Tupi da Taba

Se o ciberespaço é a última fronteira da humanidade, quem vai fazer o papel dos índios?

6.2.07

Grafiteiros, Pixadores e Marchands no Estadão


rui amaral - Grafiteria
Originally uploaded by [fran].



Liga nois, milianos saiu essas matérias no jornal O Estado de São Paulo, Suplemento Regional Oeste, ZO, pá e tal. Trocando idéia com o mano Rui Amaral, a banca das correrias das galerias de arte da rua, uscambau. Olha a conversa:

Grafiteiros e pichadores criam um ateliê de rua na Guaicurus
5/8/2005 - Ardilhes Moreira

ONG quer montar obras de arte em paredes e conta com o apoio da Prefeitura e de empresários locais.

A Rua Guaicurus, na Lapa, é o mais novo ateliê de um grupo de grafiteiros e pichadores coordenados pelo artista plástico Rui Amaral, de 44 anos. Eles pretendem transformar muros e paredes em telas para obras de arte, criadas com o apoio de empresários e administração pública. O projeto de revitalização desse trecho do bairro constitui apenas um dos sonhos do grupo, que planeja a fundação de uma ONG dedicada à arte urbana.

Rui Amaral pensa o futuro com a autoridade de quem é um dos pioneiros do grafite em São Paulo. Nos anos 80, época em que se tratava essa modalidade artística como caso de polícia, chegou a ser preso por suas pinturas. "Começamos a pegar espaços deteriorados para revitalizar", comenta o artista, que na época morava na Vila Madalena.

A insistência deu certo e o reconhecimento chegou com a participação em uma exposição coletiva na Pinacoteca do Estado, em meados nos anos 80. "Você é considerado no meio quando cria espaços e coloca novas idéias. Fizemos uma mostra muito bacana." A intimidade com as artes visuais o levou a assumir a assumir a programação visual, a cenografia e a internet como campos profissionais.

Atualmente o artista mantém uma produtora (www.artbr.com.br) e dá cursos livres de arte urbana no Senac Lapa. Com as duas primeiras turmas, desenvolveu trabalhos de revitalização de uma favela no Jaguaré e da Biblioteca Clarice Lispector. A transformação de alguns endereços da Rua Guaicurus também nasceu como parte das aulas ministradas no Senac. A primeira etapa foi dar nova fachada para um imóvel que vai ser transformado em estacionamento. O trabalho servirá de vitrine para as reuniões com outros empresários interessados na revitalização. "Estamos em um momento de reuniões e de sensibilizar os empresários", comenta Amaral.

Educação

Além de ser uma aposta na requalificação urbana da Lapa, um bairro que sofre uma mudança de perfil com a valorização imobiliária, o trabalho também investe em arte-educação. Gangues de pichadores participam das atividades.

O líder de uma das maiores grupos de pichadores de São Paulo tem colaborado com os projetos de Amaral e mantém planos próprios onde mora, no Capão Redondo, zona sul de São Paulo. O jovem Wag... Pigmeus, de 30 anos, lidera um grupo que existe há 16 anos e deve reunir cerca de 500 pessoas.

No projeto desenvolvido com Amaral, tem ajudado na construção de novos formatos de letras, que serão usados na fachada do estacionamento da Guaicurus. "Todo cara que faz picho sabe fazer arte", comenta o líder do grupo.

Amaral, por sua vez, aposta na aproximação como uma alternativa à repressão. Ele acredita que a troca de experiências entre artistas, administração pública e empresários pode contribuir para que pichadores possam encontrar novas formas de manifestação. Na zona sul, a gangue Pigmeus já desenvolve projetos que usam o grafite como forma de expressão artística em becos e vielas, com o apoio da comunidade. "Vai rolar uma interação. Há vários projetos em andamento hoje que colocam grafiteiros e pichadores juntos", lembra.

Sentiu firmeza? Grafitagem e pixação lado a lado, tá valendo. Segue a rima, no mesmo Suplemento do Jornal:
Galerias acolhem obras de novos artistas urbanos
5/8/2005 - Lígia Nogueira

A street art, que surgiu como protesto contra a ditadura militar, transformou-se em marca contemporânea.

Os grafiteiros de ontem são os artistas urbanos de hoje. Basta dar uma voltinha pelas galerias de street art para entender o conceito. "O grafite chegou ao Brasil na época da ditadura, com as marcas de protesto nos muros", diz Mariana Martins, proprietária da Choque Cultural. "Hoje, a maioria dos artistas não tem mais ligação com o hip hop. Nomes como Os Gêmeos, Nina e Herbert começaram trabalhando em grupo e depois seguiram o caminho das artes plásticas. Eles acabaram transcendendo o movimento."

