Camisetando até umas horas. Daquele jeito!
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Se o ciberespaço é a última fronteira da humanidade, quem vai fazer o papel dos índios?
Estou passando noticias como foi a oficina sobre Trocas Solidárias e Moeda Social dia 29 de novembro. Bem, ela aconteceu no Galpão Criolo do Ceprima, na zona norte de Porto Alegre, com a presença do Luis Paulo Arena Alves, da AMENCAR - RS, que nos proporcionou uma vivência de Feira com uso da moeda social, criada pelo grupo. O nome escolhido para nossa moeda social neste exercício foi Obirici, em homenagem a uma personagem de uma Lenda indígena, que já batiza uma praça e um viaduto aqui na zona norte.
Um australiano de 22 anos comprou uma ilha virtual por US$ 26,5 mil (cerca de R$ 72 mil).
O jovem, um fanático por videogames conhecido apenas por seu pseudônimo na internet, Deathifier, comprou a ilha em um leilão virtual.
A localidade só existe no RPG Project Entropia, em que milhares de jogadores podem interagir em tempo real online.
O Entropia permite que os jogadores comprem e vendam itens virtuais usando dinheiro de verdade, enquanto fãs de outros games geralmente usam o eBay para vender suas mercadorias virtuais.
No Entropia, os jogadores trocam moeda real por PEDs (singla em inglês para "Dólares do Projeto Entropia), e os reconvertem em dinheiro depois de fechar o negócio.
No início deste ano, economistas estimaram que os RPGs que estimulam o comércio online gera um faturamento equivalente ao PIB da Namíbia.
A ilha virtual tem um enorme castelo abandonado e praias paradisíacas, descritas como "perfeitas" para abrigar um grande complexo imobiliário à beira-mar.
Deathifier deve lucrar com o investimento, já que poderá cobrar impostos de outros jogadores que quiserem ir à ilha para caçar ou explorar minas de ouro.
O jogador australiano já começou a vender terrenos para quem quiser construir casas virtuais.
Autores confeccionam livros de ver e ler - 14/12/2004
LUCIANA ARAUJO, DA REDAÇÃO
Editora Fina Flor lança hoje quatro obras feitas artesanalmente com tiragem de apenas 80 exemplares
"Estive com saudades de coisas novas e me lembrei de você." A editora Fina Flor lança hoje, às 19h, na galeria Vermelho, quatro "suvenires de literatura", como define uma de suas sócias, Cristiane Lisbôa, 23.
Em duas semanas, a artista plástica Pinky Wainer, a estilista Rita Wainer, o designer Miranda e o crítico da Folha Xico Sá escreveram, montaram, pintaram e bordaram literalmente seus próprios livros, que terão apenas 80 exemplares cada um, todos com intervenções artesanais.
"A Fina Flor propõe uma parceria com o autor. Não impomos nada, não alteramos textos ou imagens. Não queremos que artista e obra se distanciem como acontece em muitos casos, em que o escritor nem reconhece o que há de seu trabalho numa capa imposta", argumenta Lisbôa.
E foi justamente esse passe livre que fascinou Pinky Wainer, 50. "A mim incomoda muito essa coisa de tudo o que se faz ter um cliente na ponta", desabafa a artista, que já desenvolveu muitos trabalhos com editoras comerciais na elaboração de capas e design de livros. "Eu sempre tive vontade de trabalhar com livros com liberdade total", completa.
Desejo agora concretizado com o lançamento de "Vendo Alma Vagabunda com Tatuaje del Che" (R$ 80). Compilação de trabalho, o livro de Pinky Wainer é o registro em frases, fotos, desenhos e recortes - material recolhido desde a década de 80- de um percurso marcadamente ideológico: "Cada dia fico mais indignada com o que se tem feito com aqueles que não estão no poder", destaca ela. Ao mesmo tempo, cada página carrega a busca da artista por uma expressão contemporânea, não só politicamente, mas também no plano estético. "Se Picasso fosse vivo, ele não ia sair do photoshop", supõe.
Voltada para um universo mais intimista, às avessas da mãe -como visto acima-, Rita Wainer, 27, tece sobre páginas de feltro cor-de-rosa e algodão uma narrativa introspectiva e estampada de melancolia, em "I'm Not Alone" (R$ 100). "Preferi não sair do meu universo, trabalhando com os materiais que uso para fazer as roupas e também com sentimentos internos", conta a estilista.
Sobre frases como "enquanto isso/bordava você ouvindo a mais bela canção de amor" e "... desculpa aí, Deus... valeu mesmo mas agora já foi./ me virei sozinha", a estilista alinhava a história de uma menina triste, enredo que às vezes contrasta com o brilho dos paetês, pérolas e cristais que integram a obra. "Sempre achei beleza na tristeza", diz a estilista.
Que a capa em forma de caixão - de madeira e com um espelhinho que reflete a imagem de quem olha para ela, como a do morto- , de "A Defunta" (R$ 69), de Miranda, 28, não afugente. "O tema não é exatamente a morte, mas a solidão", diz o autor.
A variedade de manifestações trabalhadas por ele sobre um mesmo tema e suporte merece ser conferida, desde o flip book, que simula uma cruz em procissão, até o microconto, no qual dois personagens conversam diante do corpo de alguém que amaram.
"Se um Cão Vadio aos Pés de uma Mulher Abismo" (R$ 51), de Xico Sá, é uma coletânea de "dores de amor". Em espécies de entrevistas disfarçadas, o autor colheu histórias em bares, manicures, dedicatórias de livros, ouviu amigas, vasculhou lixos e sarjetas. "Fiquei espantado com a quantidade de cartões de amor que são jogados fora", diz Sá.
Desses restos de tantas histórias que acabaram, ele construiu uma narrativa com várias vozes, mas também autobiográfica.
LANÇAMENTOS DA EDITORA FINA FLOR. Com exibição do vídeo "Sem Título", de Frank Dezeuxis e Rodrigo Garcia Dutra e apresentação da performer Renata Bastos. Onde: galeria Vermelho (r. Minas Gerais, 350, Higienópolis, SP). Quando: hoje, às 19h. Quanto: entrada franca. Os livros podem ser comprados pelo site www.editorafinaflor.com.