Flickr e em blog, vai vendo:



Vi o Mundo - Concentração de renda dá ao Brasil a cara da Colômbia
Luiz Carlos Azenha

(...) O teleférico de Medellin foi o primeiro grande investimento da Colômbia oficial no mundo dos miseráveis.
Foi inaugurado há um ano e meio.

Antes, já havia sido construída uma linha de metrô ligando pela primeira vez o bairro dos ricos às comunas.
Uma forma de permitir que os servos tivessem transporte rápido até a casa dos patrões.

Feito acontece no Brasil, os colombianos endinheirados se escondem em condomínios super-protegidos, com cercas elétricas e seguranças fortemente armados.
Enquanto isso, nas comunas, Pablo Escobar cultivava aliados construindo casas, iluminando ruas, prestando serviços que o estado não prestava.
Igualzinho aos traficantes fizeram no Rio de Janeiro.
Nos bairros miseráveis Escobar recrutou os matadores que fizeram o serviço sujo em nome do cartel de Medellin - o bando que aterrorizou a Colômbia.

O serviço de teleférico transporta cerca de 30 mil pessoas por dia.
O bilhete é único: vale para o metrô e o bondinho.
Na estação que fica no topo do morro, há escola, banco e cooperativa para incentivar com empréstimos os pequenos empresários.

O prefeito de Medellin é um doutor em matemática que tem a maior taxa de aprovação entre os políticos da Colômbia.
A prefeitura investe 40% do orçamento em educação.
Deu para sentir, na comuna, o orgulho dos moradores com a obra que reduziu o crime no bairro.
Cerca de 300 mil habitantes de Medellin moram na região do teleférico.
Uma nova linha de bondinhos está sendo projetada.

A obra é um exemplo de como o estado pode ocupar espaços antes controlados pelo crime organizado.
Em Medellin, a população tem grande respeito pelo sistema de transporte integrado.
Não há lixo nos bondinhos, nem pichações no metrô.
Mas é apenas um começo.
A concentração de renda na Colômbia é escandalosa.
Pior, só mesmo no Brasil.
(...)

Liga a rima tipo arte da rua e a banca inventando narrativa aérea flutuante uscambau: Metrocable el avion de los barrios.
Quem é, é. Quem não é, cabelo avoa.
É tudo nosso. Sem miséria!

Update:
-> 4.8.2011 : O teleférico do Complexo do Alemão e transporte público para favelas e periferias

-> Arquivo: 21.3.2006 : Barraca móvel para sem-teto na Bienal de Arquitetura 2005
-> Arquivo: 12.12.2005 : Victoria Abril faz ponta no Cine Favela Heliópolis
-> Arquivo: 6.9.2005 : Festa na Favela Godoy para gravação do DVD
-> Arquivo: 2.8.2005 : TV a gato ou TV a cabo popular por R$ 15,00 por mês
-> Arquivo: 20.5..2005 : Rap no Jardim Monte Azul, 22/5/2005
-> Arquivo: 26.4.2005 : MV Bill no Roda Viva da TV Cultura
-> Arquivo : 24.9.2004 : Fundação Bauhaus, projeto urbanização da favela Jacarezinho RJ
-> Coletando : Amazon : Livros Mobile, the art of portable architecture e Anarchitecture. Architecture Is a Political Act
-> Coletando : Livraria Cultura: Livro - Favela
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Carrinhos ou Teleférico

7.7.06

Wetpaint, Wikia Campaigns, Wikiupload e Wiki do Estilingue

Liga nóis catado de uma pá de correria wiki, é só chegar chegando, daquele jeito.

Wetpaint.com - Tipo wikifarm pagando uma de wiki web 2.0, ligeiro teve gringo caindo pra dentro formando o 10house (ou wikihouse) pra registrar a correria de construir uma casa sustentável, ecologica, barata, uscambau. Se virar, virou!

Campaigns.wikia.com - Tipo wikifarm da firma do tiozinho inventor da wikipedia, agora pra campanha políticas, pá e tal. Liga o salve no blog do mano FFF: Jimmy Wales defende a política do wiki. O guru leva uma fé q correria wiki, blog, descentralização, vai inventar uma nova política. Sentiu firmeza?

Wikiupoload.com - Tipo host, hospedagem grátis na levada wiki. É só cair pra dentro e subir mp3, vídeo, pdf, pá e tal, até 5 gigas grátis. 1-2 pra testar paguei comédia subindo o powerpoint com profecia do terceiro segredo de fátima q recebo por email a milhão :-D

Wiki.drica.org - Wiki espaço Estilingue, correria dos manos de BH, Drica e Cyrano se pam. Se vacilar, Projeto Metacafé e Metareciclagem lado a lado. Grupos Autonomos e Experimentacao Multimidia. Teve o dom!

Tudo nosso, sem miséria!

-> Arquivo: 22.1.2006 : Wikispaces integrando wiki e blog, wikifarm Wikipad e Hieraki (wiki Web 2.0?)
-> Arquivo: 28.11.2005 : Projeto Metacafé, Cyrano disse.
-> Arquivo: 18.11.2005 : Proibido catar latinha no wiki - Javascript no Twiki
-> Arquivo: 25.7.2005 : Ruby on Rails e Ajax, explicações em português
-> Arquivo: 19.4.2005 : Wiki com e-Commerce
-> Taba : Cachimbando : Wikifarmbrasil Ponto Net
-> Camiset.andh.us : Wikis :Wikipedistas, Aprendendo Física 02 e Wikipedistas 03
-> Compartilhando Banners : Livro - The Wiki Way
-> Technorati Tags: , , , , , , ,

Tupiconomics #7 - Por que notícia ruim dá mais audiência e vende mais jornal?


Porque quem assiste, acessa o site, lê no blog ou compra o jornal gosta de ver o sofrimento dos outros. Tipo, paga até de piedoso, rimando "coitadinho, nooossa, nem quero ver..." mas se pam tem prazer em ver tragédia a milhão. Se pam até dá pra cruel por a culpa na ciência, olha a conversa de pesquisa gringa q saiu na Folha milidias: Os homens são mais vingativos que as mulheres e sentem mais prazer em ver seus inimigos sofrer, segundo um estudo científico realizada por psicólogos da Universidade de Londres e publicada na revista "Nature" em janeiro de 2006.
Malucão sangue nos olhos, descarregando o pente só pra ver se quica. É muita treta!

-> Arquivo: 1.6.2006 : Tupiconomics #6 - Por que o brasileiro prefere dar ou jogar fora do q vender um produto usado?
-> Arquivo: 4.5.2006 : Tupiconomics #5 - Por que se vende tanto carro pela internet?
-> Arquivo: 6.4.2006 : Tupiconomics #4 - Por que o álcool combustível aumentou de preço depois de janeiro deste ano? (Racyconomics)
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Marquês de Sade e Imprensa
-> Coletando : Livraria Cultura: Livros Rede Globo 40 anos de poder e hegemonia e Freakonomics (em português)

28.6.06

Mercado Luta e Marcapop, palavras chaves frente a frente no Mercado Livre e nos blogs

Liga milidias colei em uma palestra com o mano Gessoni do Mercadobusca.com.br, q tb trampa no Mercado Livre representando o programa de afiliados Mercado Sócios, e 1-2 naquela rima freestyle saiu essa idéia de uma fita tipo um Google Fight mas com resultado de busca no Mercado Livre. Ligeiro mandamos um salve pro Edney e ele teve o dom de programar o esquema todo. Vai vendo: Interney.net - Mercado Luta

Interney.net apresenta:
HOJE - CLIQUE AQUI
Foto: Flickr - Defecto
Idéia do Tupi inspirada no Google Fight




Sentiu firmeza? Se pam além de muita risada, dá pra fazer um adianto medindo estatística e comparando tendência e modinha da molecada. Tipo Linux x Windows, RBD x Malhação, Boticario x Natura, Alemanha x Itália, Playstation x Xbox, Gol x Corsa, por aí, é só dar linha na pipa.