Atualmente, o subsolo da galeria abriga as obras de Zezão, que há cinco anos desbrava os esgotos e galerias subterrâneas à procura da parede perfeita. "É que me chama à atenção essa beleza feia", diz o artista, ex-motoboy. "Gosto de muros sujos, fábricas abandonadas, paredes de barracos. É uma forma de levar afeto a espaços públicos tão carentes." Em suas empreitadas, Zezão recolhe peças do lixo. Nas mãos dele, portas de armários, pedaços de madeira e até a cabeceira de uma cama se transformam em obras de arte - que ultrapassam o valor de R$ 200,00.

Na falta de lugares para reunir as obras de artistas urbanos, outra galeria - a Grafiteria - abriu suas portas há algumas semanas, com a exposição '100 latas'. "Toda arte que vem da rua sofre um certo preconceito", diz Boleta, um dos sócios do espaço. Mas o negócio vai bem. A turma virou referência na arte dos lambe-lambes e até foi convidada para expor no metrô Vila Madalena. "Vem muito universitário procurar informação", diz Jey, também sócio. "Como não existe faculdade disso, somos os formadores de opinião."

Choque Cultural - Rua João Moura, 997, tel. 3061-4051.
Grafiteria - Rua Simão Álvares, 601, tel 3812-4789

Bem louco, chegou chegando. Sem miséria. Tem até tiozinho no esquema da arte educação, ação direta, intervenção urbana, daquele jeito. Vei vendo:
O beco que inspira e dá cor à cidade
Aprendiz recuperou espaço que só era utilizado por traficantes e sem-teto

O abandono e a sujeira foram substituídos por uma profusão de cores e mensagens variadas. Na Vila Madalena, um beco é exemplo de espaço público que foi transformado com a ajuda dos grafiteiros e até mesmo de pichadores. O trabalho teve início em 1999 e hoje já espalhou frutos pela cidade. Um dos pontos da região que agora pode ganhar novos ares com a parceria entre uma organização não-governamental (ONG) e pichadores são os muros do Cemitério São Paulo.

O trabalho na Vila Madalena foi coordenado pela Cidade Escola Aprendiz. Segundo Eymard Ribeiro, de 37 anos, o Aprendiz já mantinha em escola projetos de revitalização de fachadas com mosaicos de azulejos. Como o bairro sempre teve a presença de grafites, a aproximação foi quase que meramente uma conseqüência. "Identificamos um espaço que não tinha nenhuma intervenção e era um lugar de tráfico e de freqüência de moradores de rua", afirma.

O grupo aproveitou uma ação da Prefeitura que retirou os sem-teto do local e ocupou o beco com latas de spray e muitas idéias. No primeiro fim de semana, eram quatro grafiteiros. Rapidamente, porém, o grupo alcançou cerca de 15 e passou a solicitar à Prefeitura permissão para revitalizar outros espaços. "Em 2003, pintamos 51 murais e envolvemos 600 pessoas."

O primeiro espaço grafitado se transformou em uma espécie de galeria a céu aberto, que é duas vezes por ano repintado. Em uma dessas experiências, o grupo de pichadores Pigmeus desenhou em um trecho do beco uma agenda com letras típicas das pichações.

Ribeiro lembra que as experiência positivas motivaram a participação da ONG nas discussões a respeito de outro espaço degradado na região. Com o apoio da Prefeitura e da Associação Comercial, os muros do Cemitério São Paulo, na Rua Cardeal Arcoverde, são tela para um projeto piloto que envolve os pichadores e pesquisadores de arte urbana.

Repressão

Os pichadores estão decorando azulejos, que são produzidos na ONG, e depois vão para as esquinas dos muros. "Queremos colocar a pichação com outras letras, ouvir estas pessoas", ressalta Ribeiro. Ele lembra que no princípio do ano a Prefeitura anunciou a repressão aos pichadores, mas, depois de críticas de educadores, a Coordenadoria da Juventude e a própria Secretaria das Subprefeituras têm buscado alternativas. "Anteriormente, tudo era contra os pichadores; agora é com os pichadores. Isso acaba virando história."

Tá valendo! Demorou.

O bagulho é doido!

-> Arquivo: 13.9.2006 : Exposição de shapes grafitados - Arte skate na Galeria Central
-> Arquivo: 17.8.2006 : Handselecta - Tipos de letra com alfabetos de grafite e pixaçao
-> Arquivo: 2.6.2006 : Livro "A grande arte da pixação em São Paulo" na Folha de SP
-> Arquivo: 17.4.2006 : Crochê, tricô, fuxico, mobs e arte da rua
-> Arquivo: 28.2.2006 : Arranjo produtivo do grafite e pichação no jornal Estadão
-> Arquivo: 4.8.2005 : Arranjo produtivo do Graffiti
-> Camiset.andh.us : Temas : Arte da Rua
-> Coletando : Amazon Store da Taba : Livro - Graffiti Brasil
-> Coletando : Livraria Cultura: Livros Graffiti Brasil e TTSSS, A grande arte da pichação em São Paulo
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Quadro, Graffiti, Poster, Spray, e Gravuras
-> Compartilhando Banners : Canetas para Tecidos no Buscapé
-> Technorati Tags: , , , , , , , , , ,
-> Blogblogs Tags: , , , , , , , , , ,

Marcadores: , , , , ,

Balanço do trimestre na Tabadotupi - outubro a dezembro de 2006

Liga nois demorou mas tá lá o salve milidias na Tabadotupi, com o relatório do último trimestre, assinado pelo editor da Taba. Vai vendo:
- Balanço do Trimestre outubro a dezembro de 2006
- Extrato do trimestre da Taba do Tupi, ano 4, outubro a dezembro de 2006.

É nóis, só no sapatinho!

-> Taba : Silvícolas
-> Taba : Coletando: Coletando Regras
-> Coletando : Mercado Livre : Cadastre-se no Mercado Sócios
-> Technorati Tags: , , , , ,
-> Blogblogs Tags: , , , , ,

Marcadores: , , ,

12.1.07

Ano novo chinês do porco


Porco 1
Originally uploaded by Daniel Santiago.


Liga q o ano novo pelo calendário solar gregoriano virou, daquele jeito, ligeiro chega o calendário solar chinês em fevereiro tb e é só se jogar. Então, tipo a banca do lado de lá da bola do mundo leva uma fé q 2007 é o ano regido pelo porco, javali, sei lá. Pode crer, maluco acredita que quem é do signo de porco, oportunidade forra a milhão, tem que ficar esperto pq as correrias que plantar vão dar frutos por 12 anos. Nessa levada, quem faz 12, 24, 36, 48, 60 anos neste ano, tá daquele jeito.

Trombei com um mano porco que rimou uma história de milianos, olha a conversa:
Se vc joga o porco no meio do povo, ele escolhe uma direção e corre na maior velocidade, direto, sem desviar. Mas nem de olhar pros lados, uscambau. Vai até se chocar em uma parede, muro, o q for. Daí o bicho fica tonto, caído, mas logo balança a cabeça, se chacoalha todo, se levanta e lá vai ele de novo! Correndo a milhão em outra direção do mesmo jeito.

Sentiu o drama? Tá valendo, tenta a sorte.

Sem miséria!

Update em 2/2/2007:
Liga nois, o mano In teve o dom de mandar um salve com o calendario de eventos do ano novo chinês em Sampa, pá e tal, com site oficial, uscambau. Vai vendo:
Arquivo China: Ano Novo Chinês - Grande Semana de Comemoração em SP
Site Oficial: Anonovochines.org.br

-> Arquivo: 8.12.2006 : A origem da árvore de natal
-> Arquivo: 12.03.2006 : Adiado para 2007 o fim da cobrança por pulsos na conta de telefone
-> Arquivo: 8.09.2005 : TV a cabo de graça, da China, pela web e em p2p no WSJ/Estadão.
-> Arquivo: 8.12.2004 : Manufaturas c2c - Gerador online de calendários para impressão
-> Br101.org: 17.01.2007 : Livros com previsões do horóscopo para 2007
-> Camiset.andh.us : Letra chinesa do porco, Letra chinesa do porco 02 e Letra chinesa do porco 03
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Horoscopo, Astrologia e Kanji
-> Compartilhando Banners : Brinquedos Artesanais e ML - Passagens Aéreas (Gif animado)
-> Technorati Tags: , ,
-> Blogblogs Tags: ,

Marcadores: ,

29.12.06

O preço das palavras chaves no Brasil

Liga q trombei milidias com essa rima no blog Lucrando na Rede, tipo com o mano tentando a sorte investigando quais seriam e as palavras-chave mais caras e bem pagas de pindorama. Vai vendo: Curso de Pintura para Detetives Particulares e Advogados. Tá valendo!
Então, lembrei q milianos saiu uma matéria no Jornal Gazeta Mercantil com entrevista trocando idéia com Alexandre Kavinski, fundador da firma Hot List. 1-2 digitei alguns trechos, inclusive onde o bacana cagueta os preços dos links patrocinados, tipo quanto custa o esquema no Brasil, uscambau, sente o drama:
Brasil mais forte nos links patrocinados
13/4/2006 - Regina Neves, Gazeta Mercantil

A HotList, agência brasileira de marketing de otimização para buscadores (em inglês, Search Engine Marketing - SEM), com menos de 6 anos no mercado e um faturamento, em 2005, de R$ 5 milhões, abriu um escritório em Miami para atender multinacionais americanas interessadas em usar as palavras certas, em português, em seus links patrocinados destinados ao mercado brasileiro.
A HotList também quer ampliar suas atividades para o mercado latino-americano e ainda atender a seus clientes interessados em realizar campanhas no mercado dos Estados Unidos. (...)
"Nos EUA já existem cerca de 2 mil agências como a HotList, que focam seus serviços e campanhas em marketing de buscadores. É uma nova modalidade de agência no mercado de publicidade e no Brasil, estamos entre os pioneiros neste segmento", conta Alexandre Kavinski, fundador e CEO da HotList.