Liga q milidias o mano do Serendipidade tb programou um esquema nessa levada, mas pesquisando nos posts dos blogs usando o Technorati e o Google Images, vai vendo:
http://brandpop.serendipidade.com
Marcapop. Qual é a popularidade de uma marca nos blogs?
Compare duas marcas diferentes, verifique qual é a mais popular e veja os últimos comentários sobre elas.
Os resultados da imagem do logo das marcas representam os mais prováveis obtidos na rede. Assim, uma marca bastante conhecida tem maior chance de ter o seu logotipo representado corretamente.

Demorou! Se virar, virou.

Tipo, se algum maluco quiser replicar o miniposter do Mercado Luta aí de cima, copie e cole no seu blog, alterando o nome e link da luta e a foto catada no Flickr se quiser.



-> Arquivo: 14.5.2006 : Entrevista de Edney na Revista Época - Ganhar 20 mil com blog
-> Arquivo: 19.1.2006 : Edney (Interney.net) conta q largou emprego pra virar blogueiro profissional
-> Arquivo: 21.7.2005 : Mapas e fotos via satélite do Google e correrias tupiniquins
-> Arquivo: 18.7.2005 : Cocadaboa no Mercado Livre
-> Arquivo: 18.10.2005 : Mercado Sócios agora paga com Mercado Pago ou boleto
-> Arquivo: 18.11.2004 : Rabiscando: BuscaML.com
-> Taba : Coletando
-> Coletando : Mercado Livre : Mercado Sócios
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Loira e Morena

23.6.06

Critica ao neo-utopismo tecnológico e a noção de "trabalho imaterial"

Harry Potter Dog at Barnes and Noble Cumberland

Liga rima no jornal Folha de São Paulo, milianos no caderno Mais, de um tiozinho filósofo passando fogo na idéia estilo Era da Informação, Capitalismo Cognitivo, revolução tecnológica, nova sociedade em rede, uscambau. Tipo, se pam no fundo tudo é o mesmo sistema, economia digital é aquela ilusão, só muda as moscas, daquele jeito. Olha a conversa:
O sociólogo alemão Robert Kurz critica o neo-utopismo tecnológico e a noção de "trabalho imaterial" desenvolvidos por Antonio Negri e Michael Hardt em seu livro "Multidão", que está saindo no Brasil

O complexo de Harry Potter
30/10/2005 - Robert Kurz, tradução de Luiz Repa.
Colunista da Folha

Um aspecto do êxito mundial de "Harry Potter" consiste talvez no fato de um desejo infantil ser despertado. É que, em tempos de crise, seria sumamente agradável reduzir a pó todos os problemas com uma vara de condão. Os turbo-consumidores dos anos 90, cujo dinheiro infelizmente se esvaiu nesse meio tempo, encontram-se em busca da última palavra em fantasia ideológica, com a qual podem escapulir, sem mais esforços de emancipação, da realidade agora arriscada.
Depois da miséria por que passou a magia negra especulativa, no lugar o "capital fictício" entra em cena agora uma espécie de "trabalho fictício", cujos protagonistas imaginam também estar além de todas as condições materiais e de todos os conteúdos qualitativos.
O conceito de "trabalho imaterial" criado por Antonio Negri e Michael Hardt avança agora (com o lançamento de "Multidão", ed. Record, 532 págs., R$ 62,90, cujo lançamento internacional foi capa do Mais! em 1º/8/2004) a passo firme para se tornar a rubrica desse novo produtivismo virtual. O antigo paradigma industrial deve ser substituído pelos modelos da tecnologia da informação e da comunicação, da analítica simbólica, das mídias e assim por diante.
Hardt e Negri tratam de substituir com destreza a antiga classe trabalhadora (industrial) que se desmancha pela assim chamada "multidão", uma massa pós-moderna difusa, cuja base forma supostamente o "trabalho imaterial".

Considerado superficialmente, nesse construto parece estar em jogo uma versão "Harry Potter" desmaterializada do empoeirado conceito marxista de "luta de classes". Mas essa idéia passa ao largo, em todos os aspectos, da realidade global.
Em primeiro lugar, nenhum trabalho é "imaterial", tampouco o trabalho nos setores da informação e do "conhecimento"; sempre se trata da combustão de energia humana. Imaterial é a maior parte dos produtos desse trabalho, mas justamente por isso esses setores não podem sustentar a reprodução social, cuja base permanece sendo o "processo de metabolismo com a natureza" (Marx) e, portanto, é material.
Em segundo lugar, pelo mesmo motivo, as pessoas ocupadas comercialmente com o manejo de símbolos e informação de maneira alguma formam uma "multidão". Ao contrário, são uma pequena minoria.
Isso se deve ao fato de que a microeletrônica, que tornou supérfluo o trabalho industrial anterior, não produz nenhum novo trabalho em massa. Atrás dos modelos de processamento de informação, de comunicação e de analítica simbólica não estão mais engatados milhões de trabalhos secundários de acabamento como antes nas indústrias fordistas, mas sim processos tecnológicos automáticos, máquinas de comunicação e mídias que só necessitam dos seres humanos a título de consumidores.
Em terceiro lugar, finalmente, a retórica da luta de classes também é vazia sobre essa base. Pois o caráter da "multidão" de Hardt e Negri não é determinado pela relação de dependência do trabalho assalariado, mas antes pela independência supostamente nova nos setores do "conhecimento", da informação e em suas redes. Nesse sentido, eles condenam o caráter "parasitário" dos conglomerados financeiros, que, como vampiros, pecariam contra a força criativa da "multidão".

Aqui se torna claro que, na realidade, a antiga luta de classes do trabalho assalariado industrial é substituída por uma visão neopequeno-burguesa. Hardt e Negri pretendem prosseguir a produção de mercadorias que se tornou obsoleta, eternizando-a com o expediente de uma formação de redes independentes que se instauram entre pequenos grupos informacionais da "autovalorização".
Não admira que tal conceito encontre tão grande acolhida entre os náufragos da pós-modernidade.
O cerne social dessa ideologia é formado de fato não por uma nova "classe operária" assalariada, mas por pseudo-autônomos, pelas vítimas da "terceirização" e novos empresários da miséria nos âmbitos da produção "high tech", das mídias e do processamento de informação, abarcando os acadêmicos e os professores depravados das instituições privatizadas de ensino, que, como "subempresários" intelectuais, precisam pagar por conta própria seu seguro social.
Essa "classe", se se quer chamá-la assim, elaborou seu grandioso fracasso no capitalismo-cassino meramente de forma compensatória, tachando o grande capital financeiro de mentiroso e enganador. Eis a matriz classista de uma crítica pequeno-burguesa do capitalismo; aliás, não isenta de tons anti-semitas. Já tem algo de penoso a maneira como o ser social irrefletido dos pequenos e decadentes produtores de "conhecimento" e informação reaparece aqui como consciência ideológica.