O mercado brasileiro de links patrocinados nem completou 3 anos e já é responsável por mais de 15% do total da verba da publicidade on-line. Caminha para dentro de 2 anos chegar a abocanhar 40% do bolo publicitário, a exemplo do que ocorre hoje nos Estados Unidos. (...)
"Há empresas que registram uma palavra e outra centenas delas. O site BuscaPé, por exemplo, tem 3 mil palavras", conta Kavinski.
O interesse pelos links patrocinados é tanto que gerou um verdadeiro leilão de palavras. O valor pago inicial, nunca passa de centavos, mas algumas palavras interessam a um grande número de empresas dispostas a pagar mais por ela para aparecer nos topos das listas.

No Brasil, no último dia 29 de março de 2006, usando-se a ferramenta de exibição de ofertas do Yahoo! Search Marketing, as palavras mais valorizadas eram: "curso a distância", "curso profissionalizante", entre outras, ao custo de RS 50,00, seguidos de "pousadas em Paraty" por R$ 15, "desentupidora", por R$ 12 e "desentupimento", "rodizio" e "Renaissance", por R$ 10.
Não pense que apenas palavras de uso cotidiano fazem sucesso. (...) a número um das top ten do Google nos Estados Unidos pagavam U$ 54,33 pela expressão "mesothelioma lawyers", em que se inscreviam os advogados que cuidam de ações na justiça de vítimas de mesothelioma, um tipo de câncer. (...)

De olho na crescente competição interna, a HotList tornou-se representante exclusiva no Brasil do software Dynamic Bid Maximizer, da empresa australiana Apex Pacific. A ferramenta interage com buscadores como Yahoo! e Google e gerencia a posição do cliente no leilão de links patrocinados, garantindo a manutenção da posição ao menor custo possível e maximizando os investimentos neste tipo de campanha. (...) A ferramenta altera parâmetros como dia da semana, posição no ranking ou valor pago por visita (...) ainda ajuda a construir listas de palavras-chave (...) As configurações podem economizar até 85% do custo do lance no leilão.

Bem louco, teve o dom! Esse bagulho de desentupidora até tava ligado, versei aqui qdo tiozinho do Overture na época (hoje virou Yahoo) mandou o salve no mesmo jornal q desentupidora pagava de gatão como palavra mais cara, uscambau. Neste post, o Slid da Desentupidora Loremi chegou chegando, se pam o mano puxava um trampo no estilo do software Bid Maximizer, daquele jeito.
Liga q tb anotei quanto morre o preço de outras keywords, que saiu no Jornal Meio & Mensagem. Olha a conversa:
De palavra em palavra
25/9/2006 - Joao Paulo Nucci, M&M

Gisele Alves, gerente de marketing do Yahoo! Search Marketing Brasil, revela quanto custa algumas das palavras-chaves mais caras.
Desentupimento, etc - R$ 9,00
Bombas Pneumáticas, etc - R$ 7,00
Fragmentadora de Papel (marca), etc - R$ 5,50

Traficando informação, é nóis. Se virar, virou, sem miséria!

-> Arquivo: 3.10.2006 : Ganhar dinheiro com o blog, por causa do blog ou apesar do blog.
-> Arquivo: 18.4.2006 : Desentupidora, a palavra mais cara do Brasil
-> Arquivo: 27.2.2006 : Janio, mais um blogueiro empreendedor tupiniquim
-> Arquivo: 25.10.2005 : Google Base - All your base are belong to us?
-> Arquivo: 4.8.2005 : Yahoo Publisher Network Beta
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Cursos, Pousadas , Entupimento , Desentupimento e Fragmentadora
-> Compartilhando Banners : Livros : Livro - Emergência. A dinâmica de redes em formigas, cérebros e cidades e Marketing Hacker
-> Coletando : Amazon : Livro - The Search: How Google and Its Rivals Rewrote the Rules of Business and Transformed Our Culture
-> Coletando : Livraria Cultura: Livro - A Busca
-> Technorati Tags: , , , , , , ,
-> Blogblogs Tags: , , , , , , ,