A superação do dinheiro

O conceito de "trabalho imaterial" se sedimentou também no novo utopismo do movimento internacional do software livre. A "autovalorização" dos pequenos produtores pós-modernos de mercadorias é vinculada aqui à idéia de uma "superação do dinheiro", como a que foi virulenta também nas utopias do século 19.
Mas essa crítica do dinheiro não se refere, como em Marx, ao contexto total da reprodução capitalista. Ela se reporta apenas à função mediadora do dinheiro no processo de circulação. Deve se realizar um "dar e tomar" sem a intervenção do dinheiro, enquanto a lógica subjacente do "riqueza abstrata" (Marx) permanece fora do alcance da crítica.
Esse neo-utopismo crê ter encontrado seu eldorado no "trabalho imaterial" da produção de informação. Sobretudo a internet é entendida como o campo central para a realização dessa idéia. Ora, a internet é, sem dúvida nenhuma, uma criação tecnológica que conduz aos limites internos do capitalismo. Revelou-se impossível fazer desse meio de comunicação universal o terreno de uma nova era de acumulação do
capital. Justamente por isso fracassou, como se sabe, a "nova economia".
Ou seja, o capitalismo não pode haurir mais-valia real do processamento de informação. Por esse motivo, ele precisa tentar conferir aos produtos imateriais preços na forma de dinheiro por meio de licenças jurídicas formais. É a simulação do lucro na esfera da pura circulação, em total semelhança com os "produtos financeiros" do capital fictício.

O movimento batizado de software livre compreende mal essa contradição imanente do desenvolvimento capitalista ao fazer de conta que já haveria aqui um "território livre", distante do dinheiro. Porém a crítica superficial ao enriquecimento por meio de licenças legais para softwares e outros produtos da "informação" permanece superficial porque não toca nas relações sociais de produção.
Um aspecto secundário da crise em um pequeno setor é frisado unilateralmente, e a questão da emancipação é afunilada logo em seguida. A sociedade deve ser transformada não por um grande movimento contrário às injunções da administração da crise, mas por um "modelo" alternativo tirado da esfera virtual, o qual deveria ser apenas estendido. O software livre deve convalescer o mundo. De novo se trata de inflar em universalidade um pretenso mundo-modelo.
Mas essa utopia fracassa justamente por conta do caráter de fato imaterial dos conteúdos que são transportados via internet. Se o aspecto material do "trabalho abstrato" não pode ser apresentado nos fluxos de informação da internet, então menos ainda os objetos reais do carecimento em sua maior parte.
Não se pode "baixar" nenhum pão, nenhum vinho e nenhuma calça, para não falar de aço laminado ou materiais de construção; e nem sequer um livro, como deve saber qualquer um que tenha tentado ler na tela uma obra literária maior ou imprimi-la em uma enxurrada de papéis. Só por isso não se pode tirar da internet um "modelo" de reprodução social que, determinada materialmente em sua maior parte, se situe além do
sistema produtor de mercadorias.
Os neo-utopistas querem se iludir sobre esses limites de sua idéia unilateral e reducionista, declarando que o problema é meramente provisório e pode ser resolvido pelo desenvolvimento tecnológico futuro.

Máquina universal

O engenheiro britânico Adrian Bowyer (Universidade de Bath) quer construir, nesse sentido, uma "máquina universal" que, à diferença dos objetos de computador, reproduza não mais de forma somente virtual mas também material. Essa "máquina "rapid prototyping'" (RepRap) no tamanho de uma geladeira deve replicar-se a si mesma e, além disso, produzir praticamente qualquer outro objeto.
Ela deve funcionar segundo o princípio das máquinas de copiar, como as que são empregadas no design industrial para modelar protótipos.
Factualmente, trata-se de impressores que podem produzir objetos tridimensionais a partir de amido de milho, plástico ou ligas que derretem a baixas temperaturas.
Os alucinados da internet esperam que essa "máquina universal" possa produzir tudo após uma "evolução darwinista" de sua auto-replicação, desde câmera digital até pãezinhos. É pintado um futuro em que as pessoas poderão "baixar" comodamente todos os bens imagináveis em geral. Não se trata de uma "máquina de Marx", como se afirma, mas antes de uma máquina de Harry Potter.
Essa idéia grotesca remete ao caráter tecnicista redutor do construto inteiro. Não está em jogo aqui obter relações sociais diferentes e uma outra relação com a natureza que apontem para além do sistema produtor de mercadorias, a fim de dar conta da lógica específica dos diversos âmbitos da vida.
Bem ao contrário, a reprodução social total deve ser subsumida ainda mais sob uma única "lógica funcional". O "trabalho abstrato", com seu alcance destrutivo, negativo e universalista sobre o mundo, não é superado. Ele é prosseguido como figura fantasmagórica de um composto cibernético inteiramente automático.

O herói em questão é o consumidor de mercadorias na qualidade de "verdadeiro ser humano", desembaraçado de todas as condições materiais, o qual reinterpreta seu consumo convertendo-o em produção.
Se nas alucinações da esquerda pós-moderna dos anos 90 o consumidor era considerado "dissidente", agora ele deve ser exaltado como "produtor imaterial" dissidente.
Na realidade, a internet é um meio de comunicação de fato universal mas inteiramente restrito à circulação, pressupondo em todos os aspectos a produção feita em outra parte. Mesmo software precisa ser desenvolvido primeiro, antes de poder ser introduzido na circulação midiática.
Se o consumo lúdico de "usuários" pode possibilitar um certo desenvolvimento no caso especial dos programas de computador, o mesmo coletivismo anônimo de produtores consumidores no caso de produtos culturais é uma ilusão. Pois a cultura em sentido amplo não funciona, segundo sua essência, conforme a lógica de "0" e "1". Ela não pode se desenvolver como mera combinação de módulos informacionais.
O déficit dessa idéia se torna particularmente evidente quando o "dar e tomar" sem dinheiro deve ser aplicado, na qualidade de pseudoprodução de software, aos conteúdos artísticos e teóricos.
Aliás, menos a expensas dos conglomerados midiáticos do que a expensas do produtores culturais imediatos, que sob condições capitalistas não podem viver sem rendimento monetário. Abstraindo isso, os textos literários e teóricos exigentes só surgem por reflexão e elaboração individual de experiências sociais. A troca com outros e o desenvolvimento não se efetua por "download" e neoconfiguração mecânica.
Se o pensamento emancipador deve consistir justamente em que os indivíduos se entendam apenas como "pontos de contato no intertexto", como se expressa o filósofo alemão Peter Sloterdijk, então a individualidade abstrata do capitalismo não é superada. É somente radicalizada.
"O gesto do downloading", escreve Sloterdijk, significa "libertar-se da injunção de fazer experiência". O filósofo pós-moderno de forma alguma se refere a isso de maneira crítica; para ele esse desenvolvimento deve ser "saudado quase sem restrição". No lugar da idéia marxista de uma "associação de indivíduos livres" aparece em espaço virtual um coletivismo desmaterializado e preso à lógica da circulação. Não é uma resposta à crise social e intelectual do movimento emancipador.