8.12.06

A origem da árvore de Natal


Natal Reciclado, árvore feita com revista usada. Foto de Brincos de Princesa no Flickr

Liga rima bem louca do tiozinho J. A. Dias Lopes contando como nasceu a árvore natalina, se pam até o natal mesmo, maior esquema da igreja católica, cristã, sei lá, tipo dando um cato nos cultos pagãos, xamanistas, animistas, uscambau. Tipo reciclagem, 171, bota uma fé? Liga a matéria q saiu no suplemento Paladar do jornal O Estado de São Paulo ano passado, olha a conversa:
O batismo da árvore de Natal
15/12/2006 - J. A. Dias Lopes

Celebração familiar, quase sempre doméstica, o Natal reforça os laços de fraternidade entre as pessoas e transcorre geralmente ao lado de uma árvore natural ou falsa, decorada com estrelas, luzes, pinhas, pássaros, flores, frutas, miniaturas de casas, aves ou peixes, entre outros. Em volta da planta, colocam-se os presentes a serem trocados pelas pessoas, entre abraços e beijos, antes ou depois da ceia generosa, repleta de pães à base de ovos ou ingredientes requintados, e carnes recheadas com miúdos, passas, nozes, amêndoas e farofas.

Impossível imaginar o aniversário do fundador do cristianismo sem esses adereços. Mas poucos sabem que a árvore e os presentes do Natal têm origem pagã. Em nenhum de seus 27 livros o Novo Testamento se refere à festa, sequer informa o dia do nascimento de Jesus. Os estudiosos da Bíblia, porém, concluem que não ocorreu a 25 de dezembro, primeiro mês do inverno no hemisfério norte. A dedução se ampara em pistas fornecidas pelos textos sagrados. O Novo Testamento fala de pastores que, no nascimento do fundador do cristianismo, apascentavam ovelhas, uma prática interrompida nos meses do frio.

Por que, então, celebra-se o Natal a 25 de dezembro? A data foi oficializada na metade do século 4, pelo papa Júlio I (337 a 352). Vários povos antigos, inclusive
os romanos, adoravam na ocasião o propalado poder divino do sol. Comendo e bebendo, comemoravam o solstício de inverno – o momento em que a estrela em torno da qual a Terra gira atinge a maior distância angular sul do equador celeste.

Não conseguindo eliminar o culto popular, Júlio I decidiu incorporá- lo. Tomou uma decisão esperta. Os cristãos passaram a celebrar o nascimento de Jesus a 25 de dezembro e o solstício de inverno acabou sendo ofuscado pela nova comemoração.

A árvore sofreu o mesmo processo de batismo. Foi assimilada por ser uma idolatria indestrutível. Enraizada no solo, ereta e projetada para o alto, estabelecia
simbolicamente a ligação entre a terra e o além. Velhas mitologias a invocavam para representar a vida do cosmos, o crescimento, a multiplicação e a regeneração da natureza. Associavam-na a entidades imaginárias, divinas ou não.

Entre os egípcios, o cedro era relacionado a Osíris; os gregos ligavam o abeto a Átis, a azinheira a Júpiter, o loureiro a os germânicos colocavam presentes sob o carvalho sagrado de Odin, para as crianças pegarem e sorrirem. Às vésperas do solstício de inverno, os pagãos da Europa do Norte, especialmente da região compreendida pelos atuais territórios da Letônia, Lituânia e Estônia, embrenhavam-se nos bosques e cortavam pinheiros. Transportavam-nos às casas e os colocavam em vasos
de terra, exatamente como acontece agora; enfeitavam nos com guirlandas, ovos pintados e pequenos doces; por último, cantavam e dançavam em torno dos pinheiros ornamentados. Saudavam tanto o fenômeno astronômico como as colheitas obtidas no ano que findava.

A tradição foi incorporada por outros povos, especialmente pelos germânicos. No início do século 8, quando o monge beneditino anglo-saxão Bonifácio foi autorizado pelo papa Gregório II a trabalhar como missionário na Turíngia, Alemanha central, o então futuro santo católico se deparou com o culto generalizado da árvore. Primeiro, combateu-o duramente. Chegou a empunhar o machado e abater uma árvore sagrada erguida no topo de um monte, para mostrar a inexistência dos deuses pagãos. Depois, passou a invocar o perfil triangular do abeto como Símbolo da Santíssima Trindade.

Ao mesmo tempo, São Bonifácio constatou que árvores como o pinheiro, por exemplo, têm folhas perenes e resistentes. Assim, lembrariam Jesus, fonte da vida eterna. Os alemães adotaram facilmente a árvore do Natal. Acrescentaram-lhe frutas, doces, velas e flores de papel colorido – as brancas para representar a inocência; as vermelhas, o conhecimento. Além disso, difundiram-na internacionalmente.