Robert Kurz é sociólogo alemão, autor de "Os Últimos Combates" (Vozes). Escreve regularmente na seção "Autores", do Mais!. Tradução de Luiz Repa.

Sei lá, tá valendo. Mas ligeiro tiozinho nem lembrou das correrias c2c, reputação, game mmorpg, p2p, orkut, copyleft, vixi sei lá, chicote estrala.

A revolução não será televisionada!

-> Arquivo: 28.4.2006 : Microcrédito C2C, empréstimos e investimentos pessoa a pessoa na internet
-> Arquivo: 19.4.2006 : NEV, Nova Economia Virtual, ou Economia Matrix por Serendipidade.com
-> Arquivo: 31.1.2006 : Capitalismo cognitivo ou Economia da informação
-> Arquivo: 17.10.2005 : CLAP Conhecimento Livre e Aberto de Produção
-> Arquivo: 2.5.2005 : FSM 2005, moeda social, manufaturas c2c, guru anarquista, uscambau.
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Ragnarok , Filosofia e Harry Potter
-> Compartilhando Banners : Livro - A Sociedade em Rede

Freebeer.org - Cerveja open source ex-VoresOl


reboot7_120
Originally uploaded by dsearls.

 
Liga milianos aquela correria da banca na Dinamarca, tipo espalhando receita de cerveja artesanal open source, com guaraná, uscambau? Ligeiro maluco teve o dom de mudar o nome, site, embalagem, fotos no flickr, blog... vixi, daquele jeito. Olha a conversa:
www.freebeer.org
FREE BEER
is a beer which is free in the sense of freedom, not in the sense of free beer.

The project, originally conceived by Copenhagen-based artist collective Superflex and students at the Copenhagen IT University, applies modern free software / open source methods to a traditional real-world product - namely the alcoholic beverage loved and enjoyed globally, and commonly known as beer.

FREE BEER is based on classic ale brewing traditions, but with addded Guaraná for a natural energy boost. The recipe and branding elements of FREE BEER is published under a Creative Commons (Attribution-ShareAlike 2.5) license, which means that anyone can use the recipe to brew their own FREE BEER or create a derivative of the recipe. Anyone is free to earn money from FREE BEER, but they must publish the recipe under the same license and credit our work. All design and branding elements are available to beer brewers, and can be modified to suit, provided changes are published under the same license (”Attribution & Share Alike”)

FREE BEER is based on Vores Øl v. 1. FREE BEER v 3.0 is currently under revision by Skands Brewery and is scheduled to hit the shelves in Denmark (and hopefully be available for purchase online) by mid june 2006.

Teve o dom! Mas q mané cerveja industrial, massificada, copyright, tudo igual, uscambau. Cada bar uma distro, cada boteco um release, cada bebum um install :-)

Se virar, virou!

-> Arquivo: 28.11.2005 : Projeto Metacafé, Cyrano disse.
-> Arquivo: 19.9.2005 : Festival da Cerveja artesanal e open source
-> Arquivo: 30.8.2005 : Ratebeer.com - Cerveja artesanal feita por monges é eleita melhor do mundo
-> Arquivo: 2.3.2005 : Cerveja open source tem guaraná
-> Arquivo: 13.12.2004 : Manufaturas C2C - Cerveja artesanal
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Guaraná e Cerveja Artesanal
-> Compartilhando Banners : Livro - Só por prazer. Linux. Bastidores de sua criação.

21.6.06

Assistir a Copa no computador, dicas do Link Estadão e da Wired

Liga matéria trombando de frente com esquema copyright da transmissão da Copa do Mundo 2006 pela tv e tv a cabo, dando uma volta em restrição de direito de imagem, tv por assinatura, exclusividade, uscambau. Receitinha, tutorial e teste de softwares p2p mashup com estilo bittorrent, da China, Europa, tudo de graça, pelo PC, microcomputador, sem pagar nada, uscambau. Bem louco pq quem manda o salve é site q se pam pagam de mainstream, daquele jeito. Vai vendo:
Jogos em alta definição e transmissão ao vivo. Tudo de graça, na ‘Copa ilegal’
Link Estadão - 19/6/2006, Maurício Moraes e Silva

Com a ajuda de conexões de banda larga, internautas desconsideram restrições da Fifa e conseguem acompanhar cada lance do Mundial da Alemanha no computador, rever os melhores momentos da seleção e gravar partidas em CD
(...)
O streaming indicado pelo estudante holandês Lennart Renkema, de 26 anos, dono do TorrentFreak (www.torrentfreak.com), funciona com o software chinês TVUPlayer (www.tvunetworks.com) e precisa de uma conexão de banda larga. O programa sintoniza a ESPN americana, que está transmitindo o Mundial, com uma qualidade da imagem muito boa. O problema é que, como não se sabe ao certo sua origem, ele pode conter vírus ou espionar o seu PC. O Link fez o download do TVUPlayer e passou antivírus e antispyware, mas não encontrou nada de errado. Ainda assim, todo cuidado é pouco. (...)

Bem louco!

Sente o drama, ligeiro tm tb a rima na Wired News - Soccer, Anyone? do dia 09/06/2006, onde o tiozinho avisa pra maluco colar no forum gringo Football Streaming Info baixar o tocador de video streaming p2p e colar no BoxtoBox pra ver a listinha dos canais com transmissão dos jogos, pá e tal.

Sentiu firmeza? Então, milianos já tinha postado aqui sobre o PPLive, Sopcast (não Soapcast) e o Coolstreaming, outros corres de software p2p pra transmissão streaming, síncrona, ao vivo, pá e tal. Vai vendo: TV a cabo de graça, da China, pela web e em p2p no WSJ/Estadão. Idéia a milhão, qdo bagulho é monopólio audio visual televisivo, estilo Copa, Olimpiada, tragédia na CNN, vixi, p2p com bittorrent, chicote estrala. Sem miséria!

A revolução não será televisionada!

Update:
4.10.2006 : Assistindo TV a cabo no computador, de graça, sem baixar nada

-> Arquivo: 10.4.2006 : TV, Futebol, Orkut e a torcida do Corinthians
-> Arquivo: 6.5.2006 : TV a cabo informal na Índia, modelo domina 80% do setor.
-> Arquivo: 8.9.2005 : TV a cabo de graça, da China, pela web e em p2p no WSJ/Estadão.
-> Arquivo: 28.11.2005 : Inventor do Bittorrent rimando na Revista Fortune
-> Arquivo: 9.8.2005 : Slingbox no WSJ/Estadão
-> Arquivo: 2.8.2005 : TV a gato ou TV a cabo popular por R$ 15,00 por mês
-> Camiset.andh.us : Esporte : Copa do Mundo 2006 - Brasil x Australia
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Copa , Seleção Brasileira e Tv a Cabo
-> Coletando : Livraria Cultura: Livro - Como o futebol explica o mundo
-> Coletando : Buscapé : Livro - A sombra das chuteiras imortais
-> Compartilhando Banners : Livro - A Sociedade do Espetáculo

Proposta de split das cotas da Tabadotupi

Liga milidias troquei uma idéia com a banca da Taba pra tipo fazer um split das cotas da Taba (clube de investimento e incubadora de projetos copyleft, c2c e open source, tipo cada cota viraria 2. Se pam virava de ficar com mais cotas públicas disponíveis para distribuir para os integrantes e novos integrantes da correria.
Na levada das regras do coletivo, esse tipo de proposta é questão extraordinária e tem q representar 3/4 do total das cotas privadas para ser aprovada. Ligeiro a banca concordou e 1-2 de 100, a Taba passa a ter 200 cotas, 98 delas disponíveis para distribuições futuras.