A Inglaterra conheceu a novidade no século 17, através da família real, quando Sofia, neta do rei Jaime II, casou com o duque alemão Ernesto Augusto. Um dos filhos do casal ocupou o trono da Grã-Bretanha, assumindo o título de Jorge I. Nasceu, assim, a casa real britânica de Hannover, que chegou até a rainha Vitória. Não por acaso, esta soberana, que era casada com um alemão, o príncipe consorte Alberto, ajudou a popularizar a árvore de Natal. Os puritanos criticavam a presença da planta na evocação do nascimento de Jesus. Em 1848, porém, a revista Illustrated London News publicou uma gravura na qual a rainha Vitória, o marido e os filhos apareciam no interior do castelo de Windsor em torno de uma enorme árvore de Natal. Tudo o que a rainha Vitória fazia ditava moda. Enfraqueceram-se as resistências.

Na França, a novidade chegou em 1840, por iniciativa da princesa alemã Helena de Mecklemburgo, mulher do duque de Orleans. Portugal e Brasil foram adeptos ainda mais tardios. Hoje, em nosso país, o cristão que não a tiver em casa a 25 de dezembro estará realizando uma festa sem graça.

Sentiu firmeza? A árvore sagrada teve o dom de ficar de pé até hoje. Molecada reunida, presente, champanhe, a vida é louca. Uma pá de luzinha chinesa, paganismo, panetone, amigo oculto, bruxaria, uscambau.
Pode crer, tá valendo!

->Arquivo: 16.12.2005 : Amigo secreto artesanal pela internet
->Arquivo: 6.12.2005 : IV Feira Metropolitana de Economia Solidária e Trocas de São Paulo
->Arquivo: 28.11.2005 : Natal reciclado em Sorocaba/SP
->Arquivo: 21.12.2004 : Natal Reciclado em Nova Friburgo/RJ
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Árvore de Natal, Jesus Cristo, Panetone , Natal e Wicca
-> Taba : Cachimbando : Blog Idéias pro Mercado Livre
-> Compartilhando Banners : Brinquedos Artesanais e Livro - A Economia Solidária no Brasil. A autogestão como resposta ao desemprego.
-> Technorati Tags: , , , , , , ,
-> Blogblogs Tags: , , , , , , ,

6.12.06

Kioshi, blogueiro empreendedor por necessidade

Liga q milidias trombei com o Blog do Kioshi, q milianos manda rima sobre games, playstation, nintendo, medicina, mangá, tradução, j-pop, eczema, animê, uscambau. 1-2 tb pagando com o vulgo Mauro Tojo, daquele jeito. Então, o embaçado é q ele deixou de bater cartão no trampo, em consultório, hospital, por causa de uma treta com a doença de pele dermatite atópica.
Ligeiro ele se jogou em tentar a sorte levantando um arrecado com programa de afiliados nos blogs e correrias online, Mercado Sócios, Ad Sense, Dreamhost, e até mesmo doação direta via BRpay e Sendep. Sente o drama: Campanha de Arrecadação pró Kioshi.
Tipo, virou blogueiro empreendedor, problogger, sei lá, por necessidade. Não teve escolha se pam, sem salário e carteira assinada, sem massagem. Sem dar brecha, além da fita com uma pá de blog e site, o mano tb bota fé fazendo teletrabalho com tradução, liga nóis: traducao.org. Trampo remoto, a distância, cliente nem chia com a cor ou estado da pele, roupa, cabelo do trabalhador, demorou.

Sentiu firmeza? Sem miséria!

-> Arquivo: 03.10.2006 : Ganhar dinheiro com o blog, por causa do blog ou apesar do blog.
-> Arquivo: 20.9.2006 : Mercado Sócios 3.0 e loja na Amazon Associates
-> Arquivo: 30.7.2006 : Bruno Alves, mais um blogueiro empreendedor tupiniquim.
-> Arquivo: 16.6.2006 : Usabilidoido: Receita boa com Adsense e 80% de trabalhos através do blog
-> Arquivo: 12.6.2006 : Teletrampando pros gringos
-> Arquivo: 14.5.2006 : Entrevista de Edney na Revista Época - Ganhar 20 mil com blog
-> Arquivo: 27.2.2006 : Janio, mais um blogueiro empreendedor tupiniquim
-> Arquivo: 19.1.2006 : Edney (Interney) conta q largou emprego pra virar blogueiro profissional
-> Arquivo: 25.5.2005 : Carreirasolo.org discute sustentabilidade de blogs tupiniquins
-> Br101.org : Brazil Ethanol - Incubablog nº 001
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Limpeza da Pele, Wii e Playstation
-> Compartilhando Banners : Livros : Blogs! e Free Agent Nation
-> Coletando : Amazon : Livro - Money For Content and Your Clicks For Free: Turning Web Sites, Blogs, and Podcasts Into Cash
-> Technorati Tags: , , , , , , ,
-> Blogblogs Tags: , , , , , , ,

13.11.06

Sites de aluguel de bolsa Prada, games originais, uscambau.