Liga o resumo e a continha da história toda na Assembléia da Taba. O valor unitário da cota caiu pela metade mas o número de cotas de cada membro duplicou, igual, é tudo nosso. Daquele jeito, valeu!

Se virar, virou. Sem miséria!

-> Arquivo: 17.04.2006 : Balanço do trimestre na Tabadotupi - janeiro a março de 2006
-> Arquivo: 10.02.2006 : Investimento da Taba #1 Compra de domínio e hospedagem andh.us
-> Arquivo: 13.1.2006 : The Business Experiment
-> Arquivo: 18.10.2005 : Mercado Sócios agora paga com Mercado Pago ou boleto
-> Taba : Coletando e Silvícolas
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Hospedagem de sites e Ipod Video
-> Technorati Tags: , , , ,

16.6.06

Casa instantânea móvel, dobrável e com laptop na Designmai 2006


19052006(024)
Originally uploaded by we-make-money-not-art.

Liga projeto bem louco no evento de design e arte em Berlim: Designmai. Tipo uma casa dobrável, com rodinhas, armário, computador, prateleira, colchão, uscambau. Liga q essa idéia é gringa mas dando um pião pelo Google, trombei com o blog da Fernanda Levy q colou lá na fita e mandou um salve avisando q a goma tá forrada de projeto brasileiro. Vai vendo:

Fernandalevy.com - Parisiando na Alemanha
Berlim - (...) A 4ª edição da DESIGNMAI foi inaugurada na quarta-feira, 17 de maio, pelo prefeito de Berlim, Klaus Wowereit que visitou o estande do Brasil, pais convidado e principal destaque do evento. A participação do nosso pais na feira de design berlinense - que faz parte da programaçao oficial da Copa da Cultura - apresentou o desenvolvimento do design brasileiro nos campos do design gráfico, moda, produto e industrial.

O estande do Brasil ocupou um espaço de 400m2 com a mostra “Brasil Design: convivência de extremos” idealizada pelos curadores Ethel Leon, Kiko Farkas e Felipe Taborda. O espaço foi cenografado como uma praça e dividido em dois núcleos : um com dois grandes brinquedos criados pela falecida arquiteta Elvira de Almeida - conhecida por suas esculturas lúdicas, feitas com restos de madeiras e sucata urbana - que fizeram muito sucesso entre os visitantes, principalmente a gangorra na qual até o prefeito de Berlim brincou.

O outro nucleo consistia em uma bancada - revestida de tiras de couro feitas com sobras da indústria calçadista do Rio Grande do Sul - em forma de labirinto com uma seleção de 40 livros, sobre cidades brasileiras. Enquanto folheavam os livros os visitantes podiam se acomodar em 20 cadeiras criadas por designers brasileiros, como Lina Bo Bardi, Sergio Rodrigues e Bernardo Senna, entre outros. (...)

Sentiu firmeza? Se virar, virou!

-> Arquivo: 19.5.2006 : Café da manhã ambulante, temporário e autônomo em São Paulo
-> Arquivo: 10.4.2006 : Casa de vestir, roupa de morar
-> Arquivo: 21.3.2006 : Barraca móvel para sem-teto na Bienal de Arquitetura 2005
-> Arquivo: 13.1.2006 : Concurso gringo de Carrinho para sem teto ou catador de recicláveis
-> Arquivo: 15.8.2005 : Projetos de arquitetura nômade de Lerner para Prefeitura de São Paulo no JT
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Laptops ou Barracas
-> Coletando : Amazon : Livros Mobile, the art of portable architecture

Usabilidoido: Receita boa com Adsense e 80% de trabalhos através do blog

Frederick van Amstel

Liga nóis milidias o mano Frederick van Amstel fez um balanço da correria, comemorando o post número 500 em 2 anos e 4 meses representando na fita. Olha a conversa:
Usabilidoido.com.br - Post número 500
Novo feed e balanço da experiência com o blog.

(...) Após dois anos e 4 meses, eis alguns fatos relevantes:

- Hoje entendo melhor o que escrevi ontem
- Os 500 posts geraram mais de 2.800 comentários e em média 5.000 visitas por dia
- A receita com o Adsense (propaganda contextual do Google) já representa uma porcentagem considerável de minha renda mensal
- 80% dos meus trabalhos no último ano vieram através do Blog, ou seja, não precisei correr atrás de clientes desde então
- Meus trabalhos são mais focados no que me interessa (Design de Interação)
- Fui convidado a dar aula e palestras em vários locais do Brasil devido ao Blog
- Não precisei puxar o saco de ninguém para chegar aonde cheguei

Ao invés de encarar isso como demonstração de poder, encare como incentivo para realizar projetos semelhantes. Vale à pena e, se precisar de ajuda, me dê um toque!

Sentiu firmeza? Teve o dom!

Liga q dando um pião, trombei com esse produto q o Frederick endolou, vai vendo:
Vídeo-Aula sobre Usabilidade.
O vídeo está sendo distribuído em CD-Rom (340 MB - DivX- 800x600px) por R$20. O frete é grátis para todo o Brasil (carta registrada). Pagamento por depósito bancário ou transferência eletrônica.

Bem louco, se pam mais uma alternativa de receita, monetização, pá e tal.
Se virar, virou.

Sem miséria!

-> Arquivo: 15.5.2006 : Blogconvite, nova invençao do Copo Vermelho
-> Arquivo: 14.5.2006 : Entrevista de Edney na Revista Época - Ganhar 20 mil com blog
-> Arquivo: 27.2.2006 : Janio, mais um blogueiro empreendedor tupiniquim
->Arquivo: 25.5.2005 : Carreirasolo.org discute sustentabilidade de blogs tupiniquins
-> Arquivo: 18.7.2005 : Cocadaboa no Mercado Livre
-> Arquivo: 6.12.2004 : Gurus - Jakob Nielsen, Undoing the Industrial Revolution
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Cursos em CD
-> Coletando : Livraria Cultura: Livros Projetando Websites e Priorizing Web Usability
-> Coletando : Buscapé : Busca: Jakob Nielsen
-> Compartilhando Banners : Livro - Design for Community: The Art of Connecting Real People in Virtual Places.

14.6.06

Escolinha de futebol brasileiro na Inglaterra e de futebol italiano no Brasil

Editia 2009-Milano MJC Day (10)

Liga matéria milidias no jornal Folha de São Paulo, tipo um gringo q inventou escola de futebol na Inglaterra, na levada brasileira, tentando a sorte em ensinar ginga, futebol de salão, malemolência, fez q foi mas não foi, uscambau. Tipo uma franquia do estilo tupiniquim, exportação de serviços, knowhow e entretenimento, se pam sem precisar pagar royalties. Várzea, bola de meia, vacilou é tudo nosso. Olha a conversa:
Mão dupla.
Empresário faz sucesso entre ingleses ao tentar ensinar o futebol brasileiro a seus conterrâneos

16/4/2006 - Guilherme Roseguini. Colaborou Paulo Galdieri.

A trajetória meteórica nasceu com dribles, descontração, jogadas individuais e criatividade. Uma mistura bem brasileira.
Só que Simon Clifford não precisou nascer no Brasil, falar português ou disputar jogos de futebol para erguer seu império.
Empresário, inglês, 35 anos, ele é o dono de um empreendimento que não pára de crescer graças ao prestígio do país pentacampeão.
Dez anos atrás, enfastiado pelo modo como seus conterrâneos tratam a bola, decidiu buscar uma forma mais descontraída de ensinar o esporte. Em Leeds (a 318 km de Londres), nasceu a primeira "Brazilian Soccer School".
"Ninguém joga como os brasileiros. Então, era preciso criar uma forma de aprender a jogar como eles", explica à Folha.

A idéia prosperou como poucas. Clifford é dono hoje de 450 escolas pelo Reino Unido. Mais: por meio de franquias, o negócio se expandiu para oito países.
No total, 600 unidades atraem hoje 500 mil alunos que buscam adquirir por meio de treinos a ginga mais famosa do futebol.
Clifford jura que tudo nasceu por acaso. Professor de educação física, ele é entusiasta do Middlesbrough, da primeira divisão inglesa. Na década de 90, adorava ver o hoje palmeirense Juninho entortar zagueiros na Inglaterra.
Após uma partida em 1996, bateu na porta da casa do meia, declarou-se fã e engatou uma conversa. Descobriu que ele e outros brasileiros haviam começado a carreira no futsal e conta que teve teve o estalo.
"Aprendi com o Juninho que, pela bola ser menor e mais pesada, exige mais precisão do atleta. Não tive dúvida. Mandei trazer 30 para cá e abri a primeira escola."
Oswaldo Giroldo, pai e empresário de Juninho, recorda-se dos encontros. "Muita gente batia na nossa porta, mas lembro que ele queria saber muito sobre o futebol brasileiro. Nós ensinamos."

Em 1997, Clifford fez um empréstimo, viajou para o Brasil e lapidou seus métodos. Ao ensino com bolas de futsal, adicionou música ambiente. Enquanto treinavam, os alunos ouviam sambas que ele havia gravado durante a estada em São Paulo.
"Fiz essa opção pelo ritmo contagiante. Percebi que os alunos se sentiam mais soltos, mais livres para ousar no treino", recorda.
Ousadia, aliás, é palavra de ordem. Clifford colocou no papel mais de 200 tipos de dribles que os garotos têm de executar. Para ilustrá-los, usou nome de jogadores da seleção. Há desde o famoso "Rivelino's elastic" até movimentos que imitam Ronaldo, Ronaldinho e Adriano. "Vocês podem achar absurdo um inglês ensinar futebol brasileiro. Mas meu método é muito sério. Sou apaixonado pelo Brasil, fã da seleção de 1982, do jogo bonito", explica.

O uso que faz da escola brasileira tem pontos polêmicos. Em alguns sites da "Brazilian Soccer Schools", por exemplo, a Folha encontrou fotos de Ronaldo, Ronaldinho e Adriano usadas para atrair alunos. Clifford não paga direito de imagem aos astros.
"Vou mandar corrigir. Está errado. São muitas unidades, não dá para ter controle", diz.
O inglês, aliás, jura que o próspero negócio não fez dele um homem rico. Fala que muitos alunos carentes ficam livres das mensalidade e que tudo o que ganha é revertido para as escolas.
Difícil acreditar, dado o apelo publicitário que o projeto conseguiu. Uma fabricante de brinquedos deu US$ 2 milhões ao programa para colocar o logo nas camisas dos garotos - que, não por acaso, são amarelas.

Astros como Michael Owen já fizeram aulas com Clifford e rasgaram elogios ao programa. Neste ano, Micah Richards, do Manchester City, marcou um gol na Copa da Inglaterra e se tornou o primeiro atleta formado em uma "Brazilian Soccer School" a balançar as redes na competição.
E ainda há mais na manga. Com a chegada da Copa, Clifford pode ganhar mais espaço no mercado.
"Não posso querer que uma seleção como a inglesa vença o Mundial. É um time que não empolga, não dribla, não vai ajudar a desenvolver o futebol bem jogado. Por isso quero ver o Brasil campeão. Mas você vai achar que só vou torcer pelo seu país por causa do meu negócio, não é?"

Sentiu firmeza? Então, outra comédia é q os clubes europeus tipo Milan, Internazionali, Real Madrid, Barcelona, Manchester, pá e tal, tb inventaram corre pra ensinar a molecada daqui de pindorama a torcer e pagar pau em italiano, espanhol, inglês, retranca, líbero, catenaccio, uscambau. Sente o drama:
www.milanjuniorcamp.com.br
Milan Junior Camp em São Paulo e Rio de Janeiro.

O departamento de futebol do A.C. Milan preparou o conceito do Milan Junior Camp de acordo com os métodos mais modernos de treinamento de futebol, que pudesse ser levado aos seus admiradores através de uma forma democrática, que visa o desenvolvimento de habilidades futebolísticas.

Entre os objetivos do Milan Junior Camp, podemos destacar:
- Desenvolvimento da prática esportiva;
- Formação de novos grupos de amizades entre os participantes, que formarão a “Comunità Milan Junior Camp Brasile” ao final do evento;
- Fomento da cultura e senso de responsabilidade dos participantes;
- Aumento da base de admiradores e de torcedores do A.C. Milan.

O Milan Junior Camp não realiza teste de seleção baseado em habilidades futebolísticas, prezando, em primeiro lugar, a identificação do participante pelo A.C. Milan e pela prática do futebol!

A qualidade, a organização e o desenvolvimento de todos são os principais valores do Milan Junior Camp. (...)

Caiu na área é penalti. 1-2 vira endolar esquema inverso. Molecadinha gringa pagando pra colar no campinho do Jardim Irene, treinar fundamento com bola de capotão e kichute, se formar no rachão casados versus solteiros e pos-graduar com pagode e feijoada ali na sedinha. Tem o dom?

A revolução não será televisionada.

-> Arquivo: 10.4.2006 : TV, Futebol, Orkut e a torcida do Corinthians
-> Arquivo: 10.2.2006 : Arranjo produtivo do Skate - Brasileiros nos EUA
-> Arquivo: 31.1.2006 : Capitalismo cognitivo ou Economia da informação
-> Arquivo: 8.11.2005 : TV da Gente, Racionais e Netinho representando
-> Arquivo: 8.9.2005 : TV a cabo de graça, da China, pela web e em p2p no WSJ/Estadão.
-> Camiset.andh.us : Esporte : New York Cosmos
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Milan , Várzea e Futebol
-> Coletando : Livraria Cultura: Livro - Futebol. O Brasil em campo.
-> Coletando : Buscapé : Livro - A sombra das chuteiras imortais
-> Compartilhando Banners : CD - São Mateus pra vida

9.6.06

Palestra da Heloisa Primavera na Teia - Anotações


Album da Heloisa Primavera
Originally uploaded by tupi.