Liga matéria de milianos no Wall Street Journal em português, q sai encartado no Estadão. Tipo rimando sobre uma pá de correria de aluguel de mercadoria usada, tipo posse sem propriedade, na mesma levada do Netflix (aluguel de DVD), uscambau. Tem até esquema com bolsa de marca, tipo grife, Louis Vuitton, Prada, Chanel, Dolce Gabbana, Armani, Christian Dior, Versace, tudo pra alugar, trocar pela web, pagando de gatinha sem comprar nada, pá e tal. Liga o nome do bagulho: Bag Borrow or Steal(Empreste a bolsa ou roube), maior comédia. Olha a conversa:
No mundo da alta tecnologia, não seja tão possessivo. 'Compre, ame e venda'
19/10/2005 - Por Nick Wingfield
The Wall Street Journal

Karl Marx achava que a propriedade privada tinha de ser abolida antes que a sociedade pudesse aperfeiçoar-se. Só que ele nunca viu Mark Rosa trocar seus tacos de golfe.

O professor de ensino básico de Antlers, no Estado americano de Oklahoma, costumava comprar tacos novos a cada dez anos, mais ou menos. Graças a um programa da Callaway Golf Co., ele agora os troca praticamente todo ano. Rosa, de 45 anos, compra seu material esportivo online, enviado pelo correio pela Callaway. Ele manda de volta os tacos antigos na mesma caixa, conseguindo em geral uns US$ 300 por um conjunto que originalmente lhe custou US$ 500.

"Jogo com um cara no clube local — ele tem 70 anos, e ainda usa um conjunto (de tacos) anos 50", diz Rosa. "Há gente como eu, a geração mais nova, que busca a tecnologia mais nova, em busca de uma vantagem."

Por todos os Estados Unidos, pessoas que costumavam comprar coisas agora estão alugando ou trocando imediatamente por coisas mais novas. Esses consumidores se importam menos em ter objetos que sejam realmente deles e mais em ter o mais novo e o melhor. Se antes eles podiam consumir dessa maneira apenas em algumas áreas, como o arrendamento de carros, agora podem fazê-lo com bolsas, eletrônicos, filmes e música.

Por exemplo, o modelo de locação de DVDs inaugurado nos Estados Unidos pela Netflix Inc. — no qual 3,5 milhões de assinantes pagam em geral US$ 18 por mês para alugar filmes enviados pelo correio e devolvidos em envelopes com postagem pré-paga — foi adotado por empresas como Jiggerbug e GameFly para audiolivros e videogames. A RealNetworks Inc., criadora do RealPlayer, aluga acesso a música online. O segmento de mais rápido crescimento da Encyclopaedia Britannica Inc. não é o de livros ou o de CD-ROMs, mas o de acesso online a sua enciclopédia. Os clientes "não pensam mais em possuir esse tipo de produto eternamente", diz Patti Ginnis, uma executiva de marketing da Britannica.

A tecnologia cria e satisfaz esse desejo. Novos produtos ficam obsoletos ou fora de moda numa velocidade assustadora. Ao mesmo tempo, a internet criou um mercado enorme e eficiente para a encomenda de novos produtos e a rápida venda deles em sites como o eBay, a casa de leilões virtual que possui o Mercado Livre no Brasil.

Paul Archambault, um programador de computador de Waterford, no Estado de Nova York, compra e vende na eBay como pessoas pegam livros na biblioteca. Numa madrugada recente, às 3h, enquanto se dirigia ao aeroporto de Albany, ele entrou num Wal-Mart e pagou quase US$ 200 por um videogame portátil Nintendo DS e dois jogos para manter-se ocupado numa viagem a Des Moines, Iowa.

Enquanto esperava o embarque, Archambault fotografou o aparelho, que estava ainda na caixa, e enviou as imagens a um leilão da eBay a partir de seu laptop, usando a conexão sem fio do terminal. Seu anúncio mencionava que ele planejava usar o console apenas no fim de semana. O leilão foi concluído no dia seguinte ao da volta de Archambault, e arrecadou pouco mais que os US$ 200 que ele pagou. "Adoro ter o mais novo e o melhor", explica.

Anos atrás, a eBay Inc. começou a enviar emails aos usuários sugerindo preços pelos quais itens recém-adquiridos poderiam ser revendidos. Houve uma forte resposta de pessoas que queriam vender celulares, iPods, PCs e equipamento esportivo, diz Michael Dearing, gerente de mercadorias gerais da eBay. Para encorajar os novos locadores virtuais, a eBay começou a usar o slogan "Compre, Ame, Venda".