Liga nóis, milidias colei na palestra da Heloisa Primavera, guru das moedas sociais, brasileira q milianos mora na Argentina e viu o esquema todo dos clubes de trocas e moedas sociais representando a milhão na crise de liquidez de moeda oficial no Corralito, pá e tal.
O tema da palestra na Teia (Evento de Cultura Brasileira e Economia Solidária) era: Economia Solidária como radicalização da democracia. Ligeiro segue umas anotações do salve q ela mandou :

- Circa 1984, São Paulo - Francisco Whitaker traz da França para o Brasil o esquema de Rede de Trocas de Saberes. Ela cola lado a lado e tromba com treta tipo maluco achando q tem muito pra ensinar mas não precisa aprender mais nada.

- 1992 a 1993 e 2004, Campina do Monte Alegre, SP - Prefeito eleito pelo PV implanta o Campino Real, moeda alternativa complementar municipal. Proibido pelo Banco Central.

- 1996, Buenos Aires - Heloisa assiste na TV uma matéria sobre os clube de trocas, q estavam começando a se popularizar nos bairros e outras cidades na Argentina. Propõe a Rede de Trocas de Saberes se unir aos clubes de trocas.

- Circa 1997, Argentina - O Arbolito, moeda pioneira dos clubes de trocas, com o desenho de uma árvore, chega chegando com 6 milhões de participantes e conversibilidade tipo em quase todo o país.

- 1998, São Paulo - Início do intercâmbio com Carlos Henrique fundador do corre do Clube de Trocas do Jardim Ângela.

- Outras moedas alternativas complementares municipais ou estaduais no Brasil: Paraná (gestão Jaime Lerner), Moeda Pinhão (?), para troca de lixo reciclável. Rio Grande do Sul, Moeda Balateira (?), gestão ou município Leno Peres (?) (meio q vacilei e não anotei direito :-)
Mandei o salve lembrando de uma fita de milianos do governo do Estado: São Paulo (gestão Quércia), Moeda Legal, para motoristas usarem no lugar de esmola em semáforo, a molecada trocava por roupa e brinquedo em abrigos.

Fmz? Se pam vale colar no site da RedLASES - Red Latino Americana de Socioeconomia Solidaria.

Sem miséria!
A revolução não será televisionada!

-> Arquivo: 10.4.2006 : Teia Cultural - Mostra de cultura do Brasil e economia solidária
-> Arquivo: 31.1.2006 : Blog do Andre Miani sobre Moedas Sociais
-> Arquivo: 27.7.2005 : Topiqueiros (perueiros) aceitam moeda social Palmas no Ceará
-> Arquivo: 2.5.2005 : FSM 2005, moeda social, manufaturas c2c, guru anarquista, uscambau.
-> Metaong.info : O escambo como alternativa à moedas baseadas na escassez e Clubes de trocas e moedas sociais na Argentina
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Passagem Aérea e Reciclados
-> Coletando : Amazon : Livro - The future of money. Creating new wealth, work and wiser world.
-> Compartilhando Banners: Livros Além da Globalização e A Economia Solidária no Brasil. A autogestão como resposta ao desemprego.

8.6.06

Beleza Natural. A ex-empregada doméstica q virou empresária.



Falaí manos, liga matéria na revista América Economia milidias, tipo contando história da tiazinha no Rio de Janeiro q inventou creme de cabelo, misturado com uma pá de fruta, uscambau. Tipo na mesma levada da Madam C. J. Walker primeira empresária afrodescendente americana milianos no século XIX, teve o dom. Olha a conversa:
Quanta diferença!
A história de sucesso da empregada doméstica carioca que descobriu a fórmula mágica para tratar cabelos crespos e virou uma bem-sucedida empresária da beleza

13/2/2006 - Especial Mulheres Líderes, por María Jesús Rioseco

Cabelo de arame ou de Bombril foram alguns dos apelidos que Heloísa Helena de Assis recebeu quando menina por causa de sua cabeleira armada. Ela ficava constrangida a ponto de sentar-se na última fileira na sala de aula para não atrapalhar a visão dos colegas. Para colocar um fim nas brincadeiras de mal gosto, Zica, como é conhecida, decidiu mudar o cabelo e acabou descobrindo uma fórmula mágica, que transformou a moça pobre de uma favela carioca em uma bem-sucedida mulher de negócios.

Zica é uma das donas do Beleza Natural, uma rede de salões de beleza especializada no tratamento de cabelos crespos e ondulados, um sucesso entre as classes mais baixas, que correspondem a 70% do público feminino no Brasil. Em 2005, o Beleza Natural faturou R$ 19 milhões.

O sucesso da rede de Zica está na fórmula do alisante que ela descobriu, patenteou e guarda a sete-chaves. Tampouco a vende no varejo. Para ter acesso ao tratamento, a cliente deve ir a um dos quatro salões Beleza Natural no Rio de Janeiro, ou em Vitória, no Espírito Santo, e acaba voltando todos os meses para prosseguir com o tratamento. Uma única aplicação custa R$ 86, o equivalente a um quarto do salário mínimo.

Mas descobrir a tal fórmula não foi fácil. Cansada de tentar domar o seu cabelo com alisantes e henês, Zica decidiu fazer um curso de cabeleireiro. "Eu queria entender o meu cabelo", conta ela. A questão ia além da estética, pois ela lembra que tinha problemas para fazer amigos. Ir a uma festa era um sacrifício, assim como conseguir um namorado. Depois de inúmeras tentativas de alisar o cabelo, Zica começou a misturar as amostras em pó das matérias-primas dos produtos de alisamento e testava o resultado no cabelo dos irmãos. Foi um desastre. A família ficou quase careca, mas Zica persistiu por dez anos. "Todos sabiam que meu sonho era ter o cabelo cacheado, com balanço e brilho", conta ela. Até que um dia, aos 30 anos, Zica percebeu que seu cabelo não caía mais e o brilho e o balanço renderam elogios das vizinhas.

O sucesso foi tanto que Zica procurou uma química para ajudá-la a patentear a fórmula. Estava criado o Super Relaxante, o carro-chefe do primeiro salão Beleza Natural. Aberto no fundo do quintal de uma antiga casa na Tijuca, Zona Norte do Rio, contava com a ajuda do marido, do irmão e de Leila Velez, sua cunhada, então atendentes do McDonald's. "O Beleza Natural é a junção de muitos fatores positivos", diz Leila, hoje gerente de marketing da empresa, e que confessa aplicar no negócio muitos dos conceitos aprendidos na rede norte-americana de lanchonetes, onde trabalhou por muitos anos. Um deles é o checklist de avaliação, pelo qual passam todos os processos e serviços prestados nos salões.

No ano passado, a rede de cinco salões Beleza Natural chamou a atenção da Endeavor, uma ONG internacional de fomento ao empreendedorismo. "É um caso de negócio muito bem estruturado, apesar da ausência de uma base teórica e de nenhum dos empreendedores terem ensino superior", diz Hélio Machado, coordenador do Instituto Empreender Endeavor, no Rio de Janeiro.