Nicole Mazzola Ferrer, uma gerente de projeto de 30 anos de uma empresa de tecnologia de Kirkland, Estado de Washington, paga US$ 50 por mês para alugar bolsas de um serviço na Web chamado Bag Borrow or Steal. Uma de cada vez, ela pega bolsas que custam até US$ 500 nas lojas. Ela as usa de alguns dias a um mês, antes de enviá-las de volta e trocá-las por um novo modelo, se a novidade se apaga ou uma ocasião especial surge.

Mazzola Ferrer diz que não se importa em carregar uma bolsa usada. Ela calcula que costumava gastar mais de US$ 100 por mês comprando bolsas das quais "se cansaria" rapidamente. Alugando, ela pode usar bolsas melhores do que poderia comprar. E, acrescenta, "meu marido gosta do fato de que metade do armário não é consumida por bolsas".

Algumas mulheres podem não gostar da idéia de emprestar bolsas usadas. Adam Dell, um capitalista de Nova York que investiu na Bag Borrow or Steal, diz que todas as bolsas da companhia são entregues em excelentes condições, depois de serem inspecionadas e limpas.

Tá valendo. Sem miséria!

-> Arquivo: 13.8.2006 : Tati Quebra Barraco pra patricinhas e playboys no Estadão
-> Arquivo: 28.6.2006 : Mercado Luta e Marcapop, palavras chaves frente a frente no Mercado Livre e nos blogs
-> Arquivo: 1.6.2006 : Tupiconomics #6 - Por que o brasileiro prefere dar ou jogar fora do q vender um produto usado?
-> Arquivo: 4.5.2006 : Aluguel de DVDs com mensalidade, o modelo Netflix no Brasil.
-> Arquivo: 28.4.2006 : Microcrédito C2C, empréstimos e investimentos pessoa a pessoa na internet
-> Arquivo: 26.3.2006 : Escambo e trocas na Internet
-> Arquivo: 31.10.2005 : Americano quer Irmãos Campana em copyleft e mais barato
-> Arquivo: 18.7.2005 : Cocadaboa no Mercado Livre
-> Arquivo: 7.7.2005 : Bolsinha feita com saco plástico reciclado
-> Coletando : Mercado Livre : Bolsa, Puma, Prada, Luis Vuiton, Louis Vuitton e Games
-> Taba : Cachimbando : Blog Idéias pro Mercado Livre
-> Camiset.andh.us : Marcas Falidas : Anjinho Fiorucci
-> Compartilhando Banners : Mercado Livre : Livro - Moda e Comunicação - Malcom Barnard e Roupas e produtos personalizados no Mercado Livre (gif animado)
-> Coletando : Amazon : Livro - Breakfast at Tiffany's
-> Technorati Tags: , , , , ,
-> Blogblogs Tags: , , , , ,

3.11.06

Tupiconomics #9 - Por que no Brasil as pessoas ainda usam filtro de barro para água, mesmo nas grandes cidades?


Porque não confia no tratamento de água do governo. Apesar de pagar conta da empresa de saneamento, imposto, uscambau, brasileiro não leva uma fé q cloro, serviço público, empresa estatal, tem o dom de fazer o serviço direito. Então, liga q aqui em pindorama tipo vc tromba na direta com filtro de barro, ozonizador, purificador, galão, bombona de água mineral, na casa de uma pá de tiazinha, mesmo em goma com acesso e servida com água tratada, encanada, daquele jeito. Sei lá, maluco sente o drama com empresa pública e estado naquela levada, hospital, escola, justiça, vixi, se pam água e esgoto é no mesmo naipe. Prefere ele mesmo adiantar o corre, filtrando, purificando a água, sem vacilo, guardando na moringa, tipo milianos. Se pam, tratamento descentralizado, c2c, dando fuga, complementando saneamento e distribuição centralizada, tratamento industrial, pá e tal. Tá valendo, é muita treta!

-> Arquivo: 8.9.2006 : Tupiconomics #8 - Por que o brasileiro sempre deixa sobrar comida no prato?
-> Arquivo: 7.7.2006 : Tupiconomics #7 - Por que notícia ruim dá mais audiência e vende mais jornal?
-> Arquivo: 1.6.2006 : Tupiconomics #6 - Por que o brasileiro prefere dar ou jogar fora do q vender um produto usado?
-> Coletando : Mercado Livre : Busca : Filtro, Bebidas e Purificador
-> Coletando : Livraria Cultura: Livros Sebastiana Quebra Galho e Freakonomics (em português)
-> Technorati Tags: , , , ,
-> Blogblogs Tags: , , , ,