Segundo Marcelo Cherto, membro do conselho consultivo global da Endeavor e especialista em expansão de negócios no Brasil, o sucesso do Beleza Natural se deve a um bom trabalho em conjunto. "Zica é totalmente intuitiva, faz uma dupla muito interessante com Leila, voltada para organização e ferramentas de gestão", diz Cherto.

Em abril, a rede de cinco salões abrirá as portas em Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro. A escolha do bairro carioca, que receberá a maior loja da rede, com 1,2 mil metros quadrados e um investimento de R$ 800 mil, não foi à toa. Segundo dados do IBGE, o bairro possui a maior concentração de mulheres pardas e negras do Rio, que normalmente têm cabelos crespos ou ondulados. O novo salão também oferecerá serviços para crianças e homens, além de contar com o já conhecido Salão Vip, para quem não está disposto a esperar por mais de uma hora para ser atendido em dias de maior movimento e pode pagar R$ 20 a mais na aplicação do Super Relaxante.

O tempo de espera nos salões de Zica é pensado como um instante de relaxamento ao som da rádio própria dos salões, ou assistindo palestras sobre temas de beleza, saúde e auto-estima, ou ainda em um happy hour com música ao vivo. A aplicação do tratamento Super Relaxante — cuja fórmula é rica em proteínas à base de açaí, cacau e óleo de jojoba — inclui um kit de manutenção para ser feita em casa.

A aplicação do Super Relaxante segue o processo de uma linha de montagem. A cliente passa por quatro etapas, começando por uma entrevista, seguida por uma divisão do cabelo em 14 partes, aplicação do creme, hidratação e penteado. "Conseguiram desvincular a cliente de uma só cabeleireira", diz Machado, da Endeavor. "Também acabam conseguindo entregar um bem intangível: o aumento da auto-estima."

Para Leila, o tratamento para as clientes não é uma vaidade, mas uma necessidade real. "Sem uma aparência à altura do que elas esperam, elas não conseguem emprego, nem se relacionar bem com as pessoas", diz Leila. "Por que não levantar a auto-estima de tantas mulheres que tinham o mesmo problema que eu?", pergunta-se Zica, hoje orgulhosa de seus cabelos cacheados e soltos e de sua empresa, que também inclui,
desde 1998, a fábrica Cor Brasil, onde são produzidos os 28 produtos da rede, num total de 45 toneladas mensais de xampús, condicionadores e cremes de tratamento. Em março, o Beleza Natural lançará a linha de maquiagem, que será terceirizada e conta com um investimento de R$ 80 mil.

A promoção de melhora da auto-estima se estende à educação dos 400 funcionários dos salões de Zica, boa parte delas ex-empregadas domésticas. O maior incentivo é educacional. O Beleza Natural tem convênio com três faculdades cariocas, que oferecem descontos de 30% aos funcionários na base da rede, e de 50% e 80% para gerentes e diretores de áreas.

Nos próximos meses, Zica planeja abrir 13 lojas, principalmente no Rio, São Paulo e Salvador. A meta é abrir 40 unidades em sete cidades brasileiras até 2012. "O potencial de expansão da rede Beleza Natural é imenso", diz Cherto. "Com a exceção da China e talvez da Índia, todos os demais grandes mercados mundiais têm boa parcela da população interessada nos serviços do Beleza Natural". A expansão internacional está prevista para daqui a três anos. Enquanto isso, Zica toma aulas de inglês, orgulhosa e sentada na primeira fila.

1 por amor, 2 pelo dinheiro. Demorou!

Sem miséria.

Updates:
12.1.2012 : Salão da Dona Zica cabeleireira Beleza Natural no Facebook
8.7.2011 : Salão Beleza Natural da Dona Zica - Site, blog e canal no YouTube
27.7.2011 : Serviços de beleza em domicílio e no escritório
13.11.2006 : Sites de aluguel de bolsa Prada, games originais, uscambau.

-> Arquivo: 15.5.2006 : A não representação dos afro-descendentes na História do Brasil
-> Arquivo: 31.3.2006 : Venda Porta em Porta no Jornal Diário de SP
-> Arquivo: 1.2.2006 : Projeto Terra Negra Brasil - Financiamento agrário para afro-descendentes
-> Arquivo: 13.1.2006 : Deize Tigrona no Royal Baile Funk no Vegas 16/1/2006
-> Arquivo: 31.10.2005 : Salão de beleza em domicílio, matéria no Estadão
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Cabelo e Afro
-> Coletando : Amazon : Livro - On Her Own Ground : The Life and Times of Madam C.J. Walker
-> Compartilhando Banners : Livro - A Economia Solidária no Brasil. A autogestão como resposta ao desemprego. 
-> Blog Brindes, Amostras Grátis e Coisas Achadas no Lixo : Cabelos

7.6.06

Toplinks, o Blogdex brasileiro, pode acabar

sad robot

Liga milidias o mano Cris Dias mandou um salve no blog dele tipo endolando de dar baixa na correria do Toplinks. Olha a conversa:
Enquanto isso, em cima do telhado…
Cris Dias, 2 de Junho, 2006

O TopLinks ainda é relevante pra alguém? Por mim ele subiu no telhado… Aliás, ele já foi chamado de lixo pelo Marcelo Tas numa coluninha da Superinteressante. Eu ri e tive que concordar com o cara.
De umas semanas pra cá mudei criei uns robozinhos “encontradores de blog” e o resultado é que a homepage do TopLinks é, hoje, dominada por links portugueses. Brasileiro, ao que parece, não linka tanto quanto portugueses.
Às vezes é preciso saber dizer chega. Então se ninguém se manifestar em uma semana o bichinho cai do telhado e é enterrado. (...)

Sei lá, o próprio Blogdex gringo tb tá no maior vacilo, na direta fora do ar, em manutenção, daquele jeito. Liga q o corre gringo é idéia de maluco do MIT, representa. Mas subir o gas do Toplinks, é embaçado. Milianos (desde 2002) medindo a linkania dos e entre os blogs do Brasil, Portugal, lusófonos, uscambau, teve o dom.
Então, a banca até colou trocando uma idéia de liberar o código do esquema antes de fechar, tipo pra quem quiser replicar, hospedar, remixar a ferramenta, por aí. Se virar, virou.

Tá ligado q aqui em pindorama empreendimento blog nessa levada é raridade. Tirando o Blograting, o Topblogs, o Blogalize e o Toplinks, aí ficou pequeno. Na gringolândia o Technorati a milhão, ligeiro endolando bagulho novo tipo pingerati e microformats. Cabelo avoa.

Sem miséria!

-> Arquivo: 14.5.2006 : Entrevista de Edney na Revista Época - Ganhar 20 mil com blog
-> Arquivo: 27.2.2006 : Janio, mais um blogueiro empreendedor tupiniquim
-> Arquivo: 19.2.2006 : Toplinks com programa de afiliados Submarino
-> Arquivo: 13.10.2005 : Habla aí hermano! Tudo hermoso?
-> Arquivo: 25.5.2005 : Carreirasolo.org discute sustentabilidade de blogs tupiniquins
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Hospedagem de sites e Bruna Surfistinha
-> Compartilhando Banners : Livros : Blogs! e Marketing Hacker

